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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Um Final Feliz

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Um Homem mais Velho

"Você é o pai de Theo..."

A revelação de Catherine Glenn deixou Samuel Winston perplexo.
Era verdade que ele e o pequeno Theo tinham cabelos e olhos de tom idêntico. Mas isso seria suficiente como prova? Ou apenas uma incrível coincidência?
Catherine havia se infiltrado na vida e na residência do famoso escritor Samuel Winston com o objetivo de fazê-lo pagar pelo sofrimento, que causara a sua falecida irmã, mãe do pequeno Theo. Esperava encontrar um homem frio e calculista... Entretanto, Samuel pareceu-lhe bem diferente: sensível, digno e... honrado!
Seria possível que sua irmã tivesse cometido um erro, ao julgar aquele homem? Ou ela, Catherine Glenn, estaria se deixando fascinar pelos encantos de seu doce inimigo?

Capítulo Um

Agora, que Catherine Glenn estava diante da imponente propriedade de Samuel Winston, ela já não tinha certeza do que fazer. Fora um erro ou um acerto ter vindo?
Um profundo suspiro brotou do peito de Catherine, enquanto uma onda de revolta erguia-se em seu íntimo.
Seu caráter impulsivo ordenava-lhe que pegasse Samuel Winston pelo colarinho e o sacudisse violentamente, até que por fim ele admitisse que era o pai de Theo Glenn, filho de Helenna MacAllister e sobrinho de Catherine.
O pequeno Theo havia completado seis meses de idade, alguns dias atrás. Sua mãe, porém, falecera havia cinco meses.
Catherine ergueu a cabeça, com uma expressão altiva. Até alguns instantes atrás, estivera bem certa do que deveria dizer àquele homem inescrupuloso e cruel.
Apenas, não contara com aquele súbito sentimento de insegurança que agora a invadia. Um sentimento que se revelava através de um leve tremor nas mãos e nas pernas, aliado a uma sensação de sufocamento, que travava-lhe a garganta.
Por um instante, Catherine pensou em sair correndo dali.
"Foi um grande erro ter vindo", disse para si, considerando seriamente a possibilidade de voltar para casa.
Mas, por outro lado, ela havia ansiado tanto por aquele instante! Fora muito difícil convencer Miranda Gladson, sua amiga e proprietária da Agência de Empregos Homebody, a deixá-la vir em seu lugar.
Por tudo isso, e muito mais, ali estava ela... Com a sensação de que agora era um pouco tarde para voltar atrás.
Um longo momento se passou.
Catherine tomou fôlego e aproximou-se do portão de ferro batido, que dava acesso à propriedade. O interfone ficava à esquerda do portão e ela pressionou-o nervosamente, por alguns instantes.
O som de latidos fortes veio do interior da propriedade, fazendo com que Catherine estremecesse. Mas a voz que soou no interfone assustou-a ainda mais:
— Não é preciso esquecer o dedo na campainha. Apenas identifique-se e informe o assunto que o trouxe aqui.
Só então Catherine deu-se conta de que havia tocado o interfone por um tempo bem maior do que o permitido pela boa educação.
Imprimindo à voz uma segurança que estava longe de possuir, ela se apresentou:
— Meu nome é Catherine Glenn. Fui enviada pela Agência Homebody, por solicitação do sr. Samuel Winston. — Após uma pausa, esclareceu: — Sou candidata ao cargo de governanta.
— Certo, srta. Glenn — a voz soou num tom grave e pausado, bem mais ameno do que na primeira vez. — Sou Samuel Winston e gostaria de saber por que a srta. Miranda Gladson não veio.
Catherine, que já esperava por essa pergunta, explicou:
— Ela está muito ocupada, hoje.
— Que pena. A srta. Miranda Gladson sempre me atende com uma deferência especial. Basta eu lhe telefonar, solicitando alguém para desempenhar uma função, e ela vem pessoalmente tratar do assunto. Conversarmos a respeito e então ela se despede, prometendo encontrar a pessoa ideal para o trabalho. E sempre acerta em cheio.
— Bem, sr. Winston... — Catherine suspirou. — Espero poder atendê-lo de maneira satisfatória. Creio estar capacitada para tanto, caso contrário Miranda não teria me enviado.
Um breve silêncio se fez, do outro lado da linha. E antes que esse silêncio se tornasse por demais constrangedor, Catherine decidiu quebrá-lo:
— Se não se importa, sr. Winston, gostaria de tratar desse assunto pessoalmente, e não através do interfone.
— Oh, claro — ele assentiu, num tom polido. — Perdoe minha distração, sim? Queira entrar, por favor.
— Obrigada. 


Série Um Homem mais Velho
1- Um Final Feliz
2- Um Homem mais Velho
3- O Dilema de um Homem
Série Concluída





Um Homem mais Velho

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Um Homem mais Velho


Ele é irredutível em suas convicções. Mas será que diante dela não mudaria de idéia?


Pamela sofria em silêncio por amor ao professor Richard Thorpe, que ela. 
Mas o sofisticado professor universitário não queria atar nenhum laço com ela.
Bem, no que dependesse dela, Pamela não iria deixar que isso continuasse a acontecer. 
Afinal, jamais homem algum conseguira tocar seu coração de mulher sensível e inexperiente no campo do amor.
Dividir a vida entre o filho bebê e o pai doente já era desafio bastante para Richard Thorpe. 
Envolver-se com uma mulher incrivelmente bela, que ainda por cima era enfermeira de seu pai e babá de seu filho, era a última coisa que Richard pretendia. 
Entretanto, apesar de sua determinação, ele de repente sentia um impulso irresistível de ensinar a Pamela uma doce lição...

Capítulo  Um

Pamela Baldwin dirigia lentamente pelo bairro elegante, atenta a um determinado endereço.
Tinha uma entrevista marcada para dali a pouco. Se con­seguisse se sair bem, conquistaria seu primeiro emprego: o de dama de companhia, com prática em enfermagem.
A casa que Pamela Baldwin procurava trazia o número bem visível, numa placa azul, plantada em meio a um verdejante gramado. Construída em estilo colonial, a casa era branca, tinha dois andares e janelas azuis. Duas colunas sustentavam um terraço, que avançava sobre a porta de entrada.
Uma calçada estreita, de pedras, ladeada de azáleas multicoloridas, conduzia à propriedade. Pamela seguiu por ela, em baixa velocidade, sinceramente admirada com o luxo e bom gosto que ali reinavam.
Quanto ganharia um professor de literatura da Universidade de Kentucky para manter um estilo de vida tão alto?, ela se perguntou.
Estacionando o carro, saltou e caminhou em direção ao pór­tico. Tocou a campainha e aguardou. Sentia-se um tanto tensa e suspirou profundamente, procurando se acalmar.
A porta foi aberta por um belo homem de meia-idade, cujos olhos azuis a fitaram com curiosidade.
— Sim?
— Sou Pamela Baldwin, candidata ao cargo de dama de companhia, com prática em enfermagem. Creio que estou sendo aguardada. — Como o homem nada respondesse, ela acrescen­tou: — E o senhor deve ser o professor Richard Thorpe... Certo?
— Sim.
Ela aguardou por um instante, que lhe pareceu excessiva­mente longo. Então, perguntou:
— Algum problema, professor Thorpe?
— Talvez... Mas, entre, por favor. Vamos conversar sobre o assunto.
"Mau começo", Pamela pensou, seguindo-o pelo hall.
O interior da casa correspondia ao exterior. Era impressio­nante, com sua grande sala atapetada de cujo teto pendia um lustre de cristal. Os móveis, em estilo francês, muito bem con­servados, eram verdadeiras peças de coleção.
Richard Thorpe tomou Pamela pelo braço e a conduziu à ala esquerda da casa, iluminada docemente pelo sol da tarde.
— Sente-se — ele convidou, apontando-lhe uma poltrona ao lado do sofá.
Pamela obedeceu, enquanto observava o ambiente com um olhar atento, encontrando o mesmo bom gosto e requinte em todos os detalhes da sala. — Bem, srta. Baldwin...


Série Um Homem mais Velho
1- Um Final Feliz
2- Um Homem mais Velho
3- O Dilema de um Homem
Série Concluída

O Dilema de um Homem

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Um Homem mais Velho
Mesmo em meio a uma multidão, ele se sobressaía...

Bonito, viril, sensual, Reece Carlyle atraiu de imediato a atenção de Amber. 
Quando o encontrou pela segunda vez, teve certeza de que ele a estava seguindo. Mas o que um homem fascinante como aquele teria visto nela?
Reece prometera ao amigo que vigiaria sua filha rebelde e voluntariosa. 
Mas quando vigiar transformou-se em conversar... e depois beijar...ele soube que entrara em território proibido. 
Porque Amber era uma jovem inexperiente que merecia ter seu primeiro envolvimento amoroso com alguém menos complicado que ele.
O problema era que Reece não podia permitir que Amber ficasse com nenhum outro homem... a não ser ele próprio!

Capítulo Um

Amber Presley escalou a meia dúzia de legraus até a agência de turismo com passos rápidos e decididos, erguendo com uma das mãos a barra da saia preta longa e com a outra checando o conteúdo dos bolsos da capa preta.
Apalpando-os, certificava-se de que não se esquecera de nada, das fotografias, dos desenhos e das reproduções de velhas cartas protegidas por plástico transparente, bem como da lanterna, do estojo de primeiros socorros e de outros apetrechos pirotécnicos.
Não tivera tempo de prender os longos cabelos ruivo-escuros, por isso optara por usar um chapéu alto. O batom vermelho-sangue, o risco de delineador preto nos olhos e uma pinta falsa completavam a maquiagem pesada.
Mesmo às dez horas da noite, a temperatura de verão na Flórida chegava quase a vinte e cinco graus, e o ar estava carregado de umidade.
Amber tinha a sensação de estar cozinhando dentro da fantasia de bruxa.
O calor insuportável era o que ela menos gostava em Key West naquela época do ano.
Desde o princípio de junho até meados de setembro, quando os ventos finalmente chegavam, nem uma brisa soprava para amenizar o calor dos termômetros ou espantar os mosquitos.
Quando saíra da casa dos pais, com vinte e um anos de idade e recém-formada na faculdade, farta do clima frio da região sudeste, ela não imaginara que pudesse se cansar do clima tropical.
Em três anos Amber amadurecera de uma maneira inesperada. Agora sentia saudade do Texas. Infelizmente, Robert e Happy Presley, seus pais, simples­mente não aceitavam o fato de sua única filha ter decidido viver a própria vida.
Empurrando a pesada porta de vidro no alto da escada, Amber entrou na pequena área de recepção e acenou para o homem calvo de meia-idade atrás da escrivaninha.
— Olá, Conn... desculpe meu atraso.
— Ora, foram só cinco ou dez minutos — respondeu o dono da agência.
Em todo aquele tempo, Amber ainda não se acos­tumara ao modo displicente dos habitantes das ilhas Key. Para ela, pontualidade sempre fora e continuava sendo essencial.
— Me atrasei na lanchonete — explicou ela, ao mes­mo tempo que pegava a lista de turistas no canto do balcão. Era um número pequeno para uma noite de sexta-feira. Menos de trinta hóspedes haviam se ins­crito para o city tour noturno mais popular de Key West, três horas rodando pela cidade, ouvindo o relato dos incidentes mais bizarros, desde assassinatos até assombrações, passando por pelo menos um caso de bigamia e um de obsessão. Todos estes casos estavam documentados, nos papéis nos bolsos de Amber, mas os turistas pareciam gostar mais de ouvir as histórias contadas boca a boca e in loco.
O trabalho de guia daquele tour em especial pro­porcionara a Amber a oportunidade de praticar arte
dramática, além de ganhar algum dinheiro extra, o que era muito mais importante para ela.
Na verdade, assim como o impulso de mudar-se para Key West, a decisão de tornar-se atriz surgira muito mais como rebelião contra seu pai do que por vocação.
Claro, ela adorava teatro e, na verdade, fora essa a sua salvação. O pessoal de teatro era condescendente. No mundo deles era permitido a uma pessoa ser es­tranha, socialmente retraída, tímida, insegura, tudo o que ela fora desde que ingressara no renomado colégio feminino onde seu pai decidira matriculá-la.
Sim, o teatro lhe ensinara muito, menos o desejo de realmente representar. Todavia, todas as sextas e sábados à noite ela vestia sua fantasia de bruxa e contava histórias de fadas como se realmente acredi­tasse nelas para um bando de adultos em troca de algumas gorjetas. O dinheiro extra vinha a calhar. Cada centavo ia para o que ela chamava de "fundo de fuga".


Série Um Homem mais Velho
1- Um Final Feliz
2- Um Homem mais Velho
3- O Dilema de um Homem
Série Concluída