1- EM NOME DO AMOR
Para que possam se conhecer, cada um dos irmãos Ramirez devem encontrar uma noiva...
Para isso, Nick Ramirez é forçado a abandonar a vida de solteiro se quiser construir uma família.
Embora muitas mulheres tenham compartilhado a cama de Ramirez, somente uma, ele escolheria para ser sua noiva...
Capítulo Um
Um pacote vindo do Brasil... entregue por um mensageiro com instruções para que o próprio Nick Ramirez assinasse o recibo ao receber a encomenda.
Assim, o recebimento estaria garantido, não haveria chance de extravio.
Nick observou o mensageiro deixar o escritório.
Não queria ver o pacote sobre a mesa, não queria abri-lo.
O embrulho havia sido enviado pelo pai que não tinha o direito de intervir na vida do filho.
Essa porta se fechara há dezesseis anos. Não. Muito antes.
Agora, Nick estava com 34 anos. Tinha somente sete quando se sentiu rejeitado.
A lembrança de quando era um menino que não entendia nada fez com que o rapaz, antes sentado, se levantasse.
Uma dose de adrenalina o afastou do pacote vindo do Brasil. Aos sete anos, era um menino inocente, preso em uma rede de decepções, tentando encontrar onde se encaixava, e a verdade brutal... não pertencia a lugar nenhum.
Então, aprendera a criar o próprio espaço.
O escritório fazia parte do seu lugar, a direção central da agência de publicidade que ocupava dois andares de um edifício respeitável em Circular Quay com vista para o porto de Sidney.
Era a empresa de Nick. Somente dele. Ramirez a construíra, prosseguindo com a idéia de que o mercado corresponderia. E estava certo.
Enquanto permanecia à janela, avistando a Ópera e o enorme vão da ponte atrás, Nick se conscientizava de que todo mundo sabia que sexo dava dinheiro.
Sexo e glamour. Mas ele sabia tanto que tinha aptidão para descartar, melhor do que ninguém, os dois itens.
Gerava impacto, fixando o produto-alvo na mente das pessoas.
Seu estilo de criar publicidade o transformara em um homem muito rico, capaz de comprar aquela vista de um milhão de dólares, tanto no escritório quanto na cobertura que tinha em Woolloomooloo.
Ali estava, no topo do próprio mundo, auto-suficiente, um homem bem-sucedido.
Não precisava de nada de nenhum dos pais — os homens ricos, poderosos, que a mãe atraíra, obtendo deles tudo o que o coração dela desejava e cobiçava.
Ao longo da infância e da adolescência de Nick, esses homens lhe deram muito dinheiro na tentativa de agradar à mãe dele.
Usara o dinheiro para financiar seus objetivos e a própria ambição.
Por que não? Ganhara essa quantia por não ser um estorvo na vida deles.
Mas não recebia mais nada de ninguém.
Não precisava. Não queria.

2- UMA ESPOSA OBEDIENTE
Anton Luis Scott-Lee tem que se casar com a mulher que o rejeitou há anos.
A vingança será doce, Cristina Marques obedecerá totalmente a Luis - será comprada e paga para isso!
Cristina não tem escolha a não ser aceitar o pedido de casamento.
Mas ele descobrirá que a noiva não pode cumprir todos os votos...
Capítulo Um
Havia uma tal elegância européia na sala, de modo que seria de muito mau gosto levantar a voz ali. Em circunstâncias normais, Anton Luís Ferreira Scott-Lee nem sonharia fazer isso. Mas não havia nada de normal naquela situação. A raiva que sentia, porém, era contida.
- Terei que renunciar - anunciou, deixando aflitas as duas pessoas que estavam com o rapaz na sala.
A mãe era jovem, por volta dos cinqüenta anos, e bonita demais para ser viúva. Mas não tão jovem, depois de ter se casado aos dezenove anos.
- Mas... meu querido... Você não pode renunciar!
- Não tenho chance.
Maria Ferreira Scott-Lee começou a choramingar.
- Você está louco, rapaz? - Maximilian Scott-Lee perguntou, impaciente. - Isso não tem nada a ver com o banco! Vamos tentar manter alguma perspectiva.
Ao desviar o olhar, antes direcionado à mãe, para o homem a quem chamara de tio durante toda a vida, Anton sentiu vontade de esmurrá-lo!
Não havia perspectiva, pensou ao se virar, colocando o péssimo humor para a vista além das janelas do escritório bem mobiliado da casa dos Scott-Lee em Belgravia.
O tempo lá fora estava ruim. A chuva batia com força nas folhas, ainda presas às árvores, até caírem na praça. Há duas horas, era apenas um dia de inverno calmo e ensolarado em Londres. E ele participara de uma reunião com a diretoria, confiante no cargo de presidente do tradicional e prestigiado Banco Scott-Lee.
Agora, sentia-se lançado à deriva tal como aquelas folhas na tempestade. Agora, muitas coisas sobre si mesmo que eram evidentes antes não podiam mais ser evitadas.
Nasceu como o adorado filho único da bela brasileira Maria Ferreira e do banqueiro inglês Sebastian Scott-Lee - pelo menos até hoje acreditava que sim. Supôs ter herdado a aparência latina da mãe e o pensamento sagaz para os negócios do falecido e saudoso pai.
Quando leu a carta de um brasileiro chamado Enrique Ramirez que afirmava ser o verdadeiro pai dele, pensara ser uma piada de mau gosto.
Mas ele descobrirá que a noiva não pode cumprir todos os votos...
Capítulo Um
Havia uma tal elegância européia na sala, de modo que seria de muito mau gosto levantar a voz ali. Em circunstâncias normais, Anton Luís Ferreira Scott-Lee nem sonharia fazer isso. Mas não havia nada de normal naquela situação. A raiva que sentia, porém, era contida.
- Terei que renunciar - anunciou, deixando aflitas as duas pessoas que estavam com o rapaz na sala.
A mãe era jovem, por volta dos cinqüenta anos, e bonita demais para ser viúva. Mas não tão jovem, depois de ter se casado aos dezenove anos.
- Mas... meu querido... Você não pode renunciar!
- Não tenho chance.
Maria Ferreira Scott-Lee começou a choramingar.
- Você está louco, rapaz? - Maximilian Scott-Lee perguntou, impaciente. - Isso não tem nada a ver com o banco! Vamos tentar manter alguma perspectiva.
Ao desviar o olhar, antes direcionado à mãe, para o homem a quem chamara de tio durante toda a vida, Anton sentiu vontade de esmurrá-lo!
Não havia perspectiva, pensou ao se virar, colocando o péssimo humor para a vista além das janelas do escritório bem mobiliado da casa dos Scott-Lee em Belgravia.
O tempo lá fora estava ruim. A chuva batia com força nas folhas, ainda presas às árvores, até caírem na praça. Há duas horas, era apenas um dia de inverno calmo e ensolarado em Londres. E ele participara de uma reunião com a diretoria, confiante no cargo de presidente do tradicional e prestigiado Banco Scott-Lee.
Agora, sentia-se lançado à deriva tal como aquelas folhas na tempestade. Agora, muitas coisas sobre si mesmo que eram evidentes antes não podiam mais ser evitadas.
Nasceu como o adorado filho único da bela brasileira Maria Ferreira e do banqueiro inglês Sebastian Scott-Lee - pelo menos até hoje acreditava que sim. Supôs ter herdado a aparência latina da mãe e o pensamento sagaz para os negócios do falecido e saudoso pai.
Quando leu a carta de um brasileiro chamado Enrique Ramirez que afirmava ser o verdadeiro pai dele, pensara ser uma piada de mau gosto.
Contou o fato para a mãe e o tio, que confirmaram a história. Teve de aceitar que o fato de que Ramirez dizia a verdade, assim como o homem que sempre acreditara ser seu pai soubera do romance e que Anton não era seu filho verdadeiro!

3- INOCÊNCIA DO PRIMEIRO AMOR
Catarina Mendes é uma jovem de 21 anos, inocente e rica, que finalmente torna-se uma mulher livre e independente.
Entretanto, essa liberdade tem um preço, e cabe a Jake Ramirez, seu tutor, arranjar-lhe um marido que a defenda de homens inescrupulosos.
Jake é dominado pela beleza de Catarina, mas ela ainda é virgem.
Será que ele conseguirá resistir ao desejo antes de encontrar um marido que esteja à altura da moça?
Capítulo Um
O dia em que a vida de Jake Ramirez virou de cabeça para baixo havia começado como qualquer outro.
Levantou-se às seis, bebeu uma xícara de café e passou os olhos no jornal New York Times.
Após tomar banho e se barbear, bebeu outra xícara.
Alguns minutos depois das sete, usando um terno cinza escuro, camisa branca e gravata azul-marinho, tomou o elevador privativo do apartamento duplex na Quinta Avenida até o saguão.
Uma Mercedes preta o esperava. O motorista trabalhava para Jake há tempos.
O chefe tinha várias casas e diziam que era dono de metade dos arranha-céus de Manhattan.
— Bom dia, senhor Ramirez.
— Bom dia, Dario.
O chofer deu a partida, enquanto Jake conversava com Dario. Será que os Jets ganhariam o jogo de domingo? A filha mais velha conseguira o papel na peça da escola? Depois, como sempre, Dario erguia a divisória que proporcionava privacidade ao patrão.
O empresário pegava o celular e começava o dia.
Primeiro, uma ligação para o escritório.
Tinha uma reunião na Bolsa de Valores, mas queria contatar a secretária.
Belle era quase tão workaholic quanto ele e já deveria estar no escritório.
Porém, isso não ocorreu hoje.
Jake deixou uma mensagem na secretária eletrônica, enquanto o carro seguia rumo ao centro da cidade.
Poupava tempo, e isto era algo precioso quando se tratava das Empresas Ramirez.
Em seguida, telefonou para as pessoas com as quais negociava no momento.
Ramirez tinha o pensamento rápido.
Tranqüilizava um, questionava outro, dizia a um terceiro que viajaria no fim da semana para lidar pessoalmente com o problema que surgia — tudo ao mesmo tempo.
O celular tocou. Era Belle.
— Bom dia, senhor Ramirez. Achei melhor lembrá-lo do aniversário da senhorita Vickers hoje.
Jake fechou os olhos. Esquecera da data apesar das insinuações de Samantha sobre anéis de brilhantes.
— Ligue para a...
— ...floricultura. Já fiz isso. Dois buquês de rosas vermelhas.
— Muito bem. E ligue para...
—... a Tiffany's. Entregarão uma pulseira de safiras ao meio-dia.
— Safiras?
— A senhorita Vickers tem olhos azuis!

Série Tres Noivas Para Tres Irmãos
1- Em nome do Amor
2- Uma esposa obediente
3- Inocência do primeiro amor
Série Concluída
