Audacioso, sedutor e em busca de aventuras!
Ryan King se arriscara a pegar onda depois de passar meses se recuperando de um terrível acidente de moto.
E só não morreu afogado porque fora salvo por Maddy...
Movido pelo desejo, ele agora sentia por ela uma paixão quente e selvagem...
E Maddy se surpreende ao perceber que seu corpo implorava pelo toque de Ryan.
Afinal, após tantas decepções, talvez desta vez fosse o momento para ela aproveitar... e mergulhar no mar da paixão!
Capítulo Um
— Deve ser o pior surfista do mundo... — murmurou Maddy Westmore sem conseguir acreditar enquanto estremecia sob o colete de salva-vidas.
A chuva fria e a névoa de outubro dificultavam a visão, mas Maddy não podia afastar os olhos da figura alta e atlética de calção preto, molhado, distante uns sessenta metros para além da arrebentação.
Observou-o com fascínio e um pouco de culpa enquanto ele se agachava na prancha, depois se equilibrava e se erguia.
A seguir, Maddy prendeu a respiração enquanto o rapaz oscilava perigosamente no deslizar da onda.
O pobre sujeito surfava, ou tentava surfar, havia mais de uma hora naquele tempo terrível da Cornualha, o mesmo que inspirara o nome da Baía das Águas Selvagens, ainda no século XVII. Maddy observava o rapaz desde o início.
A maneira como dava as braçadas, concentrado em esperar a maior onda da seqüência e depois montava na prancha. Precisava admirar sua perseverança, mas começava a duvidar de sua sanidade mental.
Já devia estar congelado a essa altura e perto da exaustão, apesar da forte musculatura.
— Não sei... — disse Luke, o companheiro salva-vidas, com seu forte sotaque australiano.
— Ele tem um bom físico. Sobe na prancha direitinho.
Maddy respirou fundo quando o mau surfista caiu de costas da prancha pela centésima vez.
— Não tem equilíbrio... — completou Luke, com um tom frustrado na voz, erguendo a gola do suéter.
— Quer chamá-lo? — sugeriu.
— De qualquer modo, a praia vai fechar em dez minutos, e a tempestade cairá em poucos segundos. Sentindo alívio ao ver que o mau surfista voltara a ficar sobre a prancha, Maddy vasculhou, apenas com o olhar, todo o resto da praia.
Um casal de turistas permanecia por ali. A praia estava quase deserta. E por um bom motivo.
O norte da Cornualha não tivera um bom verão este ano, e o clima esfriara depressa, à medida que o inverno se aproximava.
Mesmo os surfistas haviam finalizado suas atividades horas antes.
Com exceção de um: o mau surfista.
— Claro...


