Ela está acordada. Então por que não se lembra?
Dizem que ela é Cynthia Dempsey, noiva do magnata da mídia Will Taylor. Por mais que tente, não consegue se lembrar de sua vida glamourosa ou do homem sentado ao lado de seu leito de hospital. Ela pode ter se esquecido dele, mas a química entre os dois é inegável. Will não acredita na transformação de Cynthia. Antes uma mulher fria e traidora, agora parece ser sincera e amorosa. Ele esta disposto a lhe dar uma segunda chance, mas o que acontecera quando Cynthia recuperar a memória?
Capítulo Um
Quatro semanas depois.
— Cynthia?
A voz surgiu entre os seus sonhos. O seu corpo insistia em manter-se anestesiado em um sono protetor. Ela queria mandar aquela voz embora, pois era mais feliz dormindo, longe da dor. No entanto, a voz insistia em despertá-la.
— Cynthia. Will está aqui.
Havia algo estranho em seu cérebro, uma sensação que a deixava confusa sempre que alguém repetia o seu nome. Era como se uma borboleta pousasse em seu ombro, mas levantasse voo antes que ela a pudesse tocar.
— Talvez seja melhor que eu volte mais tarde. Ela precisa descansar — disse uma voz masculina, profunda, uma voz que trouxe de volta a consciência de Cynthia.
O seu corpo respondia àquela voz. Desde a primeira vez que a ouvira, aquela voz nunca a deixava indiferente.
— Não. Ela está apenas tirando um cochilo. Eles querem que ela se movimente, que converse com as pessoas.
— Por quê? Ela não sabe quem somos nós.
— Segundo os médicos, a memória de Cynthia poderá voltar a qualquer momento — disse uma voz feminina, imediatamente após o comentário rude do homem — Conversar com ela é o melhor que podemos fazer. Eu sei que é difícil, mas todos temos de tentar. Cynthia, querida, acorde, por favor.
Os olhos de Cynthia se abriram no exato momento em que ela roçou a consciência. Demorou um pouco para que tudo entrasse em foco. Havia as fortes luzes do hospital e também o rosto de uma mulher mais velha bem perto do seu. Quem seria ela? Por que não saía dali? Cynthia mergulhou em sua mente, em busca de respostas. Os médicos diziam ser sua mãe, Pauline Dempsey. Era duro saber que a mulher que lhe dera a vida saíra de sua mente.
Ela estava linda naquele dia. Seus cabelos escuros perfeitamente penteados. Ela deve ter ido ao salão de beleza, pois os fios cinzentos tinham desaparecido, como se tivessem sido cortados. Ela envolvera o pescoço em um lenço de seda, um lenço com desenho de flores que combinava com o azul de sua calça e o verde dos seus olhos. Tudo o que Cynthia queria era poder erguer os braços e arrumar o lenço, pois com um leve toque aquela mulher pareceria bem mais moderna e jovem, mas a agulha do soro impedia qualquer movimento brusco. Além do mais, a amnésia é uma estranha companheira.
— Will está aqui, minha querida.
A preocupação desapareceu de sua mente quando Pauline acionou o botão que fazia erguer a cabeceira da cama do hospital. Ela arrumou os cabelos e prendeu os cachos soltos atrás das orelhas, ajustando o protetor para que o seu braço ficasse mais solto, menos pesado.
Com a cabeça erguida, via Will ao lado de sua cama. Todos diziam tratar-se do seu noivo. Olhando para aquele homem lindo e bem-vestido, era duro acreditar que poderia ser verdade. Os seus cabelos castanhos estavam cortados curtos, mas mantinham um comprimento suficiente para que ele pudesse passar as mãos entre os fios. As suas feições eram aristocráticas e angulosas, exceto pelos lábios carnudos, e Cynthia ficou olhando para eles enquanto Will dizia algumas palavras. Os seus olhos eram azuis, mas ela não saberia dizer o tom exato, pois evitou encará-lo durante muito tempo. Talvez a culpa fosse a falta de emoção entre os dois...
— Cynthia?
A voz surgiu entre os seus sonhos. O seu corpo insistia em manter-se anestesiado em um sono protetor. Ela queria mandar aquela voz embora, pois era mais feliz dormindo, longe da dor. No entanto, a voz insistia em despertá-la.
— Cynthia. Will está aqui.
Havia algo estranho em seu cérebro, uma sensação que a deixava confusa sempre que alguém repetia o seu nome. Era como se uma borboleta pousasse em seu ombro, mas levantasse voo antes que ela a pudesse tocar.
— Talvez seja melhor que eu volte mais tarde. Ela precisa descansar — disse uma voz masculina, profunda, uma voz que trouxe de volta a consciência de Cynthia.
O seu corpo respondia àquela voz. Desde a primeira vez que a ouvira, aquela voz nunca a deixava indiferente.
— Não. Ela está apenas tirando um cochilo. Eles querem que ela se movimente, que converse com as pessoas.
— Por quê? Ela não sabe quem somos nós.
— Segundo os médicos, a memória de Cynthia poderá voltar a qualquer momento — disse uma voz feminina, imediatamente após o comentário rude do homem — Conversar com ela é o melhor que podemos fazer. Eu sei que é difícil, mas todos temos de tentar. Cynthia, querida, acorde, por favor.
Os olhos de Cynthia se abriram no exato momento em que ela roçou a consciência. Demorou um pouco para que tudo entrasse em foco. Havia as fortes luzes do hospital e também o rosto de uma mulher mais velha bem perto do seu. Quem seria ela? Por que não saía dali? Cynthia mergulhou em sua mente, em busca de respostas. Os médicos diziam ser sua mãe, Pauline Dempsey. Era duro saber que a mulher que lhe dera a vida saíra de sua mente.
Ela estava linda naquele dia. Seus cabelos escuros perfeitamente penteados. Ela deve ter ido ao salão de beleza, pois os fios cinzentos tinham desaparecido, como se tivessem sido cortados. Ela envolvera o pescoço em um lenço de seda, um lenço com desenho de flores que combinava com o azul de sua calça e o verde dos seus olhos. Tudo o que Cynthia queria era poder erguer os braços e arrumar o lenço, pois com um leve toque aquela mulher pareceria bem mais moderna e jovem, mas a agulha do soro impedia qualquer movimento brusco. Além do mais, a amnésia é uma estranha companheira.
— Will está aqui, minha querida.
A preocupação desapareceu de sua mente quando Pauline acionou o botão que fazia erguer a cabeceira da cama do hospital. Ela arrumou os cabelos e prendeu os cachos soltos atrás das orelhas, ajustando o protetor para que o seu braço ficasse mais solto, menos pesado.
Com a cabeça erguida, via Will ao lado de sua cama. Todos diziam tratar-se do seu noivo. Olhando para aquele homem lindo e bem-vestido, era duro acreditar que poderia ser verdade. Os seus cabelos castanhos estavam cortados curtos, mas mantinham um comprimento suficiente para que ele pudesse passar as mãos entre os fios. As suas feições eram aristocráticas e angulosas, exceto pelos lábios carnudos, e Cynthia ficou olhando para eles enquanto Will dizia algumas palavras. Os seus olhos eram azuis, mas ela não saberia dizer o tom exato, pois evitou encará-lo durante muito tempo. Talvez a culpa fosse a falta de emoção entre os dois...

