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sábado, 1 de abril de 2017

Amor Desvendado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Votos do Deserto
Mãe, rainha… e amante?

Para o sheik Tariq de Al Sarath, um casamento já havia sido suficiente. 
Com um reino para governar, ele não tem tempo nem vontade de encontrar uma nova esposa. Porém, seus herdeiros precisam de uma mãe. E a princesa Samira de Jazeer é a candidata ideal. 
Por não poder gerar os filhos que tanto quer, ela aceita fazer parte da família de Tariq. Com uma condição: nada de sexo! Samira acreditava que os deveres reais e o amor pelas crianças preencheriam o vazio em seu coração. 
Contudo, ela não esperava sentir um desejo que só poderia ser saciado pelas carícias sedutoras do poderoso sheik.

Capítulo Um

Os bebês de cabelos escuros que brincavam em uma das extremidades do suntuoso saguão do hotel chamaram a atenção de Samira. Não estavam fazendo bagunça. A mulher de meia-idade que os acompanhava estava cuidando deles. Eram crianças quaisquer.
Ainda assim, não conseguia desgrudar os olhos deles. Observou um deles caminhando ao lado do sofá, seus dedinhos se apoiando na superfície sedosa. Fez um ruído de felicidade e gritou para o companheiro que tentava se equilibrar atrás dele. Samira engoliu seco. Aquele vazio estava voltando, pior agora, tornando-se uma pontada de mágoa que se prolongava do útero até a parte inferior das costelas. Tentou se concentrar na conversa animada de Celeste sobre um restaurante novo. Ele tinha uma vista privilegiada para a Torre Eiffel e várias estrelas no catálogo Michelin. Era o novo lugar da moda. Sentia o estômago revirar só de ouvir falar de comida.
Ou talvez fosse por algum outro motivo.
O segundo bebê caiu sentado, agitando os bracinhos, e a mulher, avó? Babá?, pegou-o no colo. Os braços tensos de Samira relaxaram, desabando. Vazios. Ela desviou o olhar. Vazia. Era como se sentia. 
Nunca poderia segurar seu próprio bebê. O médico deixara bem claro. 
Havia conseguido se recuperar nos últimos quatro anos, mas nada apagava aquele vazio.
— Fico muito feliz que tenha conseguido vir ao leilão beneficente. — Celeste debruçou-se sobre as xícaras, e Samira voltou a olhar para a francesa. — O público vai adorar a princesa por trás desses lindos modelos. Sua doação vai render um bom dinheiro.
Samira deu um sorrisinho forçado, não se deixando intimidar por mais uma referência ao seu título.
Como filha, e agora irmã, do sultão de Jazeer, sabia bem que aquilo não era sinônimo de felicidade.
Seu coração disparou, mas manteve o olhar fixo em Celeste.
Era pragmática. Sua marca se tornara um sucesso graças ao seu nome. Ela deslanchara nos últimos anos. Sua clientela, com os maiores ricaços do planeta, gostava de lidar com quem entendia o seu mundo, com alguém que prometia total exclusividade e confidencialidade. Samira tinha tudo com que toda mulher sonhava e muito mais: independência, sucesso, riqueza.
Que direito tinha de querer mais?
Ainda assim, a dor persistia. Não adiantava pensar na sua sorte. De que adianta o sucesso quando se sente um grande… vazio?


Série Votos do Deserto
1- Descoberta no Harem
2- Amor Desvendado 
Série Concluída

terça-feira, 14 de março de 2017

Descoberta no Harem

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Votos do Deserto



Juras de amor sobre as areias!

A princesa do deserto?
O sultão Asim de Jazeer pode ter a mulher que quiser. 
Então por que deseja logo a que ameaça revelar o segredo de sua família? 
A jornalista Jacqui Fletcher aceitou a oportunidade de fazer uma pesquisa para seu livro no harém de Asim! 
Porém, fica quase impossível focar no trabalho quando as carícias sedutoras dele despertam uma paixão arrebatadora. 
Asim está em busca de uma princesa, e Jacqui é completamente inadequada para o papel. Mas será que Asim abrirá mão de seu dever em nome desse amor?

Capítulo Um

— Desista, Jack. É uma busca inútil. — A voz de Imran surgiu no meio do barulho dos carros, da multidão e do trotar da cavalgada das pré-eleições.
— Não! — Jacqui meneou a cabeça. — Você verá. Valerá à pena. — Tinha que valer. Eles tinham a chance de entrevistar um dos líderes mundiais de oposição mais difíceis de encontrar, um reformador inspirador que as autoridades fariam tudo para silenciar. Uma oportunidade que não poderia ser perdida.
Mas havia um desconforto. A rua congestionada era estranhamente familiar, como se ela já tivesse estado ali antes. Os aromas de terra, suor, temperos e esterco provocavam suas narinas. Uma sensação perturbadora de déjà vu a fez parar.
Jacqui virou-se, procurando pelo rosto familiar de Imran. Uma ansiedade a preencheu.
— Imran?
— Aqui, Jack. — E lá estava ele, enorme, a câmera sobre um dos ombros, os olhos sorridentes estreitos por causa do sol.
Jacqui sentiu alívio. Por um momento, teve medo. De quê? Sua linha de pensamento se dissolveu.
— É um tiro no escuro, apesar da pista — disse ela. — Se preferir ir para o hotel, tentarei localizá-lo e depois ligo para você.
A expressão de Imran não mudou.
Ela havia falado em voz alta ou apenas pensado? Confusa, levou a mão à testa quente. Tudo parecia irreal, estranhamente distante. Até os rostos das pessoas pareciam embaçados.
Tudo, menos Imran.
Jacqui tentou se concentrar. O trabalho. A pista. Esta ainda seria a melhor história deles. Seu editor não acreditaria quando chegassem com aquela exclusiva.
Era uma oportunidade de revelar a verdade sobre aquele regime opressivo. Então os poderes do mundo não poderiam mais alegar ignorância e virar as costas para a violência.
— Vamos, Jack. Não perca tempo. — Imran saiu na frente, forçando facilmente sua passagem pela multidão.
Jacqui tentou acompanhar, mas seus pés pareciam colados ao chão. Com um esforço supremo, lutou para dar um passo. Um só. Em meio à multidão também vagarosa.
Apenas Imran andava vigorosamente no meio das pessoas que mal se moviam. Cada passo o levava para mais longe.
Jacqui tentou chamá-lo. O déjà vu voltou mais forte. Sua pele se arrepiou com uma premonição assustadora. Sua garganta fechou.
Impotente, ela o assistiu sumir na multidão.
Então aconteceu. O que ela estava esperando, sem saber. Uma forte vibração na atmosfera. Um tremor que fez o chão levantar.
Depois o som cataclísmico. Ensurdecedor. Tão alto que seus ouvidos tiniram.
Finalmente, ela saiu do torpor. E correu com os pulmões pulsando, a respiração rasgando sua garganta. Ainda não conseguia gritar.
Parou repentinamente. A câmera de Imran estava no chão, com as lentes estilhaçadas.
Jacqui ajoelhou-se, seu cérebro tentando encontrar sentido na imagem à sua frente. A desordem de membros, as formas impossíveis de compreender. Uma mistura de poeira e líquido vermelho espalhada à sua volta, encharcando o solo, invadindo suas narinas.
Ela estendeu a mão para tocar o que tinha sido o homem que ela conhecia melhor que qualquer um. Um homem em forma, completo...



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1- Descoberta no Harem
2- Amor desvendado
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