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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Série Veludo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Ela tem uma vida secreta que deve continuar secreta Amalie Dove:

A tímida bibliotecária causa sensação escrevendo histórias muito sensuais sob o nome de Madame X.


Quando a máquina publicitária entra em ação, é a glamourosa amiga Lacey quem representa o papel da famosa escritora de Veludo Negro.
Thomas Jericho: O cínico jornalista descobre a verdadeira identidade de Madame X. Mas ele não está preparado para desmascará-la.
Não antes que ele exponha a paixão que arde sob a aparência recatada e tímida de Amalie Dove. Mas são as defesas de Thomas que desmoronam.

Capítulo Um

"Amy Lee Starling era miúda, tinha seios grandes e olhos brilhantes e vivos.
Era professora na escola de Bellefort Island e suas aulas dinâmicas cativavam os alunos. Era conhecida por sua docilidade e bom humor.
Apesar de toda a agitação na sala de aula, era extremamente cautelosa, discreta e reservada com relação à sua vida pessoal.
Por isso, ninguém naquela cidade suspeitava que Amy Lee tinha uma vida secreta. Ninguém, absolutamente ninguém, sonhava que Amy Lee Starling tinha um amante cujo nome ignorava."
Depois de reler os dois primeiros parágrafos do conto Tryst, Thomas James Jericho fechou o livro.
Suas suspeitas até então só despertas, agora estavam inflamadas.
Madame X não era nada do que ele imaginara.
Ela não tinha absolutamente nada em comum com a mulher discreta e meiga que, por tantas vezes, protagonizara as histórias do Veludo Negro.
Jericho franziu a testa, questionando a própria conclusão.
Com sua experiência, aprendera que os autores de ficção costumavam colocar muito de si próprios nos personagens, intencional ou inconscientemente.
Portanto, Madame X, a escritora misteriosa, deveria ser a versão viva de Amy Lee Starling.
Em vez disso, ela era simplesmente estonteante.Mais do que isso.
Mal posicionado atrás de uma palmeira plantada num vaso, ele observava com olhos cínicos a performance daquela mulher na festa promocional do novo livro.
Madame X era a garota dos sonhos de todos os homens.
Era a garota que toda mulher gostaria de ser.
Fantasia transformada em realidade.

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Série Veludo
1- Veludo Negro
2- Um Toque de Veludo
3- Tres Paixões

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Veludo Negro

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Nem a escuridão da noite conseguia esconder o charme e a sensulaidade daquele homem!

Vitória Anderson refugiou-se nas montanhas da Virgínia á procura de um pouco de paz e solidão.

Em vez disso, encontrou o sensual Lawrence Falcon.
Conhecendo os perigos da vida, ela sabia que se o convidasse a entrar em casa estaria correndo um sério risco.
Mas não conseguiu resistir á jaqueta de couro preta, ao corpo musculoso e á combinação de tanta sensualidade.
Para Lawrence, o que sentia por Vitória estava além da sua compreensão... Era algo que desejava e temia ao mesmo tempo.
Manter vitória longe dele seria uma tarefa árdua.
Mesmo porque, assim que ela descobrisse sua verdadeira identidade, nunca mais iria querer tê-lo em sua vida!

Capítulo Um


Vitória Anderson apoiou os pés sobre o parapeito do terraço e com o salto da bota lascou um pedaço da tinta já envelhecida.
Após tomar um gole de chá gelado, recostou-se na cadeira de ba­lanço.
Havia sido uma viagem longa e tórrida, mas cada quilômetro percorrido desde Washington valera a pena.
Não percebera quão necessitada estava de descanso até chegar a seu destino.
Ali, envolvida pela paz da mata, podia esquecer os crimes hediondos, o estresse do trabalho, os infindáveis regula­mentos e, acima de tudo, a decepção amorosa.
Quando o primeiro vagalume daquela noite quente de junho piscou, Vitória soltou um suspiro profundo, sentindo a tensão se dissipar do corpo dolorido.
Não queria pensar em Craig, seu ex-noivo.
Desejava apenas curtir aquele momento.
A casa velha, construída entre as Montanhas Blue Ridge, re­presentava o paraíso perfeito para aliviar as pressões que uma po­licial da capital da nação sofria constantemente.
Havia somente o calor da noite, o perfume de madressilva que emanava da floresta, os grilos no extenso gramado, duas corujas conversando entre si nas árvores mais próximas e... o som ruidoso de um motor na estrada.
Quem diabos era aquele?
Que prazer o infeliz sentia em per­turbar o sossego da natureza?
Com exceção da velha cabana de pesca à beira do lago, a casa dos avós de Vitória era a única resi­dência daquela montanha.
O barulho aumentava à medida que o motorista acelerava.
Não era um carro ou um caminhão. Vitória levantou-se, irritada.
O ruído do motor tornou-se quase ensurdecedor quando uma moto vermelha fez a curva em alta velocidade, trazendo consigo uma aura de poder, o odor de gasolina e uma nuvem de poeira advinda do solo ressecado.
Em nome do que era mais sagrado, quem era aquele?
Seria um membro desgarrado de uma gangue qualquer do sul da Virgínia? De repente, o motociclista diminuiu a velocidade, mudou de direção e começou a voltar. Vitória agarrou o copo de plástico que, embora fosse inquebrável, não serviria para defendê-la de nada
. Pena não ter trazido sua pistola automática.
O antigo rifle de seu avô estaria ainda no armário ao lado da lareira?, perguntou-se. Teria ela tempo para pegar a arma?
Quando a moto parou, Vitória aproximou-se da porta, pronta para correr até o rifle. O motociclista olhou-a e acenou, antes de puxar o pedal para apoiar a moto.
Ele era alto, usava luvas e roupas de couro que aderiam ao corpo como uma segunda pele.
Os olhos, infelizmente, estavam ocultos atrás do visor do capacete vermelho.
Se Vitória possuísse algum bom senso, correria para dentro a fim de pegar o rifle, rezando para que o pote de balas ainda esti­vesse sobre a geladeira.
Contudo, ela o encarou tal qual um coelho assustado, quando o homem desceu da moto e deu alguns passos em direção ao terraço.
— Você deve ser a neta dos Anderson — ele disse, enquanto retirava o capacete.
Vitória pensou em confirmar e, de dedos cruzados, afirmar com veemência que estava armada e que seus quatro irmãos musculosos achavam-se no interior da casa.
Porém, antes de as tolas mentiras para defender-se saírem de seus lábios, olhou o rosto do estranho e, sem saber por que, caminhou até a extremidade do terraço.
O homem se aproximou com o capacete sob o braço e fartos cabelos negros moldando-lhe o rosto.
Cauteloso, ele parou a um metro de distância dos degraus.
Do terraço, Vitória fitou os olhos escuros mais expressivos que jamais vira.
— Olá! —Foi tudo que pôde dizer.
A umidade da noite pareceu deixá-la com falta de ar.
— Olá!

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