Nem a profundeza do mar era maior do que o amor de Cassandra por Nick!
No Havaí, Cassandra Vernon conheceu Nick Carrol, o capitão do iate que a levaria pelo Pacífico até a Austrália.
Aos poucos, o magnetismo, a presença marcante, o carisma de Nick fizeram com que Cassandra se apaixonasse perdidamente.Mas o capitão Nick Carrol a desprezava.
Para ele Cassandra não passava de uma garota bonita à procura de um homem rico. E como convencê-lo do contrário? Como fazê-lo entender que da vida só queria um grande amor?
Capítulo Um
— Honolulu, por fim!
O avião após um longo e exaustivo vôo havia acabado de pousar.
Cassandra Vernon suspirava aliviada ao pisar pela primeira vez o solo da famosa cidade que lhe prometia agradáveis momentos de descanso e prazer.
— Aloha! Bem-vinda ao Pacífico, Cass!
Surpresa e bastante encabulada diante das exageradas manifestações de boas-vindas da irmã, Cassandra apenas murmurou: — Oh! Obrigada, Rosalind.
Rosalind, além de usar um tom de voz muito alto para saudá-la envolveu-lhe o pescoço com um belo colar de vistosas flores vermelhas e abraçou-a efusivamente. Todas as atenções no saguão do aeroporto se voltavam para elas.
Cassandra passado o primeiro impacto olhou admiradíssima para a irmã que lhe parecia mais bela do que nunca.
Rosalind herdara os traços bonitos e marcantes da mãe. Trazia os longos e sedosos cabelos negros presos numa trança entremeada de flores naturais. Parecia muito à vontade num vestido de seda que se moldava às formas sensuais do corpo. As sandálias de salto alto realçavam-lhe o porte elegante e majestoso. Como um ímã, atraía todos os olhares masculinos, mas isso não a perturbava. Bronzeada pelo sol do Pacífico, o tom dourado da sua pele contrastava com a palidez de Cassandra que estava viajando havia muitas horas.
— Oh! É tão bom vê-la aqui! — exclamou Rosalind, abraçando-a de novo.
— Eu também estou feliz por revê-la, Ros!
Desde que Rosalind abandonara a casa, em consequência de terríveis brigas com o pai, ambas haviam se encontrado apenas uma vez. Cassandra sempre admirara a coragem da irmã e durante aqueles seis anos de separação as duas precisaram manter correspondência às escondidas. E isso por causa do pai delas, o professor Neville Vernon, um homem rígido e severo que não admitia qualquer influência que a filha mais velha, Rosalind, pudesse vir a ter sobre a educação quase monástica com que ele conduzia a vida de Cassandra.
Cassandra que temia muito o pai procurava não contrariá-lo. E sofria calada as eternas acusações dele de ser responsável pela morte da mãe. Na verdade, Cassandra nascera de um parto prematuro e muito difícil fatal para sua mãe. O professor jamais a perdoara pela perda da esposa por absurdo que fosse esse comportamento ainda mais partindo de um homem culto como ele.
— Oh! querida, que alívio! — Rosalind exclamou. — Temia que se tornasse uma escrava permanente de papai! Deve ter sido terrível passar esses anos com ele! — enquanto falava, Rosalind apanhou a mala das mãos da irmã, entregando-a ao carregador que as esperava pacientemente.
Cassandra não retrucou. Sentia-se cansada demais e em seu rosto magro, de traços finos e delicados, os sinais da longa viagem eram evidentes.
— Que tal esquecermos o passado? — propôs Rosalind. — Mas me diga: como foi o vôo? A julgar pelo seu aspecto Cass deve ter sido terrível. Deveria ter viajado na primeira classe, pois da Inglaterra até aqui são horas e horas. A viagem parece não terminar nunca! É preciso conforto.
— Não foi tão ruim assim, Ros. O importante é que estou aqui. Vai ser maravilhoso passar algumas semanas com você e conhecer seu noivo. Por falar nisso onde está ele?
Cassandra imaginara que conheceria o futuro cunhado ainda no aeroporto, mas pelo jeito algo o impedira de vir recepcioná-la.
— Harley não pôde vir. Está participando de um campeonato de golfe em Kapalua. Ele é fanático por esse esporte.
— Oh, entendo — Cassandra sussurrou, sem esconder a decepção.
— Acredite-me, querida. Harley está ansioso por conhecê-la. Onde ficou o resto de sua bagagem? — perguntou, mudando de assunto.
— Eu trouxe apenas esta mala.
— Só uma mala?


Capítulo Um
— Honolulu, por fim!
O avião após um longo e exaustivo vôo havia acabado de pousar.
Cassandra Vernon suspirava aliviada ao pisar pela primeira vez o solo da famosa cidade que lhe prometia agradáveis momentos de descanso e prazer.
— Aloha! Bem-vinda ao Pacífico, Cass!
Surpresa e bastante encabulada diante das exageradas manifestações de boas-vindas da irmã, Cassandra apenas murmurou: — Oh! Obrigada, Rosalind.
Rosalind, além de usar um tom de voz muito alto para saudá-la envolveu-lhe o pescoço com um belo colar de vistosas flores vermelhas e abraçou-a efusivamente. Todas as atenções no saguão do aeroporto se voltavam para elas.
Cassandra passado o primeiro impacto olhou admiradíssima para a irmã que lhe parecia mais bela do que nunca.
Rosalind herdara os traços bonitos e marcantes da mãe. Trazia os longos e sedosos cabelos negros presos numa trança entremeada de flores naturais. Parecia muito à vontade num vestido de seda que se moldava às formas sensuais do corpo. As sandálias de salto alto realçavam-lhe o porte elegante e majestoso. Como um ímã, atraía todos os olhares masculinos, mas isso não a perturbava. Bronzeada pelo sol do Pacífico, o tom dourado da sua pele contrastava com a palidez de Cassandra que estava viajando havia muitas horas.
— Oh! É tão bom vê-la aqui! — exclamou Rosalind, abraçando-a de novo.
— Eu também estou feliz por revê-la, Ros!
Desde que Rosalind abandonara a casa, em consequência de terríveis brigas com o pai, ambas haviam se encontrado apenas uma vez. Cassandra sempre admirara a coragem da irmã e durante aqueles seis anos de separação as duas precisaram manter correspondência às escondidas. E isso por causa do pai delas, o professor Neville Vernon, um homem rígido e severo que não admitia qualquer influência que a filha mais velha, Rosalind, pudesse vir a ter sobre a educação quase monástica com que ele conduzia a vida de Cassandra.
Cassandra que temia muito o pai procurava não contrariá-lo. E sofria calada as eternas acusações dele de ser responsável pela morte da mãe. Na verdade, Cassandra nascera de um parto prematuro e muito difícil fatal para sua mãe. O professor jamais a perdoara pela perda da esposa por absurdo que fosse esse comportamento ainda mais partindo de um homem culto como ele.
— Oh! querida, que alívio! — Rosalind exclamou. — Temia que se tornasse uma escrava permanente de papai! Deve ter sido terrível passar esses anos com ele! — enquanto falava, Rosalind apanhou a mala das mãos da irmã, entregando-a ao carregador que as esperava pacientemente.
Cassandra não retrucou. Sentia-se cansada demais e em seu rosto magro, de traços finos e delicados, os sinais da longa viagem eram evidentes.
— Que tal esquecermos o passado? — propôs Rosalind. — Mas me diga: como foi o vôo? A julgar pelo seu aspecto Cass deve ter sido terrível. Deveria ter viajado na primeira classe, pois da Inglaterra até aqui são horas e horas. A viagem parece não terminar nunca! É preciso conforto.
— Não foi tão ruim assim, Ros. O importante é que estou aqui. Vai ser maravilhoso passar algumas semanas com você e conhecer seu noivo. Por falar nisso onde está ele?
Cassandra imaginara que conheceria o futuro cunhado ainda no aeroporto, mas pelo jeito algo o impedira de vir recepcioná-la.
— Harley não pôde vir. Está participando de um campeonato de golfe em Kapalua. Ele é fanático por esse esporte.
— Oh, entendo — Cassandra sussurrou, sem esconder a decepção.
— Acredite-me, querida. Harley está ansioso por conhecê-la. Onde ficou o resto de sua bagagem? — perguntou, mudando de assunto.
— Eu trouxe apenas esta mala.
— Só uma mala?


