1- O ÚLTIMO CONTO

Os sonhos podem se tornar realidade?
Que alegria! Mas, e se forem pesadelos…?
Vanessa escreve todas as noites seus pesadelos, relacionados com um homem lobo.
Jamais imaginou que na verdade Marcus, o Homem lobo, existisse.
Sua chegada desencadeia uma série de terríveis desgraças na vida de nossa protagonista e agora ela tem que enfrentá-las com a ajuda de quem poderia matá-la de um momento para o outro.
Capítulo Um
Uma Escritora de Contos
“Quando as notas do coração param, o universo dá um silêncio à canção que se perdeu.”
Abro os olhos lentamente, ainda posso sentir o sabor do sangue em minha boca e o aroma impregnado por todo meu corpo.
"É uma delícia".
Ao recordar os gritos que deu quando comecei a destroçar sua carne lentamente e a maneira como seus olhos se arregalaram pela surpresa quando viu o seu final. Inocência e virgindade, duas palavras que nunca encontrarei em um corpo. Infelizmente esta era virgem, e o prazer de assassinar se incrementa quando vejo os rastros do que foi uma bela garota e do que agora é.
Estão aí atirados clamando por uma vingança que nunca chegará.
O que mais gosto em minhas vítimas?
Quando fogem, claro.
Adoro perseguí-las enquanto correm por suas vidas e não se dão conta de que é impossível escapar.
Não há saída, e mesmo assim acreditam poder viver.
Quando tomo seu coração em minhas garras, vejo como toca sua última nota, a audiência aplaude e faço uma reverência por tão grande atuação. Este sou eu, meu nome é Marcus. E sou um Homem Lobo.
Espere-me que logo você e eu nos conheceremos e faremos música para o universo...
Vanessa deu um grande suspiro ao terminar de escrever seu conto de terror.
Seu editor tinha falado com ela há três dias e advertido que ela tinha que entregar o terceiro rascunho da história para as correções que se fariam logo.
Tinha 17 anos e já era uma escritora.
Jovem, seu primeiro livro era um conto chamado "Marcus o Homem Lobo", e foi tão popular entre os jovens de sua cidade que a editora se interessou e decidiu colocá-lo à venda.
Era um livro tétrico, a respeito desse assassino sanguinário e ela o detestava, mas por estranho que pareça, não podia deixar de escrever a respeito dele.
Desde que se lembrava, tinha sonhado ou melhor dizendo, tinha pesadelos com esse monstro e para que superasse, o psicólogo de sua mãe lhe disse que podia escrever a respeito de seus pesadelos e assim desapareceriam.
GRANDE ENGANO. Nunca desapareceram e a cada vez eram mais vívidos, assim optou por escrever como se fossem pequenos contos de terror, mas todos com um protagonista, Marcus o homem lobo.
— Porquê raios o nomeei Marcus? — Vanessa enrugou o cenho quando olhou os últimos parágrafos — Vá, tenho imaginação de uma menina de sete anos — Seguia encurvada em seu pequeno escritório.
Levantou-se lentamente, enquanto voltava a ler o rascunho e caminhou em círculos até que se deitou em sua cama, esparramando todas as folhas ao seu redor. — Maldita história de bobeiras! Maldita editora!

2– Papel e Caneta
3- VELAS E SELOS

— Os sonhos podem se tornar realidade? Que alegria!
Mas e se estes são ruins?...
Foi capturada pelo inimigo. Vanessa não entende a razão pela qual Adolfo traiu a confiança de Marcus.
Daniel a capturou, agora ela tem que obter a sua liberdade e advertir Marcus dos perigos que vem pela frente, além de um misterioso ser que quer conhecê-la e ela sabe que não será nada cortês.
Todas as dúvidas crescem mais quando percebe que os neófitos são pessoas com sentimentos e começou a surgir uma centelha de dúvida e lealdade.
Um amor proibido surge e terá que defendê-lo sobre seus próprios princípios ainda que signifique a morte.
Capitulo Um
Pinta minha alma em preto
e minha mente na luz branca, mas deixe o coração bater sangue vermelho ...
Respirei fundo e devagar abri meus olhos novamente, me estiquei na cama e acordei para um novo dia.
Vejo meu próprio reflexo no espelho e olho para meu rosto, a juventude está do meu lado e a minha saúde com base em um futuro não muito distante.
Sento-me no canto da minha cama e me lembro de meu quarto, o que era, as folhas da violeta, minha mesa, onde eu costumava fazer minha lição de casa, então eu espero para ver os meus livros escolares que estão empilhados em montes na minha mochila no chão ... quase tudo é igual a quando eu vi pela última vez.
Eu só quero parar de sonhar, voltar a quando tudo era normal.
Alguma vez foi normal? Sim!
Eu quero ver novamente os meus amigos. Eles estão me esperando?
Não! Eu gostaria de ver Esteban. Ele me ama? Sim. Eu só quero.... um desejo... apenas saudades... suplico para não voltar a sonhar contigo.
- Por favor me ajudem, não quero acordar.
Daniel olhou para Vanessa que dormia na cama que havia sido preparada para a sua estadia confortável.
Havia vinte e quatro horas desde que eles chegaram de Paris a partir de Bruxelas, a garota não havia acordado, seguia sonhando ou foi à impressão que ele teve porque ela estava movendo as pálpebras e seu rosto mostrou preocupação.
Quando a viu se agitar alguns momentos atrás, tentou segurar a sua mão, mas seu corpo e todo o seu ser o rejeitava, ele sentiu que ela o odiava.
Seus colegas e amigos o aconselharam a não se preocupar, ela acordaria quando fosse à hora, mas depois de tantas horas Daniel não sabia o que pensar, talvez só não quisesse vê-lo. E isso doía muito.
— Não se preocupe Daniel - Ester entrou no quarto e abraçou-o ternamente, ela também estava preocupada - Eu não acho que Crow quisesse machucá-la. - Ela mencionou o nome de seu companheiro, que teve o encargo de executar a armadilha.
— Eu também penso assim - ele saiu de perto de Vane e sentou em uma poltrona ao seu lado - mas não é bom para os humanos tanto sono.
— Talvez só queira descansar - concluiu a garota enquanto se dirigia para um jarro cheio de água - Quer um copo? - ofereceu-lhe com um sorriso terno e amigável.
— Sim - ela começou a servir e ele arrumou o cabelo curto que caia sobre suas orelhas, de forma graciosa e elegante - Eu acho que eu deveria ir me alimentar - Esther ergueu os belos olhos azuis e o olhou surpreendida.
— É claro que você tem muita sorte - Ester acariciou o seu rosto enquanto lhe passava o copo de água - lembre-se que só podemos consumir sangue o suficiente para ficar forte e manter a nossa vitalidade essencial, nós não queremos matar para conseguir a força espiritual.
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04 - TINTA AZUL

— Os sonhos podem se tornar realidade?
Que alegria! Mas e se estes são ruins?...
Vanessa descobriu a razão pela qual ela foi escolhida para transportar esses sonhos terríveis do futuro e cada vez se torna mais difícil, agora que Lilith a mãe dos neófitos quer sua cabeça.
Vanessa tem muitos problemas e dentre eles está decidir do lado de quem ficar com Marcus ou Daniel.
A escolha de qualquer um desses caminhos poderá levá-la à morte.
E ainda tem de convencer Téo de que ela não está mentindo e separá-lo de Nicholas. Trata-se de uma batalha que não pode deter. E a dor de perdas irreparáveis cobrirá o seu coração.
Capítulo Um
O céu brilhava um intenso azul claro, enquanto o sol se ocupava de fornecer os raios quentes e suaves sobre a superfície da terra.
O vento se agitava em suaves brisas frescas e mesclava o cheiro de tulipas brancas com flocos de neve fresca.
Os ternos e vestidos brancos davam um adeus em silencio para a alma de um grande guerreiro e em sua honra, permaneciam impecáveis de mancha.
O caixão de madeira estava decorado com centenas de flores brancas, não era possível apreciar as inscrições de boa sorte devido ao excelente trabalho de decoração.
Se alguma vez tivessem dito ao guerreiro que ele teria um funeral tão brilhante, este teria rido, por não crer que alguém assistiria, não acreditava ter tantos amigos.
Ele estaria enganado, porque nesse momento, em que o caixão descia para as profundezas escuras da terra, muitos amigos e conhecidos estavam mostrando o seu respeito. Despedindo-se de Baltazar, o líder.
A terra começou a cobrir a cova que resguardaria o corpo de quem por muito tempo havia tomado o lugar de pai de Marcus, a terra engolia as lembranças alegres de piadas e brincadeiras, em um tempo que Marcus pensou que nada de ruim poderia acontecer.
Nesse dia especial ele havia se vestido formalmente, todos sabiam que ele odiava as roupas, mas desta vez fez por quem com toda a sua admiração, o havia criado.
Seu cabelo se revolvia rebelde e demonstrava seu caráter forte e decidido, que nesta ocasião não existia.
O túmulo de Baltazar se encontrava ao lado de outro grande homem, que também morreu defendendo o que amava, Gaspar.
A pequena mão de sua Pipoca segurava a sua.
Desviou os olhos para contemplar a escritora, notou o seu simples vestido branco de alças, seu cabelo estava solto e em ondas que caiam suavemente sobre os ombros.
Os olhos dela não deixaram de olhar para onde estava o corpo de Baltazar.
Marcus havia cuidado dela e curado as suas feridas depois de terem retornado daquele enfrentamento.
Ela havia se bloqueado completamente ao ouvir sobre a morte de seu tutor e a culpa tinha se aferrado a ela como um laço negro que não podia romper.
Mas hoje se mostrava inteira, com uma expressão calma e sem derramar lágrimas, depositou uma tulipa no caixão de Baltazar antes de baixarem seu corpo. Todo o valor que ela tinha neste momento, ele sentia que lhe faltava.
Quando, finalmente, os assistentes acabaram de enterrar, foram para um lado deixar que os conhecidos e amigos se despedissem um por um de seu mestre.
Os primeiros foram os da Aemilia, cada um abaixou a cabeça e rendeu seus rituais sagrados. Juan, um deles e, por conseguinte, quem melhor se relacionava com Baltazar e Melchior, olhou para Marcus e deixou transparecer a fúria que levava em seu interior, a qual muitos dos presentes compartilhavam.
Um sentimento que corroia com uma só palavra.
Vingança.

Saga da Lua Cheia
05- Borradores