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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Par Ideal

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Trilogia Bellagio



Trabalhar para Bellagio Shoes pode parecer um sonho. 

Mas para a exausta e subestimada Amelia Parker, ser assistente de Lillian Bellagio é quase um pesadelo. Tudo melhora quando Amelia é incumbida de acompanhar a chefe até sua propriedade em Keys. Trocar o salto agulha por chinelos não seria nada mau. Principalmente quando sua estada na ilha passa a incluir o sensual e misterioso investidor Jack O’Connell.
Ele a desafia a sair da rotina e cometer “loucuras”. Como nadar nua e viver um romance quente e passageiro! Eles até podem parecer opostos, mas logo Amelia começa a pensar se não teria encontrado o seu par ideal...

Capítulo Um

Amelia sentia-se tão eufórica que mal podia respirar. Muito menos desfrutar do delicioso jantar que compartilharia, em breve, com Will, o chefe dele e a esposa, no fabuloso restaurante em Buckhead.
Seu ex-noivo, William, estava prestes a se tornar seu noivo outra vez, e o mundo voltaria a ser maravilhoso. Desejou poder passar algum tempo a sós com ele antes do jantar, mas Will viria direto do aeroporto.
Mais tarde teriam tempo para uma doce reconciliação. Já havia planejado tudo. Lutando contra o frio que sentia na barriga, desceu a escadaria da mansão histórica que pertencia à sua senhoria, que se casara há pouco tempo, Aubrey Carter Elizabeth Roberts Gordon.
— Está linda, querida. Ele vai se arrepender de cada minuto que passou sem você — disse a mulher. — E, se não o fizer, Harold vai...
— Dar uma surra nesse rapaz como ele nunca levou na vida — concluiu Harry.
Aubrey tentou demonstrar um ar de reprovação, mas um sorriso escapou de seus lábios. Mesmo sendo completamente opostos um do outro, o casal de meia-idade era uma fonte constante de divertimento e incentivo para Amelia. Harry era um homem tosco e astuto que enriquecera vendendo trailers, e Aubrey era a quintessência da perfeição, uma mulher refinada, nascida e criada em Atlanta. Quem poderia imaginar que os dois se apaixonariam e se casariam um mês após se conhecerem? E, se Harry e Aubrey conseguiram dar certo, então o mesmo poderia acontecer com ela e Will.
— Está tudo pronto? — perguntou Aubrey.
Amelia assentiu.
— Velas esperando para serem acesas. Assei a torta preferida dele, comprei o vinho de que ele gosta e coloquei o CD com sua música country predileta no aparelho de som.
— Vai deixá-lo boquiaberto — assegurou Aubrey.
— A torta está cheirando bem. Tem certeza de que não quer que eu a prove? — perguntou Harry.
Aubrey deu um tapinha de brincadeira no marido.
— Pare de provocá-la. Não vê que ela está nervosa?
— Estou mesmo com boa aparência? Este é o vestido preferido dele. E estou usando seu perfume favorito também. Ele sempre disse que gostava do meu cabelo deste jeito. — Amelia levou a mão ao cabelo cuidadosamente alisado.
— Você está linda — disse Harry, afagando-lhe a mão. — E mais importante do que cabelo ou perfume é o fato de você ser uma excelente companhia. Lembre-se disso.
— Obrigada.
— Estaremos na outra ala da casa — informou Aubrey. — Portanto, não se preocupe em fazer apresentações se Will vier para cá esta noite. Podemos deixá-las para depois.
Sentindo uma onda de gratidão, Amelia cedeu ao impulso de abraçar Aubrey.
— Muito obrigada — agradeceu mais uma vez e partiu para o restaurante. Sua mente girava a mil por hora durante o trajeto. Não sabia ao certo como sobrevivera os últimos 45 dias sem Will...



Trilogia Bellagio
1- Par de Luxo
2- Par Perfeito
3- Par Ideal

terça-feira, 7 de junho de 2016

Par de luxo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Trilogia Bellagio

Conquistando o amor passo a passo.

Criar calçados é o que Jenny Prillaman sempre desejou. 
E seu sonho se realiza ao ser convidada a desenhar o par perfeito para o casamento de uma socialite.
Já lidar com a cliente é outra história... Sem contar ter que conviver com Marc Waterson, seu novo-chefe-tudo-de-bom-para-ser-ignorado-por-muito-tempo. 
Fazer da Bellagio Shoes um sucesso internacional é a maior ambição de Marc. 
Mas, na vida pessoal, o que ele quer mesmo é encontrar a mulher certa. 
Pena que Jenny esteja decidida a focar no trabalho em vez de se tornar a esposa de um executivo. Contudo, Marc sabe que o caminho para coração dela é um par de sapatos que seja só luxo!

Capítulo Um

“A escolha dos sapatos revela as fantasias secretas de uma mulher.”
Jenny Prillaman, aspirante a designer
Aquela manhã estava se transformando em uma orgia gastronômica.
Jenny Prillaman devorou a segunda rosquinha recheada, admirada com o fato de algo tão leve conter tantas calorias. Aquele tipo de guloseima não configurava na lista de alimentos permitidos da dieta South Beach e a forçaria a substituir metade das refeições do dia por outras menos calóricas.
Deixando escapar um profundo suspiro, Jenny lambeu um dos dedos em movimento sub-reptício. Droga! O chefe havia se ausentado em um momento crucial.
Mal conseguira limpar os vestígios de açúcar glaceado do queixo quando Marc Waterson, o vice-presidente executivo, irrompeu no escritório, com expressão de fúria controlada no rosto cinzelado.
— Brooke Tarantino virá hoje. Onde está Sal?
Jenny pigarreou e esfregou as mãos pegajosas uma na outra sob a mesa. Oh, uau! Pensara que ele enviaria a secretária para perguntar.
Para ela, Marc Waterson sempre pareceu uma força da natureza empacotada em ternos bem-cortados de grifes famosas. O tipo de homem que, em outra era, teria cabelo comprido e uma lança. Fazia o estilo bem-sucedido, com inteligência afiada, tudo o que Jenny evitava por ter sido forçada a lidar desde que nascera com uma irmã e um irmão do mesmo feitio.
Com exceção do fato de Marc ser tão atraente, um executivo de sucesso e tudo o mais, que ela se esquecia dos irmãos, menos dele. Ela se limitava a fantasiar, em vez de experimentar. A presença dele a fez se lembrar do pedido que fizera ao soprar as velas do bolo de aniversário, após dois drinques. Mentalizara que, se um dia tivesse a chance de ir para a cama com Marc, não a desperdiçaria.
Não passava de um desejo. Com exceção de raros telefonemas, Marc só falava com ela por meio da secretária. Ele nunca a notaria. E Jenny não saberia o que fazer se algum dia ele a notasse.
O seu chefe, ao contrário, era um gênio artístico de bom coração, que infelizmente passava muito tempo na companhia do uísque.
— Sal não está se sentindo bem e teve de ir ao médico — informou Jenny. — Podemos remarcar ou você poderia mostrar a Brooke os desenhos que Sal aprontou.
Conhecido em toda a empresa como o Coração Valente, Marc a estudou com um olhar tão intenso que a fez desejar a proteção de óculos escuros.
Mordendo a parte interna da bochecha para não fazer o mesmo com o lábio, rezou para que o enérgico vice-presidente da Bellagio não dissesse que ela estava mentindo. Jenny sempre tentara se manter fora do radar da diretoria da empresa, o que não fora muito difícil. O corpo não era dos piores, embora vivesse burlando a dieta South Beach e encontrando justificativas para postergar exercícios. O cabelo não a envergonhava. Da cor de avelã, contrastava com os olhos azuis, em vez dos esperados castanhos. O fato de saber que a irmã reprovava seus óculos de armação a enchia de satisfação.
— Se Sal fez alguns desenhos, gostaria de vê-los.
— Posso levá-los para você — disse ela torcendo as mãos sob a mesa. — Embora talvez leve algum tempo para encontrá-los. Às vezes ele os guarda em lugares inusitados.
— Quanto tempo levará para encontrá-los?
— Uma hora, talvez menos.
— A reunião com Brooke está marcada para as 9h.
— Mas ela sempre se atrasa uma hora e... — Jenny se calou, lembrando que a mulher era uma parenta afastada de Marc.
— E... ?


Trilogia Bellagio
1- Par de Luxo
2- Par Perfeito
3- a revisar

Par Perfeito

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Trilogia Bellagio

Trina Roberts agiu sem pensar quando foi para a cama com Walker Gordon. 

Afinal, ele não passava de um homem carente de consolo depois de ter sido abandonado no altar em cadeia nacional... 
A bem-sucedida relações-públicas da Bellagio Shoes sempre soube que seu amante não estava em busca de um final do tipo felizes-para-sempre. 
Por isso, meio que se esqueceu de comunicar a Walker uma certa novidade quando ele aceitou um emprego no exterior. 
Mas Walker voltou. E entendeu logo a situação. Agora, em vez de calçados de luxo para mulheres, tudo o que ele vê é um par perfeito de sapatinhos... para bebê!

Capítulo Um

Se decidir caminhar pela vereda dos prazeres, certifique-se de estar calçando um belo par de sapatos.
Era tarde quando ela se sentou no banco do bar. Ainda deslumbrante em seu vestido smoking sexy, Trina Roberts atraiu a atenção imediata do balconista.
— Noite excitante, certo? — perguntou ele. — O que posso lhe servir?
“Excitante” não era o termo adequado para definir aquela noite. Até mesmo “catastrófica” ou “explosiva” seriam eufemismos.
— Um mojito, por favor.
— É para já — respondeu o balconista.
Enquanto aguardava a bebida, Trina inspirou fundo e olhou ao redor. A clientela havia escasseado. Deteve-se em um homem sentado na outra extremidade do balcão, com a cabeça inclinada sobre um copo bojudo com um líquido de cor âmbar.
O nó da gravata do smoking estava desatado e os primeiros botões da camisa abertos. Trina conhecia aquele perfil. A mandíbula bem-marcada, o nariz reto e o cabelo escuro sempre impecável, que agora lhe caía sobre a testa, desgrenhado.
Walker Gordon.
Trina experimentou um aperto no coração. Aquele homem parecia arrasado, desolado, destruído. Não podia culpá-lo. Afinal, havia acabado de ser abandonado no altar por Brooke Tarantino, a bisneta do fundador da Bellagio Shoes. E como se isso não bastasse, aquele fiasco havia sido televisionado para milhões de espectadores.
A presença de Trina no casamento se devia ao fato de ela trabalhar no Departamento de Relações Públicas da Bellagio. Na verdade, havia trabalhado com Walker, o dono de uma empresa de publicidade que a Bellagio contratara alguns anos atrás. Desde o início, Trina apreciara a combinação de raciocínio rápido e senso de humor do empresário. E o fato de ele possuir um corpo espetacular e olhar sexy servia apenas para torná-lo ainda mais agradável.
O balconista retornou com a bebida e ela pagou a conta, antes de tomar um gole do mojito, tentando não olhar na direção de Walker. Mas os olhos insistiam em se voltar, inexoráveis, ao noivo abandonado. Trina nunca o vira deixar transparecer sequer um resquício de insegurança. Aquele homem exalava autoconfiança e, embora nunca tivesse entendido o relacionamento dele com Brooke Tarantino, certa vez Walker deixara escapar parte do que o atraía na noiva. Brooke era demasiado egocêntrica para algum dia desejar ter filhos, o que lhe era conveniente, porque também não queria ser pai. Segundo ele lhe confessara, a paternidade seria a rota certa para o fracasso. Chegara até mesmo a fazer uma daquelas brincadeiras, que no fundo revelam verdades, dizendo que era produto de uma longa linhagem de péssimos pais e não desejava perpetuar aquela espécie.
Os ombros largos de Walker se encontravam curvados para a frente. Ele se recostou contra o balcão, com o olhar perdido.
A raiva veio se juntar à compaixão no coração de Trina. Por que Brooke fizera aquilo? Ainda mais daquela forma. Com um suspiro, pegou o mojito e foi se sentar ao lado dele.
Os olhos de Walker pousaram nela, antes de se fecharem, mas ele anuiu com um gesto de reconhecimento.
— Sinto muito — Trina disse. — Não queria estar no seu lugar.
Os lábios sensuais se curvaram de leve, enquanto ele descerrava as pálpebras e tomava um gole da bebida.
— Posso entender.
— Vi um repórter abordá-lo. Mais alguém conseguiu...


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