Série Votos de Conveniência
Um casamento em jogo.
Subir ao altar com o irresistível CEO Chase Whitaker não deveria ter sido o destino de Zara Elliot. Contudo, para salvar os negócios da família, ela precisa ser conivente... Chase possui apenas um interesse: vingar-se do pai dela. Porém, não esperava que seu férreo autocontrole fosse abalado pelo charme natural de Zara.
Durante a noite de núpcias o jogo vira, e ambos percebem que estão brincando com um fogo impossível de ser domado. Chase não considerava a derrota como opção... Mas vencer passou a ter um novo significado.
Capítulo Um
Zara Elliot percorreu metade da aleia da igreja First Congregational, toda branca e considerada por ela muito pretensiosa, considerando o quarteirão inteiro florido no centro da bem cuidada aldeia de construções brancas na qual a família vivia desde a fundação da primeira colônia de Connecticut, lá pelos idos de 1630. Então a noção do ato insano a atingiu com força.
Sentiu os joelhos tremerem de modo alarmante, ocultos por baixo de todo aquele tecido branco que a deixava parecida com um bolo de casamento, e por um triz parou ali mesmo. Diante das centenas de testemunhas que o pai determinou serem necessárias para o show circense.
— Não ouse parar agora — sibilou o pai com aquele sorriso simpático que usava em público, apesar da tensão do corpo rijo. — Se for preciso, Zara, eu arrasto você até o altar, mas prefiro não ser obrigado a tomar tal atitude.
Isso constituía o máximo de amor paternal e apoio que poderia esperar de Amos Elliott, que colecionava dinheiro e poder assim como outros pais colecionavam selos. Zara nunca tivera coragem de enfrentar o pai.
Isso fazia parte do departamento da irmã, Ariella.
Motivo pelo qual tudo aquilo estava acontecendo, lembrou-se enquanto, obedecendo ao pai, continuava caminhando. Então precisou se forçar a parar de pensar na irmã mais velha, porque o vestido podia ser uma escandalosa monstruosidade de tecido branco transparente, mas também era muito — mas muito mesmo — apertado. Ariella era no mínimo oito centímetros mais alta que ela e tinha seios de menino, o que era perfeito para se exibir em biquínis e roupas que desafiavam a gravidade como bem entendesse. Se Zara se irritasse, como aconteceria se pensasse mais a sério sobre o assunto, tiraria aquele vestido que não lhe pertencia, e que não cabia nela, ali mesmo, bem no meio da igreja que seus ancestrais ajudaram a construir séculos atrás.
Seria bem feito para o pai, concluiu irritada, mas não valeria a pena o preço que ela, Zara, teria que pagar. De qualquer modo, ela fazia tudo pela falecida avó, que acreditava de todo coração que Zara deveria dar outra chance ao pai e a fizera prometer, em seu leito de morte no último verão, que Zara atenderia a seu pedido. Entretanto, decidira deixar o chalé em Long Island Sound de herança para a neta, caso essa última chance não funcionasse direito.
Em vez disso, concentrou-se no infame Chase Whitaker — seu noivo — que, parado no altar, aguardava de costas por sua chegada. Parecia estar alimentando um suspense romântico quando Zara sabia que o mais provável é que tentasse ocultar a raiva por ter sido obrigado a casar. Ele deixara bem claro que não queria se casar. O acontecimento era conveniente para o pai dela, que o obrigara a ceder depois de meses, após o pai-todo-poderoso de Chase morrer de repente, deixando Amos em situação frágil na estrutura da Whitaker Industries, que ele, no cargo de presidente do conselho de diretores, poderia explorar.
Chase teria se oposto a este casamento mesmo se fosse com quem deveria ser: Ariella, que no seu estilo típico, não se dera ao trabalho de aparecer de manhã.
Zara sempre se orgulhara de sua praticidade, uma virtude que não fazia parte da lista de valores da família Elliott, mas tinha de admitir que uma parte de si admirava os ombros largos do noivo e aquela altura deslumbrante que o deixava tão elegante. Imaginou como seria se tudo aquilo fosse real. Se ela não fosse a substituta de última hora para a beleza da família, que uma vez tinha sido descrita, na sua frente, para que escutasse, como a joia da coroa dos Elliott. Se um homem como Chase Whitaker, com aqueles olhos azul-escuros, os cabelos escuros e fartos e aquele corpo atlético deslumbrante, que deixava qualquer mulher ruborizada e sorrindo feito idiota só de admirá-lo, sem mencionar aquele sotaque delicioso ao qual ele adicionava tanto charme, estivesse de fato esperando por ela no altar.
Se, se, se, debochou de si mesma. Você também está se comportando feito uma idiota.
Ninguém, indispensável dizer, tinha jamais descrito Zara como uma joia de qualquer espécie. Embora sua amada avó a tivesse chamado de formidável uma ou duas vezes antes de falecer no último verão, naquele tom que mulheres da alta classe social da avó usavam para se referir às meninas que consideravam razoavelmente elegantes, mas acima de tudo confiáveis, porém, longe de serem consideradas bonitas.
— Você é tão confiável — tinha dito Ariella havia uns dois dias, daquele seu jeito habitual, com um sorriso e um tom sarcástico que Zara sempre preferira ignorar durante a maior parte de seus 26 anos. Ariella fazia a maquiagem para uma das festas comemorativas do casamento que se daria dentro de dois dias, um exercício que lhe tomava uma quantidade inacreditável de tempo, na opinião de Zara. Não que Zara compartilhasse sua opinião. — Não sei como você suporta se comportar assim todo o tempo.
— E, por acaso, tenho escolha? — perguntou Zara com um levíssimo toque de grosseria, pois o modo de Ariella dizer confiável não era em hipótese alguma um elogio, ao contrário da expressão da avó. — Você está planejando mudar de atitude e em algum momento de sua vida se tornar confiável?
Capítulo Um
Zara Elliot percorreu metade da aleia da igreja First Congregational, toda branca e considerada por ela muito pretensiosa, considerando o quarteirão inteiro florido no centro da bem cuidada aldeia de construções brancas na qual a família vivia desde a fundação da primeira colônia de Connecticut, lá pelos idos de 1630. Então a noção do ato insano a atingiu com força.
Sentiu os joelhos tremerem de modo alarmante, ocultos por baixo de todo aquele tecido branco que a deixava parecida com um bolo de casamento, e por um triz parou ali mesmo. Diante das centenas de testemunhas que o pai determinou serem necessárias para o show circense.
— Não ouse parar agora — sibilou o pai com aquele sorriso simpático que usava em público, apesar da tensão do corpo rijo. — Se for preciso, Zara, eu arrasto você até o altar, mas prefiro não ser obrigado a tomar tal atitude.
Isso constituía o máximo de amor paternal e apoio que poderia esperar de Amos Elliott, que colecionava dinheiro e poder assim como outros pais colecionavam selos. Zara nunca tivera coragem de enfrentar o pai.
Isso fazia parte do departamento da irmã, Ariella.
Motivo pelo qual tudo aquilo estava acontecendo, lembrou-se enquanto, obedecendo ao pai, continuava caminhando. Então precisou se forçar a parar de pensar na irmã mais velha, porque o vestido podia ser uma escandalosa monstruosidade de tecido branco transparente, mas também era muito — mas muito mesmo — apertado. Ariella era no mínimo oito centímetros mais alta que ela e tinha seios de menino, o que era perfeito para se exibir em biquínis e roupas que desafiavam a gravidade como bem entendesse. Se Zara se irritasse, como aconteceria se pensasse mais a sério sobre o assunto, tiraria aquele vestido que não lhe pertencia, e que não cabia nela, ali mesmo, bem no meio da igreja que seus ancestrais ajudaram a construir séculos atrás.
Seria bem feito para o pai, concluiu irritada, mas não valeria a pena o preço que ela, Zara, teria que pagar. De qualquer modo, ela fazia tudo pela falecida avó, que acreditava de todo coração que Zara deveria dar outra chance ao pai e a fizera prometer, em seu leito de morte no último verão, que Zara atenderia a seu pedido. Entretanto, decidira deixar o chalé em Long Island Sound de herança para a neta, caso essa última chance não funcionasse direito.
Em vez disso, concentrou-se no infame Chase Whitaker — seu noivo — que, parado no altar, aguardava de costas por sua chegada. Parecia estar alimentando um suspense romântico quando Zara sabia que o mais provável é que tentasse ocultar a raiva por ter sido obrigado a casar. Ele deixara bem claro que não queria se casar. O acontecimento era conveniente para o pai dela, que o obrigara a ceder depois de meses, após o pai-todo-poderoso de Chase morrer de repente, deixando Amos em situação frágil na estrutura da Whitaker Industries, que ele, no cargo de presidente do conselho de diretores, poderia explorar.
Chase teria se oposto a este casamento mesmo se fosse com quem deveria ser: Ariella, que no seu estilo típico, não se dera ao trabalho de aparecer de manhã.
Zara sempre se orgulhara de sua praticidade, uma virtude que não fazia parte da lista de valores da família Elliott, mas tinha de admitir que uma parte de si admirava os ombros largos do noivo e aquela altura deslumbrante que o deixava tão elegante. Imaginou como seria se tudo aquilo fosse real. Se ela não fosse a substituta de última hora para a beleza da família, que uma vez tinha sido descrita, na sua frente, para que escutasse, como a joia da coroa dos Elliott. Se um homem como Chase Whitaker, com aqueles olhos azul-escuros, os cabelos escuros e fartos e aquele corpo atlético deslumbrante, que deixava qualquer mulher ruborizada e sorrindo feito idiota só de admirá-lo, sem mencionar aquele sotaque delicioso ao qual ele adicionava tanto charme, estivesse de fato esperando por ela no altar.
Se, se, se, debochou de si mesma. Você também está se comportando feito uma idiota.
Ninguém, indispensável dizer, tinha jamais descrito Zara como uma joia de qualquer espécie. Embora sua amada avó a tivesse chamado de formidável uma ou duas vezes antes de falecer no último verão, naquele tom que mulheres da alta classe social da avó usavam para se referir às meninas que consideravam razoavelmente elegantes, mas acima de tudo confiáveis, porém, longe de serem consideradas bonitas.
— Você é tão confiável — tinha dito Ariella havia uns dois dias, daquele seu jeito habitual, com um sorriso e um tom sarcástico que Zara sempre preferira ignorar durante a maior parte de seus 26 anos. Ariella fazia a maquiagem para uma das festas comemorativas do casamento que se daria dentro de dois dias, um exercício que lhe tomava uma quantidade inacreditável de tempo, na opinião de Zara. Não que Zara compartilhasse sua opinião. — Não sei como você suporta se comportar assim todo o tempo.
— E, por acaso, tenho escolha? — perguntou Zara com um levíssimo toque de grosseria, pois o modo de Ariella dizer confiável não era em hipótese alguma um elogio, ao contrário da expressão da avó. — Você está planejando mudar de atitude e em algum momento de sua vida se tornar confiável?

Série Votos de Conveniência
2- Sem Defesa
Série Concluída


