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domingo, 10 de abril de 2016

Vendido Para o Prazer

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Leilão de Solteiros



À venda: Solteiro número nove. Bad boy reabilitado.

O sonho de Juliana Alden era viver uma aventura. E ela soube que estava prestes a realizá-lo no instante em que seus olhos pousaram em Rex Tanner durante um leilão. Apenas precisava dar o maior lance! Embora dominado pelo desejo, Rex jurou que manteria seu lado selvagem preso, pois se Juliana realmente o conhecesse, ele perderia muito mais!

Capítulo Um

— Nossa tensa auditora está pronta para ser corrompida? Seu solteiro é o próximo.
Juliana Alden engoliu o champanhe grátis com a graça de um estivador bebendo avidamente sua cerveja, na esperança de afogar as dúvidas que se acumulavam em seu interior. Deixou a taça na bandeja de um garçom que passava e pegou outra para criar coragem antes de encarar Andrea e Holly, suas duas melhores amigas e companhias no audacioso plano daquela noite.
— Nunca me senti tão nua na vida. Jamais darei carta branca a vocês quanto ao meu armário outra vez. Até minha camisola cobre mais do que esse vestidinho.
Ela ajeitou a alça fina do vestido sobre o ombro outra vez, depois puxou para baixo a bainha curta que mal lhe cobria os quadris. Fugir pela porta dos fundos do clube lhe parecia cada vez mais interessante, mas Andrea e Holly jamais a perdoariam se fizesse isso. Por outro lado, foram elas as responsáveis por fazerem-na colocar um vestido que causaria um ataque cardíaco em seu pai caso ele a visse, então a opinião delas era suspeita.
Andrea afastou suas objeções:
— Você tem corpo para isso e vermelho fica ótimo em você. Não dê para trás agora, Juliana.
Um mar de mulheres escandalosas, quase histéricas, as cercava, dando lances nos homens que eram leiloados para fins de caridade, com a mesma ferocidade de tubarões famintos. Podia apostar que as paredes do salão do prestigioso Caliber Club nunca reverberaram daquele jeito antes. O pandemônio apenas aumentava suas dúvidas sobre o plano que as três elaboraram durante muitas margaritas.
Rezando por coragem e não a encontrando, Juliana respirou fundo e bebeu mais um gole de champanhe. O que dera nela para acreditar que poderia jogar fora trinta anos como moça certinha para dar um lance no solteirão mais cobiçado? Deveria ter começado com uma rebelião menor, mas não, escolhera pegar pesado na primeira tentativa.
Como auditora de contas da rede bancária privada de sua família, era cuidadosa por natureza. Tinha um emprego previsível e dirigia um sedã razoável. Era confortável seguir as regras, ter sua vida precisamente organizada e ascender profissionalmente aos poucos como sua mãe fizera.
Mas a pressão repentina para se casar para o bem da empresa abalou essa ascensão e fez com que Juliana se sentisse mais como uma mercadoria sendo permutada nas negociações de fusão entre a Alden Bank & Trust e a Wilson Savings & Loan do que um ser humano.
— Não acredito que deixei vocês me convencerem disso. Talvez eu não esteja pronta para esse tipo de homem “manche sua reputação”. Talvez devesse escolher alguém um pouco menos... — Na falta da palavra certa, deu de ombros. Como poderia descrever o homem cuja foto no programa de leilão de solteiros lhe causara calor?
— Gostoso? — perguntou Holly com um sorriso malicioso.
Eufemismo do ano. Juliana assentiu.
O solteiro número nove subiu ao palco e o coração de Juliana bateu erraticamente. A multidão de senhoras normalmente honradas gritou, assoviou e bateu os pés calçados com sapatos caros. Se havia um homem que poderia tentar uma mulher a se arriscar a quebrar algumas regras, era aquele. Parecendo completamente à vontade sob os holofotes, ele lançou um sorriso desafiador e encorajou a plateia já descontrolada a fazer mais barulho, batendo palmas e mexendo os quadris ao som da música alta, como o artista que fora outrora.
O cara sabia como se mexer. Ela deveria admitir. Um arrepio percorreu-lhe a espinha.
A camiseta preta apertada se esticava em seus ombros largos, moldando um tórax bem definido e envolvendo-lhe os bíceps volumosos. Os jeans, gastos naqueles locais intrigantes, para onde deveria estar envergonhada de olhar, eram bem baixos nos quadris, e ele usava botas de caubói — algo que não se via com frequência na cidade portuária de Wilmington, na Carolina do Norte. Considerando que todos os outros homens que subiram ao palco antes dele vestiam smoking, o visual casual do dono do bar gritava renegado — coincidentemente, o nome de seu bar e a palavra estampada nas costas de sua camisa.
A pulsação de Juliana ressoava tão alto que mal podia ouvir a apresentação longa da mestre de cerimônias. Será que ela nunca tinha ouvido falar que “o silêncio vale ouro”? Se ela se calasse e deixasse que as pessoas olhassem para Rex Tanner, seu trabalho estaria feito. Que mulher não desejaria ser carregada naqueles braços musculosos ou ser coagida por aquele sorriso safado?

Série Leilão de Solteiros
1- Vendido Para o Prazer