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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Doce Conquista

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Teias Da Paixão

Quatro anos antes, Sophie entregara seu coração a Nikos Kazandros.

O que ela não sabia era que Nikos tomaria sua virgindade e a deixaria em seguida para continuar sua vida.
Agora, sem saber a quem recorrer e em busca de dinheiro, Sophie aceitou um emprego que não teria cogitado normalmente.
Mas, justo em sua primeira noite, as coisas saem do controle quando ela desastrosamente esbarra com... Nikos.
Ele fica furioso com a maneira como ela está se sustentando e sabe que precisa impedi-la imediatamente.  Mas o único meio de fazê-lo é mantê-la por perto e pagar por seu tempo...

Capítulo Um

Sophie estava de pé, se mantendo imóvel.
Ela olhava sem piscar para o reflexo que a encarava no comprido espelho do banheiro feminino do hotel.
A mulher no reflexo a observava com o mesmo olhar inexpressivo.
Usava um vestido de noite de cetim, decotado e justo no corpo; seu cabelo loiro, alisado com spray, envolvendo um dos ombros.
Seus olhos estavam pesados com uma brilhante maquiagem; os cílios, carregados com rímel preto-carvão; a pele, besuntada de base; as orelhas com brincos de cristal em forma de gota; a boca, grudenta com um batom escarlate.
Essa não sou eu!
O grito veio de algum lugar bem profundo em Sophie.
Bem profundo. Como algo enterrado.
Um túmulo.O túmulo da pessoa que ela fora.
Jamais seria novamente.
Sentiu um peso se revirando no estômago com a repulsa ao que ela via no espelho.
— Com licença...
A voz soou ríspida, impaciente, querendo que Sophie abrisse espaço.
Desajeitadamente, ela o fez, percebendo o olhar de desprezo explícito no rosto da mulher mais velha quando ela lhe tomou o lugar para examinar a própria aparência. Sophie sabia o que ela vira.
Sabia por que a mulher a olhara com desprezo.
Sentiu o estômago se revirar novamente.
O interior da boca estava seco, e ela serviu-se um copo de água da jarra colocada sobre o lavatório para uso de convidados, engolindo como se aquilo pudesse apaziguar seu caos interior.
Por uma última vez, se olhou tristemente no espelho.
Então, com uma súbita e curta inspiração que cortou sua garganta como se fosse vidro, pegou a bolsa e saiu do banheiro com um caminhar rígido, tenso, sobre saltos tão altos que faziam seu corpo rebolar, apesar da rigidez em seus doloridos músculos das pernas enquanto ela se forçava a continuar.
Do outro lado do lobby do hotel, no bar, seu cliente a aguardava.
Nikos Kazandros olhou à volta.
O salão de recepção vasto e decorado de forma opulenta estava à meia-luz, lotado e barulhento com uma música bate-estaca e vozes altas demais.
Era exatamente o tipo de festa que Nikos evitava: cheia de pessoas ostentosas e hedonistas em busca de uma diversão que inevitavelmente envolvia pequenas linhas brancas e o uso indiscriminado de quartos.
Um franzir se formou no rosto liso e escuro de Nikos.
Sua relutância em entrar não encontrava coro em seu acompanhante.
— Nik... Vamos. Esta festa vai ser demais!

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Série Teias Da Paixão 
1- Virada do destino
2- Doce conquista
Série concluída

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Virada do Destino

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Teias Da Paixão
A enfermeira Maggie Ward era jovem e inocente como a alvura de seu uniforme. 

Ao se encantar pelo belo Rafael Castenadas, não fazia idéia de que seu encontro com ele não fora acidental. Somente perceberia seu intento tarde demais, já presa a teia que ele tecera pouco a pouco... e totalmente sob seu poder!
Rafael tivera de tomar medidas drásticas para proteger o nome de sua família. Mas começara a perceber que não estava interessado apenas em manter Maggie em silêncio. Ele a desejava!

Capítulo Um

Susan Ward fez sua manobra ao longo da rampa para dentro da cozinha, sua filha e seu marido acompanhando seu progresso de maneira protetora. Escorando as muletas contra a cadeira que seu marido puxou, Susan se sentou, ignorando a óbvia ansiedade de seus parentes amados.
Maggie, assistindo ao procedimento com apreensão, suspirou aliviada ao ver a mãe sentada em segurança.
— Você está ficando boa com estas coisas, mamãe — ela observou.
Sorte seu pai ter se aposentado do trabalho em poços petrolíferos, de modo que pudesse ficar de olho nas coisas quando Maggie não tivesse condições. Fazia três meses desde a cirurgia experimental, mas ver sua mãe, que estivera confinada a uma cadeira de rodas pelos últimos 18 anos, de pé, mesmo que por breves períodos, deixava-a radiante.
E agora, se tudo saísse conforme os planos, em alguns meses Susan não precisaria mais da cadeira; nem mesmo das muletas.
Susan descartou o comentário e olhou para sua filha, que se sentou na cadeira oposta.
— Como você está se sentindo? Realmente se sentindo — acrescentou, erguendo a mão em antecipação da resposta da filha. — Ela parece estar exausta, não parece, John? — Susan se voltou para o marido.
O olhar caloroso de John Ward percorreu o rosto pálido de Maggie, notando os cachos cor de ébano que lhe emolduravam o rosto em formato de coração.
— Ela está linda.
Oh, bem, refletiu Maggie, pelo menos eu tenho um fã, mesmo sendo meu pai.
— Obrigada, mas, segundo você, eu era linda quando estava vinte quilos acima do peso, tinha espinhas de adolescente e aparelho nos dentes — ela o relembrou.
— Não mude de assunto, Maggie — disse sua mãe, seriamente.
— Eu lhe disse que estou bem, mamãe. — E esboçou um sorriso alegre para ilustrar suas palavras.
Maggie aperfeiçoara o "sorriso alegre" havia muito tempo, porque, independentemente de quão ruim fosse seu dia, sempre sabia que o de sua mãe tinha sido pior.

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Série teias da paixão
1- Virada do destino

2- Doce conquista