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sábado, 4 de junho de 2016

Tentação no Vento

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Virgin River


Aos vinte e cinco, depois de passar os últimos cinco anos cuidando de sua mãe, chegou o momento de que Shelby experimente o que é a liberdade e a aventura. 

É hora de viajar, de ir à universidade e de apaixonar-se. Mas quando visita Virgin River, tropeçar com o Luke Riordan, que não era precisamente o que tinha em mente.
Luke era um bonito piloto de helicóptero que deixou o Exército depois de vinte anos no corpo, quatro guerras em suas costas e de ter sido derrubado em três ocasiões. 
Em seus trinta e oito anos, é um homem duro e enfastiado, que é todo um perito nas aventuras de uma só noite e em evitar o compromisso.
Tecnicamente, Luke e Shelby não parecem ser um para o outro, mas há vezes o que alguém quer e o que alguém precisa são coisas completamente distintas. Duas coisas muito diferentes e muito boas.

Capítulo UM

Shelby estava a uns quinze quilômetros do rancho de seu tio Walt, quando teve que parar no acostamento da estrada 36, a mais frequentada entre Virgin River e Fortuna, atrás de uma caminhonete que lhe pareceu vagamente conhecida. Embora fosse a estrada que cruzava as montanhas a partir de Red Bluff a Fortuna, era de duas pistas. Deixou o jipe vermelho em ponto morto e saiu. Por fim tinha deixado de chover e brilhava um sol de verão, mas a estrada estava molhada e com atoleiros de barro. 
Olhou ao longe e viu um homem com um colete refletivo laranja que levantava um sinal para deter uma fila muito longa de carros. O desvio ao rancho de seu tio estava atrás da próxima colina.
Pulou uns atoleiros e se aproximou da caminhonete que tinha adiante para perguntar ao condutor se sabia o que estava acontecendo. Sorriu ao olhar pela janela.
—Bem, doutor...
O doutor Mullins a olhou pela janela baixada.
—Bem, menina. Veio passar o fim de semana montando a cavalo? — Perguntou ele com seu tom resmungão de costume.
—Desta vez não, doutor. Vendi a casa de minha mãe em Bodega Bay. Fiz a bagagem imprescindível e vou passar uma temporada com o tio Walt.
—Definitivamente?
—Não, ficarei uns meses. Estou de passagem.
A careta de chateação do doutor se suavizou um pouco, mas só um pouco.
—Minhas condolências outra vez, Shelby. Espero que aguente bem.
—Estou cada vez melhor, obrigado. Minha mãe estava preparada para partir — Shelby assinalou com a cabeça para a estrada. —Sabe o que está acontecendo?
—Parte do acostamento afundou — Respondeu ele. —Passei a caminho do hospital. Metade desta pista caiu encosta a baixo. Eles estão reparando.
—Um guard-rail viria bem.
—Só existe nas curvas fechadas. Nas retas como esta temos que nos arrumar sozinhos. Foi uma sorte que nenhum veículo caísse pela borda. Seguirá assim durante uns dias.
—Quando chegar a casa de Walt, não penso voltar a passar por esta estrada em um tempo — Replicou ela dando de ombros.
—Posso perguntar o que está pensando? — Disse ele arqueando uma de suas sobrancelhas.
—Bom, enquanto visito a família, farei algumas solicitações as escolas de enfermagem — Respondeu com um sorriso. —Uma escolha bastante natural depois de ter passado anos cuidando da minha mãe.
—Não, justo o que necessitava!






Série Virgin River
1- Virgin River
2- Um Lugar para amar
3- A Rocha Dos Sussurros
4- Um Novo Dia
5- Sempre Fiel
6- Tentação no Vento
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Sempre Fiel

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Virgin River    


A comunidade de Virgin River viu Vanessa Rutledge através de seus dias mais negros, agora ela está olhando para um futuro brilhante.

No espaço de poucos meses Vanessa enterrou seu marido, Matt, e deu à luz a seu filho, sentindo que em um momento se quebrava seu coração e no seguinte se enchia de alegria. 
Mas o único homem que ela anseia para compartilhar esse novo entusiasmo pela vida age como se ela não existisse.
Paul Haggerty vivia de acordo com o lema dos Fuzileiros: “Sempre Fiel”. Sempre fiel ao seu melhor amigo, tentou consolar sua viúva o melhor que pôde, tendo em conta que levava anos, secretamente, apaixonado por ela. 
Naquele momento de sua vida, justo quando estava a ponto de fazer o primeiro movimento naquela direção, ela exigiu algo que ele mal podia negar...
Com coragem, humildade e com um pouco de intromissão do bom povo de Virgin River, Vanni e Paul poderiam ter uma segunda chance para ter o amor que eles tanto desejam e merecem.


Capítulo Um

Vanessa Rutledge permanecia frente á tumba de seu marido, fechando o casaco com força para se proteger do ar limpo e frio do mês de março que açoitava seu cabelo ruivo.
—Sei que isto vai parecer muito estranho, mas não sei a quem mais posso perguntar. Matt, você sabe que eu te amo, eu sempre vou te amar e que te vejo todos os dias nos olhos do seu filho. Mas, querido, sei que vou me apaixonar de novo e eu preciso que me dê sua bênção. Se de verdade conto com ela, eu gostaria que fizesse o homem com quem eu gostaria de partilhar minha vida um pequeno sinal. Faça-lhe saber que te parece bem, que ele é muito mais que…
—Vanessa!
Vanessa se virou e viu seu pai na parte de trás da casa, segurando o bebê a uma certa distância, como se o menino acabasse de lhe molhar a camisa. Tinha chegado a hora de ir embora. Matt tinha nascido seis semanas atrás e esta manhã iria ver Mel Sheridan para fazer a ambos a primeira revisão depois do nascimento. O pai da Vanessa, o General retirado Walt Booth, seria o motorista para poder ficar com o bebê enquanto examinavam Vanessa.
—Já vou, papai! — Respondeu. Olhou de novo para o túmulo. —Bom, teremos que falar disto mais tarde — disse-lhe à lápide.
Lançou um beijo naquela direção, desceu correndo o morro e passou diante do estábulo até chegar a casa.
No último lugar no qual Vanessa se imaginou vivendo era em um povoado de montanha de seiscentos habitantes. Quando seu pai tinha comprado aquela propriedade dois anos atrás, pouco antes de se reformar, Matt e ela tinham ido dar uma olhada. Matt tinha se apaixonado imediatamente por aquele lugar.
—Quando eu morrer — disse-lhe —quero que me enterre nesse montículo, debaixo dessa árvore.
—Não diga isso! — Tinha respondido Vanessa rindo e lhe dando uma palmada no braço.
Nenhum deles sabia então que as palavras de Matt terminariam resultando proféticas. Houve um tempo, muitos anos antes que Vanessa conhecesse Matt, em que se imaginava a si mesmo como uma famosa apresentadora de notícias, graças a sua licenciatura em Jornalismo. No entanto, antes de iniciar uma carreira profissional que iria fazê-la amarrada a uma agenda, decidiu ceder ao capricho de trabalhar durante um ano como aeromoça. O ano se converteu em cinco porque tinha descoberto que adorava aquele trabalho, gostava de viajar e conhecer gente.
Ainda estava trabalhando como aeromoça quando Matt tinha ido ao Iraque. De fato, tinha sido a solidão e o avançado estado da sua gravidez que haviam obrigado a fazer as malas e transladar-se a Virgin River. Pensava então que seria algo temporal. Teria o bebê, esperaria que seu marido retornasse da guerra e se transladaria junto a ele a seu próximo destino. Entretanto, tinha sido Matt o que tinha retornado para ser enterrado no lugar que ele mesmo tinha escolhido.
Vanessa tinha deixado de chorar sua morte, embora continuasse sentindo sua falta. Sentia falta de sua risada e suas longas conversas noturnas. Sentia falta de ter alguém que abraçasse que lhe sussurrasse palavras de amor ao ouvido.
Walt, com a bolsa de fraldas pendurada no ombro, se dirigia para o carro.
—Vanessa, passa muito tempo conversando com o túmulo. Deveríamos tê-lo enterrado em outra parte. Em algum lugar no qual não o visse constantemente.
—Meu Deus — replicou Vanessa arqueando uma sobrancelha —Matt se queixou que lhe estou incomodando?
—Não é engraçado.
—Você se preocupa demais — disse Vanessa enquanto tomava a seu filho em seus braços e o sentou no carro. — Não vou ali chorar. Há coisas que só Matt deveria ouvir. E como o tenho tão à mão… 
—Vanessa, pelo amor de Deus!
 





Série Virgin River
1- Virgin River
2- Um Lugar para amar
3- A Rocha Dos Sussurros
4- Um Novo Dia
5- Sempre Fiel

domingo, 23 de agosto de 2015

Um Novo Dia

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Virgin River    



No último Natal Marcie Sullivan se despediu para sempre de seu marido, Bobby.

Este Natal, ela veio para Virgin River para encontrar o homem que salvou sua vida e lhe deu mais três anos para amá-lo.
Fazia quatro anos que o fuzileiro Ian Buchanan arrastou o corpo ferido, gravemente, de seu companheiro Bobby até o hospital de campanha na Faluya. E desapareceu assim que seu batalhão voltou para EUA.
Marcie seguiu o rastro de Ian até a pequena cidade de Virgin River e encontrou um homem tão ferido por dentro como Bobby esteve por fora. Entretanto, à medida que Marcie ia conhecendo-o, também ia descobrindo uma alma doce e atormentada detrás de uma superfície taciturna.
Ian não sabia o que fazer com a jovem viúva determinada que o obrigava a olhar para um passado doloroso e, o que é pior, para um futuro incerto. Mas é, afinal, uma época de milagres e talvez, apenas talvez, é hora de banir os fantasmas e abrir o seu coração.

Capítulo Um

Marcie Sullivan entrou com seu Volkswagen no povoado. Era o sexto povoado que visitava esse dia e este estava decorado com uma árvore de Natal. As pessoas que o adornavam pareciam muito pequenas para semelhante tarefa, a árvore era gigantesca.
Estacionou diante de uma cabana muito grande com um alpendre e se abaixou. Três mulheres trabalhavam em excesso com o 1abeto de Natal que media quase dez metros. Uma era de sua idade, e tinha cabelo castanho e sujeitava uma caixa aberta, possivelmente, com adornos.
Outra era maior, com o cabelo branco e óculos de arreio negro e assinalava para cima, como se estivesse no comando. A terceira era uma loira muito bonita que estava subindo numa escada de tesoura. A árvore se elevava entre a cabana e uma velha igreja, de madeira, com duas torres altas e uma vidraça ainda intacta, uma igreja que deve ter sido muito bonita em algum momento. Enquanto as olhava, um homem saiu ao alpendre da cabana, deteve-se, soltou uma maldição e foi até a escada com umas pernadas enormes.
—Não se mova, nem respire — Disse ele em voz baixa, mas com tom imperativo.
Subiu até que alcançou à loira e a agarrou com um braço entre o que lhe pareceu um ligeiro abaulamento de gravidez e os peitos.
—Desça devagar — Ordenou.
—Jack! —exclamou ela. —Deixe-me em paz!
—Se for necessário, te descerei à força. Desça da escada devagar, imediatamente.
—Por amor de...






Série Virgin River
1- Virgin River
2- Um Lugar para amar
3- A Rocha Dos Sussurros
4- Um Novo Dia

A Rocha Dos Sussurros

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Virgin River



A comunidade coesa de Virgin River tem sido um refúgio seguro para mais de algumas almas perdidas ao longo dos anos, e há sempre espaço para mais uma...

Um reservista condecorado da Marinha dos EUA, policial de Los Angeles, Mike Valenzuela foi gravemente ferido no cumprimento do dever, mas encontrou esperança e cura em Virgin River.
Quando ele concorda em se tornar o primeiro policial do povoado, faz isso sabendo que é hora de se estabelecer.
Duas vezes divorciado e amante de muitas mulheres, ele anseia secretamente pelo tipo de compromisso e felicidade que seus amigos fuzileiros encontraram, uma mulher que pode amarrar o seu coração para sempre. Ele acha a mulher em Brie Sheridan, uma promotora de Sacramento que compreende seu ímpeto para proteger e servir.
Virgin River torna-se um refúgio seguro para Brie depois de quase perder a vida nas mãos de um louco criminoso. Embora dura e corajosa, ela tem alguns medos dos quais não pode escapar, mas agora tem alguém que vai mostrar para ela o que significa confiar novamente.
Mike vai fazer de tudo para ajudar Brie a se libertar de memórias dolorosas. Apaixonado, forte e gentil, ele promete devolver a ela o que ela tão abnegadamente lhe deu, o seu coração, e com ele, um novo começo.

Capítulo Um

Mike Valenzuela estava acordado e com o jipe carregado muito antes do nascer do sol. Tinha uma longa viagem até Los Angeles e queria sair cedo. Dependendo do tráfego ao redor da área da baía, a viagem seria entre oito e dez horas desde Virgin River.
Ele trancou o trailer, que era a sua casa. Deixou-o no bar de Jack para que esse e Pastor ficassem de olho nele enquanto estivesse fora, não que Mike esperasse qualquer tipo de problema. Aquela era uma das muitas razões pelas quais decidiu viver em Virgin River: era um lugar sossegado.
Um povoado pequeno e tranquilo no qual não havia nada que pudesse perturbar sua paz de espírito. Mike já teve o suficiente em sua vida anterior.
Antes de vir para Virgin River permanentemente, Mike tinha feito muitas viagens para o Condado de Humboldt, povoado montanhoso, para caça e pesca. Para se reunir com o antigo esquadrão de fuzileiros que ainda estava perto.
Seu trabalho em tempo integral tinha sido como policial, um sargento da divisão de gangues. Isso tudo tinha terminado quando foi baleado em serviço, levou três tiros e teve que trabalhar duro para se recuperar. Precisava da comida forte do Pastor e da ajuda da mulher de Jack, Mel com a fisioterapia no ombro. Depois de seis meses, Mike estava tão perto de ficar completamente recuperado, quanto podia.
Desde que se mudou para Virgin River tinha estado em casa apenas uma vez para visitar seus pais, irmãos e suas famílias. Ele planejava levar uma semana, um dia dirigindo em cada sentido e cinco dias com aquela multidão sorridente dançante de mexicanos.
Conhecendo as tradições de sua família, seria uma festa sem parar. Sua mãe e irmãs iriam cozinhar de manhã até a noite, seus irmãos estocariam a geladeira com cerveja, amigos da família e amigos policiais do departamento passariam por lá. Seria um ótimo momento, um grande regresso a casa depois de sua longa recuperação.
Estava dirigindo há três horas quando seu celular toca. O som o sobressaltou. Em Virgin River não havia cobertura, então a última coisa que esperava era um telefonema.
— Alô? — Ele respondeu.
— Eu preciso de um favor — disse Jack, sem rodeios.
Estava com a voz rouca, como se acabasse de acordar. Certamente nem sequer se lembrava de que Mike se dirigia para o sul.
Mike olhou para o relógio. Ainda não eram nem sete da manhã. Ele riu.
— Bem, claro, mas eu estou quase em Santa Rosa, por isso pode ser inconveniente me aproximar de Garberville para comprar gelo para o bar, mas ei…
— Mike, é Brie — disse Jack.
Brie é a irmã mais nova de Jack, sua mascote, sua favorita. E ela era muito especial para Mike.
— Ela está no hospital.
Mike esteve a ponto de sair da estrada.
— Espere — disse ele.
— Fique aí. — Ele saiu da estrada para o acostamento, olhando para ver se era seguro. Então respirou fundo. — Vá em frente. — Ele disse.
— Ela foi agredida em algum momento na noite passada — disse Jack. — Espancada e estuprada. — Não!





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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Virgin River

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Virgin River



Precisa-se de parteira para trabalhar em Virgin River, um povoado de seiscentos habitantes.

Um lugar diferente rodeado de bosques de sequoias e rios de águas cristalinas.
O posto de trabalho inclui a moradia gratuita.
Quando Melinda Monroe leu aquele anúncio no ano em que ficou viúva, decidiu imediatamente que Virgin River era o lugar perfeito para superar sua dor e retomar o trabalho de parteira que tanto gostava.
Mas suas esperanças se fizeram pedacinhos assim que chegou ali: a cabana estava destroçada, as estradas eram intransitáveis e o médico do povoado não queria saber nada sobre ela.
Compreendendo que tinha cometido um terrível engano, decidiu partir na manhã seguinte.
Mas uma recém-nascida abandonada na clínica do médico à fez mudar de planos... e um ex-fuzileiro contribuiu para consolidar essa mudança.

Capítulo Um

Mel aguçou o olhar através da chuva e da escuridão que envolviam a estrada estreita e cheia de curvas por onde conduzia, e se perguntou, não pela primeira vez, se não estaria ficando louca. Justo nesse momento sentiu um golpe. Uma das rodas traseiras do BMW acabava de patinar na estrada e atolou na sarjeta. O carro se deteve bruscamente. Mel acelerou e ouviu girar as rodas, mas o carro se negava a mover-se.
Estou tão ferrada, foi seu próximo pensamento.
Acendeu a luz interior do carro e olhou para o celular. Ficara sem sinal uma hora atrás, quando deixou a autoestrada para se dirigir às montanhas. De fato, estava tendo uma animada conversa com sua irmã Joey, quando as montanhas íngremes e as árvores incrivelmente altas a deixaram sem a cobertura da operadora.
—Não posso acreditar que esteja fazendo uma coisa assim. — Disse Joey. — Acreditava que tinha recuperado a razão. Esta não é você, Mel. Você não é uma garota para viver numa cidade tão pequena.
—Pois parece que vou ter que me acostumar. Aceitei o trabalho e vendi tudo para não sentir a tentação de voltar.
—E não poderia ter pedido uma licença? Talvez ir a algum hospital pequeno e privado? Tente pensar nisso?
—Preciso mudar drasticamente. — Foi a resposta de Mel. — Não quero voltar, ou seja, nada de hospitais de grandes cidades. Não sei se estou certa, mas suponho que aqui, no meio do bosque, não vou ter que ver muitos meninos que nascem viciados em crack, por culpa do vício de suas mães. A mulher com quem falei me disse que Virgin River é um povoado tranquilo e seguro.
—E está metido no meio do bosque, a milhares de quilômetros de qualquer Starbucks, e certamente lhe pagarão com ovos e pés de porco.
—E nenhum de meus pacientes virá até mim algemado e vigiado por um agente penitenciário. — Começou a rir. — Pés de porco? Tudo bem. Joey, vou passar por outra zona rodeada de árvores. É possível que perca…
—Espere Mel, vai se arrepender. Tudo isso é uma loucura…






Série Virgin River
1- Virgin River
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Um Lugar Para Amar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Virgin River



John Middleton, "Pastor" para os amigos, estava prestes a fechar o bar onde trabalhava, quando uma jovem entrou com um menino de três anos tentando se proteger de uma noite fria de outubro. 

Como qualquer fuzileiro, Pastor conhecia uma situação de crise ao vê-la, e a mulher estava coberta de hematomas. Imediatamente queria protegê-la, punir quem fez isso, mas também sabia desde o início que essa necessidade de proteção ia acompanhada por outro sentimento. 
Paige Lassiter conseguiu despertar novos sentimentos naquele gigante de bom coração, sentimentos que até então nunca se permitiu libertar. 
Mas quando o ex-marido de Paige aparece em Virgin River, Pastor sabia que seu próprio futuro estava em perigo. E se havia algo que aprendeu com o lema dos Fuzileiros, Semper Fi, Sempre Fiel, era que havia coisas pelas quais valia a pena lutar. 

Comentário revisora Lelê: Robyn Carr escreve com brilhantismo. Não é uma autora cuja forma de escrever a gente esteja acostumada, por isso, este livro foi bastante complicado para traduzir. Mas, justamente por isso senti uma satisfação enorme ao termina-lo, porque venci um tremendo desafio: passar para o português de forma que não se perdesse a ideia original e a forma de escrever da autora. Espero que gostem do meu trabalho, que foi feito com o maior carinho para vocês. E agora, chegando ao final deste livro, e doida pra pegar o próximo, rs, só posso dizer uma coisa: EU QUERO ME MUDAR PRA VIRGIN RIVER! Pronto, falei, rsrsrs. Deleitem-se, porque a história vale todas as penas, rs. Mondibejo. Lelê. 

Capítulo Um

Um violento e intempestivo vento de setembro açoitava a chuva contra as janelas enquanto Pastor limpava o balcão do bar. Eram apenas sete e meia, mas já havia anoitecido. Nenhum vizinho de Virgin River sairia em uma noite como aquela. Depois do jantar as pessoas costumavam ficar em casa, nas noites frias e úmidas de outono. 
Os acampados e os pescadores também tinham procurado um refúgio para se abrigar da tormenta.
Estavam na temporada de caça, mas era improvável que, com aquele tempo, algum caçador aparecesse àquela hora. Jack, seu colega de trabalho e proprietário do bar, sabendo que não teria muito trabalho havia voltado para a cabana onde vivia junto com a esposa, e Pastor também mandara Rick para casa, o jovem de dezessete anos que os ajudava no bar. Quando o fogo da lareira começasse a se apagar ele poria o cartaz de “Fechado” na porta.
Ele se serviu de um uísque, sentou-se à mesa mais próxima à lareira, colocou uma cadeira em frente a ela e ergueu os pés. Ele gostava daquelas noites tranquilas. Sempre fora um homem solitário.
Mas, a tranquilidade não durou muito. Alguém empurrou a porta suavemente, fazendo-o franzir o cenho. O vento acabou de abri-la bruscamente e fez com que Pastor se levantasse de um salto. Virou-se e viu que uma jovem acabara de entrar, com uma criança nos braços. Estava com um boné de beisebol na cabeça e uma bolsa no ombro. Pastor dirigiu-se a ela rapidamente. A recém-chegada se virou, levantou o olhar para ele e os dois pareceram se assustar.
Ela, porque Pastor tinha um aspecto intimidante: era um homem alto e extremamente forte, usava a cabeça raspada e as sobrancelhas eram grandes, densas e espessas.
Ele, porque, debaixo daquele boné de beisebol, viu um lindo rosto com um hematoma na face e um corte no lábio.
— Hã... sinto muito... vi que estava aberto e...
— Vamos, entre. Não estava esperando mais ninguém esta noite.
— Você ia fechar? — Perguntou ela enquanto levantava a criança nos braços.
Ele não devia ter mais do que três anos e dormia com a cabeça apoiada no ombro dela.
— Entre — respondeu Pastor, recuando para que ela pudesse entrar. — Não tem outro lugar para você ir. Sente-se ao lado do fogo.
— Obrigada — respondeu a recém-chegada com docilidade. — Mas você não estava sentado ali?
— Não tem importância. Estava apenas tomando um gole antes de fechar, mas não estou com pressa. Normalmente não fechamos tão cedo, mas com essa chuva...







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