O investigador Winslow Homer arranca a camisola de Penélope, abaixando-a até a cintura, e pousa o torso musculoso em sua pele sensível. Ele toca, acaricia, envolve e afaga até deixá-la fora de si!"Você está nu!", exclama Penélope, subitamente envergonhada, embora no auge da excitação. Agora é tarde. Homer vai realizar o sonho de todo policial: possuir a vítima que ele tem de proteger...
Capítulo Um
Enquanto esperava na Delegacia de Polícia de Byford, Indiana, Penélope Rutherford observava as pessoas que passavam por ela, sentada num banco do hall, e algumas paravam para conversar.
Desde que ganhara alguns momentos inesperados para observar e especular, chegara à conclusão de que havia um ponto em comum entre boxeadores, lutadores, fuzileiros navais, jogadores de futebol... e tiras.
Todos eles olhavam em volta e caminhavam decididos e tensos, na expectativa de um ataque inesperado.
Embora os policiais que passavam por Penélope variassem em altura e pertencessem a ambos os sexos, a metade masculina parecia ter sido colocada num molde para atender às especificações: projetavam a cabeça à frente, possuíam ombros e tórax compactos e pernas fortes.
Era óbvio que alguns moldes haviam cedido, pois uns poucos exibiam uma pequena pança.
Penélope pôs-se de pé e começou a andar, impaciente.
Ela era fotógrafa de assuntos médicos. Linhas e ângulos, luz e sombra, formas e contrastes a fascinavam. Era uma artista.
E, também, atormentada pela curiosidade.
Através do painel de espelho que proporcionava visão apenas de dentro para fora, o investigador a observava.
Olhara-a de relance quando lhe disseram que esperasse no hall e notara todos os detalhes que qualquer bom policial notaria.
Ela possuía fartos cabelos negros que desciam abaixo dos ombros, a maquiagem era de profissional, os olhos verdes quase da cor da blusa de mangas compridas, movia-se como uma mulher deveria se mover e não usava aliança na mão esquerda.
A saia dela era cinza-escura, reta, com uma fenda até a altura dos joelhos e calçava sapatos de saltos estupidamente altos, do mesmo tom da saia.
Com saltos daquela altura, poderia quebrar o pescoço.
Como não era problema dele, tentou pensar em outra coisa.
Porém, continuou a observá-la e aquilo o irritou.
O hall ficou vazio e ela olhou ao redor, impaciente.
Levantou-se e o investigador pôs-se de novo a observá-la.
Ela deu alguns passos, espreguiçou-se, sem saber que estava sendo vigiada.
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