Poder e orgulho derrubados pela paixão!
Dou-lhe uma, dou-lhe duas...Dinheiro não é problema para o magnata grego Dmitri Karegas.
E quando ele vê a única mulher que conhece o seu passado sombrio leiloando a inocência, Dmitri sabe que é o único que pode ajudá-la.
Porém, Jasmine Douglas não é mais a menina doce que um dia conhecera.
Ela é uma mulher forte... e que jurara vingar-se de Dmitri.
Ainda assim, o desejo que existe entre eles é inegável. E agora Jasmine precisa escolher entre render-se à paixão... ou ao ódio.
Capítulo Um
— Tenho uma proposta para você quitar a dívida do seu irmão em um ano, Jasmine.
Sentiu um frio na espinha, mas Jasmine Douglas encarou com firmeza o olhar gélido de Noah King.
A palavra proposta, vinda de algum outro conhecido, teria sido bem desconfortável, mas uma triste parte de sua realidade.
A clientela da boate onde trabalhava, cujo dono era Noah, parecia acreditar que seu corpo escassamente vestido, girando em uma barra, estava sempre à venda. Que ela estava à venda.
Não estava. Nunca estaria.
Apenas o medo avassalador de dever para aquele homem, proprietário de três casas de jogos clandestinas em Londres, e que projetava o futuro sem pestanejar, a fizera entrar nessa.
Mal havia enterrado o irmão Andrew quando ficou sabendo de sua dívida, logo com Noah King. A necessidade e o desespero por resolver aquela situação levavam-na aos palcos todas as noites.
Então, vindo de Noah, aquelas palavras eram como gelo percorrendo suas veias.
— Nunca deixei um pagamento pendente, Noah — replicou, com a boca seca.
— É, mas você mal pode se sustentar. E não tem nenhum bem para vender.
Ficou congelada dentro daquele galpão confortavelmente quente que abrigava o império de Noah. Alguns homens aparentemente inofensivos foram ao apartamento dela pela manhã e gentilmente levaram-na até Noah.
Com o pescoço encharcado de suor, Jasmine percebeu o quanto fora boba ao imaginar que algo relacionado a Noah King seria inofensivo.
— Então eu sou sua prisioneira? — perguntou, sem conseguir se conter.
Noah nem piscou. Continuou descascando uma laranja e ofereceu-lhe um pedaço.
— Até chegarmos a uma solução razoável, sim.
Seu estômago revirou, precisou se conter para não sair correndo. Nada lhe causava mais pânico do que soluções razoáveis.
Por que Andrew não pensara nas consequências de sua dívida? Como pôde fazê-la precisar lidar com esse sujeito tão perigoso?
Como, depois de tantas promessas, acabara deixando-a numa situação ainda pior?
Fazia cinco anos que estava penando nas mãos daquele homem, presa como uma mosca em uma teia. Quanto mais tentava sair, pior ficava.
Sentia-se culpada ao pensar naquilo. Via o rosto de Andrew, seus olhos brilhantes, sua expressão gentil, causando-lhe um aperto na garganta.
Um dia vamos sair dessa, Jas. Espere para ver. Eu vou tirar a gente daqui.
Ele só queria o melhor para a irmã, só queria melhorar a vida deles. Cuidara dela durante anos.
Sem talento algum, com o fardo do problema da mãe com a bebida e de cuidar de Jas, não encontrara outra saída que não a de tentar a sorte no covil de Noah.
Não tinha culpa de ele ter morrido tão cedo, em um acidente, aos 29 anos. Nem que todos com quem contavam acabaram frustrando-os.
E assim, como um espinho alojado eternamente sob sua pele, uma memória forjada com fogo em sua mente, lembrou-se de Dmitri.
Dmitri Karegas — o afilhado de Gianni Katrakis –, bilionário da indústria têxtil e um playboy mundialmente conhecido, colecionador de iates, Bugattis e...
Capítulo Um
— Tenho uma proposta para você quitar a dívida do seu irmão em um ano, Jasmine.
Sentiu um frio na espinha, mas Jasmine Douglas encarou com firmeza o olhar gélido de Noah King.
A palavra proposta, vinda de algum outro conhecido, teria sido bem desconfortável, mas uma triste parte de sua realidade.
A clientela da boate onde trabalhava, cujo dono era Noah, parecia acreditar que seu corpo escassamente vestido, girando em uma barra, estava sempre à venda. Que ela estava à venda.
Não estava. Nunca estaria.
Apenas o medo avassalador de dever para aquele homem, proprietário de três casas de jogos clandestinas em Londres, e que projetava o futuro sem pestanejar, a fizera entrar nessa.
Mal havia enterrado o irmão Andrew quando ficou sabendo de sua dívida, logo com Noah King. A necessidade e o desespero por resolver aquela situação levavam-na aos palcos todas as noites.
Então, vindo de Noah, aquelas palavras eram como gelo percorrendo suas veias.
— Nunca deixei um pagamento pendente, Noah — replicou, com a boca seca.
— É, mas você mal pode se sustentar. E não tem nenhum bem para vender.
Ficou congelada dentro daquele galpão confortavelmente quente que abrigava o império de Noah. Alguns homens aparentemente inofensivos foram ao apartamento dela pela manhã e gentilmente levaram-na até Noah.
Com o pescoço encharcado de suor, Jasmine percebeu o quanto fora boba ao imaginar que algo relacionado a Noah King seria inofensivo.
— Então eu sou sua prisioneira? — perguntou, sem conseguir se conter.
Noah nem piscou. Continuou descascando uma laranja e ofereceu-lhe um pedaço.
— Até chegarmos a uma solução razoável, sim.
Seu estômago revirou, precisou se conter para não sair correndo. Nada lhe causava mais pânico do que soluções razoáveis.
Por que Andrew não pensara nas consequências de sua dívida? Como pôde fazê-la precisar lidar com esse sujeito tão perigoso?
Como, depois de tantas promessas, acabara deixando-a numa situação ainda pior?
Fazia cinco anos que estava penando nas mãos daquele homem, presa como uma mosca em uma teia. Quanto mais tentava sair, pior ficava.
Sentia-se culpada ao pensar naquilo. Via o rosto de Andrew, seus olhos brilhantes, sua expressão gentil, causando-lhe um aperto na garganta.
Um dia vamos sair dessa, Jas. Espere para ver. Eu vou tirar a gente daqui.
Ele só queria o melhor para a irmã, só queria melhorar a vida deles. Cuidara dela durante anos.
Sem talento algum, com o fardo do problema da mãe com a bebida e de cuidar de Jas, não encontrara outra saída que não a de tentar a sorte no covil de Noah.
Não tinha culpa de ele ter morrido tão cedo, em um acidente, aos 29 anos. Nem que todos com quem contavam acabaram frustrando-os.
E assim, como um espinho alojado eternamente sob sua pele, uma memória forjada com fogo em sua mente, lembrou-se de Dmitri.
Dmitri Karegas — o afilhado de Gianni Katrakis –, bilionário da indústria têxtil e um playboy mundialmente conhecido, colecionador de iates, Bugattis e...


