Rob estava sempre ao lado dela.
Mas definitivamente ele não era sua alma gêmea!
Valentine Covington era uma advogada famosa com um excelente salário que lhe permitia comprar roupas de grife e que lhe proporcionava uma vida mais do que confortável, mas ela não tinha tempo para viver.
Então, começou a achar que sua vida não era assim tão cheia de êxito. Num impulso, abandonou o emprego e decidiu abrir o próprio escritório, determinada a se dedicar a casos humanitários e a ter mais tempo para si mesma.
Ao alugar uma igreja reformada para montar o escritório, Valentine ganhou um bônus inesperado: o proprietário, Rob Smith, um homem reservado, misterioso e muitíssimo atraente, que parecia querer ser mais do que o locador do imóvel.
Apesar de sentir uma atração especial por Rob, Valentine sabia que ele era o homem errado para se apaixonar: sua elegância e seus objetivos iam contra tudo o que ela queria. Mas como não se envolver com Rob, se de repente ele parecia ser o homem que preenchia alguns requisitos muito importantes?
Capítulo Um
Val Covington entrou no escritório balançando a pasta.
— Desculpe o atraso, Kendra. O juiz estava tagarela. O pacote de Houston chegou?
Kendra Brooks levantou o olhar do monitor. Secretária de Val, ela era alta, atlética e o bom gosto pela moda lhe dava um ar de modelo internacional.
— Já, sim. Os documentos estão na mesinha, já que sua escrivaninha desapareceria sob eles. Mas pode ficar sossegada, Val. Howard telefonou para avisar que o depoimento desta tarde foi adiado.
— O honrado promotor adora jogar golfe e, vai ver, achou o dia bonito demais para ficar a portas fechadas. Bem, posso usar o tempo para me pôr em dia.
— Você nunca vai conseguir isso, Val. Atraso é um fato real na Crouse, Resnick.
Kendra voltou a atenção ao computador, os dedos escuros mexendo-se mais depressa do que parecia possível.
— Você é tão animadora, Kendra.
Val abriu a porta que ligava os escritórios das duas e entrou no seu. Sentou-se à escrivaninha e verificou as mensagens na secretária eletrônica. Onze, três urgentes. Cuidou destas e, em seguida, fez uma triagem rápida dos e-mails. Respondeu alguns, encaminhou outros e imprimiu dois. Kendra a chamou pelo interfone.
— Chefe, Bill Costain quer vê-la amanhã às nove horas. Tudo bem?
Val verificou a agenda. Planejava trabalhar numa citação, mas a fábrica de Bill era sua maior cliente, e ele esbanjava simpatia.
— Está bem. Pergunte se prefere o escritório dele ou o meu.
Kendra riu.
— Ah, ele ficará feliz. Vou perguntar.
Val já começava a mexer numa pasta quando o telefone de linha direta tocou. Como apenas poucos amigos e clientes importantes tinham o número, ela pegou o fone depressa.
— Alô?
— Não me diga que você continua com mil e uma tarefas. É o que o tom de sua voz revela.
O comentário foi seguido por um famoso riso rouco.
— Raine, como vai? Prometo lhe dar minha atenção integral. Por acaso você está em Baltimore? — Val perguntou, contente por ouvir a voz de uma de suas amigas mais antigas.
— Não, estou passando o dia em Los Angeles, em reuniões de negócio. Enfadonho.
Val sorriu. Raine Marlowe era uma atriz, produtora e diretora de sucesso, porém, ela não chegara lá apreciando reuniões. Mesmo quando estavam no primeiro grau, a amiga preferia agir em vez de conversar.
— Você já recebeu luz verde para seu próximo projeto?





