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sábado, 15 de janeiro de 2011

De Corpo e Alma

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Dueto A Força do Amor


Como herdeiro do trono, o príncipe Tair Al Sharif é movido pelo dever para com seu país. Para ele, as mulheres são apenas amantes.

E Molly James, com suas roupas sem cor e óculos de aros grossos, certamente não é do tipo que ele costuma seduzir.
Mas Tair fica ultrajado ao concluir que ela é, na verdade, uma sedutora disfarçada. Por isso, precisa ser detida antes que possa prejudicar sua família!
No entanto, ele logo descobre que Molly é, na verdade, inocente... em todos os sentidos...

Capítulo Um

Acreditava-se que Tair Al Sharif era um diplomata por natureza, mas as pessoas estavam enganadas.
Ele não era um diplomata, apesar de ter sido forçado a assumir esse papel em muitas ocasiões, por necessidade. Tanto não o era que, quando o olhar de seu primo mais uma vez passou dele para a jovem inglesa sentada do outro lado da mesa, sentiu vontade de lhe dar um bom chacoalhão e exigiu saber com o que pensava estar brincando.
— Como está seu pai, Tair?
O burburinho da conversa ao redor da mesa parou quando Tair desviou o olhar do perfil do príncipe de Zarhat e voltou sua atenção para o homem que era o governante hereditário daquele país.
— A morte de Hassan foi um baque muito grande para ele.
O rei suspirou e balançou a cabeça negativamente.
— Um homem não devia viver mais que seus filhos. Não é a ordem natural das coisas. Mas ele ainda tem você, Tair, e isso deve ser um conforto para ele.
Se seu pai sentisse algum conforto com aquilo, estava escondendo bem seus sentimentos. Um brilho irônico surgiu nos olhos azuis de Tair enquanto ele se lembrava da última discussão que tivera com o pai.
— Eu confiei em você e o que você fez, Tair? —A expressão no rosto do rei Malik se fechara no momento em que dera um soco na mesa, fazendo com que toda a pesada prataria pulasse. Anos atrás, quando ainda era um menino, Tair se esforçava para esconder sua reação diante das explosões imprevisíveis e às vezes violentas de seu pai, mesmo que tais atitudes de fúria descontrolada o enojassem. Mas, agora, ele não precisava se esforçar, pois a raiva de seu pai não mais o assustava, era apenas um pouco indesejada.
— Que pena que não foi você o atropelado no lugar de seu irmão. Ele sabia como ser leal e respeitoso a mim. Ele teria me ajudado nessa situação, e não tirado proveito de meu sofrimento para me atacar pelas costas.
— Eu tentei entrar em contato com o senhor em Paris.
O sofrimento de seu pai não havia interferido de maneira perceptível em sua vida social. O rei Malik descartou esse comentário balançando os dedos curtos e repletos de anéis, com um som de desdém saindo de seus lábios.
— Mas fui informado de que o senhor não devia ser perturbado. — Tair sabia que esse era apenas um código para informar que seu pai estava no meio de um jogo de pôquer.
O rei semicerrou os olhos ainda mais ao olhar para o filho que lhe restava, sem demonstrar qualquer sinal de afeição.— Seu problema, Tair, é que você não tem visão. Não pensa na situação geral, mas apenas em coisas como estações de tratamento de água...

O Limite da Paixão

Dueto A Força do Amor




Com seu irresistível charme mediterrâneo e forte presença, o cineasta espanhol Leandro Reyes dominava as mulheres.

Porém, ao conhecê-lo no caminho de Compostela, Isabella se sentira diferente de todas as outras... Afinal, ele a tratara de um modo especial.
No entanto, na manhã seguinte, ela se deu conta de que era apenas mais uma em sua longa lista... Ou não?
Afinal, Leandro não poderia ignorar as conseqüências daquela noite de amor...

Capítulo Um

Maio de 2004
— Não! Não me importo com nada do que está me dizendo, Emilia. Nem que nunca mais dirija a palavra a mim, mas não vou interromper a pesquisa para o meu livro e me deslocar para Deus sabe onde, na tentativa de conseguir uma entrevista com algum desses diretores de cinema egocêntricos!
Não adianta continuar insistindo!
Isabella respirou fundo após o desabafo exacerbado com a irmã e permaneceu por alguns minutos na recepção do hotel, tamborilando as pontas dos dedos no balcão.
Um suor quente e incômodo escorria pelas costas. Fizesse sol ou chuva, o calor naquela época do ano era abrasador.
Agora mesmo seria capaz de vender a alma por uma ducha, uma bebida gelada e um co­chilo em seu pequeno quarto, ainda que bastante confortável.
Só então, com as forças recobradas, voltaria a trabalhar em seu livro.
Passara o dia inteiro entrevistando os peregrinos que se aventuravam na famosa rota até Santiago de Compostela.
Agora, suas costas e seus pés estavam doloridos, mas a companhia e o entusiasmo dos caminhantes a estimulavam a ponto de pre­cisar apenas de alguns minutos de descanso, antes de voltar a pensar no trabalho duro que ainda restava.
Naquele momento tudo o que Isabella não desejava era pegar um avião para ir atrás de um homem que aparentemente protegia a própria privacidade com extremo afinco.
E, ainda por cima, tudo para ajudar a irmã, impulsiva e ambiciosa, que estava implorando por uma reportagem exclusiva com Leandro Reyes, o diretor de cinema.
O que Emilia queria era nada mais, nada menos do que sacrificar o tempo de Isabella para conseguir um furo de reportagem para a sua própria revista!
Aquilo tudo não passava de mais uma das suas demandas egoístas.
— Por favor, Isabella. Não pode se recusar a me ajudar! Você também está em Porto de Vigo, que por coincidência é a mesma cidade em que Leandro Reyes está hospedado!
Não sei mais o que fazer para convencê-la. Olhe, diga qual é o seu preço, eu pago para que consiga essa entrevista.
— Pelo amor de Deus, Emilia! Não quero o seu dinheiro. Apenas quero prosseguir com o meu trabalho e com a minha viagem em paz!