O que esperar de uma gravidez inesperada?
Susto: Contar para um lindo e (quase) completo estranho que ele vai ser pai não é uma tarefa fácil!
Desejos: A química instantânea que levou Tess Tremaine a experimentar a noite mais selvagem de sua vida não irá desaparecer de repente.
E ninguém diz “não” a Nate Graystone quando ele está resolvido a conquistar uma mulher…
Hormônios em ebulição: Só por isso Tess não consegue manter Nate longe de sua cama, nem de sua cabeça…
E por que ela continua querendo mais do homem mais inatingível que já conheceu?
Capítulo Um
Recepção 38º andar do prédio da Graystone Enterprises, em São Francisco.
Tess Tremaine batia o pé no reluzente piso de granito, acompanhando o refrão da música “Like a Virgin”, de Madonna.
Seu olhar estava fixo na porta de vidro escuro que dava para o escritório secreto de Nathaniel Graystone.
Ela sentia um peso no estômago, como se tivesse engolido uma bola.
Tratava-se da mesma bola que se alojara ali há mais de uma década, quando Tess tinha 15 anos, possuía um cabelo arroxeado, moldado em picos com gel e um piercing no nariz, e assistira ao pai ficar vermelho de raiva.
Agora, a boa notícia era que as pulseiras spike e o piercing não existiam mais.
O cabelo passou a ser natural, louro escuro, normalmente preso em um coque sofisticado. Por outro lado, a má notícia era que Tess Tremaine, a jovem rebelde, não estava tão morta e enterrada como sua outrora terrível noção de moda.
Ela podia ter perdido a atitude e o cabelo revoltados, mas adquiriu um guarda-roupa decente e toda uma nova camada de sofisticação, terminando por cruzar o Atlântico para exercer uma carreira como uma das mais requisitadas promotoras de eventos; porém, sob a estabilidade, o profissionalismo e as roupas de grife, aquele geniozinho rude, louco por atenção, ainda espreitava.
Tess cruzou as pernas, alisou a costura da saia lápis, com a mão trêmula, e começou a bater o salto no granito outra vez, ganhando um olhar e uma testa franzida da assistente pessoal, perfeitamente arrumada, de Graystone.
A bola no estômago se transformou em um bloco de cimento quando ela olhou para a parede envidraçada à direita e encarou a vista nauseante da Bay Bridge.
Pela primeira vez desde aquela cena ocorrida há muito tempo no escritório do pai, Tess não fazia ideia de como agir.
Nenhuma voz imponente, trabalho duro ou reestruturação de visual cuidadosa apagaria aquele único ato de insanidade no evento em Galloway há seis semanas.
É claro, naquele dia ela estava ferida emocionalmente, ou nunca teria caído tão facilmente nos galanteios concentrados de Graystone.
Em qualquer circunstância corriqueira, Tess se sentiria lisonjeada com o interesse dele, porém teria permanecido indiferente, cheia de dignidade e… completamente sóbria. Mas aquela noite não transcorrera em circunstâncias normais.
Dan havia lhe dado um fora, depois de 13 meses de namoro, e Tess não esperava por aquilo.
Ele a acusara de ser frígida.
E mesmo com a possibilidade de tal afirmação ser verdadeira, afinal o sexo com Dan era tão excitante quanto assistir a uma tábua empenando, ela ainda estava com raiva, magoada e confusa.
Será mesmo que a vida sexual deles era a única coisa que importava?
A compatibilidade e o companheirismo não valiam de nada?
