Uma questão de interesse... e de paixão!
Samantha anseia pelas merecidas férias, durante as quais pretende se esquecer do mundo e desfrutar duas semanas de sol e diversão.
Seus planos, porém, sofrem uma drástica mudança quando um dos monitores do acampamento da escola de seu filho adoece.
Por isso, algumas crianças terão de ser excluídas do programa, a menos que apareça um voluntário para substituí-lo. Samantha não sabe se ri ou se chora quando ninguém mais ninguém menos que o poderoso Neal Sorensen, gerente do banco onde ela trabalha, e cuja filha também está na lista de crianças excluídas, não só se oferece como voluntário como também propõe a Samantha que faça o mesmo.
E assim ela embarca numa aventura que poderá mudar sua vida. Isolada num acampamento rústico, convivendo com um homem prepotente e autoritário, mas ao mesmo tempo atraente e sedutor.
Um homem que poderá arruinar sua carreira...
Capítulo Um
Samantha Roderick esticou o pescoço para espreitar sobre o volumoso pacote que carregava, à procura de uma cadeira vaga no salão de reuniões da sede social do Acampamento Wakahoola.
Tentara fazer todo o possível para não chegar atrasada, mas tivera de comprar alguns itens urgentes ao sair do trabalho e, para piorar, seu carro se recusara a dar partida e sair do estacionamento da loja.
Por sorte, o guincho chegara em menos de quinze minutos e levara o veículo para a oficina. Inconsolável, ela assistira à triste cena sem poder interferir no cruel destino. Um carro quebrado não estava nos seus planos!
Mas nada daquilo importava, consolou-se. Afinal, as esperadas férias haviam chegado. Tudo o que tinha a fazer era relaxar e desfrutar duas maravilhosas semanas de sol e diversão na casa da irmã, em Newport.
Samantha estreitou os olhos e perscrutou o salão mal iluminado pela luz difusa de duas lâmpadas no teto. Com um profundo suspiro de alívio, avistou uma vaga na última fileira, no segundo assento.
Abraçou com mais força o pacote e caminhou com passadas leves, tentando minimizar o ruído dos saltos dos sapatos no piso de madeira. O volume em seus braços a impediu de ver as feições do homem que ocupava a primeira cadeira, mas pôde perceber que era alto, possuía ombros largos e cabelos escuros.
Ela tentou se esgueirar pelo reduzido espaço que sobrara e constatou que um vigoroso par de pernas musculosas bloqueava o caminho. Ao perceber a fracassada tentativa de atravessar o obstáculo intransponível, o rapaz se levantou imediatamente.
— Obrigada. Eu... — Samantha ergueu os olhos para fitá-lo, com a sensação de que estava diante de um gigante.
A surpresa fez com que o pacote caísse sobre a ocupante da cadeira da frente. Embaraçada, Samantha apanhou-o e se desculpou com a simpática senhora que fora vítima da sua distração.
— Sinto muito...
— Está tudo bem, querida — foi a resposta gentil.
Ao se voltar, Samantha esbarrou no homem parado atrás dela.
— Desculpe — murmurou sobre o ombro.
— Não foi nada — foi a resposta em tom grave.
— Por que não coloca o pacote no...?

