Mostrando postagens com marcador Série Os Baron. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Série Os Baron. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Leão do Deserto

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
 Série Os Baron

Ele era incrivelmente sedutor! 

E ela tinha uma missão...O sheik Nicholas al Rashid, Leão do Deserto e sublime herdeiro do trono imperial de Quidar, nunca recebera um presente de aniversário tão maravilhoso: uma loira escultural, com o corpo mais perfeito que já vira, capaz de fazer um homem perder a cabeça! 
A luxuosa cobertura na Quinta Avenida era seu território. Ali sua palavra era lei. 
Já que ela era seu presente de aniversário, poderia fazer o que bem entendesse... 
Mas... o que ela estaria fazendo em seu quarto com uma câmara fotográfica nas mãos? Amanda nunca pensou que, ao aceitar a inocente oferta de sua melhor amiga, teria a vida completamente transformada! 
Como provar ao poderoso e irresistível sheik de que tudo não passava de um terrível equívoco? E, pior: como provar a si mesma que conseguiria resistir à sedução daquele homem?

Capítulo Um

O sheik Nicholas al Rashid, Leão do Deserto, lorde do império e sublime herdeiro do trono de Quidar, atirou para longe o jornal que acabara de receber e pronunciou uma série de blasfêmias em sua língua natal, em uma atitude pouco digna de sua nobreza e majestade.
- Abdul! - gritou a plenos pulmões, vendo a porta do escritório se abrir no mesmo instante.
- Pois não, senhor.
O homem de meia-idade, vestido com um elegante terno negro, mantinha a mão na maçaneta enquanto esperava com ar servil, sem erguer os olhos para o sheik.
- Estes jornais sensacionalistas estão proibidos de entrar no meu escritório!
- Sim, senhor.
- Tiveram a ousadia de me chamar de selvagem do deserto, como se eu fosse uma espécie de quadrúpede - continuou pensando alto, esquecendo a presença do secretário. - Será que esta é a imagem que passo?
- Não, em absoluto!
Acostumado com as explosões do sheik, Abdul sabia que não era momento de contrariá-lo. Lançou um olhar discreto para o jornal amassado, que exibia uma reportagem com uma fotografia de meia página. O sheik estava ao lado de uma mulher que mantinha os braços ao redor de seu pescoço e o fitava, como se estivessem vivendo um momento de intensa paixão.
- Está vendo esta fotografia? - Apontou para o jornal como se fosse a prova do crime. - Eu avisei que havia uma câmara apontada para nós! Veja a manchete! "Sheik Nicholas al Rashid com sua última conquista, a bela Deanna Burguess".
- Não tive tempo de ler os jornais ainda, senhor - mentiu, para não irritá-lo ainda mais.
- Ninguém me insulta sem sofrer as conseqüências! Se estivéssemos em Quidar... - De súbito, ele se calou.
Voltou no tempo, até uma ocasião que alguém tivera tal ousadia. "Você não é nada mais do que um bárbaro selvagem!", as palavras ecoaram em sua cabeça. A imagem se diluiu, e Nick voltou ao presente.
- Esta foto foi tirada no Dia do Perdão - continuou, enquanto Abdul apanhava o jornal e o jogava no cesto de lixo. - Por isso eu estava usando os trajes típicos. E a tenda não era nada mais do que uma das muitas que se espalhavam pela praça de alimentação!
- Eu sei, senhor.
- Tínhamos que ir até lá para comer!
Abdul inclinou ainda mais a cabeça, em sinal de respeito. Sabia que sua presença ali se justificava apenas como desculpa para que o sheik desabafasse.
- A srta. Burguess torceu o pé e, no exato momento em que a segurei, o fotógrafo não perdeu tempo em nos fotografar.
- Sheik Rashid, não há necessidade de explicar.
- Eu estava carregando-a, é verdade - continuou como que para si -, mas para dentro da tenda, e não saindo com ela, como assinalaram na reportagem. - Interrompeu-se e suspirou profundamente, olhando para Abdul como se o houvesse visto apenas naquele momento. - Não vou deixar que isto me irrite... - comentou com outro suspiro.
- Acho que é o melhor afazer, senhor.
- Não posso me deixar abater por uma fofoca de jornal!
- Excelente decisão, senhor.
- Se as pessoas quiserem acreditar, problema delas!
- Exatamente.
- Além disso, que diferença faz se sou chamado de selvagem inculto ou bárbaro, seja lá o que for? - Ele sorriu, e seu rosto se cobriu com a máscara de indiferença que costumava usar. - Se esses idiotas que adoram se intrometer na minha vida pensam que me atingem, estão muito enganados! Não conseguirão me incomodar com fofocas baratas!

Série Os Baron
1- Esposa por conveniência
2- O Preço de um Homem
3- Nas Asas Do Amor
4- Domadora de corações
5- Leão do Deserto
6- Um Amor Brasileiro
7- Palavra de Amor
8- Aurora do Desejo
Série Concluída


Um Amor Brasileiro

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Os Baron

Ninguém sabia quem era o pai do filho de Carin, já que ela tinha conseguido manter o segredo durante toda a gravidez... 

Mas no parto lhe escapou um nome: Raphael Alvares! 
O multimilionário brasileiro acudiu imediatamente ao lado de Carin. 
O fez porque sua honra lhe obrigava a dar seu nome ao menino, ou acaso aquela única noite de paixão o tinha feito desejar converter Carin em sua esposa?



Capítulo Um

Cidade de Nova Iorque, Sábado, 4 de maio
Carin Brewster agarrou a mão de sua irmã e se perguntou como diabos tinha conseguido sobreviver a humanidade, se cada mulher que tinha tido um filho tinha passado por semelhante agonia.
Gemeu quando outra contração lhe sacudiu o corpo.
— Isso — disse Amanda Brewster Al Rashid — Empurra, Carin. Empurra!
— Estou... empurrando — ofegou.
— Mamãe está a caminho. Chegará a qualquer momento.
— Estupendo — Carin se mordeu o lábio — Poderá me dizer que conhece a forma correta de... ohhhh, Deus!
— Oh, querida — Amanda se aproximou — Não acha que já é hora de me dizer quem...?
— Não!
— Não te entendo, Carin! É o pai de seu filho.
— Não... o... necessito.
— Mas tem direito de saber o que acontece!
— Não... tem... nenhum... direito.
Carin fez uma careta de dor. Que direitos tinha um homem quando era quase um desconhecido? Nenhum. Algumas das decisões que tinha tomado nos últimos meses tinham sido difíceis. Se ficava com o bebê, se pedia ajuda a sua família. Mas decidir não contar a Rafe Alvares que a tinha deixado grávida tinha sido fácil. Ele não se importava com Carin; por que ia querer sabê-lo? Por que um homem que tinha passado uma hora em sua cama e que nunca tinha tentado entrar em contato com ela quereria saber que ia ser pai?
A contração passou. Caiu sobre o travesseiro.
— Ele não é importante. O bebê é meu. Sou tudo o que necessitará. Só... — gemeu e voltou a arquear-se —... só eu.
— É uma loucura — Amanda secou a testa de sua irmã com uma toalha fria — Por favor, me diga seu nome. Deixe que eu o chame. É Frank?
— Não! — apertou a mão de Amanda com mais força — Não é Frank. E não vou te contar nada mais. Mandy, disse que não o faria. Prometeu-o. Disse...
— Senhora Al Rashid? Desculpe-me, por favor, mas tenho que falar com sua irmã.
Carin girou a cabeça. O suor tinha caído em seus olhos e tinha a visão imprecisa, mas pôde ver que Amanda retrocedia para dar espaço ao doutor Ronald.
Sentou-se junto a ela e tomou a mão.
— Como está passando, Carin?
— Estou...— titubeou — Estou bem.
—Você é durona — sorriu —, não resta dúvida. Mas acreditamos que já passou por isso tempo suficiente.
—Tente dizer ao meu bebê — conseguiu esboçar um sorriso débil.
— É exatamente o que vou fazer. Tomamos a decisão de levá-la à sala de partos para trazer este bebê ao mundo. O que lhe parece?
— Lhe fará a...

domingo, 10 de novembro de 2013

Aurora Do Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Os Baron


Devolvendo na mesma moeda. 

O advogado Gray Baron deve um favor a seu tio, e resolverá essa questão durante uma viagem a Las Vegas, onde tentará fazer contato com Dawn Lincoln Kitteridge uma mulher que, de acordo com as suspeitas de Jonas Baron, pode ser a chave para a revelação de grandes segredos de família.
Mas não será fácil lidar com Dawn. 
Fugindo do assédio de um ex-marido, é compreensível que ela tenha um forte receio de estranhos bisbilhoteiros.
Embora a desconfiança seja mútua, não é suficiente para reprimir a atração cada vez mais presente entre ela e Gray.
Entretanto, ambos não podem se arriscar a revelar a verdade que os uniu.
Ainda que Dawn precise desesperadamente da proteção de Gray...

Capítulo Um

Graham Baron saiu do terminal no aeroporto de Austin e se perguntou como conseguira sobreviver a passar os primeiros 17 anos de sua vida no Texas.
Tinha 33 e morava em Nova York agora, mas, sempre que voltava para ali, o fato de que nascera naquele lugar o surpreendia.
Tudo lhe parecia alienígena. As pessoas. O sotaque arrastado delas.
A vastidão da terra e do céu. O clima. Ah, sim, pensou ele, o clima, quando o calor o envolveu como uma fornalha aberta.
E nem era verão de verdade. Claro, havia aqueles que diziam que aquele lugar também não era o verdadeiro Texas. Os guias chamavam a área de terra das colinas. Assim com as pessoas do leste.
— Você é mesmo do Texas? — perguntava alguém se o assunto da terra natal dele surgisse.
— Sou — respondia ele, enganchando os polegares na cintura da calça e assumindo um sotaque arrastado de John Wayne — com certeza.
Aquilo sempre arrancava uma risada, levando-se em consideração que ele não tinha nenhum sotaque, não usava botas de caubói e varrera de si o fedor de óleo, gado e cavalos fazia longos 16 anos.
— De que parte do Texas? — perguntavam.
E, quando Gray dizia que nascera em Austin, alguém fazia um sábio movimento de cabeça e dizia: Austin, é?
Não era, tipo, diferente? Não havia árvores verdes e colinas em Austin? Não era como no resto do estado, certo? Uma ova que não era, pensou Gray ao baixar a pasta, tirar o paletó, afrouxar a gravata e arregaçar as mangas.
A um homem acostumado com os altíssimos prédios de Manhattan não servia uma tosca imitação dos dali, e as colinas do Central Park eram tão extensas quanto a terra dali.
Droga, ele estava com um péssimo humor. Pelo que devia ser a centésima vez desde que embarcara no avião em La Guardia naquela manhã, ele desejou que não tivesse se permitido ser convencido a fazer aquela viagem... mas fora.
Como era aquele velho ditado? A curiosidade matou o gato. No caso de Gray, ela o pusera num voo às seis da manhã para o Texas.
Uma buzina soou no meio-fio. Gray olhou, viu um Jeep verde-escuro com os compridos chifres de Espada pintados na porta.
Abel Jones acenou. Gray retribuiu o aceno e foi até ele.
— Bondade sua vir me buscar — disse ele ao se sentar no banco ao lado de Abel e largar a pasta no assento traseiro.
Abel lhe lançou um longo olhar. Então cuspiu pela janela e entrou no trânsito.
— Faz parte do trabalho — disse ele de modo lacônico.
E lá se ia a conversa. Não que Gray estivesse surpreso.
O capataz de Jonas Baron era muito parecido com o próprio velho. Alto, magro, aparentemente atemporal e nada propenso à conversa fiada. Bem, não tinha problema.
Gray não estava muito interessado em conversar. Recostou-se, deixou que o frescor do ar-condicionado o envolvesse enquanto eles saíam do aeroporto e entravam na estrada que levava da cidade grande até a pequena localidade de Brazos Springs, e tentou imaginar o que o tio poderia estar querendo.
Jonas telefonara tarde na noite anterior. O telefonema retirara Gray do tipo de sono profundo que vinha ao se ter uma mulher quente e saciada nos braços.
A mulher, com quem ele estava saindo fazia várias semanas, murmurara uma leve reclamação quando ele rolara para longe dela e pegara o telefone, uma reação automática que vinha de oito anos de prática em direito criminal.
Uma pessoa recebia muitos telefonemas no meio da noite quando os clientes não eram lá muito decentes.
— Gray Baron — dissera ele com a voz rouca.







Série Os Baron
1- Esposa por conveniência
2- O Preço de um Homem
3- Nas Asas Do Amor
4- Domadora de corações
5- Aurora Do Desejo

domingo, 29 de setembro de 2013

Palavras de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Os Baron



Grávida de seu chefe.

O magnata grego Demetrios Karas não consegue se concentrar.
Ele já tentou manter distância profissional de Samantha Brewster, mas seus instintos o derrubaram!
Agora, corre o risco de colocar a perder toda a negociação se tornar Samantha sua amante.
Há apenas um pequeno problema...
Demetrios depende dela para o sucesso do contrato, pois Samantha é ninguém menos do que a tradutora!
Quando Demetrios finalmente sacia seu desejo, não há dúvidas de que é impossível existir outra mulher que o deixe tão realizado entre quatro paredes.
Apesar de ter o coração de Demetrios em suas mãos, Samantha pretende ficar com ele por apenas três meses, o tempo de duração do contrato.
Até que um novo compromisso os pega de surpresa.
E começará a valer de verdade dentro de nove meses...


Capítulo Um 

Samantha Brewster estava exausta, embora tivesse dormido como um cadáver na noite anterior, porém viajar por muitas regiões sempre a deixava cansada. 
Por que esperar por um momento mais adequado para escapar? A festa estava a todo vapor. 
Os convidados de Carin e Rafe estavam amontoados na sala de estar; a banda estava tocando um samba animado e todo mundo estava se divertindo. 
Certamente ninguém notaria caso ela saísse, nem mesmo sua mãe e suas irmãs sempre zelosas. 
Sam bebeu um gole de sua caipirinha, saboreando o gosto adocicado da bebida, e colocou o copo sobre uma das mesinhas espalhadas pelo terraço iluminado pelo luar. 
Ela havia feito a coisa certa ao fazer presença obrigatória nas festividades. 
Agora poderia seguir para o andar de cima, tirar seus sapatos de salto agulha, trocar o conjunto verde de seda por camiseta e calcinha de algodão e cair na cama. 
Era tudo que desejava fazer depois de passar quarenta e tantas horas aguardando em terminais e entrando e saindo de aeronaves. 
De Jacarta para Honolulu, de Honolulu para São Francisco, de São Francisco para Nova York, porque ela queria fazer uma parada rápida no próprio apartamento, e então de Nova York para São Paulo... 
Só de pensar, Samantha tinha vontade de deitar na laje do terraço e dormir ali mesmo. Sam sorriu. 
Ela podia imaginar a reação das irmãs caso o fizesse. E da mãe. Marta ficaria horrorizada, mais horrorizada do que havia ficado há algumas horas, quando Sam a provocou, brincando sobre a roupa que iria vestir na festa de Carin e Rafe. 
— Jeans e camiseta? — Marta dissera, olhando para Sam, como se esta fosse uma criança em um cesto abandonado à porta. 
— Para o quinto aniversário de casamento da sua irmã? Honestamente, Samantha... 
— Francamente, mãe, Sam está brincando. 
— Carin lançou um olhar suplicante por cima da cabeça da mãe. 
— Não está, Sam? Você está só brincando. 
— É claro que está — Amanda respondeu rapidamente, lançando o mesmo olhar de “por favor, não dê um chilique”. Que pena, Sam pensou pesarosamente. 
O casamento mudava as pessoas. Em outros tempos, as irmãs reconheceriam uma piada quando ouvissem uma. É claro que ela estava brincando. 
Até ela era esperta o suficiente para não aparecer em uma festa daquele estilo usando jeans. 
Era só que Samantha estava cansada, para começar, e quando percebeu que sua sempre-esperançosa família ainda estava tentando convencê-la a sossegar e a se casar, bem, ela foi de cansada a mal-humorada em um piscar de olhos. Certo. 
Sam passou as mãos pelo cabelo, embora soubesse que não ia ajudar muito. 
A úmida noite brasileira transformou suas ondas ruivas em uma concentração de cachos selvagens, apesar de ela ter usado laquê suficiente para ajeitar os cabelos do elenco inteiro de um espetáculo de Las Vegas. 
Porém ela supunha parecer civilizada o suficiente para passar pela sala de estar, fazer um aceno de cabeça e sorrir a qualquer um tolo o suficiente para tentar prendê-la em uma conversa. Só precisava passar pelo corredor, pelas escadas e... 






Série Os Baron
1- Esposa por conveniência
2- O Preço de um Homem
3- Nas Asas Do Amor
4- Domadora de corações
5- Palavras de Amor
6- Aurora do desejo 

domingo, 8 de setembro de 2013

Domadora De Corações

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Os Baron 




Uma batalha de testamentos... 

É apenas uma coincidência o fato de Tyler Kincaid ter chegado à mansão dos Baron justo quando o patriarca, Jonas Baron, está decidindo o que cada um deveria herdar? 
Caitlin McCord não sabe dizer bem o que é, mas há algo em Tyler que a irrita profundamente. 
Ela é enteada de Jonas e administra o rancho da família, por isso está mais do que preparada para a batalha! 
Tyler logo deixa claro que tem dois objetivos: descobrir segredos escondidos e conquistar Caitlin. 
Ela não pode negar que se sente muito atraída por ele, mas não perderá a cautela. 
Afinal, será que Tyler pretendia seduzi-la somente para descobrir a verdade sobre o seu passado? 

 Capítulo Um

Era aniversário de Tyler Kincaid, e ele tinha a sensação de que o presente o esperava na cama.
Atlanta derretia sob o calor opressivo do anoitecer de julho, mas ele não se importava. 

Ele vivera no Sul a vida inteira, e gostava dos dias quentes e das noites abafadas. E também não tinha nada contra encontrar uma mulher em sua cama, especialmente uma bela loira como Adrianna. 
Sob circunstâncias normais, um homem teria de ser louco para se opor a isso.
Tyler franziu a testa conforme diminuiu a velocidade de seu Porsche diante dos portões de ferro que guardavam sua propriedade.
Mas aquelas não eram circunstâncias normais.
Se ele estivesse certo e Adrianna o aguardasse com champanhe, caviar e flores, ela então teria entrado na casa dele sem ser convidada. 
Ele já pedira para que ela passasse a noite, mas nunca deu a Adrianna ou a qualquer mulher acesso a sua vida ou aos códigos de segurança que destrancavam os portões e a porta da frente.
E, diabos, ele não havia planejado nada para celebrar seu aniversário; 18 de julho era só mais um dia do ano. Se havia algo de especial neste dia era porque Tyler percebera, nesta manhã, que era hora de dizer a Adrianna que o relacionamento deles terminara.
Os portões se fecharam atrás dele. Adiante, uma estrada estreita guarnecida de magnólias levava até a grande casa branca que ele comprara no mesmo dia em que vendera as ações de sua empresa, há oito anos. No final daquele dia, Tyler passara de pobretão a multimilionário.
 “Um cidadão exemplar”, o Jornal de Atlanta o chamara. Tyler guardou o artigo em um livro de recortes bem ao lado de uma notícia datada de dez anos antes disso, em que o mesmo jornal dizia que ele era “um exemplo da juventude perdida de Atlanta”.
Havia uma bela ironia ali, mas não foi por isso que ele guardou os artigos. 
Ele os guardou como lembrete de como a vida de um homem pode mudar em algumas voltas do planeta ao redor do sol.
Ele suspirou, desligou o motor e olhou para a casa. Ela parecia deserta, a não ser pelas luzes que vinham de algumas janelas, mas ele sabia que estas se acendiam automaticamente ao anoitecer. 
Era parte do sistema de segurança. Seu sistema de segurança impenetrável, de acordo com o técnico que o instalara.
— Impenetrável uma ova — murmurou Tyler.
Para os ladrões, talvez, mas não para as maquinações de uma loira de olhos azuis.
Não havia sinal dela, nem do pequeno Mercedes verde conversível. Adrianna era tão inteligente quanto bela. Suas mulheres sempre atendiam a altos padrões, do cérebro aos saltos. 
Ela devia ter encontrado um lugar para esconder o carro.
Tyler enrijeceu a mandíbula. Ele se encostou no assento de couro e abriu as mãos sobre o volante.
Acontece que ele não gostava de surpresas, muito menos das que envolviam seu aniversário, e muito menos ainda quando elas envolviam uma mulher, mesmo que bonita e eminentemente desejável, com ideias sobre alterar seu status quo.
Ele fora claro no começo do relacionamento. As pessoas mudam, ele dissera a ela, suas metas mudam, suas necessidades mudam. Adrianna então sorrira e o interrompera, dizendo que o compreendia.
— Querido, eu juro — ela murmurou. — Não estou nem um pouco interessada em contos de fadas que terminam com “felizes para sempre”.
Ela não estava. Essa era uma das coisas que ele admirava nela. 
Adrianna tinha uma vida independente; uma beldade na aparência e nos modos, mas uma mulher moderna na maneira como abria seu próprio caminho pelo mundo.
Ele deixara claro também que gostava da sua privacidade — ou seja, que ele não queria nenhuma maquiagem em seu banheiro, e que também não deixaria seu aparelho de barbear na casa dela. 
Não haveria troca de chaves ou de códigos de segurança ela rira quando ele dissera isso, com aquela voz rouca que nas primeiras semanas fizera o sangue dele fervilhar.
— Querido, você é o tipo de homem que me excita. Você é um lindo cafajeste, amor, é isso que você é. Como uma mulher seria tola o bastante para querer domá-lo?
Fidelidade era a única coisa com a qual eles se comprometeriam, enquanto o relacionamento durasse. 
Essa era a única coisa à qual Tyler ainda estava comprometido...
 






Série Os Baron
1- Esposa por conveniência
2- O Preço de um Homem
3- Nas Asas Do Amor
4- Domadora de corações
5- Palavras de Amor

Nas Asas Do Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Os Baron 





Quando apenas uma noite se toma uma vida inteira... 

Slade Baron tomou uma atitude totalmente inesperada, pois não conseguiu resistir ao rosto angelical de Lara Stevens. 
Ambos aguardavam um voo que atrasaria uma noite inteira. 
Então, sugeriu que dormissem juntos... 
Quando Lara olhou dentro dos olhos de Slade, percebeu que não havia escapatória. 
Nenhum homem havia olhado para ela daquele jeito, ou a feito se sentir tão desejada. 
Enfim, não estaria fazendo mal a ninguém aceitando o convite dele. 
Afinal, tudo o que Slade queria era uma noite com ela, e Lara queria... um bebê. 

Capítulo Um

Slade Baron percebeu que os botões da saia de camurça verde da mulher loira estavam desabotoados na lateral, revelando mais de suas pernas longas e bem torneadas do que o decoro permitia. 

Cada vez que ela cruzava as pernas ele as via, lindas e bronzeadas. 
Slade a observava enquanto esperava, no aeroporto, que as condições do tempo melhorassem e que ele pudesse embarcar em seu voo para Boston. 
Aquele atraso todo para o embarque era angustiante, e a dona das belas pernas era uma distração bem-vinda. 
Ela estava na sala de espera havia meia hora, e os homens presentes pareciam bem alvoroçados. E ninguém poderia culpá-los. 
Aquela mulher era algo bem mais agradável de olhar do que a chuva, que não dava trégua, batendo contra as enormes vidraças do aeroporto.
Quando ela entrara ali, todos puderam notar, no mesmo instante, que era belíssima, ainda que estivesse vestida como uma mulher de negócios, com bolsa a tiracolo, um computador portátil em uma das mãos e uma pasta escura na outra, exatamente como todos os demais passageiros que aguardavam que a tempestade de verão amainasse. 
Mas quando ela se sentou bem na frente de Slade, tirou um livro da bolsa e cruzou as pernas, uma onda de eletricidade e calor percorreu o grande saguão. 
A abertura em sua saia revelava cada detalhe de sua pele perfeita. 
Ela cruzava e descruzava as pernas, entretida em sua leitura, e Slade estava no lugar certo para admirar a vista.
Voo atrasado, era o que diziam as informações de quase todos os painéis de embarque. E a situação não mudaria enquanto a tempestade não passasse.
Slade já havia refeito as anotações de sua exposição várias vezes, lido a seção de negócios do jornal e telefonado para Edwin Dobbs, o presidente do Banco Beaufort em Baltimore. 
Ele não tinha mais nada para fazer, era observar a moça loira cruzando as pernas ou morrer de tédio.
De repente, ela ergueu os olhos e o flagrou a olhá-la. Ela sorriu. Ele sorriu de volta. 
Ela baixou a cabeça de novo, virou a página e depois cruzou as pernas mais uma vez, para alegria de Slade. A saia, como era de se esperar, revelou mais do que deveria. 
Slade cruzou os braços, suspirou, ajeitou-se em sua desconfortável cadeira e deixou que sua imaginação assumisse o comando.
O que havia debaixo da saia?, ele se perguntou. Renda preta, provavelmente. 
Ou talvez exatamente o oposto, algo sutil, rosa bem claro. Cor-de-rosa ficaria estupendo contra a pele dela, Slade tinha certeza.
Ela se ajeitou, recruzou as pernas e... ora, quem diria? Renda preta. Ele tinha razão. 
Ela ergueu a cabeça novamente e encarou Slade, ainda perturbado com a visão. 
Ela sorriu. Ele sorriu. Então, sem nenhum aviso, ela se levantou. 
Colocou a bolsa no ombro, pegou sua maleta e seu computador, deu dois passos decididos e...
 






Série Os Baron
1- Esposa por conveniência
2- O Preço de um Homem
3- Nas Asas Do Amor 
4- Domadora de corações
5- Palavras de Amor
  

domingo, 24 de fevereiro de 2013

O Preço De Um Homem

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Os Baron



Ele é o seu prêmio… mas ela concordará em ser amante dele?

Travis Baron é, sem dúvida, um homem que toda mulher gostaria de arrematar em um leilão! 
Extremamente belo e muito bem-sucedido, ele é o provável herdeiro do Rancho Espada, a imensa propriedade de seu pai. 
E ali está, no leilão beneficente, à espera do lance mais alto. Alexandra Thorpe ofereceu um lance que lhe concedeu o direito de passar o fim de semana com Travis. 
Mas ela não quer esse prêmio. Por que essa linda e fria loira ofereceu milhares de dólares por Travis... 
E, simplesmente, foi embora? Determinado, Travis foi atrás da lady que o comprou! 
Afinal, faz questão de demonstrar que vale o preço pago por ele. 

Capítulo Um 

Travis Baron permaneceu de pé nos bastidores do palco improvisado do Hotel Paradise com uma expressão de desafio, enquanto esperava ser arrematado pelo lance mais alto. 
Poderia haver coisa pior para um homem fazer em uma linda noite de sexta-feira, no início de junho? 
Travis pensou. 
Correu os dedos por entre os cabelos, em seguida alisou com a mão a lapela do smoking. 
Era impossível ver a multidão no elegante salão, mas podia ouvir perfeitamente as vaias, gritos e assobios das mulheres, as quais, afirmara Pete Haskell, eram a nata da sociedade de Los Angeles. 
Podia ser. Porém, aos ouvidos de Travis elas pareciam vulgares e obscenas. 
Pelos alto-falantes o leiloeiro exaltava os dotes dos candidatos. 
— Vejam o que lhes ofereço! Vamos senhoras, não sejam tímidas. Não hesitem. Ganhem para este fim de semana o homem dos seus sonhos. 
Tímidas? Travis esboçou um sorriso desdenhoso. Baseando-se no que ouvira naqueles sessenta minutos, as mulheres reunidas no salão eram tão tímidas quanto uma manada de búfalos e nada discretas em revelar suas carências. 
Elas davam vivas, riam, vaiavam, gritavam, quando o leiloeiro batia o martelo elas aplaudiam, assobiavam e faziam tal barulho que os guardas interferiam para acabar com o tumulto. 
Tudo recomeçava assim que a outra infeliz vítima era empurrada para o palco. 
Mas nem todos os homens tinham de ser empurrados. Muitos se apresentavam espontaneamente, sorrindo e jogando beijos pára a multidão. 
— Ei, este é um leilão beneficente. — disse um dos homens ao ver a expressão carrancuda de Travis. 
Com certeza o homem estava dizendo isso porque se apresentara voluntariamente para aquela tolice, Travis pensou, mais sombrio ainda. Mas ele, não. 
Para piorar as coisas, seu nome nunca era sorteado e ele ia ficando para o fim do leilão.
Como, continuou a refletir, como se deixara envolver naquela confusão? 
— Vendido! 
DOWNLOAD









Série Os Baron
1- Esposa por conveniência
2- O Preço de um Homem
3- Nas Asas Do Amor
4- Domadora de corações
5- Palavras de Amor

Esposa Por Conveniência

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Os Baron





Quatro irmãos: unidos pela herança, lutando pelo amor! 

Gage Baron abriu seu próprio caminho. 
Era rico, e seu casamento parecia bem-sucedido. 
Até Natalie decidir deixá-lo. 
Então ele recebeu um convite para participar da comemoração do aniversário de seu pai, Jonas Baron. 
Gage sabia que o pai tinha em mente reunir a família. 
E Gage teve de fazer a única proposta que jamais imaginara que faria em toda a sua vida: pedir a Natalie que se passasse por sua esposa! 
Por mais que tivesse dito a si mesma que esquecera Gage, Natalie sabia que não era verdade: ainda o amava com todas as forças. 
Sabia, também, que seria difícil resistir aos apelos do coração!

Capítulo Um

Gage Baron suspirou, exausto. Tivera um dia difícil, cuidando da ampliação do Hotel Baron Windsong, e tudo o que queria era descansar um pouco.
Mas prometera ir à festa dos Holocomb, onde estaria reunida a elite da cidade.
— Não devia ter se comprometido, meu amigo — murmurou ao contemplar a própria imagem, no espelho. — Mas empenhou sua palavra e agora tem de honrá-la.
Olhou para o relógio de ouro sobre o lavabo. Sete e quinze.
Estava atrasado, e não se importava com isso. Assim, poderia ficar menos tempo no pátio da mansão, fingindo divertir-se com mais um dos entediantes coquetéis beneficentes oferecidos por Liz Holocomb.
E a quem devia culpar por isso? A si mesmo, claro. Colocara-se naquela situação apenas para não frustrar Natalie.
— Não quero ir, mas posso mandar um cheque — dissera quando ela lhe entregara o convite. — Basta me dizer a quantia.
Natalie então lhe dera um olhar terno, o primeiro em muitos meses.
— Você é livre para fazer isso — respondera com sua voz fria e elegante —, mas lembre-se de que trabalhei no comitê com Liz.
A resposta o surpreendera. As coisas não andavam bem entre eles nos últimos tempos, mas ainda assim continuavam casados.
— Está certo, então. Eu vou.
— Obrigada — ela respondera, o tom tão educado quanto o sorriso.
O mesmo sorriso que ainda o perturbava, e que o levara a ter o insano desejo de tomá-la nos braços e beijá-la até que voltasse a ser a mulher que ele um dia conhecera.
Suspirou mais uma vez, pôs a toalha de lado, pegou o relógio e voltou ao quarto, nu.
O sexo, pensou, era uma via de duas mãos. Na vida, como nos negócios, não se entra numa situação quando não se tem certeza do resultado. E Gage não tinha a menor ideia do que aconteceria se tentasse derreter a gélida polidez da esposa propondo sexo.
Provavelmente não funcionaria. Além do mais, havia a possibilidade de ele ainda não estar pronto para encarar as conseqüências de um ato assim.
Por outro lado, já era hora de exigir algumas respostas.
Parou à porta do closet, tenso. Talvez tivesse chegado o momento de descobrir se era somente seu ego que desejava Natalie, ou seu coração.
DOWNLOAD
 






Série Os Baron
1- Esposa por conveniência
2- O Preço de um Homem
3- Nas Asas Do Amor
4- Domadora de corações
5- Palavras de Amor