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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Vidas Cruzadas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
 









Durante o dia, eram inimigos mortais. A noite, amantes apaixonados...

Tudo fascinava Abby, na Pousada da Montanha Azul, o perfume da floresta, as águas claras do rio, o céu de um azul profundo e... Max Grant.
Ah, como esse homem a fazia sonhar!
Bastava um único olhar dele, um pequeno gesto, para que seu corpo todo vibrasse de prazer.
Não ia suportar por muito tempo mais essa tortura, sem se deixar levar pelas carícias de Max.
Mas, e ele? Será que também acabaria por sucumbir aos seus encantos?

Capítulo Um 


Fitando o teto com expressão resignada, Abby soltou um largo suspiro e perguntou de maneira pausada:
— Tia Hattie, por que fez isso?
Houve um longo silêncio, antes que uma voz rouca soasse do outro lado da linha.
— Sou sua parente mais próxima, querida. De certo modo, tenho o direito de me intrometer em sua vida.
— No momento, isso é a última coisa de que preciso, titia. — Abby declarou com firmeza, embora admitisse que, nas atuais circunstâncias, era reconfortante saber que poderia contar com a mão amiga da adorável Horatia Twayne.
— Hum... então está contente por não encontrar emprego há três meses!?
— Claro que não! E agradeço que queira me ajudar... Entretanto, você não pode atropelar o sujeito, dizendo que ele precisa de uma gerente para a sua hospedaria, e depois me fazer surgir por lá sem mais nem menos, me oferecendo para o cargo. No mínimo ele se sentiria usado.
— Oh, mas eu não o convenci a contratar um gerente qualquer. Apenas sugeri que você daria uma injeção de ânimo nos negócios dele.
— E como conseguiu isso? Relatando os sucessos da minha carreira?
— Não, afirmei que você era igualzinha a mim! — Horatia exclamou, ignorando a ironia que havia na voz da sobrinha.
Sem dúvida, ela era uma figura excêntrica. Alta, magra, com seus fartos cabelos negros eternamente despenteados, vivia se intrometendo 
Onde não era chamada, criando confusões me-moráveis.
Dedicada à pintura desde a juventude, somente agora, com sessenta e cinco anos, começava a ver seu valor artístico reconhecido. 
Movido pelos constantes elogios da crítica, o Museu de Arte Moderna decidira organizar uma retrospectiva de seus quadros. 
Ao mesmo tempo, uma importante editora de Nova York a escolhera para um dos títulos de uma série dedicada a biografias famosas, cujo autor, por acaso, era Max Grant, o mesmo homem que possuía a hospedaria na qual ela pretendia lhe arranjar um emprego.
— Para ser franca, titia, não quero entregar os pontos ainda.

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domingo, 8 de abril de 2012

Vidas Cruzadas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






— Você não me conhece, mas estou grávida do seu filho. 


O mundo perfeito de Dominic Pirelli se desmoronou quando ele recebeu o telefonema de Angelina 
Cameron, uma estranha com notícias desconcertantes: a clínica de fertilização havia cometido um erro e ela recebera o embrião do bebê que ele e sua esposa sonhavam em ter! Embora Dominic desconfiasse dela, decidiu abrigá-la. 
Ao trazê-la para sua luxuosa casa, seu jeito fechado foi se abrindo à medida que o ventre de Angelina se desenvolvia e sua beleza florescia. 
Mas quando o bebê nascesse, quem teria a custódia da criança? 


Capítulo Um 


 — Você não me conhece, mas eu vou ter um filho seu. Era possível que o sangue de uma pessoa parasse de fluir pelo seu corpo antes mesmo de ela morrer? 
Dominic Pirelli teve a impressão que sim, a julgar pelo modo como suas veias se fecharam repentinamente e seu sangue pareceu congelar num coração que, há muito, já havia se transformado em pedra. 
Apesar de desejar bater o fone no gancho, ele se viu incapaz de fazer um único movimento, mantendo toda a sua energia concentrada numa única palavrinha. Não! 
A necessidade de respirar, porém, falou mais alto e ele arfou. 
Seu sangue recomeçou a pulsar lentamente, latejando em suas têmporas. Aquilo era impossível! 
Não importava o que o médico havia tentado lhe dizer aquela manhã. Não importava o que aquela mulher estava lhe dizendo agora. 
 Aquilo tinha que ser impossível. —... Um filho seu. Aquelas palavras ecoaram em sua mente, desafiando a lógica, sem fazer sentido algum. 
Ele respirou fundo, tentando retomar o controle do dia que havia virado de cabeça para baixo. 
Aquilo não era nada comum para ele. 
Normalmente, era preciso bem mais para pegar Dominic Pirelli de surpresa. Muitos adversários já haviam tentado tirar vantagem dele, sem sucesso, tendo sido deixados para trás, em meio à poeira, enquanto ele avançava gradualmente com seus próprios planos. 
Muitas mulheres também já haviam tentado prender o investidor bilionário e fracassado em seu intento. 
Via de regra, nada acontecia na vida de Dominic sem que ele o desejasse profissionalmente, ou lhe desse a sua sanção pessoal. 
Aquele dia, porém, já havia deixado de ser comum uma hora antes, quando o médico lhe telefonara para dar a notícia. Um engano, pensou ele, a princípio. 
Uma impossibilidade. Já haviam se passado tantos anos. Era evidente que alguém tinha pegado o nome errado nos arquivos; que alguém tinha teclado o número errado de telefone. 
Ele dissera tudo isso ao médico, mas fora informado pelo médico que o único engano em toda aquela história havia ocorrido há cerca de três meses, quando o embrião errado tinha, de algum modo, sido implantado na mulher errada. 
Apesar da interminável torrente de pedidos de desculpas, porém, Dominic continuava se recusando a acreditar que aquilo pudesse ser verdade. 
Foi então que o telefone tocou pela segunda vez e a voz de uma mulher pronunciou as palavras que transformaram uma ideia assustadora numa terrível realidade. 
— Eu vou ter um filho seu. Ele se recostou em sua cadeira, virando-a para poder ver alguma coisa, qualquer coisa, menos aquele pesadelo que consumia os seus pensamentos e a sua visão. 
A vista que ele sabia que deveria estar lá, porém, a imagem de cartão postal do belo Porto de Sidney, com seus iates e balsas passando sob a ponte, estava turva, como que tomada por um verdadeiro mar de incredulidade. 
Dominic apertou os olhos e beliscou o seu nariz com tanta força que chegou a ver fogos de artifício espocarem por trás de suas pálpebras cerradas, mas nem aquilo foi capaz de amenizar a sua angústia ou a sua dor. 
Aquilo não podia estar acontecendo! 
Não daquela maneira!
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Vidas Cruzadas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Apaixonada, a vida de Sorrel não tinha sentido sem os beijos de Lucas Amory!

Abraçada a Lucas, Sorrel indagava-se o que fazer diante daquela paixão que quase a consumia.

Sim, ela também o desejava...
Mas era preciso existir algo mais que a atração para entregar-se de vez à magia desse homem!
Rico, atraente, um dom-juan incorrigível, Sorrel sabia que poderia sofrer, mesmo encontrando no calor dos braços dele tudo o que sempre procurara...

Capítulo Um

Acomodada no sofá com o queixo apoiado sobre os joelhos, Sorrel Valentine analisava pela décima vez os desenhos espalha­dos na mesinha de centro.
Eram perfeitos! Talvez os melhores que elaborara ao longo de seus cinco anos de carreira.
O curso que fizera durante os últimos meses, em Birmingham, atribuíra-lhe uma técnica que tornara seu trabalho verdadeira­mente impecável.
No entanto, a despeito de tanto esforço, tudo o que consegui­ra fora um contrato medíocre como free lance numa firmazinha de quinta categoria.
Afinal, como realizar-se sem ter acesso aos nomes mais con­ceituados do mercado de jóias?
Ela sabia que tinha talento, mas que seria difícil cruzar as portas do sucesso permanecendo no ano­nimato...
Sorrel suspirou, espreguiçando-se no sofá. Era uma mulher independente, nunca contara com a ajuda de ninguém para alcan­çar seus objetivos... Lembrava-se com perfeição do dia em que Fred Mullins a levara à Valentine & Co., onde conhecera de per­to a arte de fabricar jóias.
Ela só tinha doze anos.
E nunca mais tirara da cabeça a fisionomia apaixonada dos funcionários do pai lapidando e criando peças lindas com as pedras preciosas...
Depois de adulta, Sorrel compreendera melhor a natureza da sua própria paixão pelas jóias. Ambiciosa, encontrara nela o meio para aproximar-se do pai, identificar-se com ele e mostrar-lhe que, sozinha, seria capaz de vencer não apenas como profissional, mas como pessoa, também.
De repente, assustou-se.
Ao notar que não estava sozinha, pro­curou esconder uma lágrima teimosa nos olhos castanhos... Era Tâmara que se aproximava.
— Pensei que você não estivesse em casa: o silêncio era tão grande! — A amiga sorriu. — Sabe o que é? Esqueci de comprar pão outra vez e o Paul está morrendo de fome... Será que você poderia...
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