
Mais cedo do que ela esperava!
O objetivo de Leah era pôr ordem e equilíbrio em sua vida.
Ficar à procura do homem ideal não fazia parte de seus planos para o futuro imediato.
Ela já fizera um planejamento pessoal, com horários, listas e planilhas para os próximos cinco anos; se, entretanto aparecesse alguém que valesse a pena, ela daria um jeito de encaixá-lo na agenda.
Mas pelo menos por enquanto, nada de romance!
O esquema de Leah começou a ir por água abaixo quando Max Kendrick mudou-se para a casa vizinha à sua.
Era impossível não se deixar afetar pelo charme e pelo carisma daquele escritor, principalmente quando ele parecia determinado a convencer Leah de que a vida não era só almejar sucesso na carreira, e de que havia outras coisas que, embora simples, podiam ser bem mais importantes, como por exemplo, riso, diversão...
E amor verdadeiro!
Capítulo Um
Tenha um bom dia, senhor. Max Kendrick guardou na carteira, pela terceira vez, o seu documento de identidade e um pedaço de papel onde estava escrito um endereço.
Olhou para o relógio com uma certa impaciência.
Nas últimas duas horas, três policiais haviam parado diante dele e lhe pedido os documentos querendo saber o que ele fazia ali na porta daquela casa.
O problema é que estava esperando que aparecesse algum morador para poder entrar e chegar até um quarto que o dono da casa, que ele conhecera na Jamaica, havia prometido lhe alugar.
Mas não aparecia ninguém, e ele já começava a sentir os efeitos da longa viagem que fizera para chegar até ali.
Já não tinha muita certeza se trocar a Jamaica por New Orleans tinha sido uma boa idéia.
Não se lembrava mais do nome da imobiliária encarregada de alugar o quarto.
Mas isso não deveria ser um problema, pois afinal ele tinha ali um bilhete, escrito em um guardanapo, autorizando a sua entrada no tal aposento.
Isso deveria ser suficiente.
Quando, dois anos atrás, havia jogado em um rio de Boston o seu telefone celular e o seu Pager, Max jurara não se prender mais a nenhuma regra rígida.
E a empresa de advocacia de Boston, que tinha a sorte de tê-lo como sócio, havia sido obrigada a concordar com as suas exigências.
Max tirara uma licença para perseguir um sonho.
A última coisa que Leah Malone precisava, depois de uma bem-sucedida, mas cansativa viagem de negócios, era ter de fazer uma caminhada para chegar até a porta de sua casa, já que a vaga do seu carro estava ocupada.
O táxi parou a uma certa distância, e o motorista virou-se para o banco traseiro com ar resignado.
— Vou ter de parar por aqui, senhorita. Sua casa é aquela onde está um homem sentado na escadaria?
— É sim. Mas não conheço aquele homem. O que estará fazendo a minha porta?
— Deixe comigo que lhe digo que vá andando. E pode deixar que eu levo as suas malas.
Leah observou o desconhecido pela janela do táxi.
Parecia bastante bronzeado, usava jeans que deveriam ter vivido dias melhores e o rosto ostentava uma barba de pelo menos um dia.
Não destoava dos tipos que circulavam no French Quarter, o bairro francês de New Orleans, mas Leah não o queria acampado na frente de sua casa.
— Vou aceitar a sua ajuda, senhor. Talvez o homem esteja apenas descansando e escolheu aqueles degraus acidentalmente. Mesmo assim, vou lhe ficar agradecida se mandá-lo ir embora.
— Claro, senhorita!
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