
A conseqüência mais chocante de todas...
Sarah Scott não pretendia se apaixonar por um famoso playboy, mas acabou se rendendo à habilidosa sedução de Raoul.
Porém, mesmo depois de sair de sua vida, o legado dele permaneceu, pois Sarah engravidou!
Cinco anos mais tarde, ela é uma mãe solteira que luta para sustentar seu filho trabalhando como faxineira de escritório.
E é quando Sarah está de joelhos, esfregando o chão, que seus olhos encontram com os de seu novo chefe, o homem que ela jamais conseguiu esquecer... Raoul.
Sarah Scott não pretendia se apaixonar por um famoso playboy, mas acabou se rendendo à habilidosa sedução de Raoul.
Porém, mesmo depois de sair de sua vida, o legado dele permaneceu, pois Sarah engravidou!
Cinco anos mais tarde, ela é uma mãe solteira que luta para sustentar seu filho trabalhando como faxineira de escritório.
E é quando Sarah está de joelhos, esfregando o chão, que seus olhos encontram com os de seu novo chefe, o homem que ela jamais conseguiu esquecer... Raoul.
Capítulo Um
Apanhada esfregando o chão, tentando tirar uma mancha renitente do imaculado carpete creme da sala da diretoria do elegante banco onde trabalhava há três semanas, Sarah parou ao ouvir o som de vozes que vinha de uma das salas vizinhas.
Vozes baixas, calmas, uma de homem, outra, de uma mulher.
Era a primeira vez que ela via sinal de vida naquele local.
Costumava chegar um pouco depois das 21h, fazia a faxina e ia embora, como ela gostava.
Não queria esbarrar com ninguém, ainda que não existisse a menor possibilidade de que alguém falasse com ela.
Ela trabalhava como faxineira e, como tal, parecia ser totalmente invisível para as outras pessoas. Até o porteiro que a deixava entrar, desde que ela começara a trabalhar no banco, mal olhava para ela.
Sarah mal se lembrava do tempo em que conseguia atrair alguns olhares de admiração.
O peso da responsabilidade somado à falta de dinheiro apagara o brilho jovem do seu rosto e agora, quando se olhava no espelho, ela via uma mulher de 20 e tantos anos, com olheiras sob os olhos e a aparência emaciada de alguém que passava por diversas dificuldades.
Sarah pensou no que deveria fazer. Existiria alguma regra de etiqueta que dissesse o que uma faxineira deveria fazer ao encontrar com um dos diretores?
Ela se agachou ainda mais. Com o seu uniforme xadrez azul e o cabelo escondido sob um lenço do mesmo padrão, ela bem poderia passar por um monte de roupas velhas jogadas no chão, não fosse pelo carrinho cheio de material de limpeza ao seu lado.
À medida que as vozes se aproximavam pelo corredor, Sarah se pôs a esfregar vigorosamente a mancha do tapete, mas de repente percebeu que as vozes haviam silenciado e que os passos haviam parado bem à sua frente.
De fato, olhando pelo canto do olho, ela viu um par bem engraxado de sapatos italianos sob as barras de calças cor de grafite, e um par de saltos muito altos e de meias de seda muito finas.
— Não sei se você já limpou a sala de conferências, mas, se limpou, não o fez devidamente. A mesa está cheia de marcas de copos e duas taças de champanhe foram deixadas na estante! — A voz da mulher era áspera e autoritária.
Com relutância, Sarah ergueu os olhos ao longo do corpo muito esbelto e alto de uma mulher de cerca de 30 anos. Atrás dela, se ouvia o homem apertar o botão do elevador.
— Eu ainda não limpei a sala de conferências — balbuciou Sarah, rezando para que a mulher não fizesse uma reclamação, porque ela precisava do emprego.
O horário lhe convinha e o salário era bom, incluindo o pagamento do táxi de ida e volta para casa. Quantos empregos de faxineira incluiriam esta vantagem?
— Fico aliviada ao saber disso!
— Pelo amor de Deus, Louisa. Deixe a mulher trabalhar. São quase 22 horas, e eu não quero passar o restante da noite aqui!