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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Trilogia Príncipes de Judar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
3- O PODER DA PAIXÃO







A farsa de seu casamento salvaria o reino.

Em troca da paz o rei Kamal Aal Masood daria qualquer coisa a Aliyah Morgan, sua nova esposa... exceto a confiança e a intimidade que ela queria desesperadamente.
Quando Kamal terminara com Aliyah repentinamente anos atrás, prometera jamais se deixar envolver por ela novamente.
Seria tolo se permitisse que suas ações fossem governadas pelo coração!
E somente uma mulher com Aliyah ousaria desafiá-lo em sua apaixonante batalha contra seus princípios.

Capítulo Um

O punho de Kamal ben Hareth ben Essam Ed-Deen Aal Masood acertou o seu oponente inerte com um golpe fulminante.
O saco de areia balançou com força, formando um amplo arco antes de voltar na sua direção.
Rosnando, imaginando que se tratasse de uma das pessoas que o haviam colocado naquela situação desastrosa, ele o atingiu com um golpe que teria esmigalhado os ossos de qualquer ser vivo.
Após 30 minutos de exasperação, o saco de areia parecia sorrir de volta para ele, imaculado e nada impressionado, nem com sua força nem com seus castigos.
Foi preciso que algo inanimado salientasse a inutilidade de sua fúria.
Ele percebeu e inclinou o rosto sobre sua superfície fria, soltando um profundo suspiro de cansaço e resignação.
De nada havia adiantado tudo aquilo.
Ele continuava louco de raiva. Mais louco ainda. Será que sua raiva um dia se abrandaria? Ou o choque?
O rei de Judar estava morto. Vida longa ao rei. Ele.
O sangue voltou a latejar em sua cabeça e ele cravou novamente os dedos no saco de areia.
Seus irmãos é que deveriam estar lá, no lugar do saco. Ele podia apostar que eles se disporiam a agüentar o que quer que ele quisesse lhes infligir.
Afinal, tinham conseguido o que queriam.
Primeiro Farooq, e, então, Shehab.
Ambos haviam feito o impensável e abdicado do trono de Judar em nome do amor, e jogado a sucessão em seu colo.
E então, dois dias antes de ele passar pelo respectivo ritual, a morte do rei atual, há muito já esperada, aconteceu.
Agora ele estava prestes a participar de uma cerimônia de cunho bem diferente. Uma ascensão, ou, como se dizia em Judar, xanjoloos, onde assumiria o trono.
Como ele gostaria de enfiar algum juízo na cabeça de seus irmãos e berrar que as mulheres pelas quais eles haviam abdicado do trono acabariam partindo seus corações, mas eles só haviam lhe lançado olhares serenos e dito, num tom compadecido, que o tempo lhe mostraria o quanto ele estava errado.
Ele arrancou a camiseta encharcada de suor e seguiu até o chuveiro.
Se tudo o que Farooq e Shehab haviam feito era cavar sua própria destruição, ele continuaria tentando salvá-los.
Mas agora ele teria que desposar a mulher que vinha com o trono.
Ele teria aceitado aquele destino, pior do que uma prisão perpétua, caso se tratasse de qualquer outra mulher, menos Aliyah Morgan.
Ya Ullah, quando é que ele despertaria, finalmente, e descobriria que tudo não passava de mais um pesadelo com a mulher que ele vinha tentando esquecer há sete anos?
Mas o fato é que não se tratava de um pesadelo, e sim de uma realidade macabra em que Aliyah havia se tornado a mulher que o futuro rei de Judar teria que desposar para cumprir os termos do acordo de paz, que asseguraria o trono e restauraria o equilíbrio de toda a região.
Ele deveria insistir para que um dos seus irmãos assumisse o trono, de modo que um deles fosse obrigado a se casar Aliyah, mesmo tenda outra esposa...
A imagem de Aliyah, porém, na cama com qualquer um dos dois, contorcendo-se sob eles, mexeu com suas entranhas e arrancou um gemido de seus lábios.
B'Ellahi, como ele ainda podia sentir alguma espécie de sentimento de posse em relação à mulher que, na verdade, nunca havia possuído, que não valia a pena possuir?
Ele entrou no box e ligou a água quente para que o jato escaldante aliviasse seu tormento.
Maldita memória!
Apesar de sempre ter sido um trunfo em todos os campos em que decidira investir, ela era também uma maldição.
Ele nunca se esquecia de coisa alguma.
Bastava fechar os olhos para que voltasse a sentir tudo outra vez.
Até colocar os olhos nela pela primeira vez, sempre classificara as mulheres como familiares queridas, amigas preciosas, esposas em potencial ou caçadoras assumidas que compreendiam que ele não tinha nenhuma necessidade delas, apenas extravagâncias a serem incitadas com extremo esforço e apaziguadas, rápida e irrevogavelmente.
Nunca havia conhecido uma mulher que não se enquadrasse em alguma dessas categorias.
Foi então que sentiu o olhar dela sobre si, e todos seus preconceitos evaporaram. Sua inteligência mordaz, a crepitante energia e sua franqueza estimulante quanto ao efeito igualmente poderoso que ele havia exercido sobre ela intensificaram ainda mais o impacto que ela exercera sobre ele.
Temendo um envolvimento sem precedentes de sua parte, seus assistentes o haviam advertido.
Aliyah não estava usando sua profissão de modelo para se insinuar nas mais altas rodas da sociedade, à procura de patrocinadores.
Estava fazendo coisa muito pior, explorando não apenas sua beleza pouco convencional, como também seu status de princesa de Zohayd, transgredindo as regras de sua cultura para alcançar o estrelato por meio de escândalos e controvérsias.





Trilogia Principes de Judar
1- Prazer e Vingança
2- O Poder da Sedução

3- O Poder da Paixão

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Trilogia Príncipes de Judar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
1- PRAZER E VINGAÇA







Não havia onde Carmen pudesse se esconder do príncipe de Judar.

Ele a procuraria em todos os lugares, arrombaria portas e derrubaria muros.
Nada impediria Farook Aal Masood de reivindicar a mãe de seu herdeiro.
Ela o traíra, e ele a faria pagar. Em sua cama. Como sua esposa, até que se cansasse dela.
Ela dissera que o amava, mas ele jamais cairia novamente em suas mentiras!

Capítulo Um

— Bagha... bagha...
Carmen parou de pendurar as cortinas novas no quarto de bebê e olhou para Mennah, ouvindo-a balbuciar sua mais recente "palavra", o coração se expandindo.
Acostumara-se a sentir o coração enchendo-lhe o peito desde que sua filha nascera.
Quando Mennah nascera e a deitara ainda sangrenta no peito, Carmen teve medo de não sobreviver à explosão de emoções que a tomaram.
Encontrara o nome perfeito depois de procurar muito. Na língua de seu pai, Mennah significava presente de Deus. O presente dela.
Agora seu presente segurava as grades do cercadinho para se levantar.
Tentou ficar em pé sem apoio e caiu sentada com um grito de aborrecimento, fazendo Carmen rir.
— Oh, Mennah, querida, você tem tanta pressa.
E tinha. Estava agora com apenas nove meses, mas aos seis se sentava sozinha, aos sete engatinhava e agora estava prestes a atingir um novo feito.
Carmen terminou de colocar a cortina e foi até o cercadinho. Seu anjo sorriu para ela, a natureza feliz nos olhos dourados, mostrando os dentinhos, as covinhas se destacando no rosto perfeito.
Uma onda de emoção fechou a garganta de Carmen.
Fora tão abençoada!
Mennah esticou os braços e Carmen a pegou imediatamente, aninhando o pequeno e saudável corpo que era sua razão de viver.
Mennah enterrou o rosto no pescoço da mãe e os braços de Carmen se fecharam com força em torno dela. Era muito bom Mennah adorar abraços apertados.
Carmen a olhou com amor, embalou-a nos braços, uma das mãos acariciando-lhe os cabelos negros e sedosos.
De repente, Mennah se afastou e olhou-a com expectativa.
— Bagha, bagha.
Carmen apertou-lhe de leve o nariz.
— Sim, querida, você está tentando me dizer alguma coisa e sua mamãe é tão idiota que ainda não compreendeu. Mas é uma palavra nova, me dê um dia ou dois e vou descobrir o que é. Será que está tentando me dizer que está com fome?
Carmen começou a desabotoar a blusa e Mennah bateu a mão na dela, gritando em parte de brincadeira, em parte de advertência.
— Nada de alimento produzido pela mamãe? Mennah riu e Carmen suspirou. Tivera a esperança de prolongar a amamentação, mas esta era outra área na qual Mennah tinha pressa. Passara a recusar o seio cada vez mais desde que começara a se alimentar de sólidos.
— Não devia ter lhe dado uma prova do meu filé mignon, querida. Parece que você partilha mais do que a aparência com seu pai. Ele também é uma grande pantera que adora carne vermelha...
Carmen parou de falar. Mennah olhava para ela com total atenção, como se estivesse memorizando o que a mãe dizia. Entregara-se ao prazer amargo de lhe falar sempre sobre o pai. Talvez devesse resistir ao impulso, não havia como saber o que Mennah compreendia agora, mas talvez em breve compreendesse.
E não queria explicar a ausência do pai tão cedo.





2- O PODER DA SEDUÇÃO





Farah Beaumont não imagina que o futuro de Judar está suas mãos.

Para garantir o direito ao trono de seu reino, o príncipe Shehab Aal Masood deve fazer dela sua noiva… de qualquer maneira.
Nem que para isso tenha de esconder sua identidade e seduzi-la!
Logo, porém ele descobre que Farah não é tão fira e materialista quanto pensava.
E a sedução calculada de Shehab se transforma em uma paixão poderosa demais para controlar...

Capítulo Um

Quente como o inferno, fria como a sepultura.
Shehab apertou os lábios, pensando nessa frase, examinando o mar de pessoas fantasiadas que transformavam o salão de baile num campo de batalha de excessos mate¬riais e objetivos egoístas.
Ainda nenhum sinal da mulher a quem a frase se referia.
Quente como o inferno, fria como a sepultura.
Um homem tinha chegado a acrescentar: insaciável como a morte. Era uma senhora definição.
As descrições soavam como títulos.
Como os que lhe pesavam desde que nascera. Sheik Aal Massod. Sua Alteza Real.
E, agora, Sua Majestosa Eminência, o Príncipe Herdeiro.
Porém, segundo a opinião geral, os dela eram bem merecidos.
E esperavam que ele se casasse com essa mulher.
Não. Não esperavam.
Tinham certeza. Ele tinha de se casar com ela.
Retesou os músculos e rangeu os dentes.
Ya Ullah. Já devia estar conformado. Já fazia mais de um mês desde que soubera do destino a que teria de se submeter para salvaguardar o trono de Judar.
Às vezes, quase odiava Carmen.
Fora por causa do amor imenso de Farooq por sua esposa que ele atirara o fardo para cima de Shehab.
Mesmo assim, Shehab teria suportado esse destino, que sempre considerara pior do que a morte, um casamento arranjado, se a noiva fosse alguém mais aceitável.
Mas Farah Beaumont, a filha ilegítima do rei Atef Aal Shalaan, rei de Zohayd, não era aceitável.
Não por ser ilegítima. E não por ter se recusado a reconhecer sua herança ou ser um instrumento de paz. Não era responsável por seu nascimento.
E talvez fosse incapaz de lidar com as revelações sobre o passado e os problemas que isso lhe acarretaria no futuro.
Mas não fora por isso que Farah Beaumont, cuja mãe espertamente lhe dera um nome árabe popular no Ocidente, rejeitara o pai e pudera se dar ao luxo de se recusar a ser princesa.
A verdadeira razão é que a fazia tão repulsiva.
Tinha sido adotada pelo multimilionário francês com quem a mãe se casara.
Depois, quando a fortuna dele fora perdida após sua morte, Farah lutara para voltar ao topo.
Tinha chegado lá ao se tomar o braço direito e a amante do influente Bill Hanson, um homem casado e com idade bastante para ser seu avô.
De acordo com todos, Farah era uma mulher fria, promíscua e com sérios problemas psicológicos.
Também era crucial para a paz de uma região inteira, mas tinha se recusado abertamente a cumprir seu dever.
Agora, ele tinha seu próprio dever. Pulverizar a recusa dela.
Em vez de evitar muita atenção ao se vestir como um guerreiro tuaregue, Shehab estava atraindo todos os olhares.
Pelo menos mantinha o anonimato. Não podia se arriscar a ser reconhecido.
Daí o baile de máscaras.
Ele exalou forte, liberando um pouco de tensão por trás do véu-turbante que cobria a cabeça e o rosto do nariz para baixo.
Evitava contato com todos que se aproximavam, pois estava ali, naquele baile que ele mesmo patrocinara, para atrair a atenção de uma única pessoa: Farah Beaumont. Agora, era só a maldita mulher aparecer.
Subitamente, algo lhe fervilhou na nuca. Tenso, ele procurou a origem da perturbação. Vinha das enormes portas do salão, a uns 3m de distância. Ele se virou com indiferença.
No instante seguinte, tudo desacelerou. Seu corpo. Seu coração.
Até o mundo, antes de desaparecer. Nada permanecia senão a criatura emoldurada na entrada, envolta num vestido de todos os tons de verde, saída diretamente dos contos de fadas de seu reino.
Uma pintura de fantasia que ganhara vida. Era... ela!





Trilogia Príncipes de Judar
1- Prazer e Vingança
2- O Poder da Sedução
3- O Poder da Paixão