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terça-feira, 5 de julho de 2016

Um Segredo entre Nós

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
 Série Noivas Virgens

Os encontros e desencontros de um grande amor!

Com os preciosos segundos passando depressa, Mack Chaney chegou ao casamento do ano em Sidnei para revelar uma traição... e salvar a noiva de casar-se com um homem falso e dissimulado. S

uzie Ashton já havia sido sua antes. Então, como se fosse um cavaleiro medieval, Mack voltou para reclamar para si aquela bela criatura virginal, toda de branco. 
Só não podia revelar o verdadeiro motivo que o levara àquela igreja!

Capítulo Um 

Sídnei
— Ei, olhe só para todos aqueles fotógrafos! — Ruth Ashton arregalou os olhos diante do que via do camarim da noiva em Boungainvillea Receptions. — E todos vieram para vê-la, Suzie! Sua filha gritava diante do espelho, apreciando a saia ampla do vestido de renda branca bordada, uma de suas criações. A única dama de honra de Suzie, Lucy, ostentava um vestido em seda azul e procurava certificar-se de que tudo estava como devia ser.
— Eles vieram para ver meu vestido de noiva. Querem saber que criação fabulosa produzi desta vez. — A voz de Suzie tremia. Havia planejado um casamento simples e informal no jardim, mas a ocasião assumira rápida mente a proporção de um circo criado pela mídia.
—Bem, não é todo dia que uma jovem estilista sem uma grife própria conquista o prestigiado premio Vestido Australiano do Ano. — O rosto da mãe expressava orgulho. — A publicidade pode contribuir para o sucesso de sua carreira, querida. Editores de moda de todas as revistas especializadas estão aqui.
— Só permiti a entrada de toda essa gente para salvar Jolie Fashions. Eles foram muito bons para mim. Não quero vê-los afundando. — A casa de moda com sede em Sidnei estava endividada e lutando pela sobrevivência, tudo graças a um contador desonesto. — A exposição na mídia será excelente para a Jolie, especialmente porque minha dama de honra, a mãe da noiva e do noivo e boa parte dos convidados estão usando criações da casa.
— Querida, os fotógrafos de moda verão seu vestido e ficarão fascinados. A Jolie Fashions será invadida pelos pedidos de compras. Seu casamento será exibido nas páginas de todas as revistas, e isso servirá para promover o nome Jolie. E o seu também, meu bem — Ruth afirmou com a voz embargada. — Nunca vi noiva mais linda!
Tristan ficará orgulhoso.
Tristan. Suzie engoliu em seco. Seu príncipe dourado. Gentil, íntegro, confiável, responsável, encantador, bem-sucedido... o marido perfeito. Não era um homem capaz de inspirar paixões abrasadoras, mas esse era um sentimento perigoso que quase sempre levava ao sofrimento, cegando as pessoas para a realidade. Com Tristan, saberia sempre onde estava. Ele era um homem em quem uma garota podia confiar e com quem podia contar, diferente de...
Não pensaria em Mack Chaney no dia de seu casamento. Nem em outro dia de sua vida. Nunca mais. Ele era passado. História. E que ficasse enterrado com todas as recordações tristes.
— Vocês formarão um casal perfeito — Lucy comentou com um suspiro. Tristan era lindo e rico, e Suzie transformara-se de maneira quase mágica de uma jovem garota descabelada em uma princesa de cabelos perfeitos.
— Perfeito.
Sim, tudo era perfeito... quase perfeito demais. Suzie sentiu um desconforto momentâneo. Era como se vivesse um sonho, uma situação irreal. Um conto de fadas. Jamais havia esperado encontrar o homem perfeito. Nunca acreditara que ele existisse. Os únicos homens de quem se aproximara em sua vida haviam sido tudo, menos perfeitos.
E ela também estava longe da perfeição.
Suzie aproximou-se da janela. Não podia encarar a mãe ou Lucy, pois temia que elas identificassem o pânico em seus olhos, o medo de acabar sendo desmascarada como uma fraude.
Tristan não a conhecia. Não sabia quem era a verdadeira Suzie... a impulsiva, intempestiva e inconsequente Suzie. Só conhecia a mulher elegante, composta e bem penteada, a imaculada Suzanne, como ele preferia chamá-la. Lutava para manter a imagem da dama contida há três meses, sempre com o incentivo da mãe.
Desde que vira o jovem empresário do ramo de utensílios de couro na entrega do premio de moda há três meses, Ruth decidira que ele e Suzie teriam de se casar. Até mesmo a mãe de Tristan, a esnobe Felícia Guthrie, acabara por aceitar a futura nora, apesar de sua criação modesta e da formação desprovida de brilho ou grandes tradições.
Conquistar o premio havia sido um grande passo. De repente passara a ser alguém. Uma jovem estilista talentosa com um futuro brilhante.
O nervosismo aumentou quando Suzie viu a multidão reunida no jardim. Além das fileiras de cadeiras arrumadas para os convidados, lugares que já haviam sido totalmente ocupados, havia uma plateia de repórteres e fotógrafos no fundo do quadrilátero reservado para a cerimônia, gente munida de máquinas modernas com poderosas lentes de aumento esperando para ver e registrar sua espetacular criação.
Tensa, tocou as mangas longas do elegante vestido de noiva e os pequenos botões de pérolas que adornavam o corpete justo. A cintura baixa precedia a saia ampla que dava graça e leveza ao vestido.
Os caracóis naturais dos cabelos haviam sido penteados de forma quase artística, repetindo o estilo liso e comportado que adotara há três meses. Na cabeça Suzie usava uma delicada tiara de pérolas e um véu de renda muito fina. Nada poderia tirar a atenção do vestido de noiva.
— Onde está Tristan? — perguntou enquanto se virava. — É a noiva quem deve atrasar, não o noivo. — Como não tinha pai para conduzi-la ao altar, Suzie decidira apresentar-se de braço dado com o futuro marido.
— Ele não está atrasado — Ruth tentou acalmá-la. — A qualquer minuto estará aqui.
Lucy abriu a porta. — Ele vem vindo!


Série Noivas Virgens
1- Tudo Por Um Beijo
2- Razões do Coração
3- Um Amor Para Sempre
*4- Sweet Bride of Revenge
*5- The Bounty Hunter's Bride
6- De Repente...Casados!
7- Planos Para Um Casamento
8- Aconteceu o Amor
9- Prelúdio de Amor
10- Beijo Roubado
11- As Estações do Amor
*12- Glass Slipper Bride
13- Casada Com Um Sheik
14- A Princesa e o Caubói
15- Selado Com Um Beijo
16- Meu Primeiro Amor
17- Coração Selvagem
18- Conto de Fada Existe
19- Sob Medida Para o Sheik
20- Um Segredo entre Nós
21- a revisar
22- idem
*23- The Marriage Clause
*Não publicado no Brasil
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quinta-feira, 30 de junho de 2016

Prelúdio de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
 Série Noivas Virgens


O que era mais importante para aquele homem? 

Ele era um homem possuidor de uma fortuna e prestígio invejáveis, mas não havia quantia de dinheiro capaz de dispensar Paul Spencer de um iminente casamento de conveniência. 
Seu avô lhe deixara pouca escolha: desposar uma mulher que ele desprezava ou perder os negócios da família. E, com Paul, a família sempre vinha em primeiro lugar. 
Até ele pôr os olhos na bela e inocente Cassidy. 
A partir daquele momento, ele já não sabia o que vinha primeiro: seu desejo de agradar à família ou de ter Cassidy nos braços!

Capítulo Um

— Eu sei que é importante — disse Cassidy, endireitando a peruca vermelha —, mas estamos perto do Haloween, e você sabe que esta é a época do ano mais movimentada para mim.
William, incomodado com a teimosia da irmã, respirou fundo, pensou e, enquanto ajeitava sua gravata de seda, disse:
— Vou lhe contar por que preciso tanto desse favor.
Vendo-o tão aflito, Cassidy pensou que, se continuasse levando tudo tão a sério, William acabaria tendo um ataque cardíaco antes dos quarenta anos.
— Que tal esta? É bem baratinha.
Nada o irritava mais que encontrar sua irmã vestida com uma das fantasias da loja. Era quase impossível conversar com ela vestida de boneca. Puxando-a pelo braço, William insistiu:
— É o meu chefe, Cass! Ele está desesperado. E recomendei você, pessoalmente. Por piedade, não me deixe encrencado!
Pobre William, sempre em sobressalto, com medo de que a própria família o deixasse embaraçado… Tudo bem, talvez seus parentes fossem um tanto excêntricos, mas sempre se comportavam bem. Ou quase sempre.
Ela sorriu, conciliadora, esquecendo-se completamente do rosto pintado de branco, dos cílios imensos e da boca com formato de coração.
— Prometo, querido irmão, que o Sr. Paul Barclay Spencer receberá um tratamento de rei. E prometo que encontrarei para ele um traje que impressionará Betty. Palavra de honra de irmã.
William ficou apenas um pouco mais tranquilo.
— O nome correto é Bettina — frisou. — Bettina Lincoln. E, se tudo correr bem, ela será a Sra. Paul Spencer até a primavera.
— E o Sr. Spencer terá salvo os negócios da família — Cassidy disse, para provar que tinha prestado atenção nas palavras do irmão. — E dará esse crédito a você.
— Sim, se você não arruinar tudo. Agora, seria pedir demais que você tirasse essa roupa ridícula antes que ele chegue?
Cassidy fez que sim. Arrancou a enorme peruca e, contrita, jurou:
— Vou abandonar meu traje de Raggedy Ann e trocá-lo por roupas adequadas para receber seu patrão. Mais: encontrarei algo para ele usar e conquistar o coração, e tudo o mais, da glamourosa, fantástica Srta. Lincoln. Satisfeito?
William empertigou-se, alisou as dobras do terno italiano impecável e, assentindo, recomendou:
— Só para lembrar: estou contando com você.
O sorriso de Cassidy foi bastante encorajador. Ele lançou-lhe um olhar de aprovação. Mas a alegria de Cass se foi quando percebeu que, ao sair, William contemplou com desprezo tudo à sua volta.
Sinceramente, ela não sabia qual o problema em ser figurinista. Figurinistas, por definição, desenham, costuram e, se tiverem sorte, montam suas próprias lojas e fazem tudo dentro delas, o que inclui usar as próprias criações. Mesmo que sejam fantasias. Quem usaria roupas que nem o próprio figurinista usa?
Mas William não era capaz de entender isso. Aliás, não percebia nada a não ser o próprio mundinho. Ainda assim, refletiu Cass, a família Penno era uma cruz para o pobre William carregar, e ela não queria aumentar esse peso.
O irmão não entendera nada quando, um ano antes, os pais resolveram pedir divórcio. Alvin e Anna Penno eram incompatíveis, e depois de trinta e cinco anos, isso ficou ainda pior. Cassidy sempre percebera esse detalhe, mas William não. Era impossível, para ele, admitir que os pais, depois de separados, haviam conhecido a felicidade…


Série Noivas Virgens
1- Tudo Por Um Beijo
2- Razões do Coração
3- Um Amor Para Sempre
*4- Sweet Bride of Revenge
*5- The Bounty Hunter's Bride
6- De Repente...Casados!
7- Planos Para Um Casamento
8- Aconteceu o Amor
9- Prelúdio de Amor
10- a revisar
11- As Estações do Amor
*12- Glass Slipper Bride
13- Casada Com Um Sheik
14- a revisar
15- Selado Com Um Beijo
16- a revisar
17- idem
18- Conto de Fada Existe
19- Sob Medida Para o Sheik
20- a revisar
21- idem
22- idem
*23- The Marriage Clause
*Não publicado no Brasil
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terça-feira, 17 de maio de 2016

Um Amor Para Sempre

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Noivas Virgens   
Negócios... ou paixão incendiária?

Dóris Carmichael precisava de Robert para ser seu marido temporário. 
Precisava dele para livrar-se do pai dominador e realizar seu sonho de ser uma pessoa independente. Mas jamais imaginou que se apaixonaria por aquele fazendeiro durão.
Quatro anos após seu casamento haver terminado, Dóris recebeu um telefonema que a deixou perplexa: 
Robert ainda era seu marido... apesar de eles nunca terem tido uma noite de núpcias!  Dóris sabia que a paixão que haviam partilhado não podia ser negada, mas teria de enfrentar Robert. E este era o grande problema: aquele homem ainda fazia seu coração bater rápido demais!


Capítulo Um

Dóris Carmichael empurrou a porta e entrou no bar. Um forte cheiro de cigarro impregnava o local. Precisou apertar forte os lindos olhos azuis para enxergar através da densa nuvem de fumaça que pairava no salão.
Robert tinha de estar ali, em algum canto daquele bar. Dóris soubera que ele ainda não havia partido, embora tivesse sido eliminado do torneio. Se não tivesse ouvido um dos em­pregados do estábulo mencionar seu nome naquela manhã, dizendo que aquele bar era seu reduto sempre que se encon­trava na cidade, talvez não tivesse tido a idéia de ir até ali procurá-lo. Estava desesperada e precisava convencê-lo de que a proposta que viera lhe fazer beneficiaria a ambos.
A porta da frente rangeu, denunciando a entrada de mais alguém naquele lugar que as pessoas costumavam chamar de "paraíso" na sexta-feira à noite. Na verdade, talvez não fosse bem assim, pensou ela, observando a sala comprida e estreita, o gasto piso de tábuas, as paredes rebocadas, que, havia muito tempo, perderam a tinta que ajudaria a disfarçar sua decadência sob a luz obscura.
Dóris ajustou melhor os cabelos dentro do chapéu e puxou a aba sobre os olhos. Esperava passar despercebida com a trança escondida dentro dele. Escolheu a calça de brim mais surrada que tinha para usar e uma jaqueta, também de brim, que encontrou no estábulo, vários números acima do seu.
Pelos olhares que recebeu ao entrar, começava a duvidar que o estratagema estivesse funcionando. Mas talvez fosse um hábito os frequentadores do bar examinarem qualquer pessoa nova que entrasse no local.
Dóris endireitou os ombros e, de propósito, olhou em tor­no, com ar de enfado. Pareceu ter dado certo, porque, em seguida, os rostos se voltaram e as pessoas retomaram as conversas. Agradeceu a Deus, antes de continuar à procura do homem por quem arriscava o próprio futuro e a reputação na tentativa de encontrar.
Conhecia Robert Metcalf por sua notoriedade, e por uma fotografia que vira dele, tirada durante uma de suas par­ticipações em rodeios. Devido à pouca iluminação e à fu­maça, Dóris não sabia se seria capaz de reconhecê-lo em meio a todos aqueles homens. Esperava que sim.
Um grupo barulhento de caubóis acabava de entrar, falando sobre rodeios com muita animação. Dóris examinou cada um deles, mas nenhum lhe pareceu familiar. Porém, ficar ali pa­rada observando quem entrava não resolveria seu problema, concluiu. Encaminhou-se ao balcão, no fundo, o mais discre­tamente possível, analisando todos os que se encontravam ali sentados. Nenhum se encaixava na descrição do homem a quem procurava. Mas não entraria em pânico.
Tentou se lembrar de tudo o que ouvira a seu respeito. Sabia que apreciava a solidão, sobretudo quando era derru­bado, como aconteceu naquele dia. Decerto estaria sozinho.
Logo que o pensamento lhe ocorreu, Dóris avistou uma figura sombria, um homem sozinho sentado a uma das me­sas de canto, os pés calçados em belas botas de couro apoia­dos no banco em frente, desencorajando fosse quem fosse que desejasse se aproximar.
Dóris engoliu em seco. Bem que podia ser o rapaz a quem procurava.

Série Noivas Virgens
1- Tudo Por Um Beijo
2- Razões do Coração
3- Um Amor Para Sempre
4- Sweet Bride of Revenge
5- The Bounty Hunter's Bride
6- De Repente...Casados!
7- Planos Para Um Casamento
8- Aconteceu o Amor

9- a revisar
10- idem
11- As Estações do Amor
12- Glass Slipper Bride
13- Casada Com Um Sheik
14- a revisar
15- Selado Com Um Beijo
16- a revisar
17- idem
18- Conto de Fada Existe
19- Sob Medida Para o Sheik
20- a revisar
21- idem
22- idem
23- The Marriage Clause
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domingo, 8 de maio de 2016

Razões do Coração

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Noivas Virgens



Peter fechou os olhos e viu-se carregando Ellen até o leito nupcial. 


Repentinamente a palavra "virgem" veio-lhe à mente. Por um momento, permitiu-se pensar que seria o primeiro homem na vida de Ellen. Então um arrepio o trouxe de volta à realidade. Queria ter essa responsabilidade? Ellen estava à espera do príncipe encantado havia muito tempo, e ele com certeza não era o homem ideal para iniciá-la na vida amorosa. 
Peter não poderia se aproveitar de um momento de fraqueza...

Capítulo Um

— Que idiota eu fui — Ellen Reese murmurou.
Qualquer decisão tomada às duas horas da manhã deveria ser revista à luz do sol. Na verdade, ela tivera o dia todo para fazer isso, mas estava tão magoada que evitara pensar sobre o assunto. Portanto, se agora se encontrava em apuros, não havia ninguém, a não ser ela mesma, para culpar.
Ao deixar Boston naquela manhã, o céu estava claro e limpo. No meio do caminho até New Hampshire, no entanto, alguns flocos de neve já molhavam o para-brisa do seu carro, mas nem isso a deteve. Nem sequer o mau tempo foi capaz de dobrar sua obstinação. Assim, continuou dirigindo para cruzar a fronteira do Canadá, sempre em direção ao norte, para as montanhas.
Pensava nos motivos que a impeliram para essa jornada quando sua atenção se desviou para o deslumbrante cenário ao redor. Quanto mais se aproximava do outro lado da fronteira, mais bela e selvagem era a vista. Porém, tudo passava por ela meio despercebido.
Pinheiros, carvalhos, plátanos, prados e montanhas, tudo estava sob um enorme cobertor branco. Agreste e exuberante, a natureza ali parecia intocada. Aos poucos, sua atenção foi sendo tomada por tudo aquilo.
Só mesmo algo tão deslumbrante conseguiria fazê-la parar de reviver a cena da véspera.
A neve caía em flocos leves, porém contínuos, havia horas, amontoando-se no chão e na estrada, que exibia uma grossa camada gelada. Tão espessa que Ellen começou a pensar a respeito.
Bobagem se preocupar. Afinal, aquilo era o que atraía turistas para lá. Raciocinando dessa maneira, não se deixou intimidar pelo clima, pois, em último caso, sempre haveria a possibilidade de parar num motel de estrada e esperar pelo sol.
Convencida disso, Ellen não se abalou com o aumento da nevasca que caía cada vez mais pesada e criava montes cada vez mais altos ao longo do caminho. Ela até chegou a considerar parar quando passou a última cidadezinha, mas a fronteira estava próxima, e, entre a obsessão e o bom senso, ganhou a primeira.
Minutos depois, rajadas de vento e neve castigavam o carro com fúria. Os últimos raios do astro-rei se perderam entre a tormenta, e o anoitecer pegou-a de surpresa quando esperava no acostamento.
Voltar era uma opção, mas, segundo o mapa, não estava distante da próxima cidade e, de mais a mais, dar meia-volta quase sem visibilidade era por demais arriscado.
Só então Ellen caiu em si e começou a se dar conta da extensão dos problemas em que se metera por causa de seu comportamento impulsivo.
Com dificuldade, voltou para a pista, mas, a cada metro, ficava mais difícil dirigir. Nem sinal de que houvesse alguém por ali. Aliás, desde o último povoado que Ellen não se lembrava de ter cruzado com algum outro veículo.
Decerto fora a única que não pensara em procurar abrigo naquele tempo horrível. Mais uma vez, recriminou-se por tanta imprudência. Como pudera ser tão tola?!


Série Noivas Virgens
1- Tudo Por Um Beijo
2- Razões do Coração
3- Um Amor Para Sempre

domingo, 17 de abril de 2016

Tudo Por Um Beijo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Noivas Virgens



Um peão perigoso e destemido

Ele era o que Tiffany sempre desejara: forte, inteligente, charmoso e simplesmente irresistível. King Marshall era o próprio amor personificado, e ela faria qualquer coisa para passar o resto de sua vida com ele. O grande problema era que King acreditava que casamento tinha sido inventado apenas para os tolos...
Uma garota encantadora
Ela era jovem, belíssima, simpática e... muito inexperiente. King Marshall era bem mais velho, cético e desiludido com a vida para se deixar levar por histórias de amor com finais felizes. Ele só não contava com a tenacidade e com a determinação de Tiffany em levá-lo ao altar.

Capítulo Um

Tiffany o avistou a distância, montando Thunder, o imenso garanhão negro que já havia matado um homem. Ela odiava aquele animal, um cavalo matador, mas respeitava muito o cavaleiro, King Marshall, da mesma maneira que a maioria das pessoas que moravam em Jacobsville, Texas. A família de King tinha ido morar nas proximidades do rio Guadalupe, há muito tempo, na época da guerra civil, numa fazenda chamada Lariat, que agora pertencia a ele.
Nessa época do ano, em plena primavera, era muito comum vê-lo no lombo do garanhão recolhendo o gado, cavalgando atrás de alguma rês desgarrada, ou mesmo marcando os animais. King, apesar de ter uma empresa com o pai de Tiffany, onde se negociava terras e gado, quase não saia da fazenda e os empregados da cidade praticamente não o viam. O rebanho de King era tão grande que, nesse ano, ele havia comprado um helicóptero que estava sendo usado para conduzir o gado até os inúmeros currais. Tiffany adorava ficar de longe, vendo o helicóptero voando em baixa altitude, fazendo o trabalho de, pelo menos, dez vaqueiros.
Conduzindo seu cavalo, Dream, ao lado da cerca de arame farpado Tyffany se aproximou um pouco mais de onde King se encontrava sempre cuidadoso, jamais permitiria que se aproximasse muito, ainda mais quando a tarefa executada por ele e pelos peões era a de marcar o gado.
Ela deu um profundo suspiro e ajeitou a blusa de seda cor-de-rosa que usava. Depois foi a vez de ajeitar a calça jeans azul e as botas negras de cano alto. Tiffany gostava de andar impecável, mesmo quando estava cavalgando. E ainda, com King nas proximidades, a vontade dela de se mostrar muito mais bonita e elegante se transformava quase numa obsessão.
Tiffany voltou a suspirar. Não, não custava nada sonhar e imaginar-se nos braços de King. Se isso um dia acontecesse, se conseguisse conquistá-lo, seu pai Harrison, ficaria muito feliz e daria todo apoio a ela pois, além de sócios. os dois homens eram muito amigos. O difícil seria fazer King. sempre muito cerimonioso, sempre muito misterioso, se interessar por uma garota tão jovem Nos últimos . tempos, este tinha sido o grande dilema de Tiffany. Se pelos menos fosse. mais velha. Porém, depois de muito refletir a respeito do assunto, ela chegou à conclusão de que poderia sim, conquistá-lo. Afinal era muito bonita e inteligente. Mas para que isso acontecesse, precisava mudar algumas coisas em sua aparência tão juvenil. E Tiffany tomou uma decisão: cortaria os longos cabelos negros. No entanto, quando chegou o dia que se propusera a ir à cabeleireira, a coragem lhe faltou. Adorava aqueles cabelos que emolduravam-lhe o rosto oval, de pele bem clara, e que contrastavam com seus olhos verdes. E como seria possível ficar sem os longos cabelos negros que esvoaçavam ao vento quando cavalgava? Aquela cabeleira fazia parte dela, como fazia parte o sorriso que quase não lhe saia dos lábios e a vontade de viver. Harrison Blair viva dizendo que a filha era a personificação da alegria e da felicidade e que, em tudo, lembrava-lhe a esposa.
Depois de voltar atrás, de decidir que não cortaria os cabelos, Tiffany se propôs conquistar King de outra maneira. Por que teria de parecer mais velha? Não, iria conquistá-lo apesar da idade, e do distanciamento que aquele homem que a fascinava fazia questão de manter. De uma coisa tinha certeza: chegaria o dia em que King Marshall passaria a vê-la como uma mulher, não como a irmãzinha mais jovem. Mas como fazer para que isso viesse a acontecer? Tiffany não sabia.


Série Noivas Virgens
1- Tudo Por Um Beijo
2- Razões do Coração
3- Um Amor Para Sempre