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terça-feira, 15 de março de 2016

Retrato Encantado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Os deuses do amor são implacáveis!

Annette Carruthers havia feito de tudo para esquecer o passado. Mas isso só foi possível ao conhecer Lucas Tremaine. Porém, apesar de desejá-lo muito, ela temia que Lucas só estivesse atrás de uma boa história.
Lucas Tremaine, um escritor de sucesso, queria muito conhecer a verdade sobre o escândalo que vitimara Annette Carruthers, a mais famosa atleta da Nova Zelândia. 
Só não esperava que, atrás de uma informação, encontrasse o amor.

Capítulo Um

— Quem é ele? — Geórgia Sanderson, uma ruiva de olhos verdes, perguntou baixinho para a sua acompanhante.
Annette Carruthers se voltou devagar e, por causa do sol intenso, só foi capaz de enxergar a silhueta do recém-chegado. Mesmo assim, sentiu uma forte e estranha apreensão dentro do peito. Acostumada a ser sempre a pessoa mais alta de um grupo, pôde notar que o desconhecido era mais alto que ela. Instantes mais tarde, Annette conseguia enxergá-lo melhor. O rosto bonito e benfeito revelava uma autoridade e um controle invejáveis. Apesar da altura, o homem estava em plena forma física: ombros largos, quadris estreitos, braços e coxas muito bem estruturados. E, apesar da altura, não era uma pessoa pesada. Caminhava com leveza e elegância. Ao voltar-se para o grupo de turistas, Annette continuava com aquela estranha apreensão no do peito.
"Mas foi Geórgia quem o viu primeiro."
Jan, irmã de Annette, e Geórgia frequentavam o mesmo círculo de amizade em Auckland. E Jan vivia dizendo que a ruiva estava sempre disposta a encarar uma relação com um homem bonito. Jan e Geórgia não gostavam uma da outra. A ruiva, naquele momento, continuava a olhar para o recém-chegado. Mas não era só Geórgia quem estava profundamente impressionada e atraída pelo belo desconhecido. Todas as mulheres que se encontravam a bordo olhavam para ele.
"Pelo jeito esse homem atrai a todas mesmo. Também, não é para menos. Há muito tempo não via um homem tão viril, tão senhor do seu próprio corpo e tão atraente. Esse homem é uma grande tentação!", Annette concluiu em pensamento e viu que precisava assumir de novo uma postura profissional.

segunda-feira, 7 de março de 2016

A Noiva do Espelho

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







Pode um retrato do passado trazer amor para o presente?

Olívia Nicholls sabia que, ao se casar com Drake Arundell, estaria assegurando o futuro do irmão... e se condenando à infelicidade! 
Ainda que Olívia ansiasse por um casamento de verdade com Drake, muitos segredos, muitas mentiras se interpunham entre eles. 
Somente um anjo poderia salvar aquela relação!

Capítulo Um

EIa era muito jovem. Olívia não a conhecia, mas aquele rosto bonito lhe era muito familiar. Algo, ela pensou meio confusa, talvez o queixo quadrado e a boca determinada, uma boca que agora nada mais era do que uma linha fina, fazia Olívia sentir que estava diante de alguém que conhecia há muito tempo.
— Escreva para ele — a desconhecida aconselhou, e as fitas e as plumas do chapéu que usava se moveram por causa do movimento rápido que fez com a cabeça. Aqueles olhos azuis, mais que nunca, prendiam a atenção de Olívia. — É a única coisa que pode fazer. Você precisa escrever.
— Não, eu não posso!
O som de sua própria voz fez com que Olívia acordasse.
Meio desentendida, ergueu a cabeça e olhou para a sala simples onde dormia, como se fosse encontrar a desconhecida ali dentro, vestida de seda, babados e fitas, saída da metade do século dezoito. Não, definitivamente a sala onde se encontrava, com piso de vinil, um armário e uma pequena pia, pertencia ao século vinte.
Enquanto se sentava à mesa de fórmica muito usada, Olívia pensou no sonho que há noites não a deixava dormir. Era um sonho real, vívido. Mas, ela sabia, não deixava de ser uma manifestação do seu inconsciente que a estava obrigando a encarar a dura realidade.
Bocejando, tirou do rosto uma mecha dos seus loiros cabelos e olhou o papel que estava sobre a mesa. No papel, havia feito inúmeros rabiscos, figuras sem o menor sentido, tudo na esperança de poder adiar o inadiável.
Mas a realidade se impunha. A realidade era muito mais forte, mais cruel do que qualquer sonho. E mais desesperadora do que o próprio desespero.
Olívia pegou a caneta e um outro papel que havia deixado sobre a mesa e começou a escrever. Porém, depois de ter escrito apenas dois parágrafos, ela se deteve e murmurou:
— Não, isso não! É muita estupidez da minha parte. — E ficou olhando para o envelope já selado que também se encontrava sobre a mesa. De repente, sua atenção foi desviada para o selo, onde um búfalo, muito bem desenhado, nas cores preta e ouro, parecia fitá-la.
Olívia deu um profundo suspiro e leu o que estava escrito na parte inferior do selo: Nova Zelândia. Logo ao lado, também na parte inferior, um número e uma letra: 45c.
— Quarenta e cinco centavos! Isso para mim, hoje, é muito dinheiro. Só me resta mesmo economizar.
Ela voltou a escrever e, de novo, achou que não conseguia prosseguir. Aquilo que conseguira passar para o papel não estava bom. E, por inúmeras vezes, a reação de Olívia foi a mesma. Tinha que conseguir ser mais objetiva!
Com a parte superior da esferográfica na boca, olhando para a rua movimentada, por causa das lojas de comércio, e para os prédios muito semelhantes ao que morava, mais de uma hora ela continuou tentando escrever. Mas a inspiração não vinha. E ali, com tanta desolação, na certa a inspiração nunca viria.
"Nem aqui e nem em outro lugar qualquer...

domingo, 13 de setembro de 2015

Ilha dos Segredos

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Uma tentação muito distante...

O único meio de Luc MacAIlister receber sua herança seria passando seis meses em uma ilha do Pacífico tendo como companhia a suposta amante de seu padrasto. Joanna Forman era uma tentação até mesmo para um santo, mas se Luc quisesse preservar a sanidade e guardar seus segredos, deveria mantê-la à distância. Pôr as mãos na herança era a prova de que Joanna não passava de uma golpista. 

Mas se ela não lutasse, perderia tudo. Joanna precisa resistir ao poderoso magnata até o fim do longo e quente verão, e não ceder ao desejo que arde entre eles.

Capítulo Um

Em um tom frio que repercutiu no escritório do advogado, Luc MacAllister disse:
— Talvez possa me explicar por que meu padrasto insistiu nessa condição final.
Bruce Keller lutou para não se remexer com desconforto na cadeira. Alertara Tom Henderson de que haveria repercussões sobre seu ultrajante testamento, porém seu velho amigo dissera com certa satisfação:
— É hora de Luc aprender que na vida surgem situações que não se pode controlar e com as quais precisará lidar.
Em quarenta anos discutindo testamentos com famílias enlutadas, Bruce ficara chocado algumas vezes, mas nunca antes se sentira ameaçado. O costumeiro barulho do tráfego na rua da pequena cidade da Nova Zelândia desapareceu enquanto encontrava os olhos cinzentos e duros do enteado de Tom.
Endireitou os ombros, tentando permanecer calmo. O enorme autocontrole de MacAllister era lendário.
— Tom não me fez confidências — disse com segurança.
O homem do outro lado da escrivaninha baixou os olhos para a cópia do testamento a sua frente.
— Então ele se recusou a explicar o motivo para estipular que, antes de obter o total controle da Henderson Holdings e da Fundação, eu deva passar seis meses na companhia de sua... de Joanna Forman.
— Ele se recusou a discutir isso.
MacAllister citara no testamento: “Joanna Forman, que foi minha acompanhante nos últimos dois anos.”
Luc torceu a boca. Tom não costumava usar palavras brandas. Por acompanhante provavelmente queria dizer “amante”.
O advogado sentiu uma momentânea pena da mulher.
Agradeceu aos céus por poder ser franco e disse com severidade:
— Tudo que sei sobre Joanna Forman é que sua tia foi governanta de seu padrasto na Ilha Rotumea até morrer. Joanna Forman tomou conta da tia nos últimos três meses antes de seu falecimento.
— E então ficou ali de vez.
O desdém na voz de Luc irritou o advogado, que se conteve para não dizer mais nada.
Fosse qual fosse o papel que Joanna Forman desempenhara na vida de Henderson, fora importante para ele... tão importante que ele garantira que nunca mais lhe faltasse nada, mesmo sabendo que isso enfureceria seu enteado intimidador.
MacAllister ergueu os ombros largos em um gesto que lembrou ao advogado a mãe de Luc, uma francesa elegante e aristocrática. Embora Bruce só a tivesse visto uma vez, jamais se esquecera de seus modos educados e do que parecera uma total ausência de calor humano. Ela não poderia ter sido mais diferente de Tom, um neozelandês sem tato e com ar de pirata que pegara o mundo com as duas mãos e sacudira, se divertindo muito ao criar uma organização internacional que lidava com vários segmentos de construção.
Bruce fizera de tudo para convencer Tom de que seu surpreendente testamento iria causar impacto, e que possivelmente seria contestado nos tribunais, mas seu amigo estivera completamente determinado.
De qualquer modo, MacAllister não tinha razão para se mostrar tão crítico. O advogado poderia citar pelo menos duas amantes em sua vida.
Porém, sendo um homem justo, Bruce concordava que um relacionamento entre um homem de 60 anos e uma moça quarenta anos mais jovem, para usar uma expressão de seu neto caçula, era nojento. Sem querer curvou os lábios, mas o sorriso logo desapareceu diante de outro olhar frio e sombrio de Luc, que comentou com aspereza:
— Não vejo nenhuma graça nessa situação.
Em seu tom mais frio, Bruce replicou:
— Entendo que tenha sido um choque para você. Avisei ao seu padrasto.
— Quando foi que ele formalizou esse testamento?
— Há um ano.
MacAllister afastou o documento.
— Três anos após a isquemia, e um ano depois dessa tal de Forman se estabelecer ao seu lado.
— Sim. E tomou a precaução de fazer exames rigorosos... físicos e mentais... antes de assinar.
Com os lábios cerrados, MacAllister disse:
— É claro que sim. E por sua recomendação, presumo. — Sem esperar pela resposta, continuou: — Não vou contestar o testamento... nem mesmo essa cláusula final.
O advogado aquiesceu com um gesto de cabeça.
— Muito sensato da sua parte.
MacAllister deixou a cadeira, se elevando como uma torre diante da escrivaninha, o olhar gélido não deixando o rosto de Bruce nem por um instante.
Bruce também se levantou, vagamente refletindo por que Luc parecia bem mais alto que ele, que também tinha cerca de 1,80 metro.
Presença...

terça-feira, 3 de março de 2015

Chão de Estrelas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Para Lorena, verão significava paraíso. 

Era a época em que ela ia trabalhar em Waiwhetu, na costa ensolarada e florida da Nova Zelândia, onde as praias eram tranquilas, e o mar, à noite, parecia um chão de estrelas.
Lá sentia-se inteiramente feliz, até que conheceu Bourne Kerwood, o compositor de sucesso, o homem que despertou em seu coração as emoções mais profundas que uma mulher pode doente de amor, e seu corpo, febril de desejo. 
Deslumbrada, percebeu que Bourne a queria também... mas apenas como um caso passageiro, um amor para ser vivido no verão e esquecido depois... 


Capítulo Um 

A caixa volumosa e desajeitada que Lorena Tanner carregava enquanto caminhava pelo cais, em direção ao embarcadouro, não escondia sua graça e feminilidade. Era o começo da estação; o mês de dezembro apenas se iniciava e os turistas logo tomariam conta de Paihia. No embarcadouro já se notavam alguns deles, aguardando ansiosos a balsa que os levaria através da baía. 
Um rapaz barbudo, levando uma mochila enorme nos ombros, dirigiu-se a ela: 
— Ei! Posso ajudar você com isso? Lorena sorriu, pois ele estava sendo bastante gentil e atencioso, mas balançou a cabeça negativamente. 
— Não, obrigada, não é pesada e meu barco está pertinho. Logo abaixo estava a lancha, pequena mas luxuosa; um senhor de meia-idade, gordo e baixo, com um uniforme impecável e o quepe de marinheiro jogado para trás, aguardava a chegada de Lorena, enquanto conversava com alguns conhecidos. 
— Sei! Ele atendeu imediatamente ao chamado de Lorena. Subiu ao cais e, num instante, pegou a caixa das mãos dela. 
— Você ainda tem esse telescópio? — perguntou ele, como se já não tivessem se passado nove meses desde a última vez em que a vira. 
— Sim, ainda o tenho e desta vez pretendo usá-lo de maneira correta. — Lorena falou isso com uma expressão tão viva que, por alguns instantes, todos os que a observavam pareciam pálidos e sem energia. 
— Eu mal posso esperar para observar o céu e dar uma boa olhada nas estrelas, sem as luzes de Auckland me atrapalhando! 
— É uma maneira engraçada de se passar as noites, pode crer. Vamos, quero chegar o mais rápido possível. Deixe que eu levo sua mala. 
— Como está Peggy? 
— Bem. — Ele voltou da pequena cabine, sorrindo. 
— Ela vai ficar muito feliz em vê-la novamente. 
— Eu também. Não vejo a hora de chegar e lhe dar um forte abraço. 
Um garoto jogou a corda nas mãos de Lorena. Agradecendo, ela a recolheu com cuidado e a colocou no lugar apropriado. A pequena lancha saiu velozmente do embarcadouro e seguiu em direção à baía. Encostada na cabine, Lorena sentia o ar salgado tocar sua pele e, com os olhos semicerrados, deixava o sol brincar nos seus longos cílios, formando pequenos arco-íris. 
Sentia um contentamento tão profundo que não conseguia dizer uma só palavra. Nascida e criada numa cidade grande e movimentada, como Auckland, ela se apaixonara por aquela parte do norte da Nova Zelândia quando viera passar umas férias com seus pais, muito tempo atrás. 
O sol, o oceano e os longos dias claros, as cores vivas e as belas paisagens ficaram gravadas em seu coração, embora fosse apenas uma garotinha.
O desconhecido era muito alto, parado ali, na obscuridade do crepúsculo. Ela ergueu a lanterna para ver-lhe o rosto. 


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Esposas Trocadas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Kaara tinha ido a Melindi, uma ilha paradisíaca do Pacífico, para encontrar o irmão. 

Mas, quando chegou, ele não estava mais lá: tinha fugido com a noiva do senhor da ilha, don Juan de Carvalhos, e tudo o que Kaara encontrou foi uma ameaça pairando no ar. 
Ela não tinha culpa de nada, mas, para don Juan, tal indignidade tinha,de ser vingada. Por isso forçou Kaara a casar-se com ele. 
A bem da verdade, não era um destino tão trágico: don Juan era jovem, rico, atraente, e não seria difícil amá-lo. 
Mas Kaara logo compreendeu que seu príncipe encantado era um demônio que tinha no peito um coração de pedra! 

Capítulo Um 

No aeroporto, Kaara se dirigiu para a alfândega. O fiscal deixou suas malas passarem sem sequer olhar dentro delas e lhe desejou uma feliz estada em Melindi,com uma voz macia e musical. Foi então que Kaara se sentiu perdida e sozinha. 
Tinha combinado com o irmão para vir buscá-la, mas ele não estava lá. O fiscal da alfândega fez um gesto direção porta, pedindo a ela que saísse e dizendo alguma coisa no idioma da ilha. Tinha pedido a um ajudante que carregasse as duas malas dela. 
 Depois de hesitar alguns momentos, Kaara seguiu o rapaz e se achou num pequeno hall, onde estava uma mulher de meia idade e olhar tristonho. Parecia descendente de espanhóis e sua pele era cor de oliva. O rapaz disse alguma coisa e a mulher concordou, entregando a ele algum dinheiro. Então, como ele ainda estava esperando, ela perguntou em voz clara e com forte sotaque: 
— Señorita Kaara Winterbourne? Kaara concordou, fazendo um gesto com a cabeça dizendo: 
— Sim sou Kaara Winterbourne. 
— Bem-vinda a Melindi, señorita. Desculpe que o meu inglês não é muito bom. Vamos agora.
Não havia emoção na voz da velha senhora, nenhum sinal de que ela era bem vinda mesmo. Kaara sentiu-se esfriar e a solidão ficou pesada. Talvez fosse um problema da viagem a jato. Afinal de contas, o caminho da Nova Zelândia até Melindi, na altura do Equador, tinha sido longo. Ela não havia dormido nada no avião. A animação sempre a mantinha acordada. Fez esforço para conseguir mais informações. 
— Meu irmão, Dirk Winterbourne, onde está? Esta aqui? 
 — Si, señorita. Ele... espere! — Como se quisesse evitar qualquer tentativa de conversa, a mulher fez um sinal ao ajudante antes de se virar e sair pela porta que dava para a rua. 
Lá fora estava um enorme carro preto como a noite sem luar e Kaara viu um motorista uniformizado ao volante. Ele saiu rápido, aproximou-se da porta de trás e abriu-a, fazendo uma saudação quando ela entrou com sua acompanhante. Dentro, a limusine era luxuosa e com ar condicionado. Kaara sorriu para a velha, que inclinou a cabeça solenemente, cruzou as mãos e ficou olhando para a frente, séria. 
Mais uma vez desapontada, Kaara virou a cabeça para olhar pela janela. Não conseguiu ver nada. Não havia luzes e os faróis do carro iluminavam apenas um circulo na frente da estrada com sinais de transito que ela não compreendia. Depois de Alguns momentos, fechou os olhos. 
Era estranho Dirk não ter ido ao aeroporto encontrá-la. Mas, como o casamento dele era no dia seguinte, talvez tivesse tido algum problema, alguma festa de despedida de solteiro. Sim, naturalmente era isso!

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Talismã do Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO










Ele é fazendeiro, ela é uma consultora de estética e imagem. 

Ele despreza as mulheres da cidade, e ela detesta o campo. 
Mas quando uma série de coincidências bizarras os torna vizinhos, Kear Lannion simplesmente não consegue ficar longe de Jan Carruthers. 

Capítulo Um 

 — Gerry, eu estou completamente ridícula! Ninguém em seu juízo perfeito usaria uma roupa como esta num torneio de pólo! E esse chapéu está me fazendo parecer um cogumelo gigante! — Jan Carruthers reclamou à prima. 
— Essa é a idéia — Gerry respondeu enquanto recuava um passo para examinar o efeito. — Devemos chamar a atenção geral. E você, minha querida, está como deveria estar. Definitivamente extravagante. — Eu deveria tê-la mandado arrumar outra pessoa quando me propôs esse plano absurdo.
— Já disse isso várias vezes. Acontece que sou insistente e que conheço seus pontos fracos. Bastou eu mencionar aquelas pobres mulheres que acreditam ser necessário gastar milhares de dólares para se apresentarem socialmente e fazerem sucesso e você cedeu. Além disso, para tornar meu pedido ainda mais irrecusável, prometi que os lucros seriam doados a seu instituto de caridade.
— O instituto não é meu e eu não teria aceitado sua proposta se ao menos desconfiasse em que tipo de figura você tencionava me transformar. — Jan olhou para a saia justa de seda na cor pérola e suspirou. Aquela seria uma roupa perfeita para um almoço formal, mas para um campo de pólo em Auckland! Francamente!
— Claro que não — Gerry concordou com um sorriso. — Agora, pare de reclamar. Você está perfeita. Quero dizer, um cogumelo perfeito. O que esperava? Mulheres com menos de um metro e sessenta de altura não podem usar chapéus de abas largas. Dê-se por satisfeita por ele ser claro e liso. Já pensou se fosse preciso usar um vermelho com bolinhas amarelas? Gerry era fotógrafa numa revista de moda e aquela seria uma oportunidade rara de colher material sobre o mau gosto de algumas pessoas ao se apresentarem em lugares públicos. — Além disso — Gerry continuou —, seu instituto está necessitando de toda a ajuda que puder conseguir. Li no jornal que o governo cortou a subvenção em cinqüenta por cento.
— E cinqüenta por cento de quase nada é nada — Jan admitiu. Gerry olhou para a prima e balançou a cabeça.
— A verdade é que sob essa superfície sofisticada você é a criatura mais maternal que conheço. Por que não se casa e tem seus próprios filhos em vez de dedicar todo seu tempo livre a angariar fundos para uma instituição que cuida de garotas com problemas? Jan franziu o cenho.
— Estou avisando, desde já, que não responderei por mim caso seja alvo de gozação. — O cabeleireiro queria que você fosse de peruca loira, lembra-se? Fui eu que o convenci a deixá-la se apresentar com seus cabelos curtos e castanho-avermelhados, ao natural. Não quero que a matéria acabe parecendo uma farsa. Minha intenção é fotografar mulheres que gastam muito dinheiro em roupas, mas que cometem erros crassos.
— Mulheres loucas como eu! — Jan retrucou e fechou os olhos para não continuar vendo sua imagem.
 — Não sei como pude concordar com você! Sou uma consultora de estética, quase uma psicóloga. Minha profissão é ensinar as pessoas a realçarem suas qualidades e disfarçarem seus defeitos. Dou aulas e seminários sobre a escolha certa de roupas, cores e estilos. Sou especialista em cursos sobre auto-estima e valorização pessoal. Jamais fui fotografada como exemplo do que não fazer!
— Não pretendemos estragar sua imagem — Gerry lembrou. — Bastará que as leitoras virem à página para depararem com você como realmente é. Uma mulher elegante e impecável. — Gerry puxou Jan pela mão. — Trate de deixar Cindy terminar a maquilagem e coloque esta pulseira.


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Fruto Proíbido

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 



Janey Bowden levava uma vida tranquila com seus pais em Awakopu, um pequeno porto da Nova Zelândia, até que Theo Carrington apareceu por lá com seu iate. 

O coração de Janey pulsou descontroladamente diante daqueles olhos verdes, daquele físico privilegiado, daquela personalidade magnética.
Só que Theo tinha quase o dobro da idade dela e não se prendia a ninguém, a lugar algum.
E, claro, não seria uma inexperiente adolescente como ela a mulher capaz de quebrar as defesas daquele homem. "Mulheres gostam de raízes e eu não tenho nenhuma" — ele lhe disse francamente.
Pois bem, ela conhecia a verdade. Como superar, então aquela desilusão de amor?

Capítulo Um 


Em Awakopu, se alguém pescar do ancoradouro durante uma maré crescente pode contar como certo apanhar sempre alguns arenques pequenos junto dos barcos.

E não havia nada que Shai, a linda e arrogante gata siamesa gostasse mais do que arenques. Por isso era tão comum ver Janey Bowden descendo pelo caminho até lá, seguida de perto pela gata. 
Uma vez, Janey ouviu um comentário entre dois turistas. Era uma manhã clara e fresca e suas vozes podiam ser ouvidas à distância. 
Acreditava que a intenção deles não era magoá-la, pois nunca poderiam imaginar que ela ouviria o que diziam: Shai era uma criatura elegante e graciosa, enquanto ela parecia apalermada e desajeitada, com seus longos braços e pernas e seu cabelo castanho avermelhado. 
Mas, mesmo tendo sido por puro acaso que o comentário chegara a seus ouvidos, doeu saber que a descreviam como o espantalho do mágico de Oz. Foi depois desse incidente que ela resolveu pentear os cabelos, prendendo-os num rabo de cavalo e, como sua mãe costumava dizer, isso lhe dava pelo menos um ar de limpeza. 
Janey sabia que aquele penteado não lhe ficava bem, mas o que pode fazer uma pessoa que tem o rosto ossudo e anguloso? Mas o que tinha de mais bonito em suas feições eram os olhos grandes, límpidos e sempre sombreados pelas longas pestanas, que lhe davam um ar misterioso. 
Janey desistira de procurar ser o que sua mãe pretendia como o ideal para uma moça de dezoito anos. Não, pensava ela, não podia culpar seus pais por a acharem um verdadeiro enigma. 
Penélope, a irmã três anos mais velha que ela, é que era linda! Acabara de passar dois anos numa universidade em Auckland. Ia se formar em advocacia. Tinha todas as chances de ser uma boa advogada e ainda conseguia, apesar dos intensos estudos, encontrar tempo para uma vida social movimentada. Quando Penny estava em casa, o telefone nunca parava de tocar. 
Era alegre e cheia de vida. Janey a amava ternamente, mas não tinha a menor pretensão de se igualar a ela, como desejavam seus pais. Tudo era calma e sossego, exceto o grito longínquo de uma gaivota solitária, voando sobre o azul do mar. 
Janey adorava àquela hora matinal, quando Awakopu, ainda um pouco fria, sob os tímidos raios do sol que nascia, parecia ser só sua. Não duraria muito, pois o pessoal do lugar se levantava cedo. Não demoraria e haveria carros passando na estrada e todos os ruídos de um mundo que acordava para enfrentar um novo dia.
Mas, naquele momento, pertencia a ela. Seus sapatos de sola de borracha não faziam barulho pelo caminho asfaltado. Havia uma calçada destinada aos pedestres de um lado, que nunca fora pavimentada, e o capim alto se tornava grudento à sua passagem. 
A seu lado caminhava Shai, miando sempre. Um passarinho preto desceu de um barranco, voando, as penas douradas pelos raios do sol, e se entreteve a procurar insetos. Shai parou preparando o bote, mas depois resolveu ignorá-lo.
Ao lado da estrada, já quase no barranco do rio, havia uma árvore cujas flores vivamente coloridas contrastavam com o verde dos eucaliptos.
Janey deu um profundo suspiro.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Fora Das Sombras

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 





Uma vez tocada... 
Nunca esquecida. 

Marisa Somerville está diferente. 
A mulher de negócios segura e elegante de agora em nada lembra a assustada esposa de um marido agressivo. 
Embora Rafe Peverril tivesse perdido a memória ao sobreviver a um acidente de avião seis anos atrás, havia algo em Marisa que o incomodava e o atraía ao mesmo tempo. 
Afinal, ele reconheceria aqueles olhos verdes brilhantes e lábios voluptuosos em qualquer lugar do mundo! 
Ainda assim, Marisa insiste em dizer que jamais se conheceram. 
Porém, ela poderia negar tudo o que quisesse, mas não conseguia disfarçar sua reação todas as vezes em que ele a tocava... 

 Capítulo Um


Batendo forte no peito, o seu coração fazia mais barulho que o motor do pequeno avião. Rafe Peveril afastou os olhos das janelas molhadas pela chuva, pois não conseguia ver mais nada do lado de fora. Poucos segundos antes, quando o motor rugiu pela primeira vez, ele viu uma cabana lá embaixo.
Caso saíssem vivos daquela viagem, a cabana seria a única esperança de sobreviver durante a noite.
O avião foi atingido por mais uma forte rajada de vento, e tremeu. O motor engasgou duas vezes, e parou. Em meio ao silêncio, o piloto murmurou algumas rezas e palavrões no seu espanhol nativo, ao mesmo tempo que tentava fazer o aparelho voltar ao normal.
Caso tivessem sorte – muita sorte – conseguiriam ao menos pousar em segurança.
Quando o motor voltou à vida, a mulher ao lado de Rafe olhava para baixo, com o rosto pálido e os olhos verdes arregalados, tomada pelo medo.
Por sorte, ela não gritava. Rafe pegou sua mão, apertou-a com força, depois a soltou, colocando-a sobre a cabeça da mulher.
– Posição de emergência – gritou Rafe, em um tom muito alto. A mulher se curvou e Rafe trincou os dentes, preparado para o pouso forçado.
Um solavanco, um barulho...
E Rafe acordou.
Erguendo o corpo, suspirou e abriu os olhos: estava em um cômodo muito familiar. A adrenalina que invadira o seu corpo se transformava em alívio. Em vez de inconsciente em uma cama de hospital sul-americana, ele estava em casa, no seu quarto, na Nova Zelândia.
O que foi...?
Tinham se passado dois anos desde aquele dia, e ele tentava encontrar outros sonhos para substituir o de sempre. No entanto, a sua sempre afiada memória era uma grande traidora.
Ele ainda demoraria seis anos para se recuperar do vazio que tomou conta da sua mente após o acidente, mas deixara de lado as inúteis tentativas de se lembrar de tudo. Ainda assim, as 48 horas da sua vida que ficaram completamente esquecidas eram um fardo para Rafe.
O relógio na mesa de cabeceira indicava que o amanhecer estava próximo. Seria bobagem tentar continuar dormindo. Precisava de espaço e ar fresco.
Na varanda, respirou fundo, sentindo o cheiro de sal e flores, da grama recém-cortada, ouvindo o barulho suave das ondas. As batidas do seu coração ficaram mais espaçadas e as lembranças voltavam ao passado, de onde nunca deveriam sair. A luz da lua ainda banhava a casa, lançando sombras misteriosas.
O piloto do avião morreu no impacto. No entanto, milagrosamente, ele e a mulher ao seu lado sobreviveram, com poucos ferimentos. Rafe bateu com a cabeça, e ela teve apenas alguns pequenos arranhões.
Com um pouco de dificuldade, conseguiu se lembrar da mulher, a esposa do homem que gerenciava a sua fazenda de Mariposa – uma figura insignificante, sem vida, ainda bem jovem. 
Embora tenha passado a noite anterior ao acidente na fazenda, Rafe não conseguia se lembrar de nada mais sobre aquela mulher. Era uma pessoa reservada, uma mulher pouco interessante.
E com um nome muito comum: Mary Brown.
Ele não se lembrava de tê-la visto sorrir, embora isso não fosse surpreendente. 
Uma semana antes de Rafe chegar à fazenda, ela recebera a notícia de que a sua mãe sofrera um infarto repentino, ficando paralisada. 
Assim que Rafe soube do problema, ofereceu-se para levá-la de volta à casa, na Nova Zelândia.
Rafe franziu a testa. Como era mesmo o nome do marido daquela mulher?

domingo, 15 de setembro de 2013

Corações Orgulhosos

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Uma vez tocada... Nunca esquecida. 

Marisa Somerville está diferente. A mulher de negócios segura e elegante de agora em nada lembra a assustada esposa de um marido agressivo. 
Embora Rafe Peverril tivesse perdido a memória ao sobreviver a um acidente de avião seis anos atrás, havia algo em Marisa que o incomodava e o atraía ao mesmo tempo. 
Afinal, ele reconheceria aqueles olhos verdes brilhantes e lábios voluptuosos em qualquer lugar do mundo! 
Ainda assim, Marisa insiste em dizer que jamais se conheceram. Porém, ela poderia negar tudo o que quisesse, mas não conseguia disfarçar sua reação todas as vezes em que ele a tocava... 


Capítulo Um 

Batendo forte no peito, o seu coração fazia mais barulho que o motor do pequeno avião. 
Rafe Peveril afastou os olhos das janelas molhadas pela chuva, pois não conseguia ver mais nada do lado de fora. Poucos segundos antes, quando o motor rugiu pela primeira vez, ele viu uma cabana lá embaixo. 
Caso saíssem vivos daquela viagem, a cabana seria a única esperança de sobreviver durante a noite. 
O avião foi atingido por mais uma forte rajada de vento, e tremeu. O motor engasgou duas vezes, e parou. 
Em meio ao silêncio, o piloto murmurou algumas rezas e palavrões no seu espanhol nativo, ao mesmo tempo que tentava fazer o aparelho voltar ao normal. 
Caso tivessem sorte – muita sorte – conseguiriam ao menos pousar em segurança. 
Quando o motor voltou à vida, a mulher ao lado de Rafe olhava para baixo, com o rosto pálido e os olhos verdes arregalados, tomada pelo medo. Por sorte, ela não gritava. Rafe pegou sua mão, apertou-a com força, depois a soltou, colocando-a sobre a cabeça da mulher. 
– Posição de emergência – gritou Rafe, em um tom muito alto. 
A mulher se curvou e Rafe trincou os dentes, preparado para o pouso forçado. Um solavanco, um barulho... E Rafe acordou. 
Erguendo o corpo, suspirou e abriu os olhos: estava em um cômodo muito familiar. 
A adrenalina que invadira o seu corpo se transformava em alívio. Em vez de inconsciente em uma cama de hospital sul-americana, ele estava em casa, no seu quarto, na Nova Zelândia. 
O que foi...? Tinham se passado dois anos desde aquele dia, e ele tentava encontrar outros sonhos para substituir o de sempre. No entanto, a sua sempre afiada memória era uma grande traidora. 
Ele ainda demoraria seis anos para se recuperar do vazio que tomou conta da sua mente após o acidente, mas deixara de lado as inúteis tentativas de se lembrar de tudo. Ainda assim, as 48 horas da sua vida que ficaram completamente esquecidas eram um fardo para Rafe. 
O relógio na mesa de cabeceira indicava que o amanhecer estava próximo. Seria bobagem tentar continuar dormindo. Precisava de espaço e ar fresco. 
Na varanda, respirou fundo, sentindo o cheiro de sal e flores, da grama recém-cortada, ouvindo o barulho suave das ondas. 
As batidas do seu coração ficaram mais espaçadas e as lembranças voltavam ao passado, de onde nunca deveriam sair. A luz da lua ainda banhava a casa, lançando sombras misteriosas. 
O piloto do avião morreu no impacto. No entanto, milagrosamente, ele e a mulher ao seu lado sobreviveram, com poucos ferimentos. Rafe bateu com a cabeça, e ela teve apenas alguns pequenos arranhões. 
Com um pouco de dificuldade, conseguiu se lembrar da mulher, a esposa do homem que gerenciava a sua fazenda de Mariposa – uma figura insignificante, sem vida, ainda bem jovem. 
Embora tenha passado a noite anterior ao acidente na fazenda, Rafe não conseguia se lembrar de nada mais sobre aquela mulher. 
Era uma pessoa reservada, uma mulher pouco interessante. E com um nome muito comum: Mary Brown. 

domingo, 3 de junho de 2012

Noite No Oriente

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Dominadores
Sem dinheiro e desamparada, a quem ela poderia pedir ajuda? 

Quando Siena encontra Nick novamente, não consegue evitar a dor de lembranças ruins. 
Anos atrás, ele partiu seu coração inocente antes de sumir de sua vida. 
Desde então, Siena optou pelo caminho seguro: um noivo que talvez não fizesse seu pulso acelerar, mas que jamais a magoaria. 
Entretanto, é por Nick que ela procura em um momento sombrio, ainda que ele não seja a opção certa. 
E logo Siena se dá conta de sua ousadia quando ele a faz embarcar em seu jato particular, e ambos viajam para uma cidade exótica, o cenário perfeito para reconquistá-la. Agora, para sempre… 

Capítulo Um 

Erguendo o cálice de excelente champanhe francês, Siena Blake brindou: 
— Mamãe e papai… aos seus trinta anos juntos! Que vocês tenham décadas ainda mais felizes que as que já tiveram. Diane Blake sorriu, serenamente elegante nas redondezas não familiares de um hotel sofisticado em Londres. 
— Querida, se os anos futuros forem bons apenas a me¬tade que os últimos trinta, eles serão maravilhosos. O pai de Siena deu à esposa um olhar que combinava orgulho e amor. 
— Eles serão melhores — confidenciou ele. — E uma das razões para isso é a grande sorte com nossas filhas. 
Então eu retornarei o brinde… às gêmeas, Siena e Gemma, por tornarem nossas vidas muito mais completas e interessantes. Ele ergueu a taça, acrescentando timidamente: — Todavia, considerando nossa idade avançada, devo dizer que agora esperamos ansiosamente por netos. 
O diamante de noivado no dedo de Siena brilhava conforme a luz das velas dançava em sua mão. 
Sua voz soou um pouco falsa aos próprios ouvidos quando ela murmurou: 
— Bem, não acho que Gemma tenha alguma ambição maternal. Ela ainda não encontrou um homem com quem gostaria de se casar, e é melhor vocês darem alguns anos para mim e Adrian. — Ignorando uma dúvida irritante, ela deu um gole no champanhe e pôs o copo sobre a mesa. 
— De qualquer forma, a ocasião importante agora é o aniversário de casamento de vocês. Um pouco saudosa, sua mãe falou: 
— A única coisa que tornaria tudo mais perfeito seria Gemma também estar aqui. — Ela sorriu. — Mas ela não pode, e sua chegada ontem foi uma surpresa maravilhosa. Apenas lamento que Adrian não tenha podido acompanhá-la. 
Siena reprimiu sua estranha ambivalência.
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Noite no Oriente

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Olhos de Sereia

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Aposta No Desejo


Com o corpo de um deus grego, a riqueza de um milionário e a frieza do mármore, Luke Michelakis era um enigma.

Intimidada e deslocada em seu mundo glamoroso, Iona Guthrie escondeu no fundo de seu coração os breves momentos de paixão que tiveram. Mas ao se encontrarem novamente dois anos depois, Luke tem uma proposta a fazer: ele precisava se casar, e Iona se encaixava perfeitamente no perfil...

Capítulo Um

Iona Guthrie sufocou um palavrão muito inadequado a uma dama e tirou o guarda-pó molhado com uma careta de aborrecimento ao ver o líquido viscoso que ensopava a frente da roupa e lhe molhava a pele.
— E agora? — perguntou ao universo em geral enquanto se dirigia para o pequeno e elegante toalete ao lado da porta de entrada da cobertura luxuosa.
— Primeiro o aspirador falha, depois a lavanderia perde os lençóis especiais, provavelmente produzidos por bichos-da-seda cobertos de diamantes. E então isto... Ugh! Estou começando a achar que esta cobertura é assombrada por um demônio. E depois, o que, um terremoto? Um furacão? Afastou do rosto uma grossa mecha de cabelo loiro-acinzentado que se soltara do rabo de cabelo e abriu a porta. Livrou-se do guarda-pó, pendurou-o no porta-toalhas e começou a tirar o sutiã.
O perfume das rosas no vaso delicado enchia o pequeno espaço e há acalmou um pouco.
E assim vive a pequena parcela dos muito ricos, pensou. Felizmente, o bilionário para quem a cobertura tinha sido preparada só chegaria dentro de algumas horas e a verificação estava quase pronta. Iona fez uma anotação mental para dizer ao gerente do complexo de apartamentos que a criada precisava de supervisão; uma das pias do banheiro da suíte máster tinha um cabelo.
Ela pegara o detergente para limpar e descobrira que a tampa não fora fechada corretamente e o líquido derramara nela.









Série Aposta no Desejo
1- Olhos de Sereia
2- Coração Marcado
concluída

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Série Senhoras Da Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
1-VINGANÇA REAL


A bela Rosie Matthews havia muito era alvo da atenção e do desejo do jovem príncipe Gerd Crysander-Gillan.

Contudo, ele ficara inconformado e furioso ao descobrir que a afeição dela aparentemente se destinava a seu irmão.
Agora que Gerd foi coroado, precisa de uma esposa.
A candidata mais adequada é Rosie, e esta é a oportunidade perfeita para curar as feridas da juventude.
No entanto, a verdade sobre o passado virá à tona, e é muito diferente do que ele sempre imaginou...

Capítulo Um

Nenuem baile de coroação pensou Rosie Matthews, poderia ser melhor que o de Carathia. Para onde olhasse, havia flores adornando as paredes forradas de branco e de dourado. Os homens vestiam smokings negros e exalavam poder e privilégio; as belas mulheres exibiam as cores do arco-íris em seus vestidos de alta costura como pano de fundo para jóias de valor incalculável.
Essas mulheres no salão eram muito altas e extremamente elegantes, inclusive a que estava ao lado de Rosie.
Hani Crysander-Gillan era duquesa de Vamili, cunhada do recém-coroado grão-duque Gerd e era outro exemplar de aristocracia; a tiara que brilhava em seus cabelos escuros tinha cinco raros e belos diamantes de fogo de sua terra natal, Moraze.
— Tenho inveja de você — disse Rosie alegremente.
— Este será meu primeiro e único baile de coroação, jamais participarei de outro, mas precisaria subir numa dessas cadeiras douradas para poder apreciar todo o conjunto. Mesmo sem enxergar bem, nunca vi tantas jóias fabulosas.
E as roupas... uau! — Suspirou num gesto dramático — Sinto-me como a parente pobre e nem parente sou!
Hani riu.
— Até parece. Você está maravilhosa e sabe disso. Não sei como conseguiu encontrar um vestido exatamente nas cores do âmbar e do mel, os mesmos traços dos seus cabelos.
— Foi um golpe de sorte. Há uma pequena loja de vestidos antigos perto de onde moro. E este não parece ter sido muito usado, apesar de ter dez anos.
— É um clássico, não importa a idade que tenha.
Certamente o vestido de corpete justo dava a impressão de que Rosie tivesse a muito necessária altura extra, ainda assim, o conjunto de impressões foi ajudado pelas sandálias de saltos muito altos; tudo quase lhe custara o resto de suas economias.
— Você jamais demonstrou tanta falta de confiança em si mesma. Qual é o problema?
— Não é insegurança, é a certeza de que as jóias exibidas aqui devem valer mais do que tem a maioria dos pequenos países pobres, pelo menos.
— Estava mentindo, não era aquele o motivo da fragilidade de Rosie; o príncipe Gerd Crysander-Gillan, grão-duque e governante de Carathia... o nobre coroado naquele dia...

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Série Senhoras Da Paixão
1- Amante Rebelde
2- Vingança real

terça-feira, 5 de julho de 2011

Série Vida de Princesa

1- Melodia da Sedução
ROMANCE CONTEMPORÂNEO

A mira do bilionário Alex Matthews estava fixada em Serina de Montevel, a princesa "do gelo".

Serina dominava a atenção de Alex!
Levada para um reservado refúgio tropical, ela viu sua fachada de decoro real desmoronar com o poder da presença dele.
Quando menos percebeu, estava se afogando nos glaciais olhos azuis de Alex e acordando em sua cama!
Serina fora enganada?
Ela pensava que Alex era seu príncipe encantado, mas seria possível que ele a tivesse conquistado por motivos falsos?

Capítulo Um

Com um estreitar de olhos, Alex Matthews analisou o salão de baile do palácio.
A banda acabara de tocar alguns compassos de uma canção folclórica, sinal de que os convidados deviam escolher seus pares para a primeira dança da noite.
A subsequente movimentação nos cantos da sala vibrou com as cores dos vestidos de gala e o brilho das joias valiosas.
As belas feições angulares de Alex suavizaram quando ele viu a meia-irmã.
Em seu vestido de noiva, Rosie ofuscava o brilho de qualquer joia, com uma felicidade fulgurante que o deixou com a desconfortável sensação de ser um intruso ali.
Vários anos mais nova do que Alex, Rosie era filha da segunda esposa do pai dele; embora tivessem se tornado amigos nos últimos anos, jamais haviam tido um relacionamento muito próximo.
Alex correu os olhos para o homem que se tornara seu cunhado havia poucas horas. Gerd, grão-duque de Carathia, não era dado a demonstrações de emoção deslavada, mas Alex flagrou-o olhando, desprotegido, para a noiva em seus braços.
Era como se não houvesse mais ninguém na sala além dos dois.
O momento foi breve, mas durou o suficiente para causar uma estranha emoção no íntimo de Alex.
Inveja? Não.

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2- O Dom da Pureza



Calmo e perigoso como um felino selvagem, alcançar o impossível era uma das principais características de Luc Garnier, e a princesa Gabrielle poderia ser comparada a uma pérola de preço imensurável.

Mas Luc desafiou as probabilidades, e um contrato de casamento foi lavrado.
Deveria ser uma união primeira no papel, e depois...
Só que, entre quatro paredes, Gabrielle revelou ser a mesma pessoa que era em público: bem-criada, bem-comportada, uma honra para seu país.
Por isso, Luc estava determinado a libertar a princesa imaculada e despertar a sensualidade dentro dela!

Capítulo Um

— Cumpra seu dever — disse o pai de Gabrielle antes que o orgão começasse a tocar. — Faça-me ficar orgulhoso de você.
Esse fora o conselho pré-matrimonial que ela recebera.
Em seu vestido branco de tafetá, a princesa Gabrielle remoia essas palavras.
A cauda do traje era comprida como devia ser uma nobre no dia de seu casamento.
Mas Gabrielle tinha dificuldade em caminhar com tanto peso sobre o corpo, embora permanecesse ereta.
Ainda bem que o véu ocultava seu medo, que não conseguia dominar pela primeira vez em 25 anos de vida.
E também não podia chorar. Não ali.
Não enquanto caminhava pela nave da catedral de seu reino, segurando o braço do pai, o rei Josef de Miravakia, o homem que passara a vida tentando agradar... e não conseguindo.
Quando universitária, dedicara-se exclusivamente aos estudos, enquanto seus colegas se divertiam em Londres.
Mais tarde, apesar do diploma de economista, se dedicara à caridade, porque era isso que seu pai esperava da Princesa Coroada de Miravakia.
Gabrielle faria tudo para satisfazer seu pai.
Esse era o seu lema.
Ale chegar ao ponto de se casar com um completo desconhecido.
Sabia que deveria ter se recusado.
Ela não poderia.
Ou estaria assim desesperada demais para obter a aprovação do pai?

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Série Vida de Princesa
1- Melodia da Sedução
2- O Dom da Pureza
Série concluída

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Dueto Novos Rumos

1- O Retôrno  
ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Ele fora declarado desaparecido no mar.

Mas Zarek Michaelis retornara pronto para assumir o controle!
Primeiro, ele cuidaria dos negócios.
E depois, da esposa rebelde...
Durante dois anos, Penny lutou para se conformar com o desaparecimento de Zarek.
Mas alcançara o seu limite.
Chegara a hora de seguir em frente.
Ao reencontrar seu orgulhoso marido grego, notou que ele ainda possuía a mesma masculinidade morena, o que tornava a atração entre eles mais potente do que nunca. Penny, entretanto, não podia confiar nas intenções de Zarek. Pois suspeitava que ele desejava somente o corpo dela, a fortuna que deixou para trás... e nada mais!

Capítulo Um

A luz fraca do pôr do sol quase não iluminava o caminho por onde Penny passava e, por mais que ela quisesse, era impossível andar mais depressa.
Na verdade, sua vontade mesmo era correr.
Queria se afastar da vila o mais rápido possível, correr o máximo que pudesse.
Queria correr e nunca voltar, para ficar longe do ambiente pernicioso da casa que havia deixado para trás.
Mas até o momento isto tinha sido difícil.
E agora? Bem, agora sabia que podia ir embora e talvez ela devesse ir. Mas ao fazer isso, ela estaria admitindo para si mesma que não havia mais esperança. Que seu sonho de amor e de um futuro havia terminado para sempre, morto, como suas esperanças.
Morto, como...Não, nem agora ela conseguia colocar o nome de Zarek, seu marido, no final da frase.
Se o fizesse, estaria admitindo que todos estavam certos e que ela era uma tola, a única que demorou muito tempo para se convencer.
Assumir que não tinha mais marido.
Admitir que o homem que ela amava e com quem havia se casado nunca mais voltaria para casa.
Ao chegar no ponto onde o caminho desembocava em uma praia, ela se livrou das sandálias e começou a caminhar sobre os seixos.
No mar, ela avistou a silhueta de um homem num barco, remando, de costas para ela. Ele usava um boné enterrado na cabeça de forma que não era possível definir-lhe as feições.
Ela ainda ficava aflita de ver alguém no mar, até hoje. Lá fora, em algum lugar a muitos quilômetros de distância, Zarek tinha perdido a vida.
O fundo do mar era seu túmulo. Foi isso que ela teve tanta dificuldade de aceitar.
E ainda teria que aceitar mais uma coisa, uma verdade ainda pior: o fato de que Zarek nunca a tivesse amado de verdade.
O casamento deles tinha sido uma mentira, ao menos para Zarek. Para ele foi simplesmente um plano para gerar um herdeiro, e nunca um casamento por amor como ela pensou que fosse.
Então por que ela ainda se prendia a suas lembranças se ele obviamente não ia voltar?
Encontrando uma saliência na rocha lisa, num elevado da pequena enseada em forma de ferradura, ela se sentou no assento improvisado e apoiou os cotovelos nos joelhos, enquanto observava o pequeno barco balançar nas ondas agitadas.
Sentada e olhando fixo para a praia, ela pensou na cena que acabara de deixar para trás.
— Penelope...

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2- A Sedução

Hipnotizante, sexy e podre de rico.

Com esses atributos, Kain Gerald podia ter a mulher que desejasse!
Por isso, se apoderar de Sable Martin não parecia ser um problema.
Astuta é interesseira, ela havia usado seus encantos e sua sensualidade para chantagear o primo dele. A Kain restava vingar sua família.
E ele havia traçado o plano perfeito... até que durante um encontro cara a cara com Sable, ela ergueu o olhar e ele viu um par de olhos encantadores e inocentes... Dominado pela culpa, Kain finalmente percebera que havia chantageado uma mulher pura!

Capítulo Um

Kain Gerard olhou para sua tia com afeição e exasperação.
— De novo, não! Ela empinou o nariz.
— Não é culpa de Brent! Ele é apenas...
— Um tolo no que diz respeito às mulheres — completou Kain de maneira sucinta. — Ele se apaixona loucamente pelas mulheres mais inadequadas, enche-as de presentes, promete-lhes amor infinito, até que acorda uma manhã e percebe que não tem nada em comum com elas. Então, dispensa-as e elas explodem e se lamentam de maneira chorosa... e lucrativa... para a mídia.
— Ele apenas se deixa levar pela emoção — protestou a mãe de Brent com fraqueza. — Não sabe o que realmente quer.
Kain arqueou uma sobrancelha.
— Ele parece saber exatamente do que precisa. — Seios grandes, pernas longas e lábios carnudos eram os critérios de Brent. — Temporariamente, pelo menos. Por que você está preocupada desta vez?
— Kain, você, de todas as pessoas, sabe muito bem que Brent acabou de receber uma fortuna por seu provedor de acesso à internet: mais de vinte milhões de dólares. — Amanda Gerard hesitou, antes de acrescentar apressadamente: — E ela não é o tipo usual de Brent. Para começar, é mais velha do que ele, e não é modelo, apresentadora de programas ou vencedora num concurso de beleza.
Kain franziu o cenho.— Então você acha que ela está atrás do dinheiro?
— Brent tem a reputação de ser bobo e generoso — apontou sua tia.
— Que evidência você tem de que ela é uma exploradora? — Amanda Gerard pensa que, além de ser brilhante e incrivelmente bem-sucedido, Kain também parecia ter saído de uma fantasia: l,92m, ombros largos, corpo magro e forte, e o tipo de vitalidade potente que tirava o fôlego de qualquer mulher.
Kain também possuía feições perfeitas, uma boca maravilhosa e olhos acinzentados que contrastavam com a pele cor de oliva e cabelos pretos.
Brent era bonito, mas nem mesmo uma mãe coruja o compararia a Kain.
Ela estendeu uma fotografia para seu sobrinho.
— Olhe.
Ele estudou a foto por um momento e olhou para cima.
— Com certeza, diferente das namoradas de Brent. Quem é ela?

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domingo, 12 de junho de 2011

3- Um Amor Precioso

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Royally Wed



Realeza, vingança, sedução e intriga.
Seduzida a ponto de tornar-se submissa!

Para Gabe Considine, grão-duque de Ilíria e empresário bilionário e cruel, chegou a hora do acerto de contas!

Ele acredita que a ex-noiva, Sara Milton, furtou uma jóia, herança de família, de valor incalculável, e o traiu com outro homem.
Agora, Gabe quer seu orgulho e a jóia da família de volta!
0 plano é simples: Gabe vai atrair Sara para o antigo castelo da família, e mantê-la refém, até que a moça lhe dê tudo o que ele exige, mesmo que tenha que seduzi-la até torná-la submissa...

Capítulo Um

Sentado à escrivaninha, Gabe Considine ergueu os olhos azuis, frios como aço para o irmão mais novo e fez um estranho pedido a ele.
— Diga que estou maluco. Marco franziu as sobrancelhas.
— Você está maluco.
Gabe levantou-se rumo à janela, olhando para além dos muros que rodeavam o castelo. Por quase mil anos, seus antepassados moraram na Toca do Lobo e protegeram a rota comercial que cruzava as montanhas entre o resto da Europa e o pequeno principado da Iíria, no Mar Mediterrâneo.
Quarenta anos antes, guerra civil, traição e morte levaram os avós dele, intitulados grã-duque e duquesa, a lutarem ali até a morte, em uma emboscada, com guerrilheiros.
Embora Gabe e os irmãos tivessem nascido no exílio, Marco sabia que Gabriel sentia-se com alguma obrigação perante aquelas pessoas que tanto sofreram e esperavam que seu senhor voltasse.
— Então, apresente uma idéia melhor — respondeu Gabe.
— Que tal ameaças? — a voz de Marco carregava-se de escárnio. — Diga-me onde o colar está ou vou levá-la à falência e colocar sua mãe para fora de casa.
— A mãe dela morreu. E as ameaças serão mais eficientes se Sara estiver aqui, impossibilitada de ir embora.
— Uma prisioneira — Marco afirmou.
— Não seria a primeira vez que uma mulher foi mantida prisioneira aqui.
— Na maior parte, reféns em vez de prisioneiras.
Gabe, Marco e a irmã cresceram cercados de histórias relacionadas à herança da Ilíria. Uma dessas reféns casara-se com o grã-duque.
— E se Sara se recusar a admitir que roubou o colar? — perguntou Marco.
— Então, farei o possível para recuperar o Sangue da Rainha — Gabe respondeu.
O colar, da época medieval, fora talhado com os rubis mais valiosos do mundo.

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terça-feira, 8 de março de 2011

Prazer Proibido

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Um Príncipe de verdade?!...

Inez Brown podia ser linda e indefesa, mas estava fora de alcance. E Alex foi forçado a tomar a decisão mais difícil de sua vida: não seduzir a mulher mais maravilhosa que já conhecera!

O futuro era incerto, por isso ela devia permanecer proibida para ele.


Agira de qualquer outra forma seria desonroso.
Além disso, o que Inez faria ao descobrir que ele, Alex Considine, era o príncipe herdeiro do trono da Ilíria?

Capitulo Um

A vista era realmente bela, concluiu Ianthe Brown ao olhar pela janela.
A idéia de que qualquer pessoa faria de um paraíso tropical: as areias brancas, o mar azul, a brisa fresca que fazia a folhagem das árvores balançar.
Só faltavam as vozes dos surfistas e dos alegres nativos da Polinésia que viviam naquelas ilhas. E as palmeiras, é claro.
Não era de surpreender, já que estavam a dois mil quilômetros do extremo norte da Nova Zelândia.
Ianthe arqueou as sobrancelhas ao observar a vermelhidão do seu pulso, depois massageou a perna ferida.
O homem que a retirara daquele paraíso de tranqüilidade e a levara para aquela casa desaparecera sem dizer uma palavra.
A sua função era apenas conduzi-la até alguém que pretendia entrevistá-la, quisesse ela ou não.
Normalmente, uma arbitrariedade desse tipo teria provocado veementes protestos, mas o cansaço provocado por uma noite mal dormida deixara-a entorpecida.
De qualquer forma, o entorpecimento fora-se e Ianthe estava furiosa.
Claro que podia saltar pela janela e fugir, mas não gostava de ser humilhada e, no estado em que se encontrava, certamente seria recapturada.
Observou o ambiente com olhar crítico.
O luxo era total, o que indicava abundância de dinheiro e bom gosto.
O que lhe passou despercebido foi que o estilo de cada peça era casual, indicando uma simplicidade sofisticada.
Tudo muito diferente, pensou com ironia, dos ambientes espartanos a que se acostumara nos últimos anos.
A cabina do atrelado, por exemplo, era tão estreita que ela podia tocar ambas as paredes sem fazer esforço.
Com o ar ausente, transferiu o peso do corpo para a perna sã. Cinco minutos antes, estava a dormir à sombra de um pinheiro, mas aparecera aquele idiota cruel que parecia ter saído de um filme de gângsteres.
Ignorara os seus vigorosos protestos e carregara-a por cem metros até aquela casa que Ianthe só agora conseguia observar.
Mas estava na Nova Zelândia e não existiam chefes da máfia naquele lugar.

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