Série Toque de Poder
Ela jamais fora beijada...
O mundo se colocara aos pés de Noelle, um prodígio ao piano, até ela cair em desgraça... Desamparada, sua única opção é aceitar a proposta do bilionário Ethan Gray. Ele não pensa em amor, e sim em vingança! Basta Noelle assinar a certidão de casamento e tudo estará resolvido. Até então, ela apenas sentira amor pela música, mas seu corpo queima de desejo pelo toque habilidoso do marido.
E as tentativas inocentes de sedução de Noelle ameaçam cada vez mais a resistência de Ethan. Porém, Noelle teme que ele nunca a veja como uma mulher, e sim apenas como uma peça de seu jogo de poder...
Capítulo Um
A mansão Birch era a única coisa que lhe restava. A única coisa permanente em sua vida, que sempre estivera lá. Todos os outros... sua mãe, seu professor de piano, seus fãs, eles foram embora. A casa era a única coisa que ela possuía.
Até que o banco a tomasse, pelo menos.
Noelle suspirou e olhou pela janela, um nó apertando seu estômago quando um Town Car preto passou pelos portões abertos de ferro batido e seguiu o caminho de acesso, parando em frente à porta da mansão.
Ela afastou-se da janela e esperou que seu convidado não notasse as cortinas retorcidas. Era muito triste, realmente, que ela tivesse sido reduzida a isso. Esperando que sua casa fosse tomada, vendo o financista chegar para avaliar a propriedade. Esperando ser despejada. Sem ter ideia para aonde iria.
O cheque que ela recebera na semana anterior viera com um bilhete, informando-a de que aquele era provavelmente o último cheque de royalties para o futuro previsível. A empresa não estava mais vendendo seus velhos álbuns, e diversos de seus álbuns digitais haviam sido tomados pelos grandes websites. Ninguém queria sua música.
Não que os royalties tivessem sido ótimos no último ano, mas o bastante para ir a um café ocasionalmente. Agora, ela não teria nem mesmo isso.
Subitamente, queria tanto um café com leite cremoso que pensou que pudesse chorar.
Ela era um caso triste. Pobre Noelle. Faria uma festa da piedade, se achasse que alguém compareceria. Bem, o banco viria, se houvesse mais alguma coisa para tomar posse. Ela riu, então endireitou a saia e assumiu seu lugar diante da porta, incerta do porquê estava se incomodando de bancar a anfitriã, apenas que aquilo era automático. Sua mãe teria esperado isso dela. Exigido.
É claro, sua mãe não estava lá.
Noelle respirou fundo e pôs a mão na maçaneta, esperando, e, assim que a batida soou à porta, ela abriu. Seu coração disparou violentamente diante da visão do homem parado ali.
Alto e bem-constituído, num terno que definitivamente não era do padrão que um funcionário de banco usava, mas feito sob medida para enfatizar o físico incrível do homem.
Os lábios dele se curvaram num sorriso, não um caloroso, mas um que ela sentiu no seu corpo inteiro. Os olhos eram escuros, da cor de chocolate, mas sem qualquer doçura. O estômago de Noelle se comprimiu com um desejo potente.
De café. Ainda queria café.
— Srta. Birch? — Ele tinha uma voz bonita também. Baixa, rouca e continha um sotaque australiano muito sexy.
— Sim. Você é... — Ela mudou de tática no meio da sentença, decidindo-se por uma abordagem mais direta: — Você é do banco.
Ele passou por ela e entrou na casa, os olhos observando a sala de maneira desdenhosa.
— Não exatamente.
— Então, por que você está aqui?
Capítulo Um
A mansão Birch era a única coisa que lhe restava. A única coisa permanente em sua vida, que sempre estivera lá. Todos os outros... sua mãe, seu professor de piano, seus fãs, eles foram embora. A casa era a única coisa que ela possuía.
Até que o banco a tomasse, pelo menos.
Noelle suspirou e olhou pela janela, um nó apertando seu estômago quando um Town Car preto passou pelos portões abertos de ferro batido e seguiu o caminho de acesso, parando em frente à porta da mansão.
Ela afastou-se da janela e esperou que seu convidado não notasse as cortinas retorcidas. Era muito triste, realmente, que ela tivesse sido reduzida a isso. Esperando que sua casa fosse tomada, vendo o financista chegar para avaliar a propriedade. Esperando ser despejada. Sem ter ideia para aonde iria.
O cheque que ela recebera na semana anterior viera com um bilhete, informando-a de que aquele era provavelmente o último cheque de royalties para o futuro previsível. A empresa não estava mais vendendo seus velhos álbuns, e diversos de seus álbuns digitais haviam sido tomados pelos grandes websites. Ninguém queria sua música.
Não que os royalties tivessem sido ótimos no último ano, mas o bastante para ir a um café ocasionalmente. Agora, ela não teria nem mesmo isso.
Subitamente, queria tanto um café com leite cremoso que pensou que pudesse chorar.
Ela era um caso triste. Pobre Noelle. Faria uma festa da piedade, se achasse que alguém compareceria. Bem, o banco viria, se houvesse mais alguma coisa para tomar posse. Ela riu, então endireitou a saia e assumiu seu lugar diante da porta, incerta do porquê estava se incomodando de bancar a anfitriã, apenas que aquilo era automático. Sua mãe teria esperado isso dela. Exigido.
É claro, sua mãe não estava lá.
Noelle respirou fundo e pôs a mão na maçaneta, esperando, e, assim que a batida soou à porta, ela abriu. Seu coração disparou violentamente diante da visão do homem parado ali.
Alto e bem-constituído, num terno que definitivamente não era do padrão que um funcionário de banco usava, mas feito sob medida para enfatizar o físico incrível do homem.
Os lábios dele se curvaram num sorriso, não um caloroso, mas um que ela sentiu no seu corpo inteiro. Os olhos eram escuros, da cor de chocolate, mas sem qualquer doçura. O estômago de Noelle se comprimiu com um desejo potente.
De café. Ainda queria café.
— Srta. Birch? — Ele tinha uma voz bonita também. Baixa, rouca e continha um sotaque australiano muito sexy.
— Sim. Você é... — Ela mudou de tática no meio da sentença, decidindo-se por uma abordagem mais direta: — Você é do banco.
Ele passou por ela e entrou na casa, os olhos observando a sala de maneira desdenhosa.
— Não exatamente.
— Então, por que você está aqui?

Série Toque de Poder
2- Sinfonia de Sedução
Série Concluída


