A noiva queria o futuro.
O noivo era perseguido pelo passado. Mas o casamento foi um grande acontecimento!
A comissária de bordo Andrea Claybourne sobreviveu a um terrível desastre aéreo, transformou-se em uma heroína... e depois desistiu do emprego. Decidida a recomeçar a vida, iniciou o treinamento para patrulheiros do Grand Canyon.
A comissária de bordo Andrea Claybourne sobreviveu a um terrível desastre aéreo, transformou-se em uma heroína... e depois desistiu do emprego. Decidida a recomeçar a vida, iniciou o treinamento para patrulheiros do Grand Canyon.
Quando seu instrutor, o patrulheiro Kurt Marlowe, protestou contra sua admissão, ela foi forçada a lutar não só contra sua atitude, mas contra a atração que sentia por ele. Porque sabia que seria um engano apaixonar-se por um homem que se recusava a retribuir seu amor. Um homem incapaz de perdoar-se por uma tragédia em seu passado. Andrea sabia que amar Kurt seria uma aventura tão perigosa e emocionante quanto o próprio Canyon.
Capítulo Um
— Uma aeromoça! Você contratou uma aeromoça!
Andrea Claybourne irritou-se ao ouvir a indignação na voz do sujeito. Ajustou a saia, cruzou as pernas e continuou ouvindo a discussão além da porta do escritório do diretor de pessoal Jim Stevens. Não podia ver os dois oponentes, mas ouvia suas vozes com clareza espantosa.
— O termo exato é comissária de bordo — Jim respondeu com calma.
— Use o termo que quiser, Jim, mas pare com essa bobagem!
Não pode esperar que eu treine uma mulher que passou os últimos cinco anos servindo bebidas, maquiando o rosto e usando uma lata de spray para cabelos por dia!
Andrea sentiu o sangue ferver ao ouvir o insulto.
— Andrea Claybourne sabe mais coisas além de servir um drinque. Voltou a estudar durante o exercício da profissão de comissária, e é registrada como técnica de emergências médicas.
— Uma técnica sem experiência é o mesmo que nada. Isso aqui é o Grand Canyon, Jim, não a cabine de uma aeronave! Durante o verão, este parque recebe cerca de quarenta mil visitantes por dia! Registramos de oito a dez casos graves em cada plantão, e essa mulher não tem capacidade para lidar com esse volume de atendimento!
Andrea lembrou-se do acidente aéreo do qual havia escapado há dois meses. Era capaz de lidar com coisas muito mais sérias do que joelhos esfolados e dores de cabeça!
— Ouça, Kurt... — Jim tentou com tom de conciliação. — Garanto que Andrea é qualificada para o trabalho.
— O curriculum não confirma o que está dizendo. Apenas algumas aulas teóricas de atendimento clínico e um estágio rápido no Hospital Militar Fitzsimmons. Além de não ter experiência como técnica de emergência médica, também não tem nenhum conhecimento a respeito da polícia florestal.
Errado novamente. Possuía a experiência necessária, e a adquirira da maneira mais dura possível.
Ainda podia sentir o cheiro de óleo do avião destruído e ouvir os gritos dos passageiros que, feridos e desesperados, pediam ajuda. Lembrava-se de ter-chamado Dee, a outra comissária, e de ter descoberto que sua grande amiga havia sido a fatalidade, o único óbito naquele acidente. A tripulação ficara presa entre as ferragens, do outro lado da aeronave, e ela vira-se sozinha para socorrer a todos.
Evacuara os passageiros, vencera o fogo e depois fora cuidar de sua vida pessoal. Havia pedido demissão da empresa aérea, colocara a casa que herdara de uma tia à venda e atualizara seu curriculum. Os pais mostraram-se perplexos com suas decisões.
— Andrea, tem certeza de que quer desistir do emprego? — haviam insistido várias vezes. — Afinal, já está lá há cinco anos!
— E tenho procurado por outra chance há dois. Por isso voltei a estudar.
— Mas... pensei que quisesse trabalhar no hospital local — a mãe surpreendera-se. — O Arizona é muito longe! Nunca disse nada sobre um trabalho num parque, especialmente como guarda florestal!
Capítulo Um
— Uma aeromoça! Você contratou uma aeromoça!
Andrea Claybourne irritou-se ao ouvir a indignação na voz do sujeito. Ajustou a saia, cruzou as pernas e continuou ouvindo a discussão além da porta do escritório do diretor de pessoal Jim Stevens. Não podia ver os dois oponentes, mas ouvia suas vozes com clareza espantosa.
— O termo exato é comissária de bordo — Jim respondeu com calma.
— Use o termo que quiser, Jim, mas pare com essa bobagem!
Não pode esperar que eu treine uma mulher que passou os últimos cinco anos servindo bebidas, maquiando o rosto e usando uma lata de spray para cabelos por dia!
Andrea sentiu o sangue ferver ao ouvir o insulto.
— Andrea Claybourne sabe mais coisas além de servir um drinque. Voltou a estudar durante o exercício da profissão de comissária, e é registrada como técnica de emergências médicas.
— Uma técnica sem experiência é o mesmo que nada. Isso aqui é o Grand Canyon, Jim, não a cabine de uma aeronave! Durante o verão, este parque recebe cerca de quarenta mil visitantes por dia! Registramos de oito a dez casos graves em cada plantão, e essa mulher não tem capacidade para lidar com esse volume de atendimento!
Andrea lembrou-se do acidente aéreo do qual havia escapado há dois meses. Era capaz de lidar com coisas muito mais sérias do que joelhos esfolados e dores de cabeça!
— Ouça, Kurt... — Jim tentou com tom de conciliação. — Garanto que Andrea é qualificada para o trabalho.
— O curriculum não confirma o que está dizendo. Apenas algumas aulas teóricas de atendimento clínico e um estágio rápido no Hospital Militar Fitzsimmons. Além de não ter experiência como técnica de emergência médica, também não tem nenhum conhecimento a respeito da polícia florestal.
Errado novamente. Possuía a experiência necessária, e a adquirira da maneira mais dura possível.
Ainda podia sentir o cheiro de óleo do avião destruído e ouvir os gritos dos passageiros que, feridos e desesperados, pediam ajuda. Lembrava-se de ter-chamado Dee, a outra comissária, e de ter descoberto que sua grande amiga havia sido a fatalidade, o único óbito naquele acidente. A tripulação ficara presa entre as ferragens, do outro lado da aeronave, e ela vira-se sozinha para socorrer a todos.
Evacuara os passageiros, vencera o fogo e depois fora cuidar de sua vida pessoal. Havia pedido demissão da empresa aérea, colocara a casa que herdara de uma tia à venda e atualizara seu curriculum. Os pais mostraram-se perplexos com suas decisões.
— Andrea, tem certeza de que quer desistir do emprego? — haviam insistido várias vezes. — Afinal, já está lá há cinco anos!
— E tenho procurado por outra chance há dois. Por isso voltei a estudar.
— Mas... pensei que quisesse trabalhar no hospital local — a mãe surpreendera-se. — O Arizona é muito longe! Nunca disse nada sobre um trabalho num parque, especialmente como guarda florestal!




