O calor está muito intenso.
Vicky se despe e mergulha nas águas refrescantes do rio. Instantes depois, mãos fortes a seguram. Race Bennett a puxa para si e a beija com volúpia, os corpos nus se resvalando numa súplica muda. Vicky não resiste; não quer resistir ao apelo do desejo. E os dois se amam com sofreguidão, seus gemidos se misturando ao murmurar das águas do rio.
Nesse momento, ela não quer pensar em nada. Nesse momento Race deixa de ser seu inimigo para tornar-se apenas seu amante!
Capítulo Um
— Quem é Race Bennett? — Victoria Wood perguntou a John Smith, franzindo as sobrancelhas numa profunda ruga de curiosidade.
O advogado deu um meio sorriso e respondeu:
— É o filho natural de Henry Race.
— Filho natural?
— É. Ilegítimo.
Vicky entreabriu os lábios e arregalou os olhos.
— Quer dizer que...
O homem consentiu com um gesto de cabeça.
— Então Henry tinha um bastardo... Quem diria! — ela concluiu pensativa. — Ele nunca me disse!
O advogado lançou-lhe um olhar de censura e afirmou:
— O termo “bastardo”, embora tecnicamente correto, parece-me um tanto pesado. Não acha, Srta. Wood?
— Oh! Claro!... Desculpe-me. É que estou muito preocupada com o que irá acontecer.
John Smith reclinou-se na poltrona de executivo que ocupava e declarou com um suspiro:
— Vai depender da senhorita e do Sr. Bennett, uma vez que o testamento de Henry Race os deixou juntos como herdeiros da propriedade. Se um dos dois quiser vender a metade a que tem direito ao outro, poderá ser arranjado. Quanto ao capital, vocês podem dividir no ato.
— Que capital?
— Henry destinou uma quantia em dinheiro que servirá para ajudá-la na administração dos negócios.
— Não diga! — ela exclamou com um grito de júbilo. — E o que a família dele achou disso tudo?
John Smith ficou sisudo diante daquela explosão de alegria. E Vicky, meio sem graça, resolveu calar-se.
O advogado passou a discursar com a voz monótona os termos legais e as figuras jurídicas, explicando as responsabilidades que ela deveria assumir. Vicky forçava-se a concentrar-se no assunto, ao mesmo tempo que analisava o homem: ele era baixo e magro, vestia-se com sobriedade e falava pausadamente. “Acho que ele é formal até para dormir”, pensou.
— ...e é claro que nada disso é definitivo até que eu saiba das intenções da senhorita e do Sr. Bennett — John Smith finalizou levantando as sobrancelhas.
Vicky remexeu-se na cadeira e, depois de um instante, esclareceu:
— Bem, quanto a mim estou resolvida a continuar em Oak Hill e levar adiante o canil. Exatamente da forma como Henry e eu planejamos antes de ele morrer.
— Nesse caso, vamos aguardar para ver quais serão os planos do Sr. Bennett.
— O senhor conseguiu falar com ele?
— Sim. Por telefone, alguns dias atrás e o coloquei a par da herança e das condições. Provavelmente ele já deve estar vindo para Washington e logo nós três poderemos nos reunir.
Capítulo Um
— Quem é Race Bennett? — Victoria Wood perguntou a John Smith, franzindo as sobrancelhas numa profunda ruga de curiosidade.
O advogado deu um meio sorriso e respondeu:
— É o filho natural de Henry Race.
— Filho natural?
— É. Ilegítimo.
Vicky entreabriu os lábios e arregalou os olhos.
— Quer dizer que...
O homem consentiu com um gesto de cabeça.
— Então Henry tinha um bastardo... Quem diria! — ela concluiu pensativa. — Ele nunca me disse!
O advogado lançou-lhe um olhar de censura e afirmou:
— O termo “bastardo”, embora tecnicamente correto, parece-me um tanto pesado. Não acha, Srta. Wood?
— Oh! Claro!... Desculpe-me. É que estou muito preocupada com o que irá acontecer.
John Smith reclinou-se na poltrona de executivo que ocupava e declarou com um suspiro:
— Vai depender da senhorita e do Sr. Bennett, uma vez que o testamento de Henry Race os deixou juntos como herdeiros da propriedade. Se um dos dois quiser vender a metade a que tem direito ao outro, poderá ser arranjado. Quanto ao capital, vocês podem dividir no ato.
— Que capital?
— Henry destinou uma quantia em dinheiro que servirá para ajudá-la na administração dos negócios.
— Não diga! — ela exclamou com um grito de júbilo. — E o que a família dele achou disso tudo?
John Smith ficou sisudo diante daquela explosão de alegria. E Vicky, meio sem graça, resolveu calar-se.
O advogado passou a discursar com a voz monótona os termos legais e as figuras jurídicas, explicando as responsabilidades que ela deveria assumir. Vicky forçava-se a concentrar-se no assunto, ao mesmo tempo que analisava o homem: ele era baixo e magro, vestia-se com sobriedade e falava pausadamente. “Acho que ele é formal até para dormir”, pensou.
— ...e é claro que nada disso é definitivo até que eu saiba das intenções da senhorita e do Sr. Bennett — John Smith finalizou levantando as sobrancelhas.
Vicky remexeu-se na cadeira e, depois de um instante, esclareceu:
— Bem, quanto a mim estou resolvida a continuar em Oak Hill e levar adiante o canil. Exatamente da forma como Henry e eu planejamos antes de ele morrer.
— Nesse caso, vamos aguardar para ver quais serão os planos do Sr. Bennett.
— O senhor conseguiu falar com ele?
— Sim. Por telefone, alguns dias atrás e o coloquei a par da herança e das condições. Provavelmente ele já deve estar vindo para Washington e logo nós três poderemos nos reunir.


