Mostrando postagens com marcador Vencer o Dragão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vencer o Dragão. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Vencer o Dragão

ROMANCE SOBRENATURAL













Quando o dragão Morkelebel ocupou a gruta de Ylterdun expulsando todos os gnomos.

O jovem Gareth se atreveu a viajar para as distantes Terras de Inverno para buscar John Aversln.
Vencedor do Dragão o único homem vivo que vários anos atrás matou um dragão.
Em troca da promessa do rei para enviar ajuda para as Terras de inverno.
Aversin aceitou tentar novamente a proeza quase impossível de vencer um dragão.
Em seus esforços conta com a ajuda de sua companheira, Jenny, uma bruxa que conhecia suas limitações e que como Aversln, não era mais jovem.
Mas a realidade não tem que ser igual ao que dizem as baladas.
Os heróis são no fundo, seres humanos e desta vez, deverão enfrentar o dragão, mas também a si mesmos e as intrigas da corte decadente e o poder aparentemente ilimitado da feiticeira Zyerne que mantém o rei sob um feitiço e parece perseguí-los com fins misteriosos.

Capítulo Um

Freqüentemente os bandidos espreitavam entre as ruínas da antiga cidade na encruzilhada.
Essa manhã Jenny Waynest calculou que havia três deles.
Já não estava segura de que fora coisa de magia, talvez fosse simplesmente a habilidade, o instinto do habitante dos bosques para detectar o perigo, esse instinto que desenvolvia qualquer que tivesse chegado a adulto nas Terras de Inverno.
Mas quando puxou as rédeas ao chegar aos primeiros muros em ruínas, onde sabia que ainda a ocultava a mescla de névoa outonal e penumbra matutina sob as árvores mais frondosas da selva advertiram imediatamente que as bostas de cavalo na argila úmida do caminho estavam frescas, livres da geada que ficava ao redor das folhas.
Notou também o silêncio nas ruínas frente a ela: não se ouvia nem o sussurro de um coelho por entre a relva que cobria a colina que tinha ocupado a velha igreja, consagrada aos Doze Deuses que amavam os antigos reis.
Pareceu-lhe cheirar a fumaça de um fogo escondido perto das ruínas da estalagem da encruzilhada, mas as pessoas honestas teriam se aproximado diretamente, deixando pegadas nas poças de orvalho que cobriam a mata virgem aos arredores.
Lua, a égua branca de Jenny, levantou as largas orelhas ao cheirar outros animais e Jenny lhe murmurou algo para que guardasse silêncio enquanto lhe alisava a desordenada crina contra o pescoço.
Tinha estado procurando esses sinais antes que aparecessem.
Ficou imóvel no manto protetor da névoa e a sombra, como uma perdiz que se funde com os tons marrons do bosque.
Era um pouco como uma perdiz, escura, pequena e quase invisível nos apagados e fortuitos tecidos a quadros do norte; uma mulher robusta, forte como as raízes dos brejos nos descampados.
Depois de um momento de silêncio, teceu a magia em uma corda de névoa e a projetou sobre o caminho para as ruínas da cidade sem nome.
Era algo que tinha feito desde menina, antes que o velho mago errante Caerdinn lhe ensinasse os caminhos do poder.
Tinha trinta e sete anos e sempre tinha vivido nas Terras de Inverno.
Conhecia o aroma do perigo.
Deveria ouvir o despertar dos últimos pássaros de outono, melros e tordos, no retorcido matagal marrom de hera que ocultava pela metade as paredes da velha estalagem, mas estavam calados.
Ao cabo de um momento, sentiu o aroma dos cavalos e o fedor sujo e agudo dos homens.