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quarta-feira, 28 de abril de 2010

3- A Ascensão do Dragão

ROMANCE SOBRENATURAL
Série Sombra de Dragão






Quando criança, o Príncipe Bren de Xicanth viu a devastação criada quando um dragão foi rejeitado por sua companheira e jurou nunca desencadear esse tipo de horror e sofrimento a uma mulher.

A promessa foi fácil de manter até que Tynan, o dragão que compartilha sua existência, escolhe uma companheira e exige reclamá-la como só um dragão pode.
As próprias necessidades de Bren fazem quase impossível negar ao dragão o sabor de sua carne, já que a besta a deseja tanto.
Mas quando Bren sucumbe a contra gosto à luxúria do dragão, dá-se conta que algo está errado. Um dragão só pode ter uma companheira, mas Tynan reclamou duas, não, três mulheres diferentes.

Prólogo

Kei andou cautelosamente na direção da toca do dragão, sua espada desembainhada e solta em sua mão direita. Ele odiou entrar na casa do dragão com uma espada, mas com este em particular tinha que ser muito cuidadoso.
O dragão sequestrou quatro mulheres nas últimas duas semanas, as pegando nos campos e fazendas, até mesmo no centro da cidade. A criatura se tornou o terror que as lendas advertiam. E Kei tinha que pará-lo.
Ele tentaria conversar com ele primeiro. Não queria destruir o dragão, mas poderia não haver outra escolha.
Parou na entrada da caverna, lembrando-se novamente que ele próprio poderia ter acabado num lugar como este, se Lorran não o salvasse.
O aceitasse. O seduzisse, realmente. Ele sorriu com a lembrança e Nekane estrondeou prazerosamente dentro de sua cabeça.
Nos dez anos desde que Kei foi mordido por um dragão e o animal se tornou uma parte dele, aprendeu a se adaptar a criatura que compartilhava sua alma. Eles se adaptaram um ao outro.
Kei inclinou sua cabeça de lado e escutou, procurando um sinal que o dragão estava dormindo ou andando. Qualquer som que mostrasse que o dragão estava em sua toca.
Ao invés disso ouviu um sussurro atrás dele.
Kei girou e abaixou, espada pronta.
Os grandes olhos verdes encontraram os seus e ambos congelaram. Kei foi o primeiro a se recuperar.
—Pelos Infernos, Bren, o que está fazendo aqui?— Ele exigiu de seu filho mais velho. O menino, sério até mesmo nesta idade jovem, empurrou seus ombros atrás e enfrentou seu pai diretamente.
—Eu queria encontrar outro dragão. Um real.
Nekane rosnou intencionalmente baixinho.
—Nekane é um dragão real e também Tynan.— Kei suavemente o repreendeu, se referindo não só ao dragão que compartilhava sua mente, mas também ao que nasceu como uma parte de Bren.
O vermelho se insinuou nas bochechas de Bren e o menino balançou a cabeça. —Um dragão selvagem então.
Sempre que um dragão está causando problemas, os aldeãos chamam você para lidar com isto. Eu quero ver o que faz quando encontra com eles.
Kei balançou a cabeça lentamente. —Como chegou aqui?
—Tynan.
Significava que ele se transformou em dragão e voou através da terra.
—Você podia ter sido visto.— Os dragões eram tão temidos que se um aldeão visse um imediatamente lançava setas na criatura que passava.
—Eu fiquei na sombra de Nekane.
Kei não teve nenhuma resposta para isto. Ele se transformou em dragão para voar até o local também; não podia culpar seu filho por isto. Claro, Lorran iria estar regiamente chateada quando descobrisse o que fez. —Bem, pode ficar. Mas explicará tudo para sua mãe quando retornarmos.
O de dez anos de idade branqueou. Lorran era definitivamente feroz quando se tratava de suas crianças.
Mas ainda me culpará, Kei pensou. Nekane quietamente concordou.
—Vamos. Vamos ver o que este dragão tem a dizer.
Com seu filho ao lado dele, Kei soube que não podia matar o dragão, então voltou sua espada para sua bainha.
Bren, como Kei, estava vestido só com uma tanga. Mais por decoro que por modéstia. Se passassem por algum aldeão, um homem desnudo caminhando pelo bosque despertaria comentários.
Eles caminharam para a entrada da caverna, onde a luz era tragada pela escuridão. Kei colocou sua mão no ombro e ajoelhou em frente a Bren até examinar os olhos de seu filho.
—Eu não sei o que acharemos lá. Seu fogo não pode nos machucar, mas seus dentes podem. Este é um dragão bravo, possivelmente ferido.
Eu quero que você fique atrás.
Bren assentiu. Kei levantou-se e levou seu filho à toca do dragão. Apesar de escuro, ele sabia que tanto ele como Bren podiam ver igualmente bem.
Os sentidos do dragão lhes permitia a visão compartilhada como uma noite clara. Kei ouviu quando ele se moveu.
Não havia nenhum farfalhar das escamas. Nenhum grunhido baixo de advertência para os invasores. E o odor de sangue era forte.
Eles entraram na ampla caverna. Como muitos dragões, este aqui também colecionou pedaços de metal e tesouros, e os armazenou em sua toca.
Kei estava contente por Bren observar as joias e xícaras de ouro, mas mostrar pouco interesse nelas. Ele não era uma criança avara. Ele levava sua posição na vida muito seriamente.
O dragão estava no canto, encolhido contra a parede distante. Sangue caía das feridas por todo o couro e uma lança saía de suas costas. A criatura não estava respirando.
Kei caminhou até a besta, colocando uma mão em sua carcaça fria. Os aldeãos alardearam que tinham ferido o dragão. Não, eles o mataram.
—É muito tarde,— Kei anunciou. Ele girou. Bren não estava mais atrás dele. —Filho?— Nekane procurou depressa e sentiu o menino não muito longe.
Embora Nekane não indicasse que Bren estava em perigo, Kei não queria o filho fora de sua vista. Ele seguiu a orientação de Nekane descendo por um túnel pequeno e achou seu filho.
Olhando fixamente o corpo desnudo e violado de uma mulher.
Hematomas e sangue manchavam sua pele e o medo estava estampado em seu rosto pálido com os olhos abertos.
—O que aconteceu com ela?— Bren perguntou, de repente soando muito jovem. —O dragão fez isto?
Kei dobrou um joelho e tentou responder. —Sim, ele fez. Você lembra quando conversamos sobre o dragão buscar uma companheira — procurar pela mulher certa para aceitá-lo?— Bren balançou a cabeça mas não olhou o corpo da mulher.
—Ele a machucou.
Kei balançou a cabeça.
—A compreensão do novo dragão é limitada e se a mulher que ele considera sua companheira o rejeita, ele fica bravo.
Ele provavelmente nem sabia o que estava fazendo.— Kei olhou fixamente para a mulher também. —Ela poderia ser sua companheira que o rejeitou ou outra mulher que ele tomou e os instintos do animal acabaram por consumí-lo.
Finalmente, Bren girou e olhou seu pai.
Os lábios do menino eram uma linha apertada e seus olhos estavam cheios de determinação. Parecia como se Bren tomasse uma decisão.





3.5 VINDO PELA LUZ DO DIA









Tina começou assim, inocentemente.
Mas não ia ficar desse jeito. Depois de dizer um feitiço de um livro mágico de Dragão para entreter às suas sobrinhas, Tina encontra um dragão ferido em seu gramado.

Mas ele não fica sob forma de dragão por muito tempo, logo se transforma no homem mais delicioso que ela já viu.
No mundo dos dragões, cada mulher tem dois amantes, seu Protetor e seu Guerreiro. Para sobreviver, os três devem se unir.
Tina conhece o homem perfeito para reivindicar como seu guerreiro: forte, poderoso e sexual.
Agora ela tem que convencê-lo a ficar com ela, permanentemente.

Capítulo Um

ina escutou suas sobrinhas dando risadinhas enquanto ela subia os degraus para o sótão. Estava quase na hora dos pais das meninas virem buscá-las depois da sua tarde com a “Tia T”.
Uma vez por mês, Tina pegava as meninas na parte da tarde assim sua irmã e o marido podiam ficar sozinhos.
Ela normalmente tentava fazê-lo nos fins de semana, mas em uma noite de quinta-feira era o mesmo trabalho. Só mais um dia de trabalho antes do fim de semana.
— Ei meninas, é quase hora de ir.
— Espere. Tia T, você tem de ver isto.
Katrina, a mais velha, levantou um pesado livro encadernado de seu colo. Tina nunca o tinha visto antes, mas o sótão mantinha tesouros de gerações passadas e ninguém realmente sabia o que estava aqui afinal.
— O que você encontrou, querida?
— É um livro de magia, — anunciou Elena, os seus olhos arregalados e cheios de admiração.
— Magia? Eu não sabia que existiam quaisquer livros de magia aqui em cima.
A sua louca tia-avó Hilda teve sua própria casa no bosque durante trinta anos.
Pouco antes de morrer decidiu deixá-la para Tina e sua irmã.
Tina amava a isolamento, mesmo que isso significasse um tempinho longo para ir trabalhar diariamente.
A floresta e o silêncio valiam a pena. Ela comprou a metade de sua irmã na cabana há um ano, mas ainda não tinha ido ao sótão desordenado de sua tia.
— É magia de dragão, — disse Katrina. Ela traçou com as pontas dos dedos a silhueta elaborada do dragão realçado na cobertura. — Ele não é bonito?— O temor que encheu a voz da criança despertou a curiosidade de Tina e ela sentou-se junto a sua sobrinha e deu uma olhada por seu ombro.
— É um livro encantador. Nunca o vi antes. Eu não sabia que ele estava aqui em cima aqui.
Katrina empurrou-o em seu colo.
— Você devia dizer o feitiço.
— Eu? — Tina tentou empurrar o livro de volta.
— Sim, — Katrina disse. — Há um feitiço aqui para chamar o seu amor verdadeiro. Você devia dizê-lo.
Tina balançou sua cabeça.
— Eu não acho.
— Mas a Mamãe diz que você precisa de um homem, — Elena interrompeu.
Tina tentou não ralhar com sua sobrinha de seis anos por causa das palavras que sua mãe tinha posto em sua boca.
Especialmente desde que era verdade.