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domingo, 10 de novembro de 2013

Preso no Harém

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 




Existe um lugar vago na tenda do sheik… 

Um olho roxo e uma noite atrás das grades não estavam nos planos do sheik Rakhal… 
Apesar dos percalços, não foi tempo desperdiçado, pois acabou conhecendo sua próxima conquista.
Como retornaria ao trono em breve, Rakhal não dispunha de muito tempo para descobrir se Natasha era tão quente entre os lençóis quanto seus cabelos vermelhos flamejantes.
Entretanto, sua imprudência provoca sérias conseqüências.

Natasha pode ter engravidado de um herdeiro de Alzirz.
Por isso Rakhal a leva para o deserto até que seu estado seja confirmado. 
Enquanto esperam pela resposta, ele aproveita para preencher o vazio de sua tenda com Natasha… 

Capítulo Um 

A policial não poderia ter sido mais entediante enquanto instruía Natasha sobre como preencher os formulários necessários. 
E, certo, se o roubo de seu carro não era a melhor das notícias, também não era o pior dos desastres. 
Mas ter que lidar com isso especialmente naquele dia podia tê-la feito deitar a cabeça na mesa chorando e pedindo aos céus que algo de bom acontecesse. Natasha não fez isso, claro. 
Ela seguiria as regras porque sempre fazia tudo como tinha que ser feito. 
Seu longo cabelo espesso e vermelho estava molhado por causa de toda a chuva que ela apanhara. Pingava água na mesa quando inclinava a cabeça. Natasha tirou o cabelo dos olhos. 
Suas mãos estavam brancas de frio. Se seu carro tinha que ser roubado, Natasha quase desejou que tivesse acontecido alguns dias depois. Quando não tomaria conhecimento do fato. 
Natasha deveria ter passado aquele dia planejando suas férias. Era o aniversário de morte de seus pais e queria marcar a data de alguma forma. 
Estava determinada a seguir com sua vida. Mas finalmente deu ouvidos aos amigos que diziam que ela merecia um descanso. 
Ela deveria diminuir um pouco o ritmo e não precisavam ser férias caras demais. Natasha era professora substituta, então não tinha sido difícil conseguir duas semanas de folga. Ela planejara visitar o cemitério naquele dia. 
Depois, reservaria um vôo para um lugar quente e barato. Mas nada saíra como Natasha esperava, e ali estava ela perdendo seu precioso tempo em uma desconfortável delegacia de polícia, fazendo um grande esforço para ser educada e não ouvir enquanto a mulher ao seu lado narrava um incidente doméstico. 
A policial repentinamente parou de falar. 
Na verdade, a sala inteira pareceu ficar em silêncio de repente. Natasha olhou para a porta aberta ao lado do balcão. Viu o rosto da policial ficar vermelho. Seguiu o olhar dela e certamente pôde ver o motivo. Pelo corredor passava o homem mais bonito que ela já tinha visto. 
Definitivamente, o mais bonito, a pensou, quando ele passou pelo balcão e se aproximou. 
Ele era alto, tinha uma aparência exótica. 
Era tão elegante que vestia uma camisa rasgada e, ainda assim, estava ótimo. O cabelo dele estava bagunçado e a barba estava por fazer. 
A camisa rasgada exibia o tórax bem definido e cor de café, e Natasha não conseguia desviar o olhar dele. Ela lutou para se lembrar do número da placa do carro que era dela há mais de cinco anos.
— Talvez você deva se sentar para preencher esses formulários — sugeriu a policial. 
Natasha tinha certeza de que aquela observação não era exatamente uma gentileza e sim uma tentativa por parte da policial de desbloquear sua visão. 
Natasha estava bem na frente do exótico prisioneiro e a policial não podia mais apreciar a vista. 
De qualquer forma, sentar-se depois de tanto tempo em pé foi um alívio. 
Instantes depois, Natasha ergueu os olhos bem a tempo de ver o homem calçando os sapatos que um policial trouxera para ele. 
— O senhor tem certeza de que não quer uma carona para casa? — perguntou o sargento. 
— Não será necessário. 
A voz dele era profunda, baixa e com um sotaque interessante. Apesar das circunstâncias e do estado em que se encontrava, aquele homem parecia dotado de uma autoridade natural. 
Era alguém acostumado a comandar, Natasha percebeu.
— Senhor, nós realmente sentimos muito pela confusão — completou o sargento.