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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Signo Da Sorte

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Ofélia consultou o relógio e então resolveu: iria concorrer aos prêmios milonários, com ou sem a presença do noivo. 


Já que o programa exigia casais, arranjaria um par ali mesmo! 
Seu olhar recaiu na vítima perfeita: um rapaz alto e musculoso, com jeito de surfista. 
Examinou os inteligentes olhos azuis, o jeito sério e suspirou. 
Era antiquado demais para aquela loucura. 
Mas não havia escolha. 
Arrastou-o para o palco, envolvido pelo som frenético de buzinas, sirenes e música. 
A mais divertida aventura de suas vidas estava para começar... 


Capítulo Um 


Impaciente, Ofélia Hoving olhou mais uma vez para o relógio de pulso. “Onde estaria Calvin?”, pensou. 
Andou de um lado para o outro, em frente ao estúdio de televisão, reparando nas pessoas que chegavam entusiasmadas, falando alto sobre os prêmios que queriam receber no programa Você consegue? Aliás, era por isso que também estava ali. 
Ela e Calvin iriam participar do show para tentar ganhar um dos prêmios milionários que o programa oferecia. Não se interessava pelo casaco de vison legítimo, nem pelo enorme iate branco. 
Seu alvo eram os dois maravilhosos carros importados que seriam dados à dupla vencedora. 
Verificou a hora mais uma vez ao olhar para o alto da rua, esperando ver a figura esguia de Calvin se aproximando. Já estava quinze minutos atrasado e, se demorasse mais um pouco, perderiam a chance de participar do programa, pois não podia concorrer sozinha. 
O que teria acontecido com ele? Calvin tinha inventado isso e agora, na hora H, não aparecia. 
Por quê? — Última chamada para os candidatos — um rapaz avisou da porta do estúdio. 
Ofélia entrou em pânico. Tinha que participar daquele concurso, com ou sem Calvin. 
Não podia deixar escapar uma oportunidade tão boa.
Olhou ao seu redor, procurando alguém que se dispusesse a tomar parte daquela aventura. Viu um homem de meia-idade, de camisa bem colorida e bermudas.
 Não, não servia. Devia ser um turista passeando por Los Angeles e não se prestaria a um papel daqueles. A moça ao lado, mais ou menos de sua idade, tinha uma aparência viva e ágil, mas também não servia. 
O programa exigia casais, um homem e uma mulher. 
Finalmente, já quase desesperada, pôs os olhos na vítima perfeita. 
Um rapaz alto e musculoso, loiro, com jeito de surfista. 
Quando encontrou seus olhos muito azuis e seu olhar inteligente, desanimou. 
Devia ser sério demais para se meter em um programa de auditório. 
Mas não tinha escolha. Era ele, ou nada. 
— Desculpe, mas... — Ofélia se aproximou, tocando em seu braço. 
— Sim? — ele reagiu com simpatia. 
— Precisa me ajudar!
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