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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Vítima do Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
O investigador Winslow Homer arranca a camisola de Penélope, abaixando-a até a cintura, e pousa o torso musculoso em sua pele sensível. Ele toca, acaricia, envolve e afaga até deixá-la fora de si!

"Você está nu!", exclama Penélope, subitamente envergonhada, embora no auge da excitação. Agora é tarde. Homer vai realizar o sonho de todo policial: possuir a vítima que ele tem de proteger...

Capítulo Um

Enquanto esperava na Delegacia de Polícia de Byford, India­na, Penélope Rutherford observava as pessoas que passavam por ela, sentada num banco do hall, e algumas paravam para con­versar.
Desde que ganhara alguns momentos inesperados para ob­servar e especular, chegara à conclusão de que havia um ponto em comum entre boxeadores, lutadores, fuzileiros navais, joga­dores de futebol... e tiras.
Todos eles olhavam em volta e cami­nhavam decididos e tensos, na expectativa de um ataque inesperado.
Embora os policiais que passavam por Penélope variassem em altura e pertencessem a ambos os sexos, a metade masculina pa­recia ter sido colocada num molde para atender às especificações: projetavam a cabeça à frente, possuíam ombros e tórax compac­tos e pernas fortes.
Era óbvio que alguns moldes haviam cedido, pois uns poucos exibiam uma pequena pança.
Penélope pôs-se de pé e começou a andar, impaciente.
Ela era fotógrafa de assuntos médicos. Linhas e ângulos, luz e sombra, formas e contrastes a fascinavam. Era uma artista.
E, também, atormentada pela curiosidade.
Através do painel de espelho que proporcionava visão apenas de dentro para fora, o investigador a observava.
Olhara-a de re­lance quando lhe disseram que esperasse no hall e notara todos os detalhes que qualquer bom policial notaria.
Ela possuía fartos cabelos negros que desciam abaixo dos om­bros, a maquiagem era de profissional, os olhos verdes quase da cor da blusa de mangas compridas, movia-se como uma mulher deveria se mover e não usava aliança na mão esquerda.
A saia dela era cinza-escura, reta, com uma fenda até a altura dos joe­lhos e calçava sapatos de saltos estupidamente altos, do mesmo tom da saia.
Com saltos daquela altura, poderia quebrar o pes­coço.
Como não era problema dele, tentou pensar em outra coisa.
Porém, continuou a observá-la e aquilo o irritou.
O hall ficou vazio e ela olhou ao redor, impaciente.
Levantou-se e o investigador pôs-se de novo a observá-la.
Ela deu alguns passos, espreguiçou-se, sem saber que estava sendo vigiada.

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