Quando Juliet e Drew Major se encontravam, era uma briga atrás da outra.
Juliet sabia que devia tratá-lo com todo respeito, já que Drew era seu patrão e ela, apenas uma vendedora da loja Major Mo, entanto, não conseguia se controlar quando ele a obrigava a usar um uniforme horroroso e a cumprir horários rígidos. Acabavam discutindo e Juliet ficava cada vez mais convencida de que Drew a odiava.
A princípio, ela o odiava também. Mas aos poucos começou a amá-lo desesperadamente, mesmo sabendo que seu amor era pura ilusão. Afinal, que chances teriam uma simples vendedora de conquistar o coração de seu poderoso chefão? A vida se encarregaria de responder a essa pergunta...
Capítulo Um
— Se não abrirem essa porta logo, seremos devoradas vivas por esses dois horríveis animais. Parecem famintos e prestes a dar o bote!
— É... Reparando bem, parecem mesmo famintos. — Juliet soltou uma risada gostosa.
Os animais a que sua mãe se referia eram dois leões de pedra que montavam guarda à entrada da casa. A residência dos Major era um velho casarão de dois andares, provavelmente construído há uns dois séculos. Era todo revestido de tijolos vermelhos, já desbotados pela ação do tempo. Na entrada, junto com os leões de pedra, havia pilastras brancas que aumentavam a magnitude do casarão, deixando qualquer visitante boquiaberto com tamanha imponência.
Quando a porta da casa se abriu, Juliet teve a impressão de estar entrando num mundo encantado de sonhos e luxo. Warren Major, um cinquentão de olhos espertos, veio até o hall. Passando por Juliet, ele reparou na mãe dela, que estava ao lado, e estendeu os braços, visivelmente emocionado.
— Cynthia Bourne! Há quanto tempo! Faz bem uns trinta anos, não é?
Ela tomou as mãos dele nas suas.
— Inacreditável! Parece a mesma, não mudou nada.
— Nem você. Foi muito gentil de sua parte nos receber, Warren. Odeio pedir favores, mas nas atuais circunstâncias...
— Nem pense nisso! Só de olhar para você me sinto uns trinta anos mais jovem. — Pegou-a gentilmente pelo braço e conduziu-a até a sala de visitas, Juliet não conseguia disfarçar a impressão que a casa provocava nela e observava tudo com olhos arregalados. Havia objetos de prata e ouro em todo canto, as cadeiras eram forradas com veludo e as almofadas de cetim. Tirando os olhos daquelas maravilhas, Juliet deu com um homem parado à porta, que a olhava interrogativamente.
— Este é meu filho — Warren apresentou. — Drew, esta é Cynthia Bourne, uma amiga dos velhos tempos, e a filha, Juliet.
Com os modos polidos de um perfeito gentleman, ele as cumprimentou. Parecia um tanto indiferente e frio, mas Juliet achou tal atitude justificável devido às circunstâncias.
— Minha esposa — Warren prosseguia com as apresentações, mostrando uma mulher sentada no sofá, — Mildred.
Mildred Major limitou-se a um polido sorriso com os lábios cerrados, como se estivesse receosa de enrugar o rosto, e não disse uma palavra.
— Sinto muito incomodá-los. — Cynthia tentou quebrar aquele silêncio embaraçoso.
— Incômodo nenhum — Mildred replicou secamente, numa voz que mais parecia um pio de tão estridente.
— Bem. . . — Warren procurava ser o mais cordial possível. — O que faremos primeiro?
Capítulo Um
— Se não abrirem essa porta logo, seremos devoradas vivas por esses dois horríveis animais. Parecem famintos e prestes a dar o bote!
— É... Reparando bem, parecem mesmo famintos. — Juliet soltou uma risada gostosa.
Os animais a que sua mãe se referia eram dois leões de pedra que montavam guarda à entrada da casa. A residência dos Major era um velho casarão de dois andares, provavelmente construído há uns dois séculos. Era todo revestido de tijolos vermelhos, já desbotados pela ação do tempo. Na entrada, junto com os leões de pedra, havia pilastras brancas que aumentavam a magnitude do casarão, deixando qualquer visitante boquiaberto com tamanha imponência.
Quando a porta da casa se abriu, Juliet teve a impressão de estar entrando num mundo encantado de sonhos e luxo. Warren Major, um cinquentão de olhos espertos, veio até o hall. Passando por Juliet, ele reparou na mãe dela, que estava ao lado, e estendeu os braços, visivelmente emocionado.
— Cynthia Bourne! Há quanto tempo! Faz bem uns trinta anos, não é?
Ela tomou as mãos dele nas suas.
— Inacreditável! Parece a mesma, não mudou nada.
— Nem você. Foi muito gentil de sua parte nos receber, Warren. Odeio pedir favores, mas nas atuais circunstâncias...
— Nem pense nisso! Só de olhar para você me sinto uns trinta anos mais jovem. — Pegou-a gentilmente pelo braço e conduziu-a até a sala de visitas, Juliet não conseguia disfarçar a impressão que a casa provocava nela e observava tudo com olhos arregalados. Havia objetos de prata e ouro em todo canto, as cadeiras eram forradas com veludo e as almofadas de cetim. Tirando os olhos daquelas maravilhas, Juliet deu com um homem parado à porta, que a olhava interrogativamente.
— Este é meu filho — Warren apresentou. — Drew, esta é Cynthia Bourne, uma amiga dos velhos tempos, e a filha, Juliet.
Com os modos polidos de um perfeito gentleman, ele as cumprimentou. Parecia um tanto indiferente e frio, mas Juliet achou tal atitude justificável devido às circunstâncias.
— Minha esposa — Warren prosseguia com as apresentações, mostrando uma mulher sentada no sofá, — Mildred.
Mildred Major limitou-se a um polido sorriso com os lábios cerrados, como se estivesse receosa de enrugar o rosto, e não disse uma palavra.
— Sinto muito incomodá-los. — Cynthia tentou quebrar aquele silêncio embaraçoso.
— Incômodo nenhum — Mildred replicou secamente, numa voz que mais parecia um pio de tão estridente.
— Bem. . . — Warren procurava ser o mais cordial possível. — O que faremos primeiro?

