Derek saiu do carro e olhou curioso para a rua.
Tudo naquela cidadezinha parecia fora do tempo; não havia a pressa nem a louca agitação a que se acostumara em Nova York. Tocou a campainha e pouco depois encontrava-se sentado na confortável sala de estar, à espera da pessoa com quem viera tratar de negócios. Então, para sua surpresa, viu entrar uma sensual ruiva de olhos verdes...
Catherine! A mesma mulher que tanto o fascinara numa festa em Manhattan e que desaparecera sem deixar pistas!
Capítulo Um
Catherine Kruger suspirou exasperada e encarou Marvin Feeney Jr., completamente bêbado a sua frente. Nunca se arrependera tanto em sua vida como naquele momento. Por que fora dar ouvidos à Sra. Feeney, sua vizinha, e aceitar a companhia do filho dela para vir à festa?
— E então? Sei ou não sei como divertir uma garota? — indagava ele, completamente indiferente à enorme mancha de caviar na camisa de seda que usava sob o elegante smoking.
Catherine forçou um sorriso e não respondeu, desejando estar a quilômetros dali. Lançou um olhar ao redor, rezando para que ninguém prestasse atenção ao vexame.
— Vamos, benzinho. Tome outro drinque. — Marvin quase atropelou o garçom que passava, para agarrar uma taça de champanhe da bandeja de prata.
— Obrigada, Marvin, mas não quero... — ela tentou protestar, mas era tarde demais. O fino cristal francês já havia sido colocado em sua mão e só lhe restava aceitar.
Mais uma vez, Catherine suspirou, afastando uma mecha de cabelos ruivos que teimava em cair-lhe sobre o rosto. Se não fosse a presença de Marvin, “o abominável”, aquela seria uma noite bem agradável.
Afinal, eram raras as ocasiões em que uma esforçada estudante de artes tinha a oportunidade de freqüentar festas glamourosas. E ali estava ela, quarenta andares acima da cidade de Nova York, numa magnífica cobertura. Lá em baixo, milhões de luzes iluminavam Manhattan, proporcionando uma vista belíssima, que mais parecia o contraste de diamantes puros contra o veludo negro da noite.
Na cidade de Green Meadow, onde Catherine nascera, jamais se veria algo tão fascinante. Quantas vezes na infância ela não sonhara com os encantos da cidade grande, que só conhecia através de filmes de Hollywood?
E naquela noite estava ali, fazendo parte daquele mundo cheio de riquezas e beleza, que excitavam sua imaginação. Se tivesse uma tela, Catherine retrataria todos os detalhes daquele universo novo e intrigante que acabava de descobrir: o bufê arrumado com requinte, as flores e frutas dispostas sobre a mesa em recipientes de cristal, a orquestra com quase vinte músicos, as mulheres elegantes em seus trajes de noite, a vista magnífica...
Se ao menos pudesse esquecer quem a trouxera até ali!
Capítulo Um
Catherine Kruger suspirou exasperada e encarou Marvin Feeney Jr., completamente bêbado a sua frente. Nunca se arrependera tanto em sua vida como naquele momento. Por que fora dar ouvidos à Sra. Feeney, sua vizinha, e aceitar a companhia do filho dela para vir à festa?
— E então? Sei ou não sei como divertir uma garota? — indagava ele, completamente indiferente à enorme mancha de caviar na camisa de seda que usava sob o elegante smoking.
Catherine forçou um sorriso e não respondeu, desejando estar a quilômetros dali. Lançou um olhar ao redor, rezando para que ninguém prestasse atenção ao vexame.
— Vamos, benzinho. Tome outro drinque. — Marvin quase atropelou o garçom que passava, para agarrar uma taça de champanhe da bandeja de prata.
— Obrigada, Marvin, mas não quero... — ela tentou protestar, mas era tarde demais. O fino cristal francês já havia sido colocado em sua mão e só lhe restava aceitar.
Mais uma vez, Catherine suspirou, afastando uma mecha de cabelos ruivos que teimava em cair-lhe sobre o rosto. Se não fosse a presença de Marvin, “o abominável”, aquela seria uma noite bem agradável.
Afinal, eram raras as ocasiões em que uma esforçada estudante de artes tinha a oportunidade de freqüentar festas glamourosas. E ali estava ela, quarenta andares acima da cidade de Nova York, numa magnífica cobertura. Lá em baixo, milhões de luzes iluminavam Manhattan, proporcionando uma vista belíssima, que mais parecia o contraste de diamantes puros contra o veludo negro da noite.
Na cidade de Green Meadow, onde Catherine nascera, jamais se veria algo tão fascinante. Quantas vezes na infância ela não sonhara com os encantos da cidade grande, que só conhecia através de filmes de Hollywood?
E naquela noite estava ali, fazendo parte daquele mundo cheio de riquezas e beleza, que excitavam sua imaginação. Se tivesse uma tela, Catherine retrataria todos os detalhes daquele universo novo e intrigante que acabava de descobrir: o bufê arrumado com requinte, as flores e frutas dispostas sobre a mesa em recipientes de cristal, a orquestra com quase vinte músicos, as mulheres elegantes em seus trajes de noite, a vista magnífica...
Se ao menos pudesse esquecer quem a trouxera até ali!


