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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Princesa Temporaria

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
 Trilogia Casamento por Decreto Real








Quando o príncipe Vincenzo D’Agostino é obrigado a se casar, só quer uma esposa: aquela que o traíra anos atrás, Glory Monaghan. 

Ela quase foi destruída por Vincenzo no passado... E vai ter de aceitar o pedido para ajudar a família. Mas a obrigação vai se transformar em um prazer indescritível!



Capítulo Um

Atualmente
Vincenzo Arsenio D’Agostino olhou para seu rei e chegou à única conclusão lógica: o homem havia perdido o juízo.
Deveria ser em função da pressão de ter de governar Castaldini ao mesmo tempo em que geria seu império de bilhões de dólares. Além de ser o marido e pai mais amoroso e dedicado do planeta. Nenhum homem poderia resistir a tudo isso com as faculdades mentais intactas.
Essa devia ser a explicação para o que ele acabara de dizer.
Ferruccio Selvaggio-D’agostino, c rei bastardo, como seus opositores o chamava, já que era um D’Agostino ilegítimo, torceu os lábios.
— Erga seu queixo do chão, Vincenzo. E não, não estou louco. Arrume. Uma. Esposa. O mais rápido possível.
Dio. Ele dissera de novo.
Desta vez Vincenzo se viu repetindo as palavras do rei.
— Arrumar uma esposa.
Ferruccio assentiu.
— O mais rápido possível.
— Pare de dizer isso.
— Tem apenas a si mesmo para culpar pela pressa. Eu precisava de você nesse trabalho há anos, mas a cada vez que o levava ao conselho eles quase tinham um ataque de apoplexia. Até mesmo Leandro e Durante estremeciam quando seu nome era mencionado. A imagem de playboy que diligentemente cultivou agora é tão notória que as colunas de fofocas começaram a perder o interesse por ela. E essa imagem não vai ajudar em nada nos grupos em que preciso que você atue.
— Essa imagem não o prejudicou. Basta olhar onde está hoje. O governante de um dos reinos mais conservadores do mundo, com a mulher mais pura da face da Terra como sua rainha.
— Eu só era conhecido como o “Temível Homem de Ferro”, em referência ao meu nome e reputação nos negócios. Minhas comentadas... Aventuras amorosas era um exagero. Eu não tinha tempo para mulheres enquanto galgava meu caminho da sarjeta ao topo. E me apaixonei por Clarissa seis anos antes de fazê-la minha. Mas a sua notoriedade como um dos maiores mulherengos do mundo não vai ajudar quando se tornar o representante de Castaldini junto às Nações Unidas. Precisa limpar sua imagem e obter alguma credibilidade para afastar o mau cheiro dos escândalos que pairam em torno de você.
Vincenzo fez uma careta.
— Se isso está lhe tirando o sono, vou tentar dar um jeito nas coisas. Mas certamente não vou arrumar uma esposa para apaziguar alguns fósseis políticos, também conhecidos como seus conselhos. Vocês estão todos com inveja por não poder ter o meu estilo de vida.
Ferruccio lançou lhe um olhar, um que o fazia se sentir oco por dentro, com vontade de dar um soco no rosto bem-disposto do rei.
— Quando estiver representando Castaldini, Vincenzo, quero a mídia cobrindo apenas os seus feitos em nome do reino, e não as plásticas de suas amantes ou os comentários delas sobre você, após as trocar por modelos diferentes. Uma esposa mostrará ao mundo que seu comportamento mudou e manterá as notícias focadas no trabalho importante que vai desempenhar.
Vincenzo sacudiu a cabeça em descrença.
— Dio! Quando se tornou tão maçante e retrógrado, Ferruccio?
— Se você se refere a quando me tornei um defensor da vida matrimonial e familiar, onde estiveram nos últimos quatro anos? Sou um ferrenho defensor de ambos. E está na hora de eu fazer o favor de empurrá-lo para esse caminho.
— Que caminho? O do “feliz para sempre”? 






Trilogia Casamento por Decreto Real
1- Princesa Temporária
2- Princesa por conveniência 
3-  Princesa Seduzida

Princesa por conveniência

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Trilogia Casamento por Decreto Real





Para voltar ao seu reino do deserto, Aram precisa casar com a princesa Kanza. É um preço alto demais... Até conhecê-la. 

Depois de reclamar Kanza como sua tudo se encaixa. Mas ela descobre que ele casou por ambição. Esta união poderá ser destruída?






Capítulo Um

— Deseja que eu me case com Kanza, o Monstro?
Aram Nazaryan estremeceu com o tom da própria voz. Não que alguém pudesse culpá-lo por agir assim Shaheen Aal Shalaan já fizera alguns pedidos inaceitáveis, mas aquele merecia uma descrição inexistente em qualquer dos quatro idiomas que Aram conhecia.
Contudo, a transformação de seu melhor e único amigo numa mãe intrometida estava ficando insuportável ao longo dos últimos três anos. Parecia que, quanto mais feliz Shaheen ficava com a irmã caçula de Aram, Johara, depois de eles terem se reencontrado milagrosamente e se casado, mais triste ele ficava por Aram e intensificava seus esforços para fazer seu cunhado mudar o que chamava de “falta de vida”.
Shaheen já chegara ao escritório dele deixando de lado a sutileza ao tentar convencê-lo a regressar a Zohayd, pedindo-lhe francamente que voltasse para casa.
Incomodado e igualmente franco, ele respondera que Zohayd era o lar de Shaheen, não dele, e que não voltaria para atrapalhar a família quando o segundo bebê de Shaheen e Johara chegasse.
Para provar que Aram teria um papel vital e uma vida plena em Zohayd, Shaheen lhe oferecera o próprio emprego. Pedira que ele se tornasse o ministro da economia de Zohayd!
Aram deu gargalhadas. Só poderia ser piada, já que apenas um membro da realeza zohaydana poderia assumir esse cargo, e Aram era franco-armênio-americano.
Infelizmente, Shaheen não ganhara subitamente um senso de humor. O que ele tinha era um plano louco para fazer.
Aram se tornar um nobre zohaydano. Casando-se com uma princesa zohaydana.
E a identidade da pretendente perfeita para ele fora a gota d’água.
— A felicidade conjugal fritou seu cérebro, Shaheen? Não vou me casar com aquele monstro de jeito nenhum.
— Não sei de onde você tirou esse nome. A Kanza que conheço não é nenhum monstro.
— Então existem duas Kanzas diferentes. A que conheço, Kanza Aal Ajmaan, princesa do lado materno da sua família real, merece até mais que esse apelido.
— Só existe uma Kanza... e ela é maravilhosa.
— Maravilhosa? Digamos que eu acompanhe você nesse delírio e concorde que ela é a miss Simpatia. Você ficou louco para sugeri-la a mim? Ela é uma criança!
— Ela tem quase 30 anos.
— Mas co...? De jeito nenhum. Da última vez que a vi, ela estava com uns 18.
— Sim E isso foi há mais de dez anos. Fazia mesmo tanto tempo? Um rápido cálculo disse que sim, já que ele a vira pela última vez naquele fatídico baile, poucos dias antes de partir de Zohayd.
— Que seja. Os 11 ou 12 anos de diferença entre nós não se reduziram.
— Sou oito anos mais velhos que Johara. Três ou quatro anos de diferença podiam ser muita coisa naquela época, contudo já não importam mais na idade que vocês têm hoje.
— Essa pode ser a sua opinião, no entanto eu... — Ele parou e riu, balançando o dedo para Shaheen. — Ah, não. Você não vai me fazer discutir como se isso fosse uma possibilidade. Ela é um monstro. Estou dizendo.
— E eu estou dizendo que não é.
— Certo, vamos entrar em detalhes? A Kanza que conheci era uma criatura soturna e depressiva que fazia as pessoas correrem na direção oposta só de olhar para elas. Na verdade, toda vez que ela olhava para mim, eu achava que encontraria dois buracos no meu corpo.
— Estou vendo que ela deixou uma impressão e tanto se, depois de dez anos, você ainda se lembra dela tão bem e reage tão intensamente à lembrança.
— Reajo desfavoravelmente. Já é suficientemente ruim você sugerir esse casamento por conveniência. Ainda recomendar a única...






Trilogia Casamento por Decreto Real
1- Princesa Temporária
2- Princesa por conveniência 
3-  Princesa Seduzida

Princesa Seduzida

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
 Trilogia Casamento por Decreto Real




Quando se torna rei, a primeira medida de Mohab Aal Ghaanem é reivindicar Jala Aal Masood como sua esposa. 

Ele já a teve antes, e agora não a deixará partir de novo, nem que para isso seja necessário um casamento de conveniência.









Capítulo Um

Dias atuais...
— Você tem desejos suicidas?
Mohab quase soltou uma risada alta. Um bufo diante da ironia amarga lhe escapou da garganta enquanto se erguia para encarar o rei de Judar.
Quais eram as chances de essas palavras serem a primeira coisa que Kamal Aal Masood lhe diria quando foram as últimas que a irmã caçula daquele homem lhe atirara?
Supunha que fosse verdade o que diziam de Kamal e Jala. Que os dois mais novos dos quatro irmãos Aal Masood poderiam ter sido gêmeos idênticos se não tivessem nascido homem e mulher com 12 anos de diferença na idade. A semelhança física entre os dois era impressionante.
Com a inimizade histórica entre seus reinos, Mohab costumava ver Kamal apenas de longe. A última vez em que o encontrara fora na ocasião de seu joloos, quando Kamal se sentara no trono, cinco anos e meio atrás. Não que Mohab tivesse forjado um jeito de entrar em Judar naquela noite para vê-lo. Jala era seu único objetivo. Mas ela não comparecera ao casamento do próprio irmão. Outra coisa que não havia sido capaz de prever em relação àquela mulher.
Outra coisa que não conseguira prever fora qual seria a sensação de ver aquele homem de perto. Kamal se parecia muito com Jala e isso lhe causava uma dor profunda no peito.
Era como se alguém tivesse feito Jala sumir e a transformado em uma versão masculina mais velha. Os dois irmãos tinham o mesmo cabelo negro e espesso, os mesmos olhos cor de uísque e estrutura óssea parecida. As únicas diferenças eram aquelas concernentes ao gênero de cada um. 
A compleição cor de bronze de Kamal tinha tons mais escuros que o dourado imaculado da pele de Jala. Com seu 1,98m, o rei de Judai certamente assomava sobre os majestosos 1,75m da irmã, assim como ele um dia o fizera. Ainda assim, os dois irmãos tinham em comum a mesma graça felina e proporções perfeitas. Enquanto tais características a tornavam uma princesa de conto de fadas, Kamal era o típico invasor do deserto, que exalava um poder ilimitado.
Aos 40 anos, Kamal era um dos indivíduos mais influentes do mundo e o fora mesmo antes de seus dois irmãos mais velhos abdicarem do trono de Judar numa reação em cadeia de dramas na corte e escândalos da família real, que ainda abalavam a região e que mudaram seu curso para sempre.
Naquele momento, os olhos lupinos de Kamal faiscavam com a ameaça que se tornara sua marca registrada.
— Está achando graça em algo em particular, Aal Ghaanem?
— Seu comentário inicial me trouxe à memória outra... pessoa que fez um comentário parecido. — Diante do olhar feroz do rei, o sorriso de Mohab se alargou.
— O que foi? Pensa que acho você ou o fato de ter sido acompanhado até aqui como um prisioneiro de guerra engraçado?
Esperara coisa pior ao chegar a Judar, com as relações tensas entre Saraya e aquele reino em um histórico ápice. Na verdade, até o dia anterior, seu rei havia simplesmente declarado guerra a Judar durante uma transmissão globalizada numa reunião de cúpula das Nações Unidas. Para Mohab, um príncipe de Saraya, na segunda linha de sucessão, apenas atrás do rei e seus herdeiros, aterrissar sem ser convidado nas terras de Judar naqueles tempos temerosos era motivo de extrema preocupação. Principalmente quando o dito príncipe também era o ex-comandante do serviço secreto de Saraya. Esperara ser colocado no primeiro voo que partisse de Judar. Ou então ser feito refém.
Blefando, Mohab declarara que tinha negócios urgentes a tratar com Kamal e que o rei puniria qualquer um que tentasse detê-lo. Aquilo deixara os agentes de segurança da fronteira, no aeroporto, em polvorosa buscando ordens vindas do palácio real. Mohab esperara que sua jogada não desse certo, que Kamal o chutasse para fora do reino, mas dentro de minutos, uma dúzia dos mais qualificados agentes do serviço secreto o escoltara até ali.
Ao que parecia, o consideravam muito perigoso. E aquilo o lisonjeava.
— Então acha que desejos de morte é fonte de divertimento? Um intrépido por natureza e não apenas por razões comerciais, certo? Faz sentido. Mas também não deveria ser meticuloso e prudente? Pensei que esse fosse o motivo pelo qual ainda estivesse inteiro depois de suas loucas façanhas. Não é essa a primeira coisa que lhes ensinam quando ainda meninos em Saraya? Que Judar não poupa a vida das pessoas da sua laia? — Sua laia. Os Aal Ghaanem.
Os inimigos mortais dos Aal Masood. Aih. Havia aquele obstáculo também-Então, mais uma vez. Tem desejos suicidas? Não sabe que, agora mais que nunca, um alto escalão de Saraya como você em Judar poderia se tornar alvo de qualquer nível de retaliação?
Mohab espalmou uma das mãos sobre o coração.
— Sinto-me emocionado por sua preocupação em me manter intacto. Mas posso lhe assegurar que me comportei de maneira exemplar e não me indispus com ninguém.
— Exceto comigo. Chegar sem avisar, aterrorizando meus subordinados, forçando-me a deixar tudo de lado para investigar sua incursão a estas terras. Essa é a última esperança de seu rei, depois das asneiras que disse na conferência? Ele teme que eu finalmente o destrone como devia ter feito há muito tempo? Seu rei enviou seu maior trunfo para lidar com a crise... Na raiz?
— Pensa que estou aqui...






Trilogia Casamento por Decreto Real
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