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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Visão do Paraíso

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Quando Kim chegou naquela fazenda da Austrália, pensou que estivesse diante de uma visão do paraíso. 

Os campos eram verdes, o gado pastava tranqüilo, e havia ainda Garrick Lang, com seu ar selvagem e o jeito insolente, parecendo um autêntico vaqueiro do velho oeste. Logo ela descobriria, porém, que aquele lugar poderia ser um inferno. E tudo por causa de Garrick, que a tratava como uma aventureira, insistindo que ela estava ali apenas para conquistá-lo e garantir seu futuro, já que ele era um fazendeiro rico e poderoso. 
Kim sabia que Garrick tinha várias provas contra ela, mas mesmo assim queria mostrar que era inocente e o amava. Como fazê-lo acreditar nela?

Capítulo Um
Estava abafado no Aeroporto Internacional de Perth, Austrália. Kim Grantley estava cansada.
Esperava que seu tio Joe viesse logo buscá-la. Ia passar uma temporada de seis meses na casa dele. Não conhecia o tio pessoalmente; vira apenas uma fotografia de Joe, tirada há trinta anos.
A longa viagem da Inglaterra até Perth tinha acabado com a disposição de Kim. Apesar disso, não se sentia numa terra estranha. A sensação era de volta ao lar.
Um homem alto e moreno se aproximou e parou diante dela. Era impossível não notar um ar de arrogância estampado em seu rosto.
— Por acaso é a srta. Kim Grantley? — O desconhecido perguntou, numa voz grave e bonita.
Os olhos cor de violeta de Kim se arregalaram de espanto.
— Sim. . . Quem é o senhor? Não pode ser meu tio!
— Não, mas ficaria muito orgulhoso de ter uma sobrinha tão linda!
— Como não sou vidente, você não acha melhor se apresentar?
— Seu tio Joe pediu para vir buscá-la.
— Por que ele mesmo não veio?
— Sua tia não está bem, mas não é nada grave. Ele ficou tomando conta dela. Como precisava resolver uns negócios na cidade, vim no lugar dele.
— Você não é meu primo, é?
— Seu primo tem vinte e seis anos, não sabia?
— Claro. — Ela ficou sem graça, hesitando em confessar que era tudo o que sabia de seu primo, Brian. — Esse engano poderia ser evitado se o senhor tivesse se apresentado desde o início.
— Por que a pressa? — Ele provocou, parecendo se divertir em irritá-la.
— Não se trata disso. — Por causa do cansaço, Kim não conseguia dominar a raiva. — Se todos neste país tiverem esse conceito de pressa, é difícil que haja progresso!
— Se pretende ter recordações agradáveis destas férias, aconselho-a a não sair por aí fazendo comentários desse tipo.