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quarta-feira, 2 de março de 2011

Vivendo Com Um Aventureiro

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

A bordo de um iate de corrida, Charles desafiava o mundo!

Charles era o herói dos sonhos de Melissa.
Um dia ele partiu pelo mundo, em busca de emoções e aventuras.
Desafiando os preconceitos de sua pequena cidade, Melissa foi em seu encalço, encontrando-o em meio aos boêmios do jet-set internacional.

Apaixonada, não levou a sério a aparência de playboy que ele cultivava, e entregou-se de corpo e alma!
Mas seu ídolo não tardou a mostrar-se inconstante e infiel, fazendo-a suspeitar de que havia feito uma escolha precipitada.

Capítulo Um

— Tudo bem?
— Sim, estou bem, mesmo.
— Tem certeza que não quer ir?
— Tenho — Melly confirmou com um sorriso. — Pode ir, di­virta-se.
— Então, se você está certa, posso ir.
— Estou certa. Pode ir.
Respondendo com um sorriso, beijou-a de leve, pegou as chaves do carro, e saiu.
Tão meticuloso, tão polido, mas, também tão ansioso para ir em­bora.
Assim que ficou sozinha, uma sombra de preocupação escu­receu os lindos olhos cor de mel.
Levantando-se, foi até a janela para observá-lo.
Gostava de ver sua figura esguia e elegante. Charles. Seu marido.
O homem que ela adorava ao ponto de se sentir à beira da loucura.,O homem que não a amava. Teria ele idéia do que seus beijos significavam para ela?
Não, duvidava que ele dedicasse um único pensamento aos beijos que lhe dava.
Com um sorriso triste, acariciou suavemente seu ventre intumescido.
Charles, a quem ela confortara por ocasião da morte de seu melhor amigo, em um acidente de lancha.
Charles, que fizera amor com ela em um momento de angústia e dor e, que depois, ao saber de sua gravidez, casara-se com ela.
Charles, a quem amara desde a idade de dez anos, mas que jamais se casaria com ela não fosse o bebê.
Com um longo suspiro, fechou a pesada cortina de brocado antes de voltar à poltrona de couro que ficava em frente à lareira.
Não importava para onde olhasse, só conseguia enxergar Charles.
Naquele momento, visualizava-o estacionando o carro em frente ao cassino, entrando a passos largos e sorrindo para os amigos e conhecidos.
Descontraído, pontual, elegante. Adorado.
Um homem admirado pelas mulheres; invejado pelos homens.
Um homem que, provavelmente, não se lembrava de nada sobre ela. Despreocupado... Não, não era verdade, mas era essa a impressão que ele gostava de dar, era a máscara que ele mostrava ao mundo.
Porque era atraente, charmoso e, ela o amava, fizera dele um herói incompreendido.
Convencera-se de que seus sogros eram tiranos porque o haviam abandonado.
E, levando em conta essa suposição, não seria possível que não tivesse sido Charles o incompreendido, mas, sim, seus pais?
Porém, lembrando-se da austeridade de seus ensinamentos moralistas, Melly balançou a cabeça. Não, ela acreditava em Charles.
Todos nós não acreditamos naquilo que queremos acreditar?

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