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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Vida Nova

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Suzanne Caldwell precisava de uma vida nova, não de um homem...

Carregando um bebê no colo, ela estava longe de ser a garota que atrairia a atenção de um solteiro sexy. Por isso, não deveria se preocupar com a presença de Cade Andreas, sempre tão mal-humorado. 
Para a infelicidade das mulheres, desde que ele enviuvara seu único compromisso era administrar o rancho. 
Quando Suzanne e sua filha precisaram ficar na casa de Cade, aos poucos ele foi se tornando um homem mais sensível. 
Mas ele só entendia de cuidar de rancho e de negócios, não sabia nada sobre bebês e mulheres bonitas! 
Porém, parece que agora a solidão daria espaço para uma família... 

Capítulo Um 

Suzanne Caldwell empurrou com um dos ombros a porta vaivém do Old West Diner, um modesto restaurante, e entrou. 
O aroma de torta de maçã perfumava o ambiente e o vozerio dos clientes lhe entorpeceu os ouvidos. 
Em-bora não houvesse mais do que dez pessoas no local, incluídos os atendentes, o barulho era tanto que parecia uma festa. 
As mulheres vestiam jeans e tops coloridos e estavam acompanhadas de homens também usando jeans, camisetas e chapéus de caubói. Suzanne não havia avançado mais que dois passos quando o burburinho de vozes começou a diminuir. 
Ao notar a presença de uma forasteira no salão as pessoas interromperam a conversa para observá-la com desconfiança. 
Suzanne abraçou Mitzi com mais força, seu bebê estava com seis meses de idade; ela o mantinha nos braços e pensou, nada como entrar em um lugar lotado de olhares curiosos para alguém perceber o quanto está só no mundo. 
E realmente estava só. A gasolina do carro havia acabado a cerca de 1,5 km de Whiskey Springs, Texas, e Suzanne não tinha ninguém que pudesse chamar para socorrê-la. 
Sem família nem amigos. A avó havia falecido seis meses antes e a mãe morrera quando Suzanne estava com seis anos de idade.
O pai, onde quer que estivesse, nunca se interessara em conhecê-la. 
A mãe e a avó eram filhas únicas, portanto Suzanne não tinha tios nem primos. E não tinha amigos. 
A adorável irmandade da qual participara e que prometera nunca abandoná-la, assim que souberam que Suzanne estava grávida de um popular professor da universidade, excluíram-na categoricamente do círculo social. 
Consideraram que a culpa era de Suzanne e ainda a acusaram de tentar arruinar a brilhante carreira de Bill Baker. Como se fosse grande coisa! 
O professor se empenhara em seduzi-la porque estava interessado na fortuna da sua avó.
Quando Martha Caldwell cometeu alguns erros na administração do dinheiro e perdeu a maior parte da sua fortuna, o professor Baker subitamente não quis mais ver Suzanne nem mesmo assumir a responsabilidade pelo bebê. 
Agora Suzanne estava só e desamparada. E desesperada para construir um lar para ela e a filha. 
Por isso deixara Atlanta e seguira para Whiskey Springs na esperança de conseguir uma vida melhor. Depois de ter caminhado 1,5 km em baixo do sol escaldante de junho, sentia os calcanhares doloridos por conta dos saltos altos das botas de couro preto que calçava. 
Mitzi se remexia desconfortável em seu braços e a sacola de fraldas que carregava estava tão pesada que quase lhe deslocava o ombro. 
Mesmo assim, Suzanne caminha de cabeça erguida e escolheu a mesa mais próxima para se acomodar. 
— Posso ajudá-la? — Uma garçonete perguntou logo que se aproximou da mesa. 
Suzanne limpou a garganta antes de, responder: 
— Por favor. Quero um pedaço dessa torta de maçã que está espalhando esse cheiro delicioso no ar. Também uma xícara de café, um copo de leite e uma fatia de pudim. 
— Qual o sabor do pudim que você prefere? Suzanne respirou fundo ao notar que as pessoas ao redor permaneciam encarando, como se ela fosse algum tipo de aberração. 
— Quais sabores vocês servem? — Baunilha e chocolate. 
— Mitzi adora baunilha. Sem perguntar mais nada, a garçonete se afastou na direção do balcão. 
— Você não mora nas redondezas, não é? — Uma voz masculina perguntou. Como não havia mais ninguém por perto, Suzanne deduziu que a pergunta era para ela. 
Ergueu os olhos e se deparou com um homem alto e forte com um olhar astuto e frio. 
— Não. Eu não sou daqui. — Ela falou contrariada. 
— E qual é o seu interesse na cidade? 
— Creio que não é da sua conta. — Suzanne respondeu ainda mais zangada e desviou os olhos daquele olhar penetrante, distraindo-se com Mitzi em seu colo. 
Para o seu espanto, o homem se acomodou do outro lado da mesa sem nem mesmo pedir permissão. 
Seus lábios se abriram em um sorriso e os olhos negros pareciam divertidos com a situação. 
— Tudo o que acontece em Whiskey Springs é da minha conta. Esta é a minha cidade. — O homem revelou. 
— Sua cidade? Está querendo me dizer que você é o xerife? 
Ele riu em tom sonoro e as pessoas que estavam próximas também sorriram. 
— Não. Eu não sou o xerife. Estou dizendo que sou o dono da cidade. Meu nome é Cade Andreas e comprei todas as construções da cidade e as aluguei para os antigos proprietários. Por isso sou dono de cada centímetro deste lugar, inclusive do espaço onde você está sentada. 
Cade Andreas? Suzanne se perguntou mentalmente. 
Então fazia parte da família Andreas?