A última gota... para a paixão!
Joanna Jones achava que seu novo vizinho, Joshua Jones, era decididamente irritante. Na verdade, ele parecia divertir-se com os enganos do carteiro, que insistia em colocar os envelopes perfumados endereçados ao sr. Jones na caixa de correio da srta. Jones.
E não dava a mínima se seu cachorro vira-lata e a cachorrinho cocker spaniel de Joanna haviam se apaixonado. Além de tudo isso, mostrava-se encantado quando as pessoas confundiam-se, imaginando que Joanna era sua esposa...!
O descontraído Joshua tentava convencer a convencional Joanna de que a vida poderia ser muito boa e fácil de se viver, embora fosse evidente que ela não precisava de seus conselhos. Porém, ao descobrir que Joanna pensava em se casar com um homem a quem não amava, simplesmente teve de impedi-la. Afinal, uma mulher maravilhosa como aquela merecia um homem igualmente maravilhoso... como o próprio Josh, por exemplo!
Capítulo Um
Garotas Bronzeadas nas Bahamas, anunciava a manchete da revista de esportes. Joanna girou os olhos para o alto e apertou a revista com mais força que o necessário, formando rugas na coxa bronzeada da garota da capa.
Um rosnar delicado no sofá a fez virar-se.
— Sei que não tenho nada a ver com isso, Arabela, mas às vezes fico imaginando que tipo de homem mora naquele apartamento.
Os suaves olhinhos marrons a encararam com solidariedade, antes que Arabela suspirasse e recostasse a cabeça na almofada do sofá. Os pelos cor de mel formavam ondas perfeitas em seu corpinho enroscado.
— Sabe de uma coisa? — Joanna continuou. — Até entendo que o carteiro faça confusão com a semelhança dos nomes, mas pensei que, depois da semana passada, ele estivesse se esforçando para prestar um pouco mais de atenção.
— Desculpe, dona. — O carteiro rira, quando Joanna o informara de seu engano, na semana anterior. — Mas a senhora compreende, Joshua Jones, Joanna Jones... os nomes se misturam, quando a gente está com pressa.
Ela concordara, relutante. Não era grande coisa, ter de transferir a correspondência de Joshua Jones da sua caixa de correio para a dele, porém o forte perfume de um dos envelopes endereçados a ele permanecera em sua mão por quase seis horas, apesar de Joanna tê-la lavado várias vezes.
Sem esperar que Arabela fizesse qualquer tipo de comentário, Joanna olhou para a etiqueta na capa da revista.
— Sei que Jones é um sobrenome comum, mas acho que o serviço de correio deveria ser mais cuidadoso, em tais casos.
Tendo mudado recentemente para o primeiro andar do prédio em estilo vitoriano, num bairro tranquilo de São Francisco, Joanna ainda não se encontrara com o discreto morador do apartamento em frente ao seu.
Suspirando de resignação, enrolou a revista e abriu a porta, saindo para o vestíbulo que separava os dois apartamentos e onde uma escada levava para o andar superior. Mudara-se havia apenas dez dias, mas sabia que um dos apartamentos de cima, diretamente sobre o seu, era ocupado por um jovem casal, que vira uma única vez. O outro, pertencia a um homem mais velho, sr. Davies, que conversara com ela no dia da mudança, enquanto seus móveis eram descarregados.
Mas Joshua Jones continuava sendo um mistério. Não vira nem um sinal dele, em todos aqueles dias. Talvez estivesse de férias, pensou, enquanto olhava para a porta fechada. Então, subitamente a porta se abriu, e ela encontrou-se encarando um metro e oitenta de sólida virilidade.
Apanhada de surpresa, tinha uma vaga consciência de que o examinava, mas não conseguiu evitar. Ele usava um agasalho de ginástica cinza, bastante gasto, cuja malha parecia esticar-se contra os músculos desenvolvidos. E quando ergueu o rosto, encarando-o, deparou com um par de olhos muito azuis, que a fitavam com divertida curiosidade.
— Em que posso ajudá-la?
O tom da voz dele também parecia divertido, e Joanna Jones não gostava de ser motivo de riso. Segurando a revista pelo canto, estendeu-a na direção dele.
— Acho que isto lhe pertence.
Seus olhos castanhos claros haviam perdido o brilho de surpresa e, agora, tentavam demonstrar uma fria sofisticação. Os dele estreitaram-se e, em seguida, passearam por todo o corpo de Joanna, fazendo uma breve pausa na altura de onde os seios despontavam sob o suéter amarelo, antes de retornarem para a revista que ela mantinha estendida no ar.
— Sim, é minha — respondeu. — Onde a encontrou?
— Foi deixada na minha caixa de correio, por engano. — Joanna indicou a porta de seu apartamento, atrás de si. — Desde que temos nomes parecidos, além do endereço, o carteiro já avisou que não pode garantir perfeição em seus serviços.
— E você é...?

O descontraído Joshua tentava convencer a convencional Joanna de que a vida poderia ser muito boa e fácil de se viver, embora fosse evidente que ela não precisava de seus conselhos. Porém, ao descobrir que Joanna pensava em se casar com um homem a quem não amava, simplesmente teve de impedi-la. Afinal, uma mulher maravilhosa como aquela merecia um homem igualmente maravilhoso... como o próprio Josh, por exemplo!
Capítulo Um
Garotas Bronzeadas nas Bahamas, anunciava a manchete da revista de esportes. Joanna girou os olhos para o alto e apertou a revista com mais força que o necessário, formando rugas na coxa bronzeada da garota da capa.
Um rosnar delicado no sofá a fez virar-se.
— Sei que não tenho nada a ver com isso, Arabela, mas às vezes fico imaginando que tipo de homem mora naquele apartamento.
Os suaves olhinhos marrons a encararam com solidariedade, antes que Arabela suspirasse e recostasse a cabeça na almofada do sofá. Os pelos cor de mel formavam ondas perfeitas em seu corpinho enroscado.
— Sabe de uma coisa? — Joanna continuou. — Até entendo que o carteiro faça confusão com a semelhança dos nomes, mas pensei que, depois da semana passada, ele estivesse se esforçando para prestar um pouco mais de atenção.
— Desculpe, dona. — O carteiro rira, quando Joanna o informara de seu engano, na semana anterior. — Mas a senhora compreende, Joshua Jones, Joanna Jones... os nomes se misturam, quando a gente está com pressa.
Ela concordara, relutante. Não era grande coisa, ter de transferir a correspondência de Joshua Jones da sua caixa de correio para a dele, porém o forte perfume de um dos envelopes endereçados a ele permanecera em sua mão por quase seis horas, apesar de Joanna tê-la lavado várias vezes.
Sem esperar que Arabela fizesse qualquer tipo de comentário, Joanna olhou para a etiqueta na capa da revista.
— Sei que Jones é um sobrenome comum, mas acho que o serviço de correio deveria ser mais cuidadoso, em tais casos.
Tendo mudado recentemente para o primeiro andar do prédio em estilo vitoriano, num bairro tranquilo de São Francisco, Joanna ainda não se encontrara com o discreto morador do apartamento em frente ao seu.
Suspirando de resignação, enrolou a revista e abriu a porta, saindo para o vestíbulo que separava os dois apartamentos e onde uma escada levava para o andar superior. Mudara-se havia apenas dez dias, mas sabia que um dos apartamentos de cima, diretamente sobre o seu, era ocupado por um jovem casal, que vira uma única vez. O outro, pertencia a um homem mais velho, sr. Davies, que conversara com ela no dia da mudança, enquanto seus móveis eram descarregados.
Mas Joshua Jones continuava sendo um mistério. Não vira nem um sinal dele, em todos aqueles dias. Talvez estivesse de férias, pensou, enquanto olhava para a porta fechada. Então, subitamente a porta se abriu, e ela encontrou-se encarando um metro e oitenta de sólida virilidade.
Apanhada de surpresa, tinha uma vaga consciência de que o examinava, mas não conseguiu evitar. Ele usava um agasalho de ginástica cinza, bastante gasto, cuja malha parecia esticar-se contra os músculos desenvolvidos. E quando ergueu o rosto, encarando-o, deparou com um par de olhos muito azuis, que a fitavam com divertida curiosidade.
— Em que posso ajudá-la?
O tom da voz dele também parecia divertido, e Joanna Jones não gostava de ser motivo de riso. Segurando a revista pelo canto, estendeu-a na direção dele.
— Acho que isto lhe pertence.
Seus olhos castanhos claros haviam perdido o brilho de surpresa e, agora, tentavam demonstrar uma fria sofisticação. Os dele estreitaram-se e, em seguida, passearam por todo o corpo de Joanna, fazendo uma breve pausa na altura de onde os seios despontavam sob o suéter amarelo, antes de retornarem para a revista que ela mantinha estendida no ar.
— Sim, é minha — respondeu. — Onde a encontrou?
— Foi deixada na minha caixa de correio, por engano. — Joanna indicou a porta de seu apartamento, atrás de si. — Desde que temos nomes parecidos, além do endereço, o carteiro já avisou que não pode garantir perfeição em seus serviços.
— E você é...?


