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segunda-feira, 9 de julho de 2018

Herdeiro inesperado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

O segredo que ela guardou...

A estilista Lisa Bailey terminou seu relacionamento com Luc porque sabia que seu caso com o príncipe não teria futuro. 
Mas um último encontro roubado a deixou cheia de paixão, de desejo e... grávida! 
Meses depois, o príncipe Luciano de Mardovia está prestes a concretizar o casamento político perfeito quando uma revista de fofocas publica uma foto de Lisa claramente grávida! 
Ele tem certeza de que o filho é seu. 
Agora, Luc deve reclamar seu herdeiro a qualquer custo, mesmo que Lisa seja uma noiva inadequada. No final, ela se tornará sua rainha!

Capítulo Um

O corpo musculoso de Luc enrijeceu pela tensão no banco traseiro da limusine quando o nome assomou diante dele. Sabia o que tinha de fazer. Ignorar. Seguir em frente sem olhar para trás. Mas a voz severa da consciência foi esquecida quando ele se inclinou para falar com o motorista. Às vezes, a curiosidade era muito grande para se resistir.
— Pare o carro — ordenou em tom áspero.
A limusine estacou com um solavanco numa rua calma de Belgravia, Londres, repleta de lojas e restaurantes elitizados. Mas apenas uma delas chamava a sua atenção, o que parecia surpreendente porque Luciano não era o tipo de homem que tinha o costume de fazer compras. Não tinha necessidade. Até mesmo as bugigangas de valor astronômico que comprava para presentear suas amantes, quando as dispensava, eram compradas por um de seus muitos assessores.
Mas fazia algum tempo que não havia compras desse tipo e nenhuma amante de coração partido a recompensar. Luciano estava há dois longos anos em total celibato. Não por sentir prazer em permanecer abstêmio, mas por achar necessário. E conseguira enfrentar o desafio, concluiu, ensaiando um sorriso. Canalizara todas as energias para o trabalho. Extenuara o corpo forte com exercícios. A mente estivera clara, firme e focada, embora perguntasse onde estaria aquele foco ao ler as duas palavras escritas com letras desenhadas acima da loja do outro lado da rua.
Lisa Bailey.
Podia sentir o pulsar repentino na virilha com aquele nome sussurrando em sua memória, assim como a voz suave daquela mulher o fizera ao seu ouvido, com súplicas urgentes, enquanto a penetrava.
Lisa Bailey. A amante mais sensual que ele tivera. A desenhista de moda de olhar destemido e talentosa. A deusa de cabelo longo e curvas deliciosas.
E a única a expulsá-lo de sua cama.
Luc mudou de posição no assento do carro, preso em um momento de indecisão anormal, porque ex-amantes tinham o potencial de se tornarem complicações e não precisava de mais problemas no momento. Poderia bater no vidro e dizer ao chofer que seguisse para a embaixada, onde lidaria com questões de última hora, antes de retornar à sua ilha após o casamento. Pensou no que o esperava em Mardovia e se viu acometido de uma repentina paralisia. Tinha um dever a cumprir ou um fardo a carregar. Dependia de como encarasse a questão. E se preferisse a visão positiva à negativa... Quem poderia culpá-lo?
Os olhos de Luc se voltaram para a fachada da loja e, naquele momento, ele a viu caminhando pelo salão de exposição. O coração começou a martelar as costelas enquanto observava os cachos sedosos daquele cabelo longo. Ela fez um meio giro, exibindo a curva magnificente dos seios firmes. Um desejo avassalador o assaltou, concentrando-se em seu sexo.
Lisa Bailey.
Luc estreitou o olhar. Era estranho vê-la ali, naquela parte elitizada da cidade, longe da área mais modesta de Londres, onde seus caminhos se cruzaram pela primeira vez, no pequeno estúdio em que Lisa desenhava seus vestidos na época.
Não importava por que ela estava ali, não lhe interessava, disse ele a si mesmo. Mas ainda assim, fora ele a orientar o motorista naquela direção, certo? Tudo porque ouvira uma mulher mencionar o nome dela e descobrira que Lisa Bailey havia incrementado seu empreendimento. Luc passou a língua pelos lábios momentaneamente ressequidos. Que mal haveria em entrar para cumprimentá-la em nome dos velhos tempos? Não era isso que ex-amantes faziam? E esse encontro não o convenceria de que a havia esquecido? Como se precisasse de qualquer certeza!
— Espere mais adiante por alguns minutos — disse ele ao motorista, abrindo a porta e saltando para a calçada. A alguns discretos metros de distância, um segundo carro com seus seguranças também estacionou. Com um sinal quase imperceptível, Luc deixou claro que mantivessem a distância.
O sol de agosto batia quente em sua cabeça e nem mesmo uma brisa balançava as folhas das árvores na rua, apesar de já serem quase 17h. A cidade fora assolada por uma onda de calor intensa e Luc não via a hora de voltar ao ar condicionado de seu palácio em Mardovia. Lá, pombos brancos arrulhavam nos famosos jardins e o perfume das rosas era bem mais agradável do que as impregnantes fumaças do cano de descarga dos veículos na cidade. Se não fosse pela festa de casamento de Conall Devlin, no próximo fim de semana, teria voado mais cedo e voltado para dar início ao processo de abraçar seu novo futuro...

A Princesa e o Bilionário

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Uma princesa embaixo das cobertas...

O barulho do helicóptero anuncia o retorno do chefe, e manda Sophie correndo para a cozinha. 
Mal sabe ela que, para se esconder da sua família, terá que ficar sob o olhar penetrante do notório bilionário Rafe Carter. 
Para ele, resistir aos charmes da sua nova cozinheira é fundamental, nem que para isso precise apelar para um mergulho noturno. 
Só que suas ideias vão por água abaixo quando 
Rafe não consegue conter seu desejo e decide provar um gostinho do proibido. Quando a identidade de Sophie é revelada, Rafe tem o dever de resgatar a linda princesa da imprensa... com um pedido surpreendente.

Capítulo Um

O helicóptero desceu de um céu azul sem nuvens, produzindo um ruído ensurdecedor e uma gota nervosa de suor escorreu pelos seios de Sophie.
— Ele chegou — anunciou Andy de repente, enquanto as pás da aeronave paravam de girar. — Não fique tão preocupada, Sophie. Rafe Carter pode ser o patrão, mas não morde. Apenas não tem muita paciência com gente tola e, contanto que você se lembre disso, ficará bem. Certo?
— Certo — repetiu ela, obediente. Mas ainda sentia um nó de tensão na garganta quando Andy deixou a varanda e correu em direção ao helicóptero, onde um homem com um porte atlético surgiu na porta aberta, passando os dedos pelos cabelos escuros e desalinhados. Após uma breve pausa para esquadrinhar o horizonte, ele balançou a cabeça quando uma loura, com seios fartos, trajando um uniforme azul justo, tentou atrair sua atenção antes de saltar para o chão empoeirado, deixando a mulher com os ombros curvados e um ar de desânimo.
Outra sensação de pânico se espalhou pela pele de Sophie, mas agora parecia alicerçada em algo mais. Algo que fez seu pulso disparar, enquanto o homem permanecia estático, apenas olhando para a terra. A postura congelada chamava atenção para o perfil altivo e a mandíbula saliente.
Mesmo estando distante, ela podia notar os contornos rígidos do corpo dele. Trajando um terno impecável, que se moldava ao físico musculoso, ele parecia cosmopolita e sofisticado, deslocado naquele ambiente empoeirado do Outback, assim como seu moderno helicóptero. 
Tudo nele denotava o fato de ser o bilionário, dono de uma das maiores empresas de telecomunicações do mundo, cuja enorme fazenda de gado era apenas um de seus hobbies. Rafe Carter. Até mesmo o nome soava sexy. Sophie tinha ouvido outros empregados falarem sobre ele, trechos de fofocas instigantes que faziam seus ouvidos se aguçarem, embora tivesse o cuidado de não fazer perguntas ou demonstrar curiosidade.
Aprendeu bem rápido que, se quisesse manter sua identidade em sigilo, seria melhor ser vista em vez de ouvida. Vestir-se de modo reservado e se manter em segundo plano. Não fazer perguntas sobre o homem que era dono daquela propriedade e de toda a terra ao redor até onde a vista podia alcançar. Tudo o que ela sabia era que ele era rico. Muito rico. 
Que gostava de aviões, de arte e de mulheres belíssimas, além de uma vida rural na Austrália, para onde vinha e partia sempre que desejava. Seus seios formigaram com uma pontada desconhecida de excitação. Simplesmente não esperava que ele fosse tão... fascinante.
Sophie observou quando Andy andou para a frente e os dois homens trocaram algumas palavras de saudação antes de caminharem em direção à propriedade, enquanto o helicóptero decolava. Estava quente na varanda. Ainda era cedo, mas o mercúrio no termômetro já disparava para cima. 
O verão havia chegado e, às vezes, ela sentia como se estivesse vivendo em uma sauna gigante. Suas palmas estavam recobertas por uma fina camada de suor, que limpou no short de algodão, rezando para o seu coração parar de bater tão forte, porque isso, por certo, a faria parecer um pouco óbvia.
Desejou saber por que a chegada de Rafe Carter a fazia se sentir como se o mundo estivesse prestes a desmoronar ao seu redor. Medo de ser descoberta? 
Medo de que ele pudesse ter sucesso onde todos os outros na fazenda de gado haviam falhado e descobrir quem realmente ela era? 
Medo de que ele ficasse sabendo sobre os esforços absurdos que ela empreendeu para assegurar um lugar ali, na paz do árido Outback australiano, porque queria escapar de sua vida dourada e forjar uma existência mais digna? Jamais o viu pessoalmente, mas não era impossível que ele tivesse visto uma foto dela em algum jornal. Afinal, seus mundos dourados podiam ter conexões distantes, certo? Sua mente disparou ainda mais rapidamente. E, se ele descobrisse, o que aconteceria?

sexta-feira, 23 de março de 2018

Uma Chance para a Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Um acordo muito sedutor.

Conall Devlin é um empresário feroz, disposto a tudo para ser bem-sucedido nos negócios. Quando seu mais importante cliente impõe uma cláusula inusitada ao contrato, Devlin não pensa duas vezes antes de aceitar: para fechar o acordo, precisará domar uma certa moça rebelde... 

Amber Carter vive uma vida de festas e frivolidades, mas no fundo se sente perdida e solitária. 
Até que o novo dono do seu apartamento aparece, o belo e sedutor Conall, e lhe oferece uma proposta: para não ser despejada, Amber terá que trabalhar para ele, obedecendo a todos os seus comandos.

Capítulo Um

Pessoalmente, Ela parecia mais perigosa do que bela. Conall enrijeceu a boca. Ela era linda, sim... Mas meio desbotada. Como uma rosa arrancada do ramo para enfeitar a lapela de um sujeito antes de uma noite louca de festas, mas que agora estava murchando e tombando junto ao peito.
Dormindo profundamente, ela estava bem à vontade num sofá de couro branco. Usava camiseta larga, que se moldava aos seios e quadris, terminando a meio caminho das pernas incrivelmente bronzeadas, que pareciam se alongar por uma eternidade. Ao lado dela, havia uma taça de champanhe vazia, o cristal marcado pelos dedos, virado e brilhando sob o sol primaveril. Uma ligeira brisa entrava pelas janelas abertas que davam para a varanda, mas não era suficiente para dispersar a fumaça de cigarro fraca e o cheiro almiscarado de incenso. Conall fez um muxoxo quase imperceptível de desagrado. Clichê após clichê, estavam todos ali: encarnados no corpo magnífico de Amber Carter enquanto ela estava deitada, a cabeça apoiada no próprio braço e o cabelo negro se derramando como tinta sobre a pele dourada.
Se ela fosse um homem, ele a teria sacudido de maneira desdenhosa, mas não. Era uma mulher. Uma mulher em frangalhos e linda de um jeito um tanto distraído, que agora era sua responsabilidade, e por alguma razão, ele não queria tocá-la. Não se atrevia.
Ambrose Carter, aquele desgraçado, pensou Conall maliciosamente, lembrando-se do apelo choroso do velho. Você tem de salvá-la de si mesma, Conall. Alguém precisa mostrar a ela que não dá para continuar assim. E a merda de consciência estúpida que o fizera concordar com aquela barganha maluca.
Conall aguçou a atenção. O apartamento estava em silêncio, mas talvez ele devesse verificar se estava vazio mesmo. Ver se não havia outros corpos esparramados num dos muitos cômodos, os quais poderiam ouvir o que ele estava prestes a dizer à mulher.
Ele foi rondando de quarto em quarto, mas dentre todos os escombros de pizza fria que jaziam em caixas gordurosas e garrafas de champanhe meio vazias, não conseguiu encontrar ninguém. 

Só chegou a parar uma vez: quando abriu a porta de um quarto de hóspedes cheio de livros, roupas e uma bicicleta ergométrica empoeirada. Meio escondida atrás de um sofá de veludo, havia uma pilha de quadros, e Conall aproximou-se deles, o olho de colecionador nato fazendo-o avaliá-los com interesse. 
As telas estavam repletas de ódio em estado bruto, com redemoinhos e borrões de tinta, alguns destacados com um contorno intenso em preto. Ele avaliou as pinturas por um bom tempo, até que se viu obrigado a lembrar que estava ali por um propósito e se afastou das telas, retornando à sala de estar para flagrar Amber Carter deitada exatamente do jeito que havia sido deixada. 
— Acorde — resmungou ele. E, então, quando não houve resposta, chamou mais alto. — Eu disse para acordar. Ela se remexeu. Um braço bronzeado se estendeu para afastar a mecha grossa de cabelo de ébano que lhe obscurecia a maior parte do rosto, oferecendo-lhe uma visão súbita e desimpedida de seu perfil. 
O narizinho bonito e os lábios rosados num beicinho natural. As pestanas eram grossas e se abriram ao mesmo tempo que ela foi virando a cabeça lentamente para olhar para ele, que então percebeu que os olhos dela eram no tom de verde mais surpreendente que ele já tinha visto. 
— O que está acontecendo? — perguntou ela numa voz meio rouca. — E quem diabos é você?







quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Tesouro Escondido

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Chamas do passado.

Loukas Sarantos já foi o guarda-costas dos homens mais poderosos do mundo. 
Agora, esse grego implacável é um deles. 
Sua mais nova aquisição significa que Loukas, finalmente, conseguirá vingar-se de Jessica Cartwright, a única mulher que ousou abandoná-lo. 
Como garota-propaganda da joalheria de Loukas, Jessica precisa acatar todas as suas ordens... e ele aproveitará cada segundo para tê-la sob controle. 
Mas quando a antiga paixão ressurge, Loukas percebe que ela é joia mais preciosa que já vira... e fará de tudo para possuí-la novamente.

Capítulo Um

Alguma coisa estava diferente. Jessica sentiu no momento em que entrou no edifício. Um clima inconfundível de animação e expectativa. Uma sensação de mudança. Sentiu um nó na garganta que lembrava medo. Porque ninguém gosta de mudanças. Mesmo sendo a única coisa garantida na vida, ninguém gosta verdadeiramente de mudanças... E lá estava ela com todos aqueles que odiavam mudanças, não estava?
Por fora, a sede da cadeia de joalherias de alto nível continuava a mesma. 
Sofás de plush, velas perfumadas e lustres reluzentes. Pôsteres de joias brilhantes colocadas displicentemente sobre veludo negro. 
Havia muitos instantâneos de mulheres olhando de maneira sonhadora para anéis de noivado, acompanhadas por seus lindos noivos. Havia até um pôster dela inclinada de modo pensativo a uma muralha e fitando a distância com um pesado relógio de platina no pulso. Jessica relanceou um olhar breve para o pôster. 
Qualquer um que olhasse para a cena ali pensaria que a mulher com a camisa leve e cabelo brilhante preso em um rabo de cavalo tinha uma vida totalmente tranquila e bem resolvida. Jessica sorriu com frieza. Quem dissera que a câmera nunca mentia se enganara muito.
Fitando suas botas de couro claro, que, por milagre, haviam sobrevivido à viagem da Cornualha sem ficarem manchadas, encaminhou-se para a recepção onde a recepcionista usava uma blusa decotada. Jessica piscou diversas vezes. Tinha certeza de que sentia cheiro de lustra-móveis misturado ao aroma de gardênia das velas. Mesmo o enorme arranjo de rosas sobre a mesa de tampo de vidro parecia diferente, uma novidade.
— Olá, Suzy — saudou Jessica, inclinando-se para cheirar uma das rosas e descobrindo que não havia fragrância nenhuma. — Tenho uma reunião às 15h.
Suzy checou a tela do computador e sorriu.
— Isso mesmo. É bom vê-la, Jessica.
— É bom estar aqui — retrucou Jessica, embora não fosse totalmente verdade. Sua vida no campo tomava muito tempo e apenas vinha a Londres quando necessário. Hoje parecia ser uma dessas ocasiões... Fora chamada por um enigmático e-mail que provocara mais perguntas que respostas e a deixara um pouco confusa.
Por isso, abandonara seus jeans e suéteres, e ali estava com roupas da cidade e o sorriso sereno que esperavam dela. Mesmo se no íntimo seu coração doesse porque Hannah partira... Bem, em breve, teria que aprender a conviver com isso. Já lidara com coisas piores.
Sacudindo gotas de chuva da capa, murmurou:
— Por acaso sabe o que está acontecendo? Por que fui chamada aqui de improviso? Só devo começar a fazer o novo catálogo no início do verão.
Suzy olhou de um lado para o outro como se já tivesse assistido a muitos filmes de detetive.
— Na verdade, sei. — Pausa para causar impacto. — Temos um novo patrão.
Jessica permaneceu sorrindo.
— Sério? É a primeira vez que ouço isso.
— Ah, não poderia ter ouvido mesmo. Foi uma grande compra de controle acionário... muito na surdina. O novo dono é grego. Muito grego. Um playboy — explicou Suzy em poucas palavras. — E muito perigoso.
Jessica sentiu o cabelinho na nuca eriçar como se encostassem dedos de gelo ali. Não deveria se abalar ao ouvir a palavra grego, porém se abalou. Não foi tão ruim como antes, porém nunca conseguia escutar uma menção sobre a Grécia sem que o coração acelerasse. Era como um cão com reflexos condicionados que salivava sempre que tocavam um sino. Um cão idiota que esperava ser alimentado, mas que apenas recebia uma tigela vazia. E era muito triste. Fitou Suzy e disse com displicência:
— Verdade? Perigoso tipo fanfarrão?
Suzy balançou a cabeça de cabelo ruivo.
— Tipo muito sensual e que sabe disso.
 

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Verdade Revelada

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 


Um presente irrecusável.

O bilionário Niccolò da Conti tem tudo o que um homem sonha: dinheiro, carros e um império. 
Porém, a tentadora Alannah Collins desperta seu lado mais possessivo. 
Ele a contratará para seduzi-la. Depois, riscará o nome dela de sua lista de desejos. 
Alannah conhece bem os perigos de trabalhar com um siciliano tão sensual, mas a oferta de alavancar seus negócios era boa demais para ser recusada. 
Contudo, todas as defesas dela são ameaçadas pela sedução implacável de Niccolò. Será que Alannah conseguirá impedir que ele desvende as verdades que ela tenta esconder?

Capítulo Um

Niccolò da Conti detestava casamentos, Natal e amor: mas principalmente detestava quando as pessoas não faziam o que a desejava.
Um sentimento pouco familiar de frustração o fez abafar uma exclamação deselegante enquanto andava de um lado para o outro na ampla suíte do hotel nova-iorquino. Lá fora, arranha-céus e estrelas brilhavam contra o azul do céu que escurecia, embora não fossem tão luminosos quanto as luzes de Natal que já enfeitavam a cidade.
Mas Niccolò estava alheio à atmosfera de festa, e até a investida daquele período tão detestado do ano. Só conseguia pensar na única irmã e imaginar o motivo que a fazia ser tão infernalmente desobediente.
— Não quero — disse, com a respiração curta, na tentativa de controlar sua irritação crescente — uma modelo de topless fazendo o papel de sua madrinha de casamento. Trabalhei arduamente e por muito tempo para estabelecer algum grau de respeitabilidade na sua vida, Michela. Você entende o que estou dizendo? Não posso deixar que aconteça, e mais do que isso: não vou permitir que aconteça.
Do outro lado da suíte de cobertura luxuosa, a expressão de Michela não se modificou enquanto o encarava.
— Mas você não pode me impedir de escolhê-la, Niccolò — disse, teimosa. — Sou a noiva e a decisão é minha. É isso.
— Você acha? — A boca dele enrijeceu e ele sentiu outra onda de raiva. — Poderia me recusar a pagar por esse casamento, para começar.
— Mas o homem com quem vou casar é rico o suficiente para arcar com o custo do casamento, caso você decida tomar uma decisão drástica. — Michela hesitou. — Embora tenha certeza que você não quer que o mundo saiba que Niccolò da Conti recusou-se a financiar o casamento da sua única irmã, apenas porque não aprovou sua escolha de madrinha. Não seria levar isso longe demais no mundo moderno, mesmo para um homem tão antiquado quanto você?
Niccolò flexionou e relaxou os dedos, desejando que houvesse um saco de pancadas por perto em que pudesse aliviar sua frustração crescente. O mundo normalmente funcionava de acordo com seus desejos e não estava acostumado a tê-los questionados. Já era ruim o suficiente que Alekto Sarantos estivesse agindo como uma prima donna...sem ter de lidar com a situação explosiva de ter Alannah Collins ali.
Sua boca assumiu uma expressão irritada enquanto pensava sobre a irmã e os sacrifícios que fizera. Por tempo demais, lutara para manter o pequeno núcleo familiar deles intacto, e ainda não estava preparado para entregar o controle que tinha sobre ela. 
Porque hábitos antigos custam a morrer. Enfrentara a vergonha e a tragédia e as dispensara. Protegera Michela o quanto pôde, e agora ela ia se casar, o que a deixaria em uma boa situação para o resto da vida. Sua seleção cuidadosa dos possíveis pretendentes tinha dado certo, e ela estava prestes a entrar em uma das famílias ítalo-americanas mais poderosas de Nova York.
Ela teria a respeitabilidade que o irmão sempre almejara para ela e nada macularia a ocasião. Nada nem ninguém. Especialmente não Alannah Collins.
Até a lembrança da vadiazinha namoradeira fazia seu corpo reagir de uma forma complicada, que ele achava difícil de controlar... E ele era um homem que se orgulhava do seu autocontrole. Uma combinação poderosa de desejo e ressentimento o invadiu, embora a emoção dominante fosse a raiva, e foi nela que se agarrou.
— Não posso acreditar que ela tenha tido a audácia de mostrar a cara — rosnou. — Não consigo nem acreditar que está aqui.
— Bem, ela está. Eu a convidei.
— Pensei que você não a encontrara desde que eu tirei você daquela escola horrorosa.
Michela hesitou.
— Na verdade, nós...

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Acordo Ultrajante

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Grávida do bilionário!

Assim que Ellie Brooks conheceu o magnata Alek Sarantos, sua vida saiu dos trilhos. 
Primeiro, foi demitida. Depois, descobriu que estava grávida dele! 
Aquela era para ser apenas uma noite apaixonante. Porém, Ellie reaparece exigindo que Alek se case com ela e faça do filho um herdeiro legítimo. Mesmo chocado, Alek aceita a proposta. 
Imersa em um mundo ao qual não pertence, ao lado de um marido que não deve desejar, Ellie pensa em voltar atrás. 
Até que um chute dentro de sua barriga a lembra o motivo pelo qual fizera um pacto com um grego malicioso: seu bebê!

Capítulo Um

Ele a desejava. Tanto que era quase capaz de sentir o gosto do desejo.
Alek Sarantos sentiu a força do desejo enquanto tamborilava os dedos na toalha de linho. As velas tremeluziam sob a brisa. Um forte perfume de rosas impregnava o ar. Mudou de posição, mas não conseguiu ficar à vontade.
Estava inquieto. Mais que inquieto.
Talvez a ideia de voltar ao ritmo alucinado de sua vida em Londres tivesse aumentado seu desejo sexual, que corria em suas veias como mel grosso e doce. A garganta apertou. Ou talvez fosse simplesmente ela a responsável por tamanho desejo.
Observou quando a mulher atravessou o terreno gramado em sua direção, esbarrando nas flores que brilhavam como discos pálidos sob a luz fraca do sol vespertino. A lua cheia iluminou o corpo vestido com uma camisa branca simples por dentro de uma saia escura que parecia, no mínimo, um número menor que o dela. O avental ressaltava seus quadris. Tudo parecia macio, pensou. Pele macia. Corpo macio. O cabelo farto preso semelhante à seda descia-lhe pelas costas.
Seu tesão era insistente — seu membro duro, embora ela não fosse seu tipo. Definitivamente não. Em geral, não ficava excitado diante de garçonetes curvilíneas com sorrisos amáveis. Gostava de mulheres esbeltas e independentes, não ligeiramente arredondas. Gostava de mulheres de olhares duros que desciam as calcinhas sem questionar e com facilidade. Mulheres que aceitavam seus termos, que não deixavam margem para manobras. Termos que ajudaram a alcançar seu posto de homem influente e que lhe permitiam um estilo de vida livre de um compromisso com uma mulher ou com uma família. Porque não queria compromissos. Evitava qualquer mulher que suspeitasse ser meiga, carente ou doce. A doçura não era uma qualidade que exigisse das parceiras na cama.
Então por que babava por alguém que deslizava pela sua visão periférica a semana inteira, como uma ameixa prestes a cair da árvore? Tinha a ver com seu avental, talvez. Algum fetiche com uniforme que despertava fantasias eróticas em sua cabeça?
— Seu café, senhor.
Mesmo sua voz era macia. Lembrou-se de ter ouvido a cadência baixa e musical quando ela confortara uma criança que tinha machucado o joelho em uma das trilhas cobertas de cascalho. Alek voltava de uma partida de tênis com o professor do hotel, quando a vira ajoelhar-se ao lado do menino, exalando ternura. Ela enxugara o sangue com o lenço enquanto a babá, pálida como cera, ficara parada ao lado. Ao virar a cabeça, a jovem tinha visto Alek. Pedira-lhe que entrasse e buscasse uma caixa de primeiros socorros na voz mais calma que ele já ouvira. E ele obedecera. O homem acostumado a dar, e não a receber, ordens retornara com a caixa e sentiu um violento soco no estômago ao ver o menino lançar para ela, os olhinhos marejados de lágrimas, um olhar de total confiança.
Agora ela se curvava enquanto colocava a xícara de chá sobre a mesa, atraindo-lhe a atenção para os seios espremidos na camisa. Meu Deus, que seios! 

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

O Despertar da Tentação

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Um chefe tentador.

Enquanto se recupera de um grave acidente, Luis Martinez fica entediado, irritadiço e frustrado. Cansado dos enfermeiros a sua volta, decide demitir todos. Sua recuperação ficará a cargo da doce governanta. Carly Conner passou a vida tentando não ser notada. Mas agora que seu chefe a vê de forma diferente, o clima de sedução é inegável. 

Juntos em um cenário romântico, Carly não sabe quanto tempo mais conseguirá resistir à tentação de render-se aos encantos de Luis.

Capítulo Um

Os dedos de Carly pararam quando a voz zangada ecoou pela casa como um trovão baixo.
— Carly!
Ela olhou para o amido de milho, que tinha se alojado embaixo de suas unhas.
E agora?
Ela supôs que poderia tentar ignorá-lo, mas de que adiantaria? Quando seu chefe mal-humorado e brilhante queria alguma coisa, ele queria dez minutos atrás; de preferência antes. Ele era motivado, comprometido e determinado... ainda que operando a cinquenta por cento de sua capacidade usual. Cinquenta por cento da capacidade de Luis Martinez equivalia a cem por cento da capacidade da maioria dos homens.
Ela fez uma careta. Ele já não perturbara sua paz o suficiente durante as últimas semanas, com suas ordens incessantes e seu gênio ruim? Carly supunha que ele tinha uma boa razão para estar mais exigente do que o normal, mas mesmo assim... Ela perdera a conta do número de vezes que fora forçada a morder a língua diante dos comandos arrogantes de seu chefe. Talvez, se ela fingisse que não o ouvira, aquela mente de mercúrio de Luis se focaria em alguma outra coisa. Talvez, se ela desejasse com força o bastante, ele iria embora e a deixaria em paz.
De preferência, para sempre.
— Carly!
Talvez não. O grito era mais impaciente agora, então ela tirou seu avental e soltou o rabo de cavalo. Rapidamente lavando as mãos, Carly dirigiu-se à academia de ginástica nos fundos da casa, onde Luis Enrique Gabriel Martinez estava atualmente fazendo outra sessão de reabilitação com sua fisioterapeuta.
Ou melhor, reabilitação que ele deveria estar fazendo, devido ao acidente de carro, ao qual, segundo todos diziam, ele tivera sorte de sobreviver. Ultimamente, Carly imaginava se as sessões diárias haviam atravessado a fronteira do profissional para o pessoal. O que talvez explicasse por que a fisioterapeuta subitamente começara adicionar uma quantidade considerável de maquiagem e de perfume, antes de suas visitas. Mas isso era compreensível, não era? Luis tinha alguma coisa especial no que dizia respeito às mulheres. Algo a ver com sua aparência sexy dos sul-americanos e um apetite insaciável pela vida, que frequentemente convidava perigo.
Luis chegava, via e conquistava... embora não necessariamente nessa ordem. Ele tinha uma habilidade incrível de encantar as mulheres e fazer com que elas se apaixonassem, mesmo se estivesse deitado numa cama de hospital, na ocasião. Metade das enfermeiras que tratara dele não aparecera lá, depois que ele recebera alta? Elas haviam chegado com sorrisos nervosos e cachos de uva... juntamente com alguma desculpa esfarrapada do motivo pelo qual estavam visitando. Contudo, Carly soubera exatamente o motivo daquelas visitas. Um bilionário muito sexy era um alvo irresistível, embora, para sua surpresa, Luis não lhes dera muita atenção... nem mesmo para a loira platinada com pernas absurdamente longas.
Carly estava grata por ser uma das poucas mulheres imunes ao charme do argentino, mesmo se a verdade disso fosse que ele nunca tentara usar seu charme com ela. Talvez, essa fosse uma das vantagens em ser conhecida como uma “garota comum” dedicada... que o deus do sexo que era seu chefe a olhasse como se você fosse uma parte do papel de parede. O que deixava Carly livre para fazer seu trabalho e lutar por um futuro melhor. E para lembrar a si mesma das muitas qualidades negativas de Luis: egoísmo, impaciência e desrespeito por sua própria segurança... assim como seu hábito irritante de deixar pequenas xícaras de café expresso pela casa inteira, as quais ela sempre achava nos lugares mais inesperados.
Carly chegou à academia de ginástica e hesitou por um momento, pensando se não seria melhor esperar até que ele terminasse sua massagem.
— Carly!
Ele a ouvira se aproximando, mesmo se, naqueles tênis velhos, seus passos fossem praticamente silenciosos? Diziam que os sentidos de Luis Martinez eram tão poderosos quanto seus carros, e um dos motivos pelos quais ele dominara a cena de corridas de carro por tanto tempo.
Ela ainda hesitou.
— Carly, pare de ficar enrolando do lado de fora da porta e entre!

domingo, 12 de julho de 2015

Paixão à Prova

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Uma nova chance?

Xenon Kanellis abomina erros, e divórcio é um dos mais imperdoáveis! Mas ele precisa não só reconquistar sua esposa, como também trazê-la de volta ao lugar que ela pertence. Em desespero, Lexi Kanellis necessita da ajuda do marido. Se quiser salvar a vida de seu irmão, terá de encenar o papel da esposa perfeita por mais algumas semanas. Juntos em uma ilha paradisíaca, Xenon e Lexi sucumbem ao fogo de uma paixão que acharam ter esvanecido. 

Mas nem mesmo o intenso desejo será capaz de sobrepujar o motivo que outrora os separou...

Capítulo Um

Por que não estivera mais atenta? Por que não prestara atenção ao ruído dos passos no cascalho?
Se não estivesse pensando em brincos de prata, daqueles que brilham quando a luz se reflete neles, talvez não tivesse ido abrir a porta ao ouvir a campainha. Contudo, como estava distraída, abriu e deu de cara com o marido, de quem estava separada há algum tempo.
A presença dele era esmagadora. Parecia absorver toda a luz à volta.
Lexi sentiu um aperto no coração. Na última vez que o vira, ele estava fazendo o nó da gravata, com os dedos trêmulos de raiva. Uma gravata azul, tal qual os olhos dele.
Ela sentiu a chama daqueles olhos percorrer todo o seu corpo. Estava despindo-a com o olhar. Ele não lhe dissera uma vez que, quando um homem olhava assim para uma mulher, estava imaginando como seria fazer amor com ela? E ela acreditara porque, naquela época, era inexperiente, e Xenon, um perito em sedução.
Por que veio me visitar?, interrogou-se ela, sentindo o pulso acelerado.
Lexi se sentiu incomodada por não ter escovado o cabelo. Não porque queria impressioná-lo, mas por amor-próprio. Xenon pareceu surpreso. Com certeza já não era a mesma de quando se casaram. Atualmente, vestia-se como a maioria das mulheres e fazia o mesmo que elas. Não usava peças de alta-costura nem tinha carros esportivos. Não frequentava salões de beleza para ricos.
Ele, é evidente, estava impecável como sempre.
Xenon Kanellis, 1,87 metro, olhos azuis. Um homem moreno e poderoso, cujo nome era conhecido em toda a Grécia. Um homem cujo rosto moreno revelava uma beleza dura. Um homem que ela não queria voltar a ver.
— Xenon...

sábado, 31 de janeiro de 2015

Paixão da Cor do Mar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Casa Real Cacciatore







Parecia cena de filme! 

Quem era aquele homem belo e forte que salvou Ella de uma situação complicada e a amou de forma incrível por toda a noite?
Nicolo, príncipe da ilha mediterrânea de Mardivino. Mas Ella é uma garota comum e sabe que só poderia ser a princesa dele por um dia...
Até receber ordens reais de se tornar amante de Nicolo!


Capítulo Um

Foi apenas um borrão branco contra um fundo interminável de safira que pareceu cortar o oceano, mas o sol ofuscante a impedia de enxergar com clareza. Ella fechou os olhos com força a fim de protegê-los. Talvez fosse imaginação sua. Como uma pessoa diante da miragem de um oásis no deserto, talvez a sua mente tivesse conjurado uma imagem no mar vazio ao redor. Algum sinal de vida além das aves que sobrevoavam o céu de um azul tão intenso quanto o das águas abaixo.
— Mark. — Emitiu o nome que lhe soava pouco familiar com lábios tão secos que era como se nunca tivessem provado líquido algum antes.
— Mark, você está aí? — Vasculhou a mente em busca do nome de uma das mulheres.
— Helen! Não houve resposta, contudo, e talvez aquilo não fosse de surpreender, pois o ruído alto da música proveniente da cabine encobria suas débeis palavras. Ouviu o riso abafado de uma garota que parecia embriagada vindo de algum ponto abaixo. Soltou um gemido. Há quanto tempo não bebia nada?
Sabia que devia ir tomar um pouco de água, mas tinha a sensação de que as pernas estavam pesadas como chumbo. Tentou erguer a mão para afastar o cabelo úmido do rosto, mas não conseguiu. Morreria. Sabia disso. Sentia as forças se esvaindo de seu corpo. Os ouvidos zumbiam, e as batidas do coração estavam fracas, mas ainda eram presentes. A pele queimava.
Abaixo, o interior fresco e escuro da cabine a atraía, porém um instinto ainda mais forte do que a necessidade de se livrar do sol impiedoso impeliu-a a resistir. Lá embaixo, reinava o caos e não havia chance de escapar, mas ao menos ali no convés talvez alguém a visse. Os olhos começaram a se fechar. Deus do céu, alguém precisava vê-la... Com a brisa soprando no cabelo escuro e o corpo atlético relaxado, Nico olhava para o horizonte.
Estreitou os olhos de repente, quando algo lhe chamou a atenção. Seria um barco? Mas não podia haver nenhum ali. Não nas águas protegidas daquele lado de Mardivino. Ele apertou os lábios. Seriam piratas dos tempos modernos? Estariam em busca de acesso ao paraíso fiscal guardado tão bem pelos extremamente ricos? A ilha tinha um longo passado de cerco por parte de caçadores de recompensa e dos seus companheiros dos tempos atuais
— os paparazzi. Seu semblante endureceu.
Onde estava a Guarda Costeira quando se precisava dela? A faceta aventureira de sua personalidade, contudo, causou-lhe uma onda de euforia. Ignorando o perigo em potencial para si mesmo, achando-o quase bem-vindo, acelerou o jet ski e cortou o mar na direção do barco que oscilava ao sabor das ondas. 


Série Casa Real de Cacciatore
1 -Paixão Cor do Mar
2 - Amor da Cor do Pecado
3 - Desejo da Cor do Sonho

Amor da Cor do Pecado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Casa Real Cacciatore
Eles dividiam noites apaixonadas em hotéis 

de luxo sempre que estavam na mesma cidade – Londres, Paris, Nova York… E, apesar de seus sentimentos por Guido, Lucy sabia seu lugar: era apenas sua amante. 
Ela não deveria se aproximar muito, ou dizer “Eu amo você”. 
Nem engravidar, mas… aconteceu.

 
Capítulo Um

Guido olhou para o relógio e contraiu os lábios sensuais com uma expressão de desagrado. Ela estava atrasada! A sua irritação deu lugar a um sorriso, quando ele pensou nos prazeres que o esperavam Lucy não tinha culpa do atraso do vôo. 
Nem sabia que ele estaria à sua espera. Ele imaginou qual seria a sua reação ao vê-lo, porque ela era um espécime único entre as mulheres: sempre o surpreendia. O painel de chegadas anunciava que o avião já pousara. Logo, a tripulação entraria no saguão... Guido arregalou os olhos ao perceber que uma mulher olhava para ele como se quisesse devorá-lo. 
Concluiu que a previsibilidade era algo entediante e voltou-se para o outro lado a tempo de ver o brilho castanho-avermelhado da cabeleira da mulher que se aproximava do portão. A maior parte de seus cabelos estava escondida sob um elegante chapeuzinho, mas o seu tom fazia com que ela se destacasse, assim como a maneira graciosa com que ela se movimentava. 
Ela vestia um uniforme azul-marinho e usava meias de seda, que ele tinha certeza de não serem meias-calças. Guido imaginou se as meias de liga deixariam uma mulher diferente. A sensação do ar fresco entre as coxas a deixaria consciente da própria sexualidade? Ou aquilo seria algo inerente à natureza de Lucy? Não: ela era puro contraste. Um contraste enlouquecedor e excitante entre aparência e atitude. 
Seus cabelos pareciam estar em chamas, mas o seu rosto demonstrava indiferença, enquanto ela seguia em frente como se não notasse que os homens paravam para lhe dar passagem e que a seguiam com um olhar devorador. Guido sentiu uma pontada de desejo, mas não se mexeu. Ela ainda não o vira, e ele queria ver a reação que teria quando o visse... À sua frente, Lucy via a multidão que se movimentava. 
O ar refrigerado atingia a sua pele como se fosse água gelada. Aquela cidade lhe trazia todos os tipos de lembranças. Algumas, boas; outras, perigosamente deliciosas. Olá, Nova York, ela pensou. 
— Você vai diretamente para o hotel? — perguntou Kitty. Lucy se voltou, viu sua colega aeromoça aplicando uma camada de batom sem usar o espelho e fez um gesto, indicando que ela havia borrado a boca. 
— Sim, por que não? 
— Eu não sabia se você iria ou não se encontrar com o seu príncipe. — Kitty sorriu com malícia e limpou o batom A ênfase na palavra já se tornara comum, e Lucy acabara por se habituar à provocação que, de início, não soubera como enfrentar.

Série Casa Real de Cacciatore
1 -Paixão Cor do Mar
2 - Amor da Cor do Pecado
3 -  Desejo da Cor do Sonho

Desejo da Cor do Sonho

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Casa Real de Cacciatore
O príncipe Gianferro Cacciatore,

herdeiro do trono de Mardivino precisa de uma esposa. Seu pai, o rei, está morrendo. 
Millie de Vere é jovem, inocente e de uma aristocrática família inglesa com conexões com a realeza. 
O noivado é anunciado. Millie se casará com o príncipe que sempre desejou.




Capítulo Um

Gianferro sempre soube escolher muito bem as suas companhias. Ele procurava beleza e inteligência nas mulheres com as quais se envolvia, mas, acima de tudo, procurava discrição, e por razões óbvias. 
Desde os 17 anos de idade, nunca lhe faltou uma fila de candidatas para ocupar um posto não oficial em sua vida... mas isso não deveria ser surpresa para ninguém. Mesmo descontando os seus lindos olhos negros e o seu rosto perfeito, além do seu corpo bem torneado e musculoso, nenhuma mulher do mundo negaria passar um tempo ao lado do príncipe do reino de Mardivino.
Especialmente um príncipe que, algum dia, seria o rei de Mardivino, a maravilhosa ilha do mar Mediterrâneo na qual a sua família reinava desde o século XIII. Um príncipe dono de palácios, aviões e carros velozes, bem como de uma série de cavalos mundialmente famosos por suas destrezas. Uma riqueza sem precedentes estava ao alcance do príncipe Gianferro. 
E quem culparia as mulheres que sonhavam em ter aquelas lindas e bronzeadas mãos passeando pelos seus corpos? Porém, naquele momento, a sua busca era outra, diferente, mais desencorajadora... até mesmo para ele. À sua frente estava provavelmente a decisão mais importante de sua vida. E ele não poderia continuar adiando o inevitável. Ele não buscava uma acompanhante, mas sim uma noiva. E a sua escolha tinha que ser certeira. 
Os seus dois irmãos estavam casados e já tinham filhos, e aí morava o perigo. Só havia uma única maneira de que a sua linhagem continuasse ocupando o trono de Mardivino. Ele precisava se casar. Precisava ter um filho legítimo. O seu coração batia pesado enquanto ele dava uma olhada ao seu redor, observando o quarto que recebera na noite anterior, quando chegara por ali. A arquitetura era muito diferente da que poderia ser vista no seu palácio, o famoso Palácio Arco-Íris de Mardivino, mas ainda assim era um quarto muito bonito. 
Ele deu mais uma olhada ao seu redor. Sim, aquele era um quarto muito, muito inglês. As enormes janelas eram compostas de milhares de painéis que atraíam e refletiam a luz sob vários ângulos diferentes... por outro lado, o interior do quarto parecia tão arejado quanto uma gaiola. No entanto... e ele abriu um leve sorriso... aquela era uma gaiola da qual ele dificilmente ficaria livre. 
Caius Hall, aquela maravilhosa casa inglesa do século XVI, era o lar das irmãs Vere, e ele pretendia se casar com a mais velha das duas. Lady Lucinda de Vere, mais conhecida como Lulu, era tudo o que ele buscava em uma mulher. O seu sangue era puro como o dele e, ainda por cima, ela adicionaria uma dose de cabelos loiros e muita beleza à equação.

Série Casa Real de Cacciatore
1 -Paixão Cor do Mar
2 - Amor da Cor do Pecado
3 -  Desejo da Cor do Sonho

domingo, 7 de setembro de 2014

Desilusão no Deserto

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 



Presa a uma vida de restrições e regras, a princesa Leila de Qurhah se sente como uma marionete nas mãos de seu irmão, o sultão.

Ela está desesperada para conquistar sua liberdade, e apenas um homem possui a chave capaz destrancar a gaiola de ouro…
Ao chegar no deserto de Qurhah, a última coisa que o magnata da publicidade Gabe Steel esperava encontrar em seu quarto era uma bela estranha exigindo um emprego.
Encantado com a inocência de sua beleza inebriante, Gabe não sabe que Leila é oriunda da realeza, nem o quanto terá que sacrificar por não resistir à tentação!

Capítulo Um

Gabe Steel estava nu quando ouviu uma batida à porta. Pegou a toalha e fez uma careta. Queria paz. Não, ele precisava de paz. Tinha ido para aquela cidade estranha por diversas razões, mas nenhuma delas incluía ser perturbado quando acabara de sair do banho. 
Pensou na luz da primavera fria que deixara para trás, na Inglaterra. No jeito que aquilo ainda podia apertar seu coração com dor nesta época do ano. Pensou em como a culpa nunca o abandonava, independentemente do quanto tentasse enterrá-la. Se arranhasse a superfície, era sempre possível trazer à tona coisas que não queria. Motivo pelo qual ele não arranhava. Nunca. Mas, às vezes, não é possível escapar, por mais que se tente.
Um membro da sua equipe não enviara alguém mais cedo, perguntando se Gabe gostaria de algum arranjo especial para seu aniversário? Ele se perguntara como as pessoas ali sabiam que era seu aniversário... até que percebeu que elas tinham visto seu passaporte quando ele fizera o check-in, no dia anterior. Gabe ficou imóvel e escutou. 
A batida à porta parara, e tudo estava silencioso novamente. Começou a enxugar uma das coxas quando o som voltou, mais urgente, desta vez. Em qualquer outra hora, e em qualquer outro lugar, ele teria ignorado o chamado indesejado e continuado com o que estava fazendo. Mas reconhecia que essas não eram circunstâncias normais. Nunca tinha sido hóspede de um membro de uma família real. Correção, o chefe de uma família real. Nunca trabalhara para um sultão, um homem que reinava um dos países mais ricos do mundo, e que já mostrara a Gabe uma quantidade generosa de hospitalidade. 
E talvez fosse isso que estivesse começando a irritá-lo, porque ele não gostava de receber muita atenção de ninguém. Praguejando baixinho, Gabe enrolou a toalha ao redor dos quadris e atravessou um quarto tão grande que a caminhada poderia quase ser qualificada como um exercício físico. Ele ficara hospedado em lugares incríveis, e o próprio apartamento em Londres era maravilhoso. Mas tinha de admitir que essa suíte de cobertura no hotel mais fino de Qurhah levava o luxo para um nível inteiramente novo. 
As batidas continuaram, um som baixo e persistente que ele achou impossível ignorar. Impaciente, abriu a porta e encontrou uma mulher parada ali. Ou melhor, uma mulher fazendo o possível para não parecer uma mulher. Alta e magra, o corpo estava totalmente coberto, e as feições, sombreadas. Ela carregava uma pasta e usava uma capa de chuva sobre uma calça jeans, com um chapéu com a aba abaixada sobre o rosto. 
A aparência era tão andrógena que ela quase podia ter sido confundida com um homem Mas Gabe conseguia sentir o aroma de uma mulher num quarto escuro, mesmo se ela não estivesse usando perfume. Era especialista no que dizia respeito ao sexo oposto, mesmo que sua especialidade não fosse mais longe do que no aspecto físico. 

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Desafio no Deserto

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 

A mão de Sara Williams foi vendida em casamento para o pagamento de uma dívida. 

Mas ela está determinada a não se tornar esposa de ninguém! 
O diplomata Suleiman Abd Al-Aziz precisa acompanhá-la até seu destino no deserto.
 A única arma de Sara é a sedução, e se ela tiver que utilizá-la para se livrar de uma união indesejada, a resistência de Suleiman será posta à prova! 



Capítulo Um 

— Há um homem na recepção, lá embaixo, que quer falar com você. 
— Quem é? — questionou Sara, não se incomodando em levantar a cabeça do desenho que estava entretendo-a no momento. 
— Ele não disse. Com isso, Sara ergueu os olhos para encontrar Alice, a estagiária da agência, fitando-a com uma estranha expressão. Alice era jovem e muito entusiasmada, mas no momento, o rosto dela revelava excitação e incredulidade como se Papai Noel tivesse chegado mais cedo com um exército de renas. 
— É véspera de Natal e já é tarde — disse Sara olhando pela janela para o céu acinzentado. Sem neve, infelizmente. Apenas alguns pingos de chuva espalhados contra o vidro. Pena. 
Neve teria ajudado a melhorar seu humor, a mudar o sentimento inevitável de não adaptação, o qual sempre a envolvia nesta época do ano. Ela nunca achara fácil apreciar o Natal um dos motivos pelos quais tendia a ignorar o feriado até que acabasse. Forçou um sorriso tentando absorver o humor alegre de Alice. 
— E, muito em breve, eu estarei arrumando minhas coisas e indo para casa. Se for um vendedor, não estou interessada, e se for qualquer outra pessoa, diga-lhe para marcar uma hora comigo no próximo ano. 
— Ele disse que não vai embora até que você o receba — murmurou Alice. 
Sara pôs a caneta sobre a mesa, com dedos que, irritantemente, tinham começado a tremer, dizendo a si mesma para não ser tola. Que estava segura ali, naquela sala clara e aberta da agência de publicidade onde trabalhava. Que não havia motivo para o pressentimento que começava a arrepiar sua pele. Mas é claro, havia. 
— Como assim... ele não vai embora? — Demandou ela tentando controlar o pânico. — O que ele disse exatamente? 
— Que quer falar com você — repetiu Alice, e agora fez uma careta que Sara nunca vira antes. — E que anseia por alguns minutos de seu tempo. 
Anseia. A palavra gelou Sara por dentro. Nenhum inglês moderno teria usado uma palavra como esta. Ela sentiu como se uma mão fria estivesse apertando seu coração.
— Como ... Como ele é? — perguntou ela com voz rouca. Alice brincou com o pendente no pescoço numa demonstração inconsciente de percepção sexual. 
— Ele é. Bem, ele é inacreditável. Não apenas por causa da aparência física. Embora ele deva se exercitar sem parar para ter um corpo como aquele... contudo mais. — A voz dela falhou. 
— Bem, são os olhos dele, na verdade. 
— O que tem os olhos dele? — Perguntou Sara sentindo sua pulsação começar a disparar. 
— Eles são pretos. Muito pretos. Como o céu, quando não há lua ou estrelas.



domingo, 11 de maio de 2014

Escandalos Segredos e Surpresas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO








Uma noite de pecado… 

Um grande escândalo!
Dante D'Arezzo é a última pessoa que a compositora Justina Perry quer ver no casamento de sua melhor amiga.
Sexy e implacável, ele já partiu o coração de Justina uma vez, e ela não cederá ao desejo insaciável dele de novo. Mas Dante sempre atinge seus objetivos…
E quando a gravidez de Justina chega às páginas dos jornais, ele sabe que é o pai.
Pior: fará com que ela pague por ter mantido em segredo seu estado. Agora, a srta. Autossuficiente está prestes a se tornar dependente… de Dante!

Capítulo Um

Dante D’Arezzo soube o momento exato em que sua ex-noiva entrou na catedral. Sentiu o silêncio que se instalou ali e os murmúrios que se seguiram.
— Olhe, lá está Justina Perry.
E a reação de todos, murmurada e do tipo:
— Oh! Uau!
Com o coração na boca, Dante sentiu que as pessoas viravam a cabeça para olhá-la e ver se havia mudado; queriam averiguar se já tinha rugas no rosto... ou se não haviam sido tiradas por cirurgia plástica. Queriam ver se estava mais gorda. Ou mais magra. Desejavam tomar conhecimento sobre tudo a seu respeito, porque ela já fora famosa, e o famoso era escravo do público.
Dante sabia disso, sabia muito bem. Então não ficara à sombra observando e aprendendo sobre o lado escuro da fama? O modo como corrompia e tomava conta da vida normal como se fosse um ácido maligno?
Seu corpo musculoso ficou tenso enquanto observava Justina avançar pela Catedral de Norwich, onde em breve se realizaria o casamento da ex- companheira de banda de Justina.
O cabelo negro dela estava preso em um coque elaborado, e ela usava um vestido de cetim claro de inspiração oriental com dragões e flores bordados.
À primeira vista, o vestido parecia falsamente simples... até que Justina se movia e deixava ver os sapatos de saltos muito altos e a fenda que revelava uma perna bem torneada até a coxa.
Ele sentiu uma onda de desejo seguida por raiva. Então ela continuava gostando de se exibir como uma vagabunda qualquer? Ainda gostava de saber que os homens a fitavam... e que fantasiavam com seu corpo tentador e o rosto de anjo mau?
Justina ocupou seu lugar em uma das primeiras filas, virando-se com um sorriso para a pessoa ao lado.
A última vez que Dante a vira fora cinco longos anos atrás... mais do que o suficiente para se tornar imune ao seu fascínio. Então por que seu coração batia tão forte? Por que estava tão excitado?
Tentou pensar em outra coisa quando a cerimônia do casamento teve início... contudo não era fácil. Não quando o casamento parecia ser mais longo do que deveria ser... talvez pelo fato de o noivo ser um duque. Dante era sempre impecável nessas cerimônias, mas nesse dia seu pensamento estava voltado para Justina.
Imaginou Justina sob seu corpo em uma cama de lençóis imaculadamente brancos em que sua pele branca reluzia como opala.
Justina com seu cabelo de ébano, pele perfumada como uma flor e olhos cor de âmbar.
Ele lembrava os seios pequenos, que cabiam na mão de um homem O desejo que sempre sentira por ela. Das noites de delírio e paixão que haviam compartilhado.
Balançou a cabeça discretamente, pois tais pensamentos o perturbavam; queria esquecer o primeiro e único grande erro que cometera na vida. Seu noivado com Justina Perry fora a única falha em uma vida repleta de sucesso.
Dante era o orgulhoso descendente de uma família nobre da Toscana. Seus ancestrais haviam sido eruditos, soldados e diplomatas...

 

quarta-feira, 26 de março de 2014

Prometida do Sheik

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Adicionar legenda


O sheik Rashid de Quador finalmente está disposto a se casar com sua noiva prometida.

Mas quando Jenna descobre a vida de playboy que ele leva, decide que jamais poderia ser esposa dele. 
Ela precisa encontrar um meio de sair do casamento, por isso finge que não é mais inocente! 
Mas Rashid descobre a armação, e começa a jogar o seu próprio jogo... 


Capítulo Um 

Não era à toa que o homem cuja silhueta se delineava na janela era conhecido como o Leão do Deserto. Sua pele bronzeada brilhava de saúde, e seus cabelos negros eram grossos como uma juba escura. 
A virilidade de seu físico musculoso já deixara inúmeras mulheres suspirando de desejo, e ele possuía a postura, a aparência e a graça leoninas. 
O sheik Rashid de Quador era um homem que poucos ousariam desafiar, e seu humor parecia também com o do leão, lânguido e imperturbável. Porém, no momento seus olhos reluziam com frio desagrado. 
— Repita o que disse, Abdullah — comandou com a voz grave e controlada, que mais parecia um açoite. Seu conselheiro engoliu em seco. 
— Desculpe, Excelência... 
— Repita! Abdullah limpou a garganta. 
— Há... rumores correndo pela cidade, sheik. 
Rashid arqueou as sobrancelhas em uma pergunta muda, mas imperiosa. 
— Ousa me falar sobre rumores? 
— Quando dizem respeito a Vossa Excelência, sim... é necessário que o faça. 
— E? — questionou o sheik. 
— Seu povo está ficando inquieto, sheik. 
Ele arqueou as sobrancelhas de novo e estreitou os olhos. 
— Mais rebeliões a caminho? Insurreições que deverei esmagar? 
— Não, não... nada disso, sheik. Seu povo aceita que o governe com mão de ferro. O povo de Quador vive feliz. Todos comem e moram bem, e a certeza de saber que nossa imagem no mundo moderno é positiva... 
— Chega de elogios! — interrompeu Rashid. 
— Não preciso disso! 
— É claro. — Abdullah suspirou enquanto seu rosto demonstrava a preocupação de alguém prestes a ir ao dentista. 
— O povo de Quador deseja saber por que ainda não arrumou uma... esposa — terminou com um sorriso débil. 
— Uma esposa! — O corpo musculoso de Rashid ficou perigosamente tenso, e seu perfil orgulhoso parecia de pedra. 
— Meu povo não tem o direito de se preocupar com essas coisas! Irei me casar quando chegar a hora... e apenas eu decido quando será esse momento! — Pensou em Jenna, e o brilho feroz de seu olhar de repente se tornou fingidamente aveludado. 
— Mas há algo que ainda não me disse, não é, Abdullah? 
— Sim. — Abdullah tornou a engolir em seco. 
— Repórteres de jornais estrangeiros começaram a se infiltrar na internet... 
— A internet. — resmungou Rashid. 
— A internet não passa de uma máquina do diabo! Deveria ser proibida! 
— Sim, Louvado — concordou Abdullah em tom conciliador - mas se fazemos parte do mundo moderno é impossível deter o progresso!