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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Esposa de Meio Período

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série A Vida Secreta de Esposas da Sociedade 







Em algum momento, durante as vezes em que Luke Talbot chegava tarde das festas da alta-sociedade, e então corria para a segurança de casa, Abby descobriu que seu marido vivia uma vida dupla.

Seus segredos, embora necessários, aumentaram suas inseguranças. 

Como ela poderia ser casada com este homem, dormir em seus braços, dar a ele seu coração... e nunca saber quem ele realmente era?
Seus segredos não lhe deram escolha, e ela entra com um pedido de divórcio. E descobre que Luke não vai deixá-la partir sem lutar!

Capítulo Um

— Um brinde às Debs! — Abby Baldwin Talbot ergueu a taça de champanhe num brinde às suas cinco melhores amigas.

— Isso mesmo, a nós! — Felicity acompanhou o gesto dela, e as outras também ergueram suas taças. Abby fitou cada uma com um sorriso. Eram todas membros originais do Debs Club — garotas que haviam frequentado juntas a Eastwick Academy e, de braços dados, sobrevivido à apresentação à sociedade como debutantes. 
Emma, Mary, Felicity e Abby se conheciam desde sempre, e o laço que as unia era inquebrantável. Mas, se não podia quebrar-se, podia se curvar, pelo menos o suficiente para aceitar dois novos membros em seu círculo. Lily e Vanessa passaram a fazer parte do grupo de forma tão lenta e natural que Abby não conseguia imaginar a vida sem todas aquelas mulheres. Especialmente agora, pensou, mas não verbalizou. 
Com tudo o mais em seu mundo desabando em torno dela, precisava mais do que nunca da familiaridade e do amor que encontrava nas amigas. 
— Certo, detesto interromper o momento. — Mary sorriu.
— Mas, por mais que ame vocês, meninas, quero dançar com Kane. — Então o sorriso diminuiu um pouco. 
— Você está bem, Abby? 
— Estou ótima — mentiu, o sorriso largo, e tomou outro gole de champanhe para aliviar a secura na garganta. 
— Vá e se divirta a noite toda. 
— Parece um bom plano — concordou Felicity. 
— De pleno acordo. — Vanessa olhou para as outras três, em pé, no fundo do salão de baile do country club. 
— Vocês também vão? 
— Eu vou. — Lily alisou sem necessidade a frente do vestido. 
— Em alguns minutos eu irei também — disse Abby às amigas. 
— Só quero observar o baile por alguns momentos. 
— Certo. — Vanessa apontou o dedo indicador para ela. 
— Porém, se não estiver na pista de dança em 15 minutos, virei buscá-la. Abby acenou. — Considere-me avisada.
Vanessa e Lily desapareceram na multidão, e Abby inalou o ar profundamente. Era agonizante manter uma fachada alegre para as pessoas que mais amava. Mas de jeito nenhum estragaria a festa na qual todas trabalharam tanto. Com decisão firme, olhou para a amiga muito mais alta do que ela. 
— Você fez um trabalho impressionante, Emma. 
— Quer dizer que nós fizemos um trabalho impressionante, certo? — corrigiu Emma, observando o salão cheio e barulhento. 
Parecia que toda a alta sociedade de Eastwick resolvera comparecer ao Baile de Outono daquele ano. Diamantes piscavam em pescoços, orelhas e mãos, brilhando com tantas joias que causariam um ataque cardíaco coletivo numa seguradora.

Série A Vida Secreta de Esposas da Sociedade
1- Esposa do Escândalo 
2 - A Esposa Deserdada
3- Esposa de Uma Semana 
4- Esposa Comprada
5 - Era Uma Vez Uma Amante
6 - Esposa de Meio Período
Série concluída

Era Uma Vez Uma Amante

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série A Vida Secreta de Esposas da Sociedade




Mary Duvall voltou para Eastwick para reclamar sua herança…e não para reacender uma relação romântica com o milionário Kane Brentwood. 

Anos atrás ela estava feliz em ser apenas a amante do lorde inglês, mas quando ele toma outra mulher como esposa ela jura nunca mais se render a ele de novo.
E agora ela não tem escolha a não ser resistir a suas tentativas de sedução: para ganhar seus milhões ela deve evitar qualquer tipo de escândalo.
Kane pode ser acostumado a conseguir o que deseja, mas Mary não tem intenção de ceder e enfrentar a verdade sobre o seu passado, o as mentiras que ela disse uma vez...


Capítulo Um

Mary Duvall estava em pé ao lado do caixão do avô, David Duvall. Lágrimas quentes brotavam de seus olhos, mas ela as manteve sob controle, muito consciente de que o avô sempre exigira que se mantivesse composta em público.
Era por isso que entrara sozinha na câmara funerária e a trancara. A antiga Mary teria chorado alto e exibido a dor com soluços e gemidos, fazendo tudo o que pudesse para liberar aquelas emoções, extravasá-las. Mas agora as escondia com cuidado. Ignorava tudo a não ser a necessidade de tocar o rosto do avô uma última vez.
Estendeu a mão e a repousou sobre a pele gelada coberta por maquiagem e estremeceu por dentro. Sentia-se tão solitária. Estava completamente sozinha agora. Os pais dela haviam morrido anos atrás num acidente de carro... Não que algum dia tivessem sido próximos. E o irmão mais novo, o filho perfeito, estava no carro com eles e também morrera. 
Mary gostava da nova vida que estava construindo para si mesma em Eastwick, Connecticut. A pedido do avô, voltara de Paris quando soubera como a saúde dele estava frágil. Ele prometera torná-la herdeira dele se ela provasse que não era mais a criança arredia e rebelde de quem David se lembrava. 
— Vou fazê-lo orgulhoso de mim, vovô. Não haverá mais constrangimentos por causa do meu comportamento.
Debruçou-se e roçou os lábios de leve na testa fria e desejou que, por apenas um segundo, ele a abraçasse. A infância de Mary fora difícil, para dizer o mínimo, e o avô David era tão rigoroso quanto todo o clã Duvall, mas sempre a abraçava quando ela partia. Era o único a ter esse gesto. Ela sentiria mais falta dele do que imaginara.
Uma batida à porta interrompeu a despedida. Mary olhou o relógio. Droga, estava quase na hora das despedidas públicas. Sem dúvida, os primos estavam do lado de fora exigindo um tempo particular com o homem com quem se importavam apenas porque tinha muito, muito dinheiro. Mary queria usar a herança Duvall para ajudar pessoas. Pretendia estabelecer um fundo para a construção de unidades neonatais em hospitais localizados em áreas de baixa renda. 
Também esperava financiar um acampamento de verão para crianças pobres onde aprenderiam artes. Jamais tinha sido encorajada a pintar quando criança, embora suas lembranças mais remotas fossem ligadas a um pincel nas mãos. Adorava criar mundos novos na tela. O trabalho de Mary estava começando a chamar a atenção na Europa, e ela gostou do dinheiro que ganhou da venda dos direitos de peças de diversas séries de gravuras. 
Mas, no momento, tinha de passar pelo funeral e pela presença de pessoas que dariam o último adeus ao avô. Antes de abrir a porta, guardou o bilhete que escrevera na noite anterior no bolso interno do paletó do terno do avô, sob o lenço e bem em cima do coração dele. Depois, secou a umidade sob os olhos, abriu a porta e confrontou os primos em segundo grau. Channing e Lorette Moorehead eram filhos da irmã do avô. 
— Tão comovente. Quase acredito que gostava do velho — disse Channing, com deboche, enquanto acompanhava a irmã Lorette até o caixão.


Série A Vida Secreta de Esposas da Sociedade
1- Esposa do Escândalo 
2 - A Esposa Deserdada
3- Esposa de Uma Semana
4- Esposa Comprada 

5 - Era Uma Vez Uma Amante
6 - Esposa de Meio Período

terça-feira, 15 de julho de 2014

Esposa Deserdada

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série A Vida Secreta de Esposas da Sociedade





Segredos, mentiras... e dinheiro.

O futuro da socialite Emma Dearborn está todo planejado: o casamento perfeito, o marido perfeito, a vida perfeita.
Até Garrett Keating reaparecer e bagunçar a cabeça dela com seu charme e sedução. 

Agora, tudo o que Emma quer é se jogar nos braços fortes dele.
Mas se ela não se casar até seu aniversário, poderá perder uma herança de milhões de dólares.
Garrett estará disposto a pagar qualquer preço para que Emma seja somente sua, incluindo subir ao altar?

Capítulo Um

Emma Dearborn sentiu uma coceira. Uma enlouquecedora, incessante coceira nas costas, no meio da omoplata, onde não conseguia alcançar. Ela não era dada a coceiras e praticamente nunca se sentia inquieta.

E foi provavelmente por isso que se lembrou das outras vezes em que sentiu aquela irritante coceira. Acontecera apenas em duas ocasiões. 
Na primeira, jogara por acidente o precioso Morgan do pai, recentemente restaurado, no Long Island Sound, em Greenwich Point quando tinha 16 anos. O carro foi recuperado; o pai quase não conseguiu. 
Na segunda, o acompanhante dela no baile anual de Natal se mostrara um canalha, e Emma tivera de voltar para casa a pé, num longo vestido branco de cetim e saltos altos, durante uma tempestade de neve e chorando o tempo todo. Desde então, é claro, aprendera a conhecer bem os homens e a dirigir. 
Mais especificamente, a coceira desta vez não podia se relacionar a algum iminente evento traumático. A vida dela corria de maneira esplêndida. Impaciente, Emma tomou um gole do chá de menta e framboesa, ordenou a si mesma que superasse a maldita coceira e parasse de se contorcer. Pelo amor de Deus, não havia nada errado; tudo em torno dela refletia a vida feliz e tranquila que tinha. 
— Emma? 
O quente sol de junho passava pelas vidraças das janelas francesas que levavam à piscina. O Emerald Room era o único lugar no Eastwick Country Club onde os membros podiam usar roupas casuais. 
Naquele dia, a piscina estava lotada de crianças que acabavam de entrar de férias e gritavam com alegre energia. Do lado de dentro, mães em sandálias e shorts se misturavam à multidão de profissionais de terno que almoçavam com associados de negócios. 
Emma, que acabara de presidir uma reunião do comitê de levantamento de fundos, estava vestida de maneira formal. O leve terninho de seda era azul cor de lavanda por acaso, não porque fosse a cor que a identificava. Emma não gostava do conceito pretensioso de identificação por cores.
 Mas, de alguma forma, seu closet era misteriosamente cheio de nuances de azul. O resto do grupo vestia roupas mais descontraídas, não que alguém se importasse com roupas naquele dia. 
As Debs haviam perdido o tradicional almoço no mês anterior, estavam todas extremamente ocupadas! O que significava que tinham muito a dizer ao mesmo tempo. 
Harry, o garçom, tinha sido muito gentil e reservara a mesa de malaquita ao lado das janelas para elas, não apenas lhes dando a melhor vista como também um pouco de privacidade para a conversa. 
Felicity, Vanessa e Abby estavam lá. O coração de Emma se alegrou com as risadas, ainda que a coceira continuasse a enlouquecendo. As amigas eram mais próximas do que irmãs. 
Tinham crescido juntas, frequentado a mesma escola particular, conheciam os momentos mais constrangedores uma das outras, e gostavam de falar sobre eles naqueles almoços. Para que serviam amigas a não ser para saborear e embelezar os acontecimentos mais aflitivos da vida das outras? 
E Caroline Keating-Spence havia se juntado a elas para o almoço daquele dia. 
— Emma, está dormindo?
Bunny tinha se dedicado muito ao Eastwick Cares, usando seu tempo e seu dinheiro.

Série A Vida Secreta de Esposas da Sociedade
1- Esposa do Escândalo
2- Esposa Deserdada
3- Esposa de Uma Semana 
4- Esposa Comprada
5 - Era Uma Vez Uma Amante
6 - Esposa de Meio Período
Série concluída


segunda-feira, 14 de julho de 2014

Esposa do Escândalo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série A Vida Secreta de Esposas da Sociedade
Chantageado para se casar.

Ele não sabia o nome da mulher com quem dançara no baile de máscaras, nem mesmo depois da noite de paixão intensa que passaram juntos.
Jack Cartwright não esperava vê-la de novo, até receber uma carta que revelava o nome de sua amante, ameaçando divulgar o fato de Lily Miller, uma mulher pobre, ter engravidado de um milionário.
Jack não cede à chantagem, mas se casa com Lily, ainda que ela seja uma completa estranha...

Capítulo Um

Seu segredo estava a salvo, lembrou Lily Miller a si mesma enquanto desviava o olhar para o caixão. 

O som de trovão soou e as nuvens escureceram o horizonte de Eastwick, fazendo a temperatura cair drasticamente.
— Das cinzas às cinzas, do pó ao pó — começou o pastor. 
Lágrimas brotaram nos olhos de Lily e ela pegou um lenço de papel na bolsa. E pensou na mulher morta, Lucinda “Bunny” Baldwin, a queridinha da sociedade de Eastwick, Connecticut editora do jornal de fofocas Eastwick Social Diary e a pessoa que, por mais estranho que fosse, tinha sido sua amiga. 
Como era possível estar morta, vítima de um ataque cardíaco, aos 52 anos? Lembrou-se da última vez que vira Bunny, apenas dois dias antes. Estava tão vibrante, tão excitada por um novo mexerico a ser publicado na edição seguinte do Diary. 
O pastor continuou o serviço, mas Lily não prestou atenção. Sentiu-se culpada ao se lembrar dos olhares conhecedores de Bunny nos últimos meses. E era esse o motivo de tê-la evitado por semanas. Mas dois dias antes Bunny havia chegado cedo para a reunião da diretoria da instituição beneficente Eastwick Cares e não conseguira mais fugir. 
Quando Bunny começara a fazer perguntas sobre a noite do Baile Preto e Branco, percebeu que ela havia adivinhado a verdade. Lily temia até mesmo que fosse seu segredo que Bunny pretendia revelar no Diary. 
Queria implorar a ela que não dissesse ou publicasse nada, mas não tivera oportunidade. Os outros membros da diretoria da Eastwick Cares começaram a chegar, e ela tinha sido obrigada a sair para não ser vista por Jack Cartwright. 
No entanto, enquanto se afastava, desejava ter alguma forma de garantir o silêncio de Bunny... pelo menos até decidir o que fazer. Cuidado com o que deseja. O antigo adágio surgiu na mente de Lily. Conseguira o que queria. O silêncio de Bunny. E agora o tinha. Mas a que preço? Fechou os olhos por um momento e ouviu a voz distante do pastor. 
Abriu os olhos e prestou atenção. Então desviou o olhar para a mulher em pé ao lado do pastor, chorando silenciosamente. Era Abby Talbot, a filha de Bunny. Um homem alto, de expressão intensa, tinha o braço em torno de Abby, e Lily presumiu que fosse seu marido, Luke. Não o conhecia, mas sabia que viajava muito e que isso aborrecia Bunny. Lily observou Abby. 
Tinham se encontrado apenas uma vez, mas gostara dela. Ficara assombrada com o tratamento caloroso da linda e loura socialite. Não havia esperado que alguém com o status social de Abby Talbot tratasse com tanto carinho alguém que não só não tinha dinheiro nem pedigree, mas também família nenhuma. 
No entanto, Abby a tratara como uma igual. Uma onda de compaixão por ela tomou o coração de Lily. Era muito próxima da mãe e nem conseguia imaginar sua dor por perder a mãe tão subitamente. E pensou em sua própria perda. Perdera uma amiga — ainda que não fossem muito próximas e não compreendesse o gosto de Bunny por fofocas. E a amizade nascera do desejo mútuo de ajudar os menos privilegiados. 
Bunny tinha se dedicado muito ao Eastwick Cares, usando seu tempo e seu dinheiro.

Série A Vida Secreta de Esposas da Sociedade
1- Esposa do Escândalo 
2- Esposa Deserdada