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quinta-feira, 2 de março de 2017

Trilogia Casamento Do Ano

1- A NOIVA DISSE JAMAIS!
ROMANCE CONTEMPORÂNEO 









Laurel Bennett é uma modelo linda de morrer. Aos trinta e poucos anos, já desistira dos homens. 

Damian Skouras é um empresário nova-iorquino de coração e alma gregos. A atração entre eles chega a gerar faíscas, ainda mais quando uma noite de paixão os leva a um casamento que Laurel não quer, mas que Damian exige. 

Capítulo Um 

Damian Skouras não gostava de casamentos. 
Um homem e uma mulher, diante de um sacerdote, amigos e familiares, fazendo votos de amor e fidelidade que nenhum ser humano era capaz de cumprir, constituía o tema impossível dos romances e contos de fadas para mulheres choramingonas. Com certeza, não retratava a realidade. 
Não obstante, lá estava ele, diante de um altar ornado de flores, ao som estrondoso da Marcha Nupcial de Mendelssohn, assistindo, junto com mais uma centena de pessoas, ao avanço compassado de uma noiva enrubescida em sua direção. 
Era bonita, tinha que reconhecer, mas recordava o velho ditado. Toda noiva é bonita. 
Aquela, majestosa num antiquado vestido de cetim e renda brancos, segurando um buquê de minúsculas orquídeas branco e púrpura, apresentava uma aura que a tornava mais que bela. 
Através do veuzinho diáfano, vislumbrou seu sorriso radiante ao chegar ao altar. 
O pai beijou-a. Ela soltou-lhe o braço e fitou amorosamente o noivo à espera, e Damian agradeceu em silêncio aos deuses de seus ancestrais gregos por não ser ele. Se bem que o fato de ser Nicholas não era menos mau. 
Nick agitou-se, e Damian olhou para o rapaz que estivera sob sua tutela até três anos antes. 
- Tudo bem? - murmurou, vendo-o pálido. O noivo engoliu em seco, movimentando o pomo-de-adão. 
 - Claro. 
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 2- A DIVORCIADA DISSE SIM!








Annie Bennett Cooper e o ex-marido, Chase, não se viam desde o divórcio, havia cinco anos. 

Agora, o casamento da filha os colocava frente a frente. Posso lidar com isso, pensou cada um. 
Mas nem Annie nem Chase imaginavam o que os pais podiam fazer pela felicidade de seus filhos. 
Não imaginavam tampouco, a paixão que ainda ardia entre eles.

Capítulo Um 

Era o dia do casamento da filha e Annie Cooper não conseguia parar de chorar. 
- Só vou retocar a maquiagem, querida - dissera a Dawn, minutos antes, quando as lágrimas começaram a brotar mais uma vez. E lá estava ela, tranca da numa cabine do toalete feminino de uma linda igrejinha antiga Connecticut, com um monte de lenços de papel ensopados na mão. 
- Prometa que não vai chorar, mãe - pedira Dawn, na noite anterior. 
As duas haviam conversado até tarde, tomando chocolate com canela. 
Não tinham sono. Dawn estava muito excitada e Annie quis aproveitar até o último minuto a companhia da filha antes que fosse viver longe dela. 
- Prometo. Logo em seguida; começara a chorar. 
- Ah, mamãe, assim você vai borrar a maquiagem! 
Dawn não se conformava com o fato de a mãe ainda tratá-Ia como se fosse uma adolescente irresponsável. O problema era que Dawn ainda era uma adolescente, pensou Annie, enxugando as lágrimas copiosas. 
Seu bebê tinha apenas dezoito anos. Era jovem demais para se casar. 
Claro que não tivera argumentos para convencer Dawn disso na noite em que ela chegara em casa com um anel de noivado no dedo. 
- E quanto anos você tinha quando se casou? - rebatera a filha. 
A questão encerrara a discussão, pois Annie tivera que admitir: 
- Dezoito, o mesmo que você, e olhe o que aconteceu comigo. Com certeza, o divórcio dos pais não era culpa de Dawn. 
- Ela é muito jovem - sussurrava Annie, enquanto secava as lágrimas,
- É, jovem demais... - Annie? A porta do toalete feminino abriu-se, deixando entrar o som de vozes distantes e música de órgão, que sumiram quando a porta fechou-se novamente. 
- Annie? Você está aí? Era Débora Kent, sua melhor amiga. 
- Não - murmurou Annie, sentindo-se miserável, e reprimiu um soluço. 
- Annie, saia daí - encorajou Deb, gentil. 
- Não. 
- Annie...
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3- O NOIVO DISSE TALVEZ!





















Capítulo Um 

David Chambers sentou-se em um dos últimos bancos na pequena igreja em Connecticut e mostrou-se interessado na farsa que se desenrolava no altar. 
Tinha a impressão de não estar desempenhando bem seu papel, mas, enfim, como poderia? 
Ora, que desatino cometiam! A noiva deslumbrante, o noivo nervoso. 
A profusão de flores que fazia a igreja parecer um funeral, a música melosa, o pastor despejando todas aquelas baboseiras sobre amor, honra e companheirismo... David franziu o cenho e cruzou os braços. 
Era como se assistisse ao segundo ato de uma comédia previsível, cujo final, o divórcio, ainda viria a ser encenado.
- Dawn e Nicholas, hoje vocês iniciam a maior aventura de suas vidas... - dizia o pastor, a voz desprovida de emoção. Ao lado de David, uma mulher de cabelos pretos alvoroçados mantinha uma das mãos sobre o braço do marido e com a outra segurava um lenço. 
Chorava baixinho e parecia estar muito emocionada. David estreitou o olhar. 
Outras mulheres soluçavam também, incluindo a mãe da noiva, que com certeza devia estar mais imune a esse sentimentalismo passageiro. 
Qualquer ser humano com mais de trinta anos devia comportar-se de acordo, pensou, especialmente os divorciados, e eles compareciam em grande número. 
Se fossem convocados a levantar-se, formariam um grupo consistente. 
- Nicholas, você aceita Dawn como sua legítima esposa? - indagou o pastor. A mulher que estava ao lado de David soluçou mais forte. 
Ele lançou-lhe um olhar. As lágrimas rolavam soltas, mas a maquiagem estava intacta. 
Era espantoso como as mulheres vinham preparadas para esses eventos. 
A maquiagem não borrava, o lenço de renda... nunca se via uma mulher com lenço, exceto em casamentos e funerais. 
- Na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza... 


Relançamento
Trilogia Casamento Do Ano
1- A noiva disse jamais!
2- A divorciada disse sim!
3- O noivo disse talvez!

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Leão do Deserto

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
 Série Os Baron

Ele era incrivelmente sedutor! 

E ela tinha uma missão...O sheik Nicholas al Rashid, Leão do Deserto e sublime herdeiro do trono imperial de Quidar, nunca recebera um presente de aniversário tão maravilhoso: uma loira escultural, com o corpo mais perfeito que já vira, capaz de fazer um homem perder a cabeça! 
A luxuosa cobertura na Quinta Avenida era seu território. Ali sua palavra era lei. 
Já que ela era seu presente de aniversário, poderia fazer o que bem entendesse... 
Mas... o que ela estaria fazendo em seu quarto com uma câmara fotográfica nas mãos? Amanda nunca pensou que, ao aceitar a inocente oferta de sua melhor amiga, teria a vida completamente transformada! 
Como provar ao poderoso e irresistível sheik de que tudo não passava de um terrível equívoco? E, pior: como provar a si mesma que conseguiria resistir à sedução daquele homem?

Capítulo Um

O sheik Nicholas al Rashid, Leão do Deserto, lorde do império e sublime herdeiro do trono de Quidar, atirou para longe o jornal que acabara de receber e pronunciou uma série de blasfêmias em sua língua natal, em uma atitude pouco digna de sua nobreza e majestade.
- Abdul! - gritou a plenos pulmões, vendo a porta do escritório se abrir no mesmo instante.
- Pois não, senhor.
O homem de meia-idade, vestido com um elegante terno negro, mantinha a mão na maçaneta enquanto esperava com ar servil, sem erguer os olhos para o sheik.
- Estes jornais sensacionalistas estão proibidos de entrar no meu escritório!
- Sim, senhor.
- Tiveram a ousadia de me chamar de selvagem do deserto, como se eu fosse uma espécie de quadrúpede - continuou pensando alto, esquecendo a presença do secretário. - Será que esta é a imagem que passo?
- Não, em absoluto!
Acostumado com as explosões do sheik, Abdul sabia que não era momento de contrariá-lo. Lançou um olhar discreto para o jornal amassado, que exibia uma reportagem com uma fotografia de meia página. O sheik estava ao lado de uma mulher que mantinha os braços ao redor de seu pescoço e o fitava, como se estivessem vivendo um momento de intensa paixão.
- Está vendo esta fotografia? - Apontou para o jornal como se fosse a prova do crime. - Eu avisei que havia uma câmara apontada para nós! Veja a manchete! "Sheik Nicholas al Rashid com sua última conquista, a bela Deanna Burguess".
- Não tive tempo de ler os jornais ainda, senhor - mentiu, para não irritá-lo ainda mais.
- Ninguém me insulta sem sofrer as conseqüências! Se estivéssemos em Quidar... - De súbito, ele se calou.
Voltou no tempo, até uma ocasião que alguém tivera tal ousadia. "Você não é nada mais do que um bárbaro selvagem!", as palavras ecoaram em sua cabeça. A imagem se diluiu, e Nick voltou ao presente.
- Esta foto foi tirada no Dia do Perdão - continuou, enquanto Abdul apanhava o jornal e o jogava no cesto de lixo. - Por isso eu estava usando os trajes típicos. E a tenda não era nada mais do que uma das muitas que se espalhavam pela praça de alimentação!
- Eu sei, senhor.
- Tínhamos que ir até lá para comer!
Abdul inclinou ainda mais a cabeça, em sinal de respeito. Sabia que sua presença ali se justificava apenas como desculpa para que o sheik desabafasse.
- A srta. Burguess torceu o pé e, no exato momento em que a segurei, o fotógrafo não perdeu tempo em nos fotografar.
- Sheik Rashid, não há necessidade de explicar.
- Eu estava carregando-a, é verdade - continuou como que para si -, mas para dentro da tenda, e não saindo com ela, como assinalaram na reportagem. - Interrompeu-se e suspirou profundamente, olhando para Abdul como se o houvesse visto apenas naquele momento. - Não vou deixar que isto me irrite... - comentou com outro suspiro.
- Acho que é o melhor afazer, senhor.
- Não posso me deixar abater por uma fofoca de jornal!
- Excelente decisão, senhor.
- Se as pessoas quiserem acreditar, problema delas!
- Exatamente.
- Além disso, que diferença faz se sou chamado de selvagem inculto ou bárbaro, seja lá o que for? - Ele sorriu, e seu rosto se cobriu com a máscara de indiferença que costumava usar. - Se esses idiotas que adoram se intrometer na minha vida pensam que me atingem, estão muito enganados! Não conseguirão me incomodar com fofocas baratas!

Série Os Baron
1- Esposa por conveniência
2- O Preço de um Homem
3- Nas Asas Do Amor
4- Domadora de corações
5- Leão do Deserto
6- Um Amor Brasileiro
7- Palavra de Amor
8- Aurora do Desejo
Série Concluída


Um Amor Brasileiro

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Os Baron

Ninguém sabia quem era o pai do filho de Carin, já que ela tinha conseguido manter o segredo durante toda a gravidez... 

Mas no parto lhe escapou um nome: Raphael Alvares! 
O multimilionário brasileiro acudiu imediatamente ao lado de Carin. 
O fez porque sua honra lhe obrigava a dar seu nome ao menino, ou acaso aquela única noite de paixão o tinha feito desejar converter Carin em sua esposa?



Capítulo Um

Cidade de Nova Iorque, Sábado, 4 de maio
Carin Brewster agarrou a mão de sua irmã e se perguntou como diabos tinha conseguido sobreviver a humanidade, se cada mulher que tinha tido um filho tinha passado por semelhante agonia.
Gemeu quando outra contração lhe sacudiu o corpo.
— Isso — disse Amanda Brewster Al Rashid — Empurra, Carin. Empurra!
— Estou... empurrando — ofegou.
— Mamãe está a caminho. Chegará a qualquer momento.
— Estupendo — Carin se mordeu o lábio — Poderá me dizer que conhece a forma correta de... ohhhh, Deus!
— Oh, querida — Amanda se aproximou — Não acha que já é hora de me dizer quem...?
— Não!
— Não te entendo, Carin! É o pai de seu filho.
— Não... o... necessito.
— Mas tem direito de saber o que acontece!
— Não... tem... nenhum... direito.
Carin fez uma careta de dor. Que direitos tinha um homem quando era quase um desconhecido? Nenhum. Algumas das decisões que tinha tomado nos últimos meses tinham sido difíceis. Se ficava com o bebê, se pedia ajuda a sua família. Mas decidir não contar a Rafe Alvares que a tinha deixado grávida tinha sido fácil. Ele não se importava com Carin; por que ia querer sabê-lo? Por que um homem que tinha passado uma hora em sua cama e que nunca tinha tentado entrar em contato com ela quereria saber que ia ser pai?
A contração passou. Caiu sobre o travesseiro.
— Ele não é importante. O bebê é meu. Sou tudo o que necessitará. Só... — gemeu e voltou a arquear-se —... só eu.
— É uma loucura — Amanda secou a testa de sua irmã com uma toalha fria — Por favor, me diga seu nome. Deixe que eu o chame. É Frank?
— Não! — apertou a mão de Amanda com mais força — Não é Frank. E não vou te contar nada mais. Mandy, disse que não o faria. Prometeu-o. Disse...
— Senhora Al Rashid? Desculpe-me, por favor, mas tenho que falar com sua irmã.
Carin girou a cabeça. O suor tinha caído em seus olhos e tinha a visão imprecisa, mas pôde ver que Amanda retrocedia para dar espaço ao doutor Ronald.
Sentou-se junto a ela e tomou a mão.
— Como está passando, Carin?
— Estou...— titubeou — Estou bem.
—Você é durona — sorriu —, não resta dúvida. Mas acreditamos que já passou por isso tempo suficiente.
—Tente dizer ao meu bebê — conseguiu esboçar um sorriso débil.
— É exatamente o que vou fazer. Tomamos a decisão de levá-la à sala de partos para trazer este bebê ao mundo. O que lhe parece?
— Lhe fará a...

segunda-feira, 7 de março de 2016

Direto para o Altar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Um encontro tumultuado... Um beijo ao anoitecer!

"A herança que recebi de meu pai me permitiu ser independente após anos sendo tratada como a princesa caçula. 
Mas descobri que a independência também traz seus problemas. 
Agora que estou em apuros, António Rodrigo Córdoba del Rey está disposto a me ajudar... mas claro que terei de pagar um certo preço! 
Ele quer possuir meu corpo, meu coração e minha alma. 
Meu orgulho não me deixa ligar para minha família para pedir ajuda, mas, se eu sucumbir aos termos de António, sei que nunca serei livre novamente, pois ele é o tipo do homem que você não esquece. 
É o tipo que você leva para o altar!"

Capítulo Um

Era uma manhã perfeita, que nem parecia preceder o inverno gélido do Colorado. O céu de outono estava tão azul que quase conseguia suavizar as tenebrosas linhas da mansão Landon que dominava o topo da colina.
Kyra suspirou, sentada em um banco com vista para o vale abaixo da casa. As belíssimas aves da região, já estavam voando em direção ao sul. Os potros nascidos na primavera brincavam alegremente no prado, observados pelos pais que pastavam placidamente.
Kyra sorriu. Era aquilo que fazia a vida na mansão suportável: a manada de elegantes cavalos da raça Morgan, a magnífica paisagem, a vista para as Montanhas Rochosas... Era lá que seu coração sempre estivera e não na casa no topo da colina, casa que agora era sua.
Virando-se e colocando as mãos nos bolsos do jeans, Kyra subiu a trilha em direção à casa.
Houve um tempo em que ela se perguntava por que o pai teria construído algo tão feio. Os irmãos diziam que Charles via as pedras e os vidros como ostentação de sua riqueza. Mas aquele não deveria ser o verdadeiro motivo. Havia casas nas montanhas que certamente teriam custado uma fortuna, mas ainda assim eram lindas.
Finalmente ela entendera. Charles nunca se preocupara com a parte estética da casa, quisera sim, algo que refletisse, mesmo inconscientemente, o próprio dono: ostentação sem substância, sem alma nem coração.
Charles não sabia nada sobre almas e corações, nem mesmo em tratando da própria filha.
Kyra suspirou. Parecia-lhe impossível que houvesse passado a vida vivendo uma mentira.
— Você é a única que nunca me desapontará, meu anjo — dissera Charles, até o fim.
Mas ela o havia desapontado, virtualmente todos os dias de sua vida, pois no fundo do coração, onde realmente importava, nunca fora o anjo que ele imaginava.
Sua vida começou a mudar logo após a morte da mãe. Kyra não se lembrava de Even Landon, que morreu quando a filha ainda era muito pequena. Tudo o que sabia era que de repente passara a ser o centro da existência do pai.
— Minha pequena dama — ele dizia, pegando-a no colo. —Você é a alegria da minha vida!
Mas se ela era a alegria, os irmãos eram a tortura. Charles não tinha paciência com os meninos. Tratava Cade, Grant e Zach com uma frieza que se aproximava de crueldade. Até aquele momento, Kyra não conseguira entender por quê. Só sabia que, desde pequena, descobriu que tinha o poder de acalmar o pai, evitando que brigasse com os irmãos.
Então ela se transformara na filha perfeita...
Os irmãos nunca desconfiaram de nada. Pelo que sabiam, ela era apenas uma doce garotinha de temperamento dócil que nunca percebera como o pai realmente era.
Kyra continuou caminhando em direção à casa, ainda perdida em pensamentos. Nunca desejara interpretar aquele papel por tanto tempo. Assim que os irmãos cresceram e se mudaram, ela tentara se libertar do domínio do pai, mas Charles começou a mostrar sinais de uma saúde frágil, e ela não pôde partir.
Como poderia abandoná-lo quando mais precisava dela? Apesar de todos seus terríveis defeitos, era seu pai, e certamente ele a amava.
O barulho dos saltos de suas botas ecoou pela casa enquanto se dirigia à cozinha para tomar uma xícara de café.
Bem, não havia nada que a prendesse lá agora. O pai partira. Os irmãos já haviam retornado às vidas normais. Era hora de pensar em si mesma. Mas o que queria fazer? Arrumar um emprego? Uma carreira? Um diploma universitário?
Não tinha a mínima ideia. Só sabia que tinha de fazer algo, algo que ela própria escolhesse, sem ninguém aconselhá-la: nem mesmo os irmãos.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Um Homem Impiedoso

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Irmãos Wilde




Uma tormenta selvagem...

Travis Wilde nunca recusa os encantos de uma mulher em sua cama, mas romance e compromisso não fazem parte de sua agenda.
Normalmente, alguém inocente como Jennie Cooper estaria totalmente fora de cogitação.
Contudo, o charme dela, acentuado por curvas perigosas, deixam Travis louco de desejo.
Forçada a encarar a vida, Jennie está decidida a experimentar. 
Um caso amoroso com o célebre Travis pode ser muito arriscado...
Mas ela não tem nada a perder, a não ser a única coisa que considerava inatingível: seu coração!

Capítulo Um

Caleb Wilde se esforçava ao máximo para dar a impressão de que estava se divertindo. Desde quando Travis Wilde podia se recordar, as noites de sexta-feira eram dedicadas a se reunir com os irmãos.
Haviam começado a reservar aquelas noites desde os tempos do colegial. Não fora um acordo formal. Apenas acontecera e, ao longo dos anos, tornara-se uma tradição.
 Os Wilde se reuniam às sextas-feiras, não importava o que acontecesse. Sempre. Bem, nem sempre. Houve ocasiões em que um deles estava preso a algum compromisso de trabalho.
Caleb, absorto em algum caso complicado de direito corporativo; Jacob entre a América do Sul e a Espanha, comprando touros para os ranchos; Travis em reuniões com investidores em algum ponto desde Dallas a Cingapura.
No passado, houvera ocasiões em que um dos Wilde se encontrava imerso em situações extremas, tentando sobreviver em guerras em que era necessária a presença do melhor piloto de helicóptero, agente secreto ou piloto de caças que os Estados Unidos da América possuíam Havia ocasiões também em que uma mulher se interpunha no caminho.
Travis levou o gargalo da garrafa de cerveja à boca. Mas isso não acontecia com muita frequência. As mulheres eram criaturas maravilhosas e misteriosas, mas os irmãos eram, bem, irmãos. Compartilhavam o mesmo sangue e as mesmas lembranças.
Aquilo era algo especial. A questão era que chovesse ou fizesse sol, se os irmãos Wilde estivessem a uma distância razoável uns dos outros nas noites de sexta-feira, encontrariam um bar onde beber cervejas geladas, comer bifes mal passados e ouvir boa música para relaxar por algumas horas.
Aquele lugar não se encaixava em tal descrição. E Travis era o único Wilde que estivera disponível para se reunir naquela noite.
O plano era se encontrarem em um bar não muito longe do escritório de Travis e que possuía as características apreciadas pelos irmãos Wilde.
 





Série Irmãos Wilde
1- Louco Amor
2- Presente de uma noite
3- Um Homem Impiedoso

domingo, 24 de novembro de 2013

Presente de Uma Noite

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Irmãos Wilde







Selvagens por natureza!

O insensível advogado Caleb Wilde tem um temperamento implacável e uma inteligência afiada como navalha...
Anos de trabalho incessante endureceram o coração de Caleb...
Até que uma noite em Nova York mudou tudo.
Agora ele é assombrado pela lembrança de lençóis amarfanhados, ondas de prazer e uma mulher inesquecível: Sage Dalton.
A sereia de seus sonhos é, na verdade, a única pessoa que o fez de bobo.
Mas, ainda assim, nada consegue aplacar seu desejo ardente por ela.
Ao descobrir que Sage tem algo muito precioso que lhe pertence, um presente da noite que passaram juntos, Caleb irá reivindicar aquilo que lhe é de direito!

Capítulo Um 

Caleb Wilde se esforçava ao máximo para dar a impressão de que estava se divertindo. Não havia dúvida de que deveria estar. 
Encontrava-se em Nova York, uma de suas cidades favoritas, em uma festa que acontecia em uma boate do SoHo, tão na moda que a porta não possuía nenhuma identificação. 
Não que “na moda” fosse o termo que ele escolheria para rotulá-la. “Ostentosa” seria mais adequado, mas, afinal, o que ele sabia? Caleb suprimiu um bocejo. 
O cérebro parecia ter tirado férias. Não por causa do barulho, embora o som no enorme salão atingisse níveis estratosféricos, mas o que se poderia esperar de um DJ tão famoso a ponto de dar autógrafos nos intervalos do show? Também não se devia à bebida alcoólica. 
Caleb estivera com o mesmo copo de uísque na mão durante quase toda a noite. E definitivamente não por achar a festa entediante. 
O cliente, o qual Caleb viajara até ali para ver, estava comemorando 40 anos. A boate estava lotada de pessoas importantes. 
Administradores de fundos de cobertura, banqueiros internacionais, mandachuvas da mídia, astros e estrelas de Hollywood, realeza europeia. 
De segundo escalão, mas, ainda assim, realeza. E, claro, a cota exigida de beldades femininas. O problema era que Caleb estava muito cansado para apreciar qualquer uma delas. Estava na ativa desde antes do amanhecer.
Tivera uma reunião às 7h com um cliente em seu escritório de Dallas. Às 10h, encontrara-se com os irmãos no rancho Wilde. 
Em seguida, voara para Nova York em um dos jatos particulares da família. Jantara e tomara alguns drinques com um colega dos tempos nebulosos em que trabalhara para a CIA. 
Caleb suprimiu outro bocejo. “Cansaço” não definia nem de longe o que sentia. Estava quase dormindo em pé. Sua presença ali, naquela noite, se devia apenas às obrigações sociais. Obrigações sociais e curiosidade. 
Havia pouco tempo, Caleb celebrara o próprio aniversário com um churrasco no rancho, ao lado dos irmãos e da cunhada. 
Recebera telefonemas das irmãs e outro do general... o último, dois dias depois, mas, afinal, quando alguém tinha um mundo a administrar, estava sempre ocupado. 
Tudo fora muito divertido, tranquilo e relaxado. 
Nada que se comparasse à festa em que se encontrava. 
— Esse cara está ficando velho para frequentar boates da moda — Caleb dissera aos irmãos, naquela manhã. 
— Você certamente está — retrucara Travis, com expressão séria.






Série Irmãos Wilde
1- Louco Amor
2- Presente de uma noite

Louco Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Irmãos Wilde




O vinhedo do rancho texano da família Wilde é lendário.

E Addison McDowell já ouviu falar muito sobre o passado despudorado e o presente assustador e solitário de Jacob Wilde.
Mas ela está focada apenas no próprio futuro que, definitivamente, não inclui aquele homem arrogante e intragável!
Addison não é nenhuma flor delicada, e se Jake quer começar uma briga, ela está mais do que disposta a ir até o fim!
Porém, Addison não faz a menor ideia de como lidar com uma forte atração por um homem incapaz de amar...


Capítulo Um 

Durante toda sua vida, Jake Wilde fora um homem desejado pelas mulheres e invejado pelos homens. 
Aos 16 anos, era um craque do futebol. 
Obtivera licença de piloto. 
Namorava a Rainha do Encontro Anual de Ex-alunos... e todas as princesas de sua corte, uma de cada vez, claro, porque tinha escrúpulos. 
E porque, mesmo naquela época, entendia as mulheres.
Também era um homem inteligente, dono de uma beleza rude, que um dia fizera um desconhecido abordá-lo na rua para lhe perguntar o que achava de ir para o leste trabalhar como modelo. 
Jake quase o nocauteara, até perceber que não se tratava de uma cantada, mas sim de uma proposta séria. 
Acabou agradecendo ao homem e dizendo “não”, mal conseguindo esperar para voltar para o enorme rancho da família a bordo de sua picape, para rir daquele episódio na companhia dos irmãos. 
Em suma, a vida era bela. O tempo passou como uma névoa. Faculdade. Três anos ao todo. 
Em seguida, por razões que, na época, fizeram sentido, Jake se alistara no exército. 
De um jeito ou de outro, todos os Wilde haviam servido o país: Travis como piloto de caça; Caleb servindo em uma dessas agências governamentais das quais quase ninguém ousava falar. 
Para Jake, fora o exército e um cobiçado posto, voando em helicópteros Blackhawk em missões perigosas. 
E então, na velocidade de uma batida de coração, tudo mudou. Seu mundo. Sua vida. Os princípios essenciais que sempre o definiram. 
E ainda assim... Ainda assim, algumas coisas não mudaram. 
Jake não havia se dado conta disso até uma noite de início de primavera, enquanto dirigia por uma estrada de asfalto no Texas, a caminho de casa. 
Ele franziu a testa, na escuridão. Correção. Estava se dirigindo a caminho do lugar onde crescera. 
Não o considerava mais como um lar, não conseguia pensar em nenhum lugar como sendo sua casa. 
Estivera fora durante quatro longos anos. 
Para ser mais preciso, quatro anos, um mês e quatorze dias.






Série Irmãos Wilde
1- Louco Amor
2- Presente de uma noite

domingo, 10 de novembro de 2013

Aurora Do Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Os Baron


Devolvendo na mesma moeda. 

O advogado Gray Baron deve um favor a seu tio, e resolverá essa questão durante uma viagem a Las Vegas, onde tentará fazer contato com Dawn Lincoln Kitteridge uma mulher que, de acordo com as suspeitas de Jonas Baron, pode ser a chave para a revelação de grandes segredos de família.
Mas não será fácil lidar com Dawn. 
Fugindo do assédio de um ex-marido, é compreensível que ela tenha um forte receio de estranhos bisbilhoteiros.
Embora a desconfiança seja mútua, não é suficiente para reprimir a atração cada vez mais presente entre ela e Gray.
Entretanto, ambos não podem se arriscar a revelar a verdade que os uniu.
Ainda que Dawn precise desesperadamente da proteção de Gray...

Capítulo Um

Graham Baron saiu do terminal no aeroporto de Austin e se perguntou como conseguira sobreviver a passar os primeiros 17 anos de sua vida no Texas.
Tinha 33 e morava em Nova York agora, mas, sempre que voltava para ali, o fato de que nascera naquele lugar o surpreendia.
Tudo lhe parecia alienígena. As pessoas. O sotaque arrastado delas.
A vastidão da terra e do céu. O clima. Ah, sim, pensou ele, o clima, quando o calor o envolveu como uma fornalha aberta.
E nem era verão de verdade. Claro, havia aqueles que diziam que aquele lugar também não era o verdadeiro Texas. Os guias chamavam a área de terra das colinas. Assim com as pessoas do leste.
— Você é mesmo do Texas? — perguntava alguém se o assunto da terra natal dele surgisse.
— Sou — respondia ele, enganchando os polegares na cintura da calça e assumindo um sotaque arrastado de John Wayne — com certeza.
Aquilo sempre arrancava uma risada, levando-se em consideração que ele não tinha nenhum sotaque, não usava botas de caubói e varrera de si o fedor de óleo, gado e cavalos fazia longos 16 anos.
— De que parte do Texas? — perguntavam.
E, quando Gray dizia que nascera em Austin, alguém fazia um sábio movimento de cabeça e dizia: Austin, é?
Não era, tipo, diferente? Não havia árvores verdes e colinas em Austin? Não era como no resto do estado, certo? Uma ova que não era, pensou Gray ao baixar a pasta, tirar o paletó, afrouxar a gravata e arregaçar as mangas.
A um homem acostumado com os altíssimos prédios de Manhattan não servia uma tosca imitação dos dali, e as colinas do Central Park eram tão extensas quanto a terra dali.
Droga, ele estava com um péssimo humor. Pelo que devia ser a centésima vez desde que embarcara no avião em La Guardia naquela manhã, ele desejou que não tivesse se permitido ser convencido a fazer aquela viagem... mas fora.
Como era aquele velho ditado? A curiosidade matou o gato. No caso de Gray, ela o pusera num voo às seis da manhã para o Texas.
Uma buzina soou no meio-fio. Gray olhou, viu um Jeep verde-escuro com os compridos chifres de Espada pintados na porta.
Abel Jones acenou. Gray retribuiu o aceno e foi até ele.
— Bondade sua vir me buscar — disse ele ao se sentar no banco ao lado de Abel e largar a pasta no assento traseiro.
Abel lhe lançou um longo olhar. Então cuspiu pela janela e entrou no trânsito.
— Faz parte do trabalho — disse ele de modo lacônico.
E lá se ia a conversa. Não que Gray estivesse surpreso.
O capataz de Jonas Baron era muito parecido com o próprio velho. Alto, magro, aparentemente atemporal e nada propenso à conversa fiada. Bem, não tinha problema.
Gray não estava muito interessado em conversar. Recostou-se, deixou que o frescor do ar-condicionado o envolvesse enquanto eles saíam do aeroporto e entravam na estrada que levava da cidade grande até a pequena localidade de Brazos Springs, e tentou imaginar o que o tio poderia estar querendo.
Jonas telefonara tarde na noite anterior. O telefonema retirara Gray do tipo de sono profundo que vinha ao se ter uma mulher quente e saciada nos braços.
A mulher, com quem ele estava saindo fazia várias semanas, murmurara uma leve reclamação quando ele rolara para longe dela e pegara o telefone, uma reação automática que vinha de oito anos de prática em direito criminal.
Uma pessoa recebia muitos telefonemas no meio da noite quando os clientes não eram lá muito decentes.
— Gray Baron — dissera ele com a voz rouca.







Série Os Baron
1- Esposa por conveniência
2- O Preço de um Homem
3- Nas Asas Do Amor
4- Domadora de corações
5- Aurora Do Desejo

domingo, 13 de outubro de 2013

Coração de Pedra

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 






Das luzes brilhantes de Las Vegas...para as joias reluzentes do deserto. 

Um ousado microbiquíni com lantejoulas não era o traje que Rachel Donnelly queria estar usando para conhecer o sheik Karim al Safir.
Especialmente por ele ser tão belo... e estar completamente vestido!
Karim não consegue acreditar que aquela é a mãe de seu sobrinho recém descoberto.
Sua inquietação diante da visão do corpo seminu de Rachel é uma ameaça à sua reputação de sheik de coração de pedra, mas ele fará jus a ela para assegurar que o herdeiro do trono seja criado em Alcantar.


Capítulo Um 

Era o tipo de noite que fazia um homem ansiar por cavalgar seu garanhão favorito através do mar de areia do deserto. Céu de seda negra. Estrelas brilhantes como fogueiras. 
Uma lua de marfim lançando um brilho leitoso sobre o infinito mar de areia. Mas não havia um cavalo sob o sheik Karim al Safir.
Não naquela noite. Sua Alteza Real, o príncipe de Alcantar, herdeiro do antigo e honrado trono, estava 15 mil metros acima do deserto, invadindo a escuridão em seu jato particular. 
Um café que esfriava rapidamente estava sobre a pequena mesa ao lado; a pasta de couro, aberta no assento ao lado. Minutos antes, começara a ler seu conteúdo, até que, de repente, pensou: por que diabos? Sabia o que havia na pasta. 
Estudara os papéis inúmeras vezes nas últimas duas semanas e novamente na noite anterior, quando voara das Índias Ocidentais Britânicas em direção ao seu destino final, como se, ao fazer aquilo, conseguisse encontrar algum sentido nas coisas, quando sabia malditamente bem que não encontraria. 
Karim estendeu a mão para o café e o levou aos lábios. Estava gelado, mas bebeu assim mesmo. 
Precisava daquilo. O amargor, a dose de cafeína. Precisava de alguma coisa, Deus sabia, para mantê-lo em movimento. Estava exausto. 
No corpo. Na mente. No espírito. Se pelo menos pudesse ir até a cabine, dizer ao piloto para pousar. Ali. Agora. No deserto abaixo. Loucura, é claro. 
Apenas precisava de alguns momentos da tranquilidade que poderia encontrar se inspirasse profundamente, pelo menos uma vez, o ar do deserto. 
Karim rosnou. A mente estava cheia de pensamentos loucos aquela noite. Não haveria uma sensação de paz naquela terra. Não era o deserto de sua infância. 
Alcantar estava a milhares de quilômetros de distância, seu deserto de dunas gentis que terminava nas águas de cor turquesa do mar Pérsico. O deserto sobre o qual o avião voava terminava nas luzes de neon de Las Vegas. Karim tomou mais um gole do café frio. 
Las Vegas. Estivera lá uma vez. Um conhecido tentara convencê-lo a investir em um hotel em construção. Voara até lá uma manhã e voltara para Nova York à noite. 
Não pusera seu dinheiro no hotel ou melhor, o dinheiro do seu fundo. E jamais voltara a Vegas. Achara a cidade vulgar. Suja. Até seu encanto supervalorizado lhe parecera falso, como uma prostituta barata tentando se fazer passar por uma cortesã cara com camadas extras de maquiagem. 
Assim, não. Las Vegas não era para ele, mas parecia que fora para seu irmão. Rami passara quase três meses lá, mais tempo do que em qualquer outro lugar nos últimos anos. 
Fora atraído para ela como uma mariposa pela luz de uma chama. Karim se recostou no assento de couro. 
Depois de descobrir tudo o que agora sabia sobre o irmão, não se surpreendia. Finalmente tivera que enfrentar a verdade sobre ele.
Amarrar as pontas soltas do fim da vida do irmão morto acabara com suas últimas ilusões.

domingo, 29 de setembro de 2013

Palavras de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Os Baron



Grávida de seu chefe.

O magnata grego Demetrios Karas não consegue se concentrar.
Ele já tentou manter distância profissional de Samantha Brewster, mas seus instintos o derrubaram!
Agora, corre o risco de colocar a perder toda a negociação se tornar Samantha sua amante.
Há apenas um pequeno problema...
Demetrios depende dela para o sucesso do contrato, pois Samantha é ninguém menos do que a tradutora!
Quando Demetrios finalmente sacia seu desejo, não há dúvidas de que é impossível existir outra mulher que o deixe tão realizado entre quatro paredes.
Apesar de ter o coração de Demetrios em suas mãos, Samantha pretende ficar com ele por apenas três meses, o tempo de duração do contrato.
Até que um novo compromisso os pega de surpresa.
E começará a valer de verdade dentro de nove meses...


Capítulo Um 

Samantha Brewster estava exausta, embora tivesse dormido como um cadáver na noite anterior, porém viajar por muitas regiões sempre a deixava cansada. 
Por que esperar por um momento mais adequado para escapar? A festa estava a todo vapor. 
Os convidados de Carin e Rafe estavam amontoados na sala de estar; a banda estava tocando um samba animado e todo mundo estava se divertindo. 
Certamente ninguém notaria caso ela saísse, nem mesmo sua mãe e suas irmãs sempre zelosas. 
Sam bebeu um gole de sua caipirinha, saboreando o gosto adocicado da bebida, e colocou o copo sobre uma das mesinhas espalhadas pelo terraço iluminado pelo luar. 
Ela havia feito a coisa certa ao fazer presença obrigatória nas festividades. 
Agora poderia seguir para o andar de cima, tirar seus sapatos de salto agulha, trocar o conjunto verde de seda por camiseta e calcinha de algodão e cair na cama. 
Era tudo que desejava fazer depois de passar quarenta e tantas horas aguardando em terminais e entrando e saindo de aeronaves. 
De Jacarta para Honolulu, de Honolulu para São Francisco, de São Francisco para Nova York, porque ela queria fazer uma parada rápida no próprio apartamento, e então de Nova York para São Paulo... 
Só de pensar, Samantha tinha vontade de deitar na laje do terraço e dormir ali mesmo. Sam sorriu. 
Ela podia imaginar a reação das irmãs caso o fizesse. E da mãe. Marta ficaria horrorizada, mais horrorizada do que havia ficado há algumas horas, quando Sam a provocou, brincando sobre a roupa que iria vestir na festa de Carin e Rafe. 
— Jeans e camiseta? — Marta dissera, olhando para Sam, como se esta fosse uma criança em um cesto abandonado à porta. 
— Para o quinto aniversário de casamento da sua irmã? Honestamente, Samantha... 
— Francamente, mãe, Sam está brincando. 
— Carin lançou um olhar suplicante por cima da cabeça da mãe. 
— Não está, Sam? Você está só brincando. 
— É claro que está — Amanda respondeu rapidamente, lançando o mesmo olhar de “por favor, não dê um chilique”. Que pena, Sam pensou pesarosamente. 
O casamento mudava as pessoas. Em outros tempos, as irmãs reconheceriam uma piada quando ouvissem uma. É claro que ela estava brincando. 
Até ela era esperta o suficiente para não aparecer em uma festa daquele estilo usando jeans. 
Era só que Samantha estava cansada, para começar, e quando percebeu que sua sempre-esperançosa família ainda estava tentando convencê-la a sossegar e a se casar, bem, ela foi de cansada a mal-humorada em um piscar de olhos. Certo. 
Sam passou as mãos pelo cabelo, embora soubesse que não ia ajudar muito. 
A úmida noite brasileira transformou suas ondas ruivas em uma concentração de cachos selvagens, apesar de ela ter usado laquê suficiente para ajeitar os cabelos do elenco inteiro de um espetáculo de Las Vegas. 
Porém ela supunha parecer civilizada o suficiente para passar pela sala de estar, fazer um aceno de cabeça e sorrir a qualquer um tolo o suficiente para tentar prendê-la em uma conversa. Só precisava passar pelo corredor, pelas escadas e... 






Série Os Baron
1- Esposa por conveniência
2- O Preço de um Homem
3- Nas Asas Do Amor
4- Domadora de corações
5- Palavras de Amor
6- Aurora do desejo 

domingo, 8 de setembro de 2013

Domadora De Corações

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Os Baron 




Uma batalha de testamentos... 

É apenas uma coincidência o fato de Tyler Kincaid ter chegado à mansão dos Baron justo quando o patriarca, Jonas Baron, está decidindo o que cada um deveria herdar? 
Caitlin McCord não sabe dizer bem o que é, mas há algo em Tyler que a irrita profundamente. 
Ela é enteada de Jonas e administra o rancho da família, por isso está mais do que preparada para a batalha! 
Tyler logo deixa claro que tem dois objetivos: descobrir segredos escondidos e conquistar Caitlin. 
Ela não pode negar que se sente muito atraída por ele, mas não perderá a cautela. 
Afinal, será que Tyler pretendia seduzi-la somente para descobrir a verdade sobre o seu passado? 

 Capítulo Um

Era aniversário de Tyler Kincaid, e ele tinha a sensação de que o presente o esperava na cama.
Atlanta derretia sob o calor opressivo do anoitecer de julho, mas ele não se importava. 

Ele vivera no Sul a vida inteira, e gostava dos dias quentes e das noites abafadas. E também não tinha nada contra encontrar uma mulher em sua cama, especialmente uma bela loira como Adrianna. 
Sob circunstâncias normais, um homem teria de ser louco para se opor a isso.
Tyler franziu a testa conforme diminuiu a velocidade de seu Porsche diante dos portões de ferro que guardavam sua propriedade.
Mas aquelas não eram circunstâncias normais.
Se ele estivesse certo e Adrianna o aguardasse com champanhe, caviar e flores, ela então teria entrado na casa dele sem ser convidada. 
Ele já pedira para que ela passasse a noite, mas nunca deu a Adrianna ou a qualquer mulher acesso a sua vida ou aos códigos de segurança que destrancavam os portões e a porta da frente.
E, diabos, ele não havia planejado nada para celebrar seu aniversário; 18 de julho era só mais um dia do ano. Se havia algo de especial neste dia era porque Tyler percebera, nesta manhã, que era hora de dizer a Adrianna que o relacionamento deles terminara.
Os portões se fecharam atrás dele. Adiante, uma estrada estreita guarnecida de magnólias levava até a grande casa branca que ele comprara no mesmo dia em que vendera as ações de sua empresa, há oito anos. No final daquele dia, Tyler passara de pobretão a multimilionário.
 “Um cidadão exemplar”, o Jornal de Atlanta o chamara. Tyler guardou o artigo em um livro de recortes bem ao lado de uma notícia datada de dez anos antes disso, em que o mesmo jornal dizia que ele era “um exemplo da juventude perdida de Atlanta”.
Havia uma bela ironia ali, mas não foi por isso que ele guardou os artigos. 
Ele os guardou como lembrete de como a vida de um homem pode mudar em algumas voltas do planeta ao redor do sol.
Ele suspirou, desligou o motor e olhou para a casa. Ela parecia deserta, a não ser pelas luzes que vinham de algumas janelas, mas ele sabia que estas se acendiam automaticamente ao anoitecer. 
Era parte do sistema de segurança. Seu sistema de segurança impenetrável, de acordo com o técnico que o instalara.
— Impenetrável uma ova — murmurou Tyler.
Para os ladrões, talvez, mas não para as maquinações de uma loira de olhos azuis.
Não havia sinal dela, nem do pequeno Mercedes verde conversível. Adrianna era tão inteligente quanto bela. Suas mulheres sempre atendiam a altos padrões, do cérebro aos saltos. 
Ela devia ter encontrado um lugar para esconder o carro.
Tyler enrijeceu a mandíbula. Ele se encostou no assento de couro e abriu as mãos sobre o volante.
Acontece que ele não gostava de surpresas, muito menos das que envolviam seu aniversário, e muito menos ainda quando elas envolviam uma mulher, mesmo que bonita e eminentemente desejável, com ideias sobre alterar seu status quo.
Ele fora claro no começo do relacionamento. As pessoas mudam, ele dissera a ela, suas metas mudam, suas necessidades mudam. Adrianna então sorrira e o interrompera, dizendo que o compreendia.
— Querido, eu juro — ela murmurou. — Não estou nem um pouco interessada em contos de fadas que terminam com “felizes para sempre”.
Ela não estava. Essa era uma das coisas que ele admirava nela. 
Adrianna tinha uma vida independente; uma beldade na aparência e nos modos, mas uma mulher moderna na maneira como abria seu próprio caminho pelo mundo.
Ele deixara claro também que gostava da sua privacidade — ou seja, que ele não queria nenhuma maquiagem em seu banheiro, e que também não deixaria seu aparelho de barbear na casa dela. 
Não haveria troca de chaves ou de códigos de segurança ela rira quando ele dissera isso, com aquela voz rouca que nas primeiras semanas fizera o sangue dele fervilhar.
— Querido, você é o tipo de homem que me excita. Você é um lindo cafajeste, amor, é isso que você é. Como uma mulher seria tola o bastante para querer domá-lo?
Fidelidade era a única coisa com a qual eles se comprometeriam, enquanto o relacionamento durasse. 
Essa era a única coisa à qual Tyler ainda estava comprometido...
 






Série Os Baron
1- Esposa por conveniência
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4- Domadora de corações
5- Palavras de Amor

Nas Asas Do Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Os Baron 





Quando apenas uma noite se toma uma vida inteira... 

Slade Baron tomou uma atitude totalmente inesperada, pois não conseguiu resistir ao rosto angelical de Lara Stevens. 
Ambos aguardavam um voo que atrasaria uma noite inteira. 
Então, sugeriu que dormissem juntos... 
Quando Lara olhou dentro dos olhos de Slade, percebeu que não havia escapatória. 
Nenhum homem havia olhado para ela daquele jeito, ou a feito se sentir tão desejada. 
Enfim, não estaria fazendo mal a ninguém aceitando o convite dele. 
Afinal, tudo o que Slade queria era uma noite com ela, e Lara queria... um bebê. 

Capítulo Um

Slade Baron percebeu que os botões da saia de camurça verde da mulher loira estavam desabotoados na lateral, revelando mais de suas pernas longas e bem torneadas do que o decoro permitia. 

Cada vez que ela cruzava as pernas ele as via, lindas e bronzeadas. 
Slade a observava enquanto esperava, no aeroporto, que as condições do tempo melhorassem e que ele pudesse embarcar em seu voo para Boston. 
Aquele atraso todo para o embarque era angustiante, e a dona das belas pernas era uma distração bem-vinda. 
Ela estava na sala de espera havia meia hora, e os homens presentes pareciam bem alvoroçados. E ninguém poderia culpá-los. 
Aquela mulher era algo bem mais agradável de olhar do que a chuva, que não dava trégua, batendo contra as enormes vidraças do aeroporto.
Quando ela entrara ali, todos puderam notar, no mesmo instante, que era belíssima, ainda que estivesse vestida como uma mulher de negócios, com bolsa a tiracolo, um computador portátil em uma das mãos e uma pasta escura na outra, exatamente como todos os demais passageiros que aguardavam que a tempestade de verão amainasse. 
Mas quando ela se sentou bem na frente de Slade, tirou um livro da bolsa e cruzou as pernas, uma onda de eletricidade e calor percorreu o grande saguão. 
A abertura em sua saia revelava cada detalhe de sua pele perfeita. 
Ela cruzava e descruzava as pernas, entretida em sua leitura, e Slade estava no lugar certo para admirar a vista.
Voo atrasado, era o que diziam as informações de quase todos os painéis de embarque. E a situação não mudaria enquanto a tempestade não passasse.
Slade já havia refeito as anotações de sua exposição várias vezes, lido a seção de negócios do jornal e telefonado para Edwin Dobbs, o presidente do Banco Beaufort em Baltimore. 
Ele não tinha mais nada para fazer, era observar a moça loira cruzando as pernas ou morrer de tédio.
De repente, ela ergueu os olhos e o flagrou a olhá-la. Ela sorriu. Ele sorriu de volta. 
Ela baixou a cabeça de novo, virou a página e depois cruzou as pernas mais uma vez, para alegria de Slade. A saia, como era de se esperar, revelou mais do que deveria. 
Slade cruzou os braços, suspirou, ajeitou-se em sua desconfortável cadeira e deixou que sua imaginação assumisse o comando.
O que havia debaixo da saia?, ele se perguntou. Renda preta, provavelmente. 
Ou talvez exatamente o oposto, algo sutil, rosa bem claro. Cor-de-rosa ficaria estupendo contra a pele dela, Slade tinha certeza.
Ela se ajeitou, recruzou as pernas e... ora, quem diria? Renda preta. Ele tinha razão. 
Ela ergueu a cabeça novamente e encarou Slade, ainda perturbado com a visão. 
Ela sorriu. Ele sorriu. Então, sem nenhum aviso, ela se levantou. 
Colocou a bolsa no ombro, pegou sua maleta e seu computador, deu dois passos decididos e...
 






Série Os Baron
1- Esposa por conveniência
2- O Preço de um Homem
3- Nas Asas Do Amor 
4- Domadora de corações
5- Palavras de Amor