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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Viagem Sem Volta

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Sara Craven

Júlia se sentiu renascer nos braços de Alexandros!
Vou comprar a Mansão Ambermere, e você terá de ser minha”, disse Alexandros, inclinando-se e beijando-a nos lábios. Júlia queria dizer não, tentou resistir, manter os lábios cerrados, mas era uma luta que não podia ganhar.
Alexandros, com sua sensualidade, a estava subjugando!
Para obter o que desejava, ele não hesitou em raptá-la e levá-la para uma distante ilha do Pacifico. Prisioneira do amor, Júlia descobriu tarde demais que não conseguiria se livrar daquele grego bela, tirano, mas sedutor!

Capítulo Um

Na luminosa tarde de junho, Ambermere jamais parecera tão bonita.
Para Júlia era a propriedade mais formosa de toda a Inglaterra.
Parou o carro a beira da estrada e desceu.
A brisa suave acariciava seus longos cabelos cor de cobre. Apoiou-se no muro e ficou observando a vegetação exuberante defronte a casa.
Tudo parecia estranhamente calmo, até deserto, mas ela sabia que a tranqüilidade aparente era só uma fachada.
No interior da casa, deveria haver um tumulto de atividades enquanto sua mãe e os empregados terminavam a decoração para a Festa de Verão que aconteceria naquela noite.
“E eu deveria estar ai, ajudando", pensou Júlia, sentindo-se meio culpada, meio divertida. A festa de Ambermere era um dos eventos mais esperados do ano; uma tradição deliciosa estabelecida há várias gerações.
Sentiu uma grande satisfação invadi-la.
Casas como Ambermere representavam exatamente isso: continuidade e tradição.
E era o que Júlia pretendia seguir, embora fosse única filha, em vez do tão esperado filho homem.
Um mês inteiro longe de casa era tempo demais, pensou ela, embora tivesse se divertido muito.
Tia Miriam era uma perfeita esposa de diplomata e em sua casa havia festas e jantares quase todas as noites. Alem disso, participara de partidas de tênis, natação e campeonatos de pólo, assim como visitas a concertos e teatros em companhia de jovens educados e atraentes.
- Mas ninguém que fosse digno de Ambermere – contaria a seu pai dentro em pouco, caçoando. Era uma brincadeira que vinha de longa data, desde quando Júlia não era mais que uma criança ao saber que perderia o nome quando se casasse, ficara mortificada.
- Neste caso, não me casarei jamais - declarara a seus pais, que riram muito na ocasião. - A não ser que encontre alguém com o mesmo sobrenome.
- Mas você poderia se apaixonar por alguém que se chamasse Smith - sugeria Lydia Kendrick, acariciando o rosto da filha.
- Neste caso, ele teria de mudar o nome para Kendrick - retrucara Júlia. - Se não o fizesse, não seria digno de Ambermere.
Durante muito tempo, os três divertiram-se com o episódio, mas Júlia percebera que não estava muito longe da verdade.
Ela pretendia viver para sempre em Ambermere, ver os filhos crescerem ali, carregando orgulhosamente seu próprio nome de família.
Mas o homem que deveria se submeter docilmente a seus planos continuava a ser a figura abstrata.
Os rapazes que a convidavam para sair com tanta freqüência, e que tentavam, em vão, levá-la para cama, estavam longe de ser candidatos que ela considerasse dignos.
"Talvez eu jamais me case", pensava Júlia. "Talvez eu só administre a propriedade e fique sendo conhecida como uma solteirona excêntrica."
Quando se preparava para entrar no carro, foi que o viu, um homem, um perfeito desconhecido, cruzando o pátio, onde não tinha o direito de estar.
Júlia franziu o cenho. Ele era alto, com cabelos negros reluzentes e a pele morena e ela não precisava se esforçar muito para saber de onde ele vinha.
Seu pai, muito desprendido, sempre permitira que ciganos acampassem do outro lado do bosque com a condição de que mantivessem o lugar limpo e que não circulassem pela propriedade.
E, nesse momento, ali estava um deles, passeando como se fosse o proprietário. Bem, ele logo aprenderia sua lição!