Ela já tem o vestido... só falta o noivo.
Paige Danforth não estava nem um pouco interessada em se casar. Para ela, o "final feliz" não passava de conto de fadas. Jurou que o mais perto que chegaria de subir ao altar seria como dama de honra. Ao acompanhar uma amiga em uma liquidação na loja de noivas, Paige encontra o vestido perfeito e não pensa duas vezes antes de comprá-lo!
Só há um problema: ela não tem noivo! Gabe Hamilton estava muito longe de ser o homem ideal. Ele queria Paige em sua cama, e nada mais. Sem promessas e sem compromisso. Mas será que ele continuará ao lado de Paige quando descobrir seus segredos... e o vestido de noiva que ela esconde no armário?
Capítulo Um
Paige Danforth não acreditava em finais felizes. Portanto, devia ser muito boa amiga para estar congelando na porta de um armazém de Melbourne, naquela manhã fria e nublada de inverno, esperando as portas se abrirem para que a amiga, Mae, comprasse um vestido de noiva.
Os cartazes cor-de-rosa pendurados na parede de tijolos anunciavam uma liquidação. Vestidos novos e usados com até 90 por cento de desconto. Paige se perguntava se alguma das outras mulheres da fila, que àquela altura já dobrava a esquina do quarteirão, seria capaz de ver a realidade deprimente por trás do espetáculo publicitário. Provavelmente não, a julgar pelo brilho maníaco dos olhos delas. Todas acreditavam cegamente em canções e poemas de amor.
— A porta se mexeu — sussurrou Mae, agarrando-lhe o braço com tanta força que devia ter deixado uma marca.
Paige levantou o cabelo comprido, deu mais uma volta no cachecol e bateu com os pés no chão para reativar o fluxo sanguíneo.
— Está vendo coisas.
— Não estou, se mexeu — insistiu Mae — , como se alguém a estivesse abrindo.
A notícia se espalhou feito um incêndio descontrolado pela fila e Paige quase foi derrubada pelo avanço repentino.
— Calma! — disse, soltando-se das garras da amiga, enquanto fulminava com o olhar a mulher grosseira que a empurrava. — As portas vão se abrir na hora marcada, e você encontrará o vestido dos seus sonhos. Se não conseguir achar um entre tantos, é muito azarada ou muito ranzinza.
Mae lançou-lhe um olhar carrancudo.
— Só por isso, eu deveria dispensar você do posto de dama de honra.
— Fala sério? — perguntou Paige esperançosa.
Mae riu, mas logo começou a dar pulinhos na calçada, como um pugilista pouco antes de subir ao ringue. Tinha o cabelo avermelhado preso em um rabo de cavalo e a sua concentração era total, como no dia em que o seu noivo a havia pedido em casamento.
De repente, as portas de madeira se abriram, liberando um perfume de cânfora e lavanda. Então, apareceu uma mulher de aspecto cansado, usando jeans largo e uma camiseta do mesmo tom rosado do cartaz.
— Preço fixo! — gritou. — Não aceitamos trocas, nem devoluções! Tamanhos únicos!
A longa fila de mulheres avançou pela porta como se tivessem anunciado que Hugh Jackman faria massagens grátis nas cem primeiras que entrassem.
Paige foi arrastada para o interior e agarrou-se nos ombros de Mae quando a sua amiga parou ao ver a maré de mulheres se abrindo diante delas como as águas do mar Vermelho fizeram com Moisés.
— Meu Deus... — murmurou Mae.
Até Paige ficou impressionada com o que viu. Dezenas e dezenas de vestidos para todos os gostos estendiam-se até onde os olhos podiam alcançar. Vestidos de marca e feitos sob medida. Vestidos de segunda mão. Vestidos com defeito. Todos com generosos descontos para uma queima total de estoque.
— Vamos!
Capítulo Um
Paige Danforth não acreditava em finais felizes. Portanto, devia ser muito boa amiga para estar congelando na porta de um armazém de Melbourne, naquela manhã fria e nublada de inverno, esperando as portas se abrirem para que a amiga, Mae, comprasse um vestido de noiva.
Os cartazes cor-de-rosa pendurados na parede de tijolos anunciavam uma liquidação. Vestidos novos e usados com até 90 por cento de desconto. Paige se perguntava se alguma das outras mulheres da fila, que àquela altura já dobrava a esquina do quarteirão, seria capaz de ver a realidade deprimente por trás do espetáculo publicitário. Provavelmente não, a julgar pelo brilho maníaco dos olhos delas. Todas acreditavam cegamente em canções e poemas de amor.
— A porta se mexeu — sussurrou Mae, agarrando-lhe o braço com tanta força que devia ter deixado uma marca.
Paige levantou o cabelo comprido, deu mais uma volta no cachecol e bateu com os pés no chão para reativar o fluxo sanguíneo.
— Está vendo coisas.
— Não estou, se mexeu — insistiu Mae — , como se alguém a estivesse abrindo.
A notícia se espalhou feito um incêndio descontrolado pela fila e Paige quase foi derrubada pelo avanço repentino.
— Calma! — disse, soltando-se das garras da amiga, enquanto fulminava com o olhar a mulher grosseira que a empurrava. — As portas vão se abrir na hora marcada, e você encontrará o vestido dos seus sonhos. Se não conseguir achar um entre tantos, é muito azarada ou muito ranzinza.
Mae lançou-lhe um olhar carrancudo.
— Só por isso, eu deveria dispensar você do posto de dama de honra.
— Fala sério? — perguntou Paige esperançosa.
Mae riu, mas logo começou a dar pulinhos na calçada, como um pugilista pouco antes de subir ao ringue. Tinha o cabelo avermelhado preso em um rabo de cavalo e a sua concentração era total, como no dia em que o seu noivo a havia pedido em casamento.
De repente, as portas de madeira se abriram, liberando um perfume de cânfora e lavanda. Então, apareceu uma mulher de aspecto cansado, usando jeans largo e uma camiseta do mesmo tom rosado do cartaz.
— Preço fixo! — gritou. — Não aceitamos trocas, nem devoluções! Tamanhos únicos!
A longa fila de mulheres avançou pela porta como se tivessem anunciado que Hugh Jackman faria massagens grátis nas cem primeiras que entrassem.
Paige foi arrastada para o interior e agarrou-se nos ombros de Mae quando a sua amiga parou ao ver a maré de mulheres se abrindo diante delas como as águas do mar Vermelho fizeram com Moisés.
— Meu Deus... — murmurou Mae.
Até Paige ficou impressionada com o que viu. Dezenas e dezenas de vestidos para todos os gostos estendiam-se até onde os olhos podiam alcançar. Vestidos de marca e feitos sob medida. Vestidos de segunda mão. Vestidos com defeito. Todos com generosos descontos para uma queima total de estoque.
— Vamos!

