De amante a esposa.
Aleksy Dmitriev queria possuir tudo o que havia sido de Victor van Eych, inclusive a mulher que achava ser amante dele. Entretanto, ao conhecer a bela Clair Daniels descobre que tudo não passava de fingimento. Mesmo sendo inocente, ela possuía um preço, e Aleksy estava disposto a pagar. Financiaria a instituição de caridade dela. Em troca, Clair satisfaria todos os seus desejos.
Começaria sendo sua amante, e terminaria virando sua esposa.
Capítulo Um
Sinto falta de não acordar ao seu lado.
O bilhete deixou Clair Daniels melancólica, lembrando-a que nunca ninguém havia escrito algo tão romântico para ela. Pensou também nos altos e baixos emocionais que Abby estava passando nos últimos meses, levada pelo pretexto da emoção complexa chamada de “amor”. Era mais seguro e não tão dolorido ser independente. Já era terrível o suficiente ter de enfrentar uma montanha-russa emocional durante duas semanas por ter perdido um homem que era apenas um amigo e mentor.
Mesmo assim, ela precisou esconder uma inveja branca ao devolver o bilhete a Abby, forçando um sorriso educado.
— Muito fofo. O casamento será nesse fim de semana?
Abby, a recepcionista da empresa, confirmou acenando a cabeça e recolocando o cartão de volta no enorme buquê de flores.
— Eu contei para todo mundo... — Ela estendeu o braço, mostrando todas as mulheres ali reunidas para o café da manhã. — Mandei essa mensagem de texto para ele no sábado, logo iremos acordar juntos para sem... — De repente, Abby se deu conta de quem a ouvia.
As outras mulheres, que estavam ao redor delas, baixaram os olhares. A cláusula de confidencialidade que Clair tinha com Victor Van Eych proibia aquele tipo de confissão. Todas ali pensavam que Clair e Victor tinham um relacionamento bem mais profundo do que apenas chefe-assistente pessoal. A fofoca fizera muito mal a ela, mas foi superada em nome do amor a um homem cuja autoconfiança tinha sido construída através dos tempos. A opinião dos outros não devia afetá-la, o importante era que Victor tinha sido bom para ela. Ele a incentivou a criar a fundação que sempre sonhara, apesar de uma mentira que parecia inofensiva.
A família dele não a recebeu na mansão nem para as condolências, virando-lhe as costas e relegando-a a uma pária. Ela não tinha um coração de pedra, e sentia muito que a pessoa em quem confiava tinha morrido. A dor e o choque tinham-na engolfado. Ainda bem que dispunha de um lugar para ficar durante uma semana e absorver a perda. A ironia era que estava no orfanato, centro da fundação que criara, mas era um lar não só para ela, mas também para outras crianças igualmente solitárias.
Agora, ela estava mais sozinha do que nunca, tentando não se deixar influenciar pelo olhar inquisidor das colegas e nem demonstrar como seu coração estava apertado e a respiração difícil. A morte de Victor tinha sido inesperada e trouxera uma espécie de desespero para Clair. Será que se acertaria com alguém um dia? Ou estaria predestinada a ser sozinha até o final de seus dias?
Capítulo Um
Sinto falta de não acordar ao seu lado.
O bilhete deixou Clair Daniels melancólica, lembrando-a que nunca ninguém havia escrito algo tão romântico para ela. Pensou também nos altos e baixos emocionais que Abby estava passando nos últimos meses, levada pelo pretexto da emoção complexa chamada de “amor”. Era mais seguro e não tão dolorido ser independente. Já era terrível o suficiente ter de enfrentar uma montanha-russa emocional durante duas semanas por ter perdido um homem que era apenas um amigo e mentor.
Mesmo assim, ela precisou esconder uma inveja branca ao devolver o bilhete a Abby, forçando um sorriso educado.
— Muito fofo. O casamento será nesse fim de semana?
Abby, a recepcionista da empresa, confirmou acenando a cabeça e recolocando o cartão de volta no enorme buquê de flores.
— Eu contei para todo mundo... — Ela estendeu o braço, mostrando todas as mulheres ali reunidas para o café da manhã. — Mandei essa mensagem de texto para ele no sábado, logo iremos acordar juntos para sem... — De repente, Abby se deu conta de quem a ouvia.
As outras mulheres, que estavam ao redor delas, baixaram os olhares. A cláusula de confidencialidade que Clair tinha com Victor Van Eych proibia aquele tipo de confissão. Todas ali pensavam que Clair e Victor tinham um relacionamento bem mais profundo do que apenas chefe-assistente pessoal. A fofoca fizera muito mal a ela, mas foi superada em nome do amor a um homem cuja autoconfiança tinha sido construída através dos tempos. A opinião dos outros não devia afetá-la, o importante era que Victor tinha sido bom para ela. Ele a incentivou a criar a fundação que sempre sonhara, apesar de uma mentira que parecia inofensiva.
A família dele não a recebeu na mansão nem para as condolências, virando-lhe as costas e relegando-a a uma pária. Ela não tinha um coração de pedra, e sentia muito que a pessoa em quem confiava tinha morrido. A dor e o choque tinham-na engolfado. Ainda bem que dispunha de um lugar para ficar durante uma semana e absorver a perda. A ironia era que estava no orfanato, centro da fundação que criara, mas era um lar não só para ela, mas também para outras crianças igualmente solitárias.
Agora, ela estava mais sozinha do que nunca, tentando não se deixar influenciar pelo olhar inquisidor das colegas e nem demonstrar como seu coração estava apertado e a respiração difícil. A morte de Victor tinha sido inesperada e trouxera uma espécie de desespero para Clair. Será que se acertaria com alguém um dia? Ou estaria predestinada a ser sozinha até o final de seus dias?

