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domingo, 29 de junho de 2014

Um Lugar no Coração

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







Fruto de uma família desestruturada,

Sean Devaney sabe que o amor nunca dura. Por conseguinte, é inútil procurá-lo. Até que conhece Deanna Blackwell e seu pequenino filho.
Apesar do comportamento arredio, ela é uma mulher vulnerável que perdeu todos os pertences em um incêndio devastador...
Ainda que desconfiado, Sean se sente na obrigação de proteger Deanna e a criança.
Quem poderia imaginar que mãe e filho conseguiriam abrir brechas na armadura ao redor do coração de Sean?

Capítulo Um


Os olhos de Sean Devaney ardiam por causa da fumaça das ruínas, ainda fumegantes, de uma casa em estilo vitoriano que fora convertida em um prédio de apartamentos alugados para pessoas de baixa renda. 
A fuligem aderia ao suor que lhe umedecia a pele e o cabelo. E, mesmo após remover a jaqueta antichamas e o macacão, Sean continuava sentindo como se tivesse acabado de sair do inferno… e saíra mesmo. 
O cheiro acre de fumaça impregnava o ar e as suas roupas. Mesmo após dez anos trabalhando no Departamento de Incêndio de Boston, ainda não se acostumara com o rescaldo de um incêndio, o esgotamento, a desidratação e o terrível odor. Era jovem e idealista quando entrara no departamento. 
Desejava ser um herói, sentir a descarga de adrenalina lançada na corrente sanguínea quando um alarme soava. Salvar vidas fazia parte da sua natureza, mas isso incluía o perigo, a emoção de colocar a própria vida em risco para fazer algo importante. 
Na verdade, tinha a impressão de que passara a maior parte da existência tentando fazer algo importante, de uma forma ou de outra. Agora, porém, com a adrenalina reduzida a níveis normais, tudo o que mais queria era um ambiente aconchegante, uma ducha e 16 horas ininterruptas de sono. 
Para o seu azar, até aqueles últimos focos de fogo serem considerados completamente extintos, e o local, seguro, estava destinado a permanecer ali, apenas como garantia para o caso de uma nova ignição. O senhorio tivera muita sorte por ninguém ter morrido. Na verdade, pelo que Sean pudera observar no interior, o proprietário daquela construção deveria ser fuzilado. Mesmo em meio ao combate às chamas, notara que havia tantas violações às normas de segurança que seria difícil enumerá-las. 
Embora fosse necessário esperar mais de 24 horas para os peritos divulgarem a causa do incêndio, a seu ver o motivo mais provável era um curto-circuito na rede elétrica precária e sobrecarregada. Esperava que o proprietário possuísse uma excelente apólice de seguro, porque iria precisar dela para pagar todas as indenizações das ações movidas pelos inquilinos. 
A maioria perdera quase tudo, consumido pelas chamas ou danificado pela fumaça ou pela água. Sean esquadrinhou o que restara da multidão que se aglomerara para assistir ao inferno, a fim de detectar algum sinal de um provável senhorio, mas a maioria dos espectadores parecia mais fascinada do que consternada com a destruição. 
— Ei, Sean — chamou seu parceiro, Hank DiMartelli, com um largo sorriso nos lábios, ao fazer um gesto em direção a algo atrás de Sean. 
— Parece que temos um novo ajudante. É ágil o suficiente, mas duvido que tenha idade e os requisitos de altura exigidos pelo departamento. 
Sean virou-se a tempo de ver um garoto entrando no caminhão de bombeiros. No momento em que o segurou, o menino já alcançava, com uma precisão infalível, o botão para disparar a sirene. 
— Olhe, amigo, acho que este bairro já ouviu sirenes suficientes por uma tarde. — E Sean o carregou para fora do veículo. 
— Mas eu quero fazer isso — protestou a criança, o queixo empinado, a expressão obstinada. Com o cabelo castanho-claro arrepiado com gel, fazia lembrar um pequeno integrante de uma banda de rock.



sábado, 9 de maio de 2009

Um Lugar No Coração

ROMANCE CONTEMPORÃNEO
Série Ducan Cannon,








Era hora de procurar uma esposa, mas desta vez não pretendia que o «amor» fizesse parte do trato. Era mais velho e infinitamente mais sábio, e sabia que o «amor» não era necessário, nem sequer desejável!



Capítulo Um


Reese Duncan tinha sido como um tolo em certa ocasião e tinha estado a ponto de perder tudo. Não voltaria a acontecer.

Dessa vez escolheria uma esposa com o cérebro e não com o conteúdo de suas calças, e selecionaria uma que estivesse satisfeita de viver num rancho isolado, disposta a trabalhar duramente e ser boa mãe para seus filhos, que lhe interessasse mais a família do que a moda.

No passado tinha se apaixonado de uma carinha bonita, mas o aspecto já não figurava em sua lista de requisitos. Era um homem normal com um impulso sexual sadio; isso bastaria para ter os filhos que queria. Não procurava paixão.

A paixão o tinha conduzido ao pior erro de sua vida. Nesse momento queria uma mulher que fosse confiável e tivesse objetivos em comum.
O problema era que não dispunha de tempo para encontrá-la.
Trabalhava de doze a dezesseis horas ao dia tratando de manter a propriedade funcionando.
Tinha sido necessário sete anos, mas pelo que parecia ao fim daquele ano iria deixar os números vermelhos para trás.
Tinha perdido a metade de suas terras, uma perda que lhe devorava a alma cada minuto de sua vida, mas jamais ia permitir perder o que lhe restava.
Tinha perdido a maior parte de seu gado; as enormes manadas já não existiam, e trabalhava como um escravo para cuidar das reses que lhe sobraram. Os homens também tinham partido; não tinha sido capaz de pagar seus contra-cheques.
Havia três anos que não comprava um novo par de calças.
Oito que não pintava os celeiros nem a casa.
Mas April, sua ex-mulher, tinha suas exorbitantes dívidas, adquiridas antes do casamento, pagas.
Tinha seu apartamento em Manhattam, seu caro guarda-roupa. Que importava a ela que tivesse que suplicar?
Que tivesse que vender suas terras, suas reses, esvaziar suas contas bancárias para dar-lhe a metade de suas posses? Isso tudo apenas por que ela se sentia no «direito»?
Depois de tudo, não tinha passado dois anos inteiros casada com ele?
Não tinha vivido dois infernais invernos em Montana, isolada por completo da civilização?
Que importava que o rancho estivesse em sua família há cem anos?
Dois anos de casados lhe davam «direito» à metade dele, ou ao seu equivalente em dinheiro frio. Ela tinha estado encantada em completar a conclusão do trato.
Não tinha tanto?, podia vender um pouco de terra; depois de tudo, era proprietário de uma grande extensão desta, não sentiria falta uns milhares de acres.
Ajudava o fato que seu pai era um magnata dos negócios e que tinha vários contatos, tanto em Montana como nos outros estados do oeste, e explicava por que o juiz não tinha ficado satisfeito com os argumentos de Reese.
De que a quantidade que exigia April iria levá-lo direto a falência.
Esse era outro erro que não ia cometer.
A mulher com a qual se casasse nessa ocasião teria que assinar um acordo pré-nupcial que protegeria seu rancho em caso de divórcio.
Não pensava em arriscar nem um metro quadrado de terra da herança de seus filhos, nem do dinheiro que faria falta para dirigir o rancho.
Nenhuma mulher ia voltar a depená-lo; podia abandoná-lo, mas não levaria nada seu.
Se não fosse a questão dos filhos, teria sido feliz ficando solteiro o resto de sua vida.


Série Ducan Cannon,
1- Um Lugar no coração
2- Amando Evangeline