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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O Destino De Um Sheik

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Cavaleiros Deserto

A noiva iludida.

Ele havia encontrado seu destino. 
Mas, para reivindicar o trono de Azmahar, Rashid Aal Munsoori precisava de Layiah Aal Shalaan. 
Ele conseguiria derrotar seus rivais se fosse capaz de persuadi-la a ser sua esposa.
E se Layiah concebesse um herdeiro, então o poder de Rashid sobre sua pátria seria total. Layiah sempre fora secretamente apaixonada por Rashid.
Seu sheik sexy podia ter cicatrizes no corpo e na alma, mas isso só fazia com que o amasse ainda mais... 
Até ela descobrir suas reais motivações.
Ainda que Layiah não tivesse forças para confiar em seu amado novamente, como poderia abandonar o pai do filho que carregava em seu ventre, um bebê destinado a unir dois reinos?

Capítulo Um

Laylah aal Shalaan sentiu um arrepio descer por sua espinha. Não foi por causa do frio abaixo de zero da noite de dezembro em Chicago.
A temperatura teria causado um arrepio de frio, e não de fogo por suas veias.
Essa sensação já a assolara tantas vezes na última semana que era como se estivesse sofrendo com as ondas de calor típicas da meia-idade feminina. O que seria um recorde aos 27 anos.
Mas Laylah já representava outros recordes indesejados em sua família, como ser a primeira mulher nascida entre eles em quarenta anos.
Sendo assim, por que não acreditar que estava entrando prematuramente na menopausa? Não que ela achasse anormal ter os hormônios funcionando a todo vapor.
O anormal era que isso fosse provocado por uma influência externa.
Laylah não conseguira identificar a fonte dessa influência quando tentara investigar, mas estava certa de que, fosse o que fosse, estava por perto havia algum tempo.
Alguém a estava observando. E não tinha nada a ver com os seguranças que antigamente costumavam andar colados a ela.
Aqueles homens jamais haviam tentado se esconder, não davam a menor importância ao espaço pessoal dela. Laylah nunca se ressentira disso, sabia que estavam fazendo seu trabalho.
Mas é claro que nos últimos dois anos, quando sua segurança já não era mais prioridade para ninguém, não havia mais homens seguindo seus passos. Não que ela achasse que precisava de proteção.
Costumava estar sempre atenta aos protocolos de segurança normais, como fazia qualquer pessoa que vivesse em Chicago. E desde que se auto-exilara de Zohayd e viera morar na Cidade dos Ventos era o que fazia.
Até aquela noite.
Normalmente Laylah voltava para casa com Mira, sua sócia e colega de apartamento. Mas Mira viajara para visitar o pai, que fora internado às pressas, em outro estado. 
Portanto, ali estava ela, sozinha à noite, pela primeira vez em mais de dois anos, deixando o prédio deserto pela saída dos fundos que dava para uma rua estreita igualmente vazia.
Não que isso tivesse alguma coisa a ver com o que estava sentindo. Laylah entrara no prédio com a sensação de estar envolvida pelo campo de força de um olhar.
E, quando saíra, vira-se presa novamente por esse abraço eletrizante. O estranho era que não se sentia ameaçada, apenas louca de curiosidade e... Animação?
Ela olhou para os três carros estacionados do outro lado da rua.
No que estava mais próximo, um homem acabara de fechar o capô, e logo entrou no veículo e partiu. 
O outro também estava indo embora. E o que se achava mais distante, um Mercedes de último tipo, com as janelas escuras, parecia vazio.
Antes que Laylah pudesse descobrir de onde se irradiava a energia que, percebia o segundo carro subitamente acelerou. 
Ela nem sequer teve tempo para pensar, e o carro parou ao seu lado e as portas foram abertas com violência. Quatro homens saíram apressados lá de dentro.
Laylah mal conseguiu dar dois passos no que pretendia ser uma corrida, quando eles a cercaram.
Corpos grandes e rostos distorcidos pela intenção maligna ocuparam a visão dela. 
O coração de Laylah acelerou loucamente, e o tempo pareceu parar quando mãos se colaram em sua pele, cada uma delas provocando um sobressalto de ultraje e horror.
O medo explodiu em seu peito, a fúria dominou seu cérebro. Enquanto ela lutava com todas as forças que tinha para se soltar, ouviu fragmentos de um diálogo:
— E só uma cara.
— Tom disse que seriam duas. É melhor não resolver me pagar só a metade agora.
— E essa que queremos. Você vai receber sua grana.
— Você disse que ela cairia aos nossos pés choramingando, mas a mulher não é fácil. Quase me acertou com o joelho entre as pernas.
— E quase me arrancou um olho!
— Pare você de choramingar e enfie-a dentro do carro!






Série Cavaleiros do Deserto
1- A Redenção do Sheik
2- Desejo de um sheik
3- O destino de um sheik
 

domingo, 8 de setembro de 2013

O Desejo De Um Sheik

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Cavaleiros Deserto 

O filho da paixão do sheik... 

O relacionamento tempestuoso entre Lujayn Morgan e o príncipe Jalal Aal Shalaan havia chegado ao limite quando ela o abandonou para se casar com outro homem. 
Porém, em pouco tempo Lujayn se tornara viúva. Uma nova chance para recomeçarem seu caso de amor... Que resultou em uma gravidez não planejada. 
Não havia dúvidas de que era filho de Jalal. 
Casamento seria a única solução. 
Mas Jalal se encontrava em meio a uma disputa pelo trono de Azmahar.
Um herdeiro inesperado poderia atrapalhar seus planos... Ou ser a chave para o sucesso! 
Mas antes Jalal teria de provar para Lujayn que seu pedido não era motivado pelo nascimento de um filho ou pelo protocolo real, e sim pelo amor que sentia por ela, e ela apenas... 

 Capítulo Um 

— Então você conseguiu se livrar da acusação de assassinato desta vez. — Jalal Aal Shalaan franziu a testa diante das palavras que pronunciara em voz alta.
Ele estava à porta de uma sala imponente, em uma das mansões mais empolgantes nos Hamptons, onde costumava ser recebido como um convidado estimado anos atrás. Pensou que nunca mais colocaria os pés ali outra vez, por causa da mulher que o rejeitara. A mulher que agora era a dona da mansão.
Lujayn Morgan. A ex-amante dele.
Ela estava recolhendo cartas sobre-uma mesa de mármore antiga quando as palavras dele a atingiram. Após um sobressalto, ela parou no meio do movimento.
O corpo dele também estava tenso. Os punhos e o queixo estavam cerrados, todos os músculos retesados, tremendo.
B’haggej jaheem. Diabos, por que ele dissera aquilo?
Jalal não teve a intenção de demonstrar nenhuma hostilidade. Ou emoção; ele pensava que não possuía mais emoção alguma sobrando. 

Viera até ali por um motivo: enxergá-la sem a luxúria que o cegara durante os quatro anos de duração do caso entre os dois. 
Ele estava lá para encerrar a história, um direito que ela lhe roubara quando irrompeu da vida dele, sem lhe dar chance de se defender, de negociar, abandonando-o para lidar com o choque, depois com o ódio, e ávido por explicações.
Porém, Jalal pensava que a resolução pela qual buscava era estritamente racional. 
Ele achava que havia se recuperado de maneira apropriada durante os dois anos passados desde que ela o abandonara, administrando seus sentimentos até nada restar, senão uma curiosidade mórbida e uma aversão espiritual a Lujayn.
Só que se iludira. O que sentira por ela, embora estivesse anulado em essência, permanecia tão feroz quanto antes.
Ele sempre apresentara ao mundo uma fachada jovial. Era parte sua natureza, parte postura defensiva. 
Ter Sondoss, a famigerada rainha de Zohayd, como mãe, e Haidar, o enigma que o atormentara desde a infância, como irmão gêmeo, tomava as atitudes defensivas necessárias. 
Eles eram os únicos que conseguiam tirá-lo do sério. E então Lujayn apareceu.
Ele ainda ficava vulnerável meramente por vê-la. E ela nem mesmo o havia encarado ainda.
E então ela o fez.
O ar fugiu dos pulmões dele, o coração começou a martelar.
A beleza dela sempre fora hipnotizante. Quando ela o abandonou, marcas famosas começavam a competir para ter sua figura graciosa representando seus produtos, e linhas de maquiagem queriam aquele rosto inesquecível com aqueles olhos únicos para atrair as consumidoras em seus anúncios lustrosos.
No entanto, ao longo do relacionamento deles, ela começou a perder peso continuamente. 
Aquilo o assustou e então o enfureceu, porque aquela obsessão pela carreira a cegava em relação ao mal que estava fazendo a si, só para alcançar uma perfeição que ela já possuía.
No entanto, a mulher esquelética com quem ele estivera ao fim do relacionamento deles desaparecera. 
No lugar daquela estava o epítome da saúde e feminilidade, com protuberâncias e curvas que nem mesmo o terninho preto austero era capaz de domar, e aquilo fez toda a masculinidade dele bramir a vida.
O casamento havia feito muito bem a ela. O casamento com um homem que ele outrora considerara um bom amigo. Um homem que morrera menos de dois anos depois do casamento. 
Um homem que Jalal mais ou menos acusara Lujayn de ter matado.
Ela inclinou a cabeça quando se aprumou o movimento enfatizando a elegância de seu pescoço esguio, a perfeição da cabeça ornada por um coque.
A tranqüilidade fria dela foi de uma atuação majestosa, porém o choque foi registrado em algo além de suas habilidades de atuação. 
As pupilas das íris misteriosas, tão prateadas quanto o significado do nome dela, causavam nele aquela coisa que o enfeitiçava quando ela estava agitada ou excitada, expandindo e encolhendo, criando a ilusão de que os olhos dela emitiam explosões de luz.
A necessidade de observar aqueles olhos mais de perto o incitou a se inclinar para frente. 
Então palavras nas quais ele não sabia estar pensando, escárnios vindos de sua artilharia aberta, foram cuspidos dos lábios dele:
— Não que eu esteja surpreso. Você deu um jeito de enganar os piais desconfiados e perturbou pessoas que conheço, incluindo a mim mesmo. Não deveria ser surpresa alguma que nem mesmo a polícia de Nova York fosse páreo para sua esperteza.
— O que você está fazendo aqui? — Ela balançou a cabeça, como se exasperada pela nulidade da própria pergunta.
— Sua empregada permitiu que eu entrasse.
Ela balançou a cabeça outra vez, como se tivesse achado a resposta ridícula. Então arregalou os olhos em uma acusação ríspida.
— Você a intimidou!

 





Série Cavaleiros Deserto
1. A Redenção Do Sheik 
2. O Desejo de um Sheik
3. The Sheikh's Destiny

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

A Redenção Do Sheik

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Cavaleiros Deserto 






Ele exigiria o trono. 

E a reivindicaria como sua mulher! 
Para o príncipe Haidar Aal Shalaan, controlar a rédeas curtas o caos em seu reino é uma questão de honra, mesmo que seu maior rival não pudesse ser derrubado tão facilmente. 
Além de todos os problemas políticos, ele também precisava dominar os desejos do próprio coração: Roxanne Gleeson, a mulher mais inesquecível de sua vida, a amante que o rejeitou e que fingia desprezar friamente a paixão que um dia fora e ainda era desesperada e abrasadora. 
Mas Haidar se recusava a abrir mão de ser oficializado o soberano e também de trazer Roxanne de volta para sua cama. 
Pois o primeiro era um direito de nascença, e o segundo, um apelo da alma. Mas ambos simbolizavam... Sua redenção! 

Capítulo Um

Nos dias atuais
Não era todo dia que um homem recebia a oferta de um trono. Sendo Haidar esse homem, isso jamais deveria ter acontecido.
Mas o povo de Azmahar, ou ao menos os clãs que somavam uma boa porcentagem da população do reino, havia lhe oferecido exatamente isso.
Eles haviam mandado seus representantes mais loquazes para exigir, seduzir, implorar para que Haidar fosse o candidato deles na corrida pelo trono vazio em Azmahar. Haidar, a princípio, pensara que estavam brincando.
Mas quando percebera que falavam sério, então ficou furioso. Será que tinham enlouquecido? 


Como lhe ofereciam o trono de um reino que sua mãe quase destruíra e no qual o lado paterno da família acabara dando o golpe de misericórdia? Quem, em Azmahar, poderia querer que ele colocasse o pé novamente na cidade e que ainda governasse o maldito lugar?
Eles haviam insistido que representavam uma parte da população que o via como o salvador de que Azmahar precisava.
Haidar jamais se imaginara como salvador de nada. Era geneticamente impossível. Como poderia ser um salvador quando fora gerado pelo demônio?
As pessoas que o recrutaram diziam que ele era a mistura de duas das mais eminentes ascendências e que seria o rei perfeito para Azmahar.
— Rei Haidar Ben Atef Aal Shalaan — experimentou ele dizer o nome completo em voz alta.
Os nomes soavam falsos, como se não pertencessem a ele. E já teria pertencido algum dia?
Ele não era um Aal Shalaan de verdade, afinal de contas. Não como seus irmãos mais velhos. 
Se não fosse pela prova incontestável de sua ascendência estampada em Jalal, Haidar poderia jurar que teriam corrido rumores de que ele não era filho do rei Atef. Porque, a julgar por todas as evidências, Haidar pertencia de carne, osso e alma, apenas à família Aal Munsoori. A família da mãe dele, a ex-Rainha Demônio.
A mãe o reclamara para si desde o nascimento, com medo de que seus odiados inimigos, os Aal Shalaan, a começar pelo marido e por seus filhos mais velhos, pudessem corromper a “única parte verdadeira dela”. Fora ela quem escolhera o nome do menino: Haidar, o leão, um tipo de rei. 
Já naquela época, essa era a pretensão que a mãe tinha para ele. Mesmo sabendo que era impossível... A não ser por um golpe de estado.
Como era princesa de Azmahar, ela entrara no casamento de estado com o rei de Zohayd sabendo que seus filhos meios azmaharianos não estariam na linha de sucessão ao trono. 
As regras de sucessão determinavam que apenas uma princesa de sangue puro zohaydiano poderia ter direito aos tronos.
Por isso, desde o início, ela tivera como objetivo desarticular o reino de Zohayd para então reorganizá-lo consigo mesma no poder. Sondoss poderia então ditar novas leis que tomariam seus filhos os únicos elegíveis ao trono, sendo Haidar o primeiro na linha de sucessão.
Dois anos após a conspiração ser descoberta e desmantelada, Haidar ainda tinha momentos de negação.
A mãe poderia ter provocado uma guerra. E não teria se importado nem um pouco se isso fosse necessário para que alcançasse seu objetivo.
Porque para ela, os planos eram para o bem. Afinal, quem melhor do que Haidar, seu filho, para unir os reinos partidos e levá-lo a um futuro de poder e prosperidade? 
Ele, a encarnação do melhor de todos os Aal Munsoori? A mãe estava certa de que Haidar, um dia, ultrapassaria até ela mesma em tudo.
De acordo com Jalal, isso já acontecera...




Série Cavaleiros Deserto
1. A Redenção Do Sheik 
2. The Sheikh's Claim
3. The Sheikh's Destiny

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Como Tocar Um Sheik

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Trilogia Orgulho de Zohayd 




A redenção de um sheik


Ninguém consegue burlar as defesas do sheik Amjad Aal Shalaan.Ninguém.
Mas quando a princesa Maram apareceu no baile de gala de Amjad no lugar do pai dela, destruindo os planos dele de recuperar o que fora roubado de sua família, Amjad ficou furioso... e aproveitou-se de uma estranha tempestade de areia para torná-la sua amante e prisioneira.




Salva por um homem que sempre amou a distância, Maram percebeu que tinha a chance de fazer Amjad vê-la como uma mulher.
Sua mulher. Mas ambos não estavam preparados para o resultado de seus desejos…


Capítulo Um 

Maram Aal Waaked finalmente teria sua chance com o Príncipe Louco. 
Pelo menos era assim que Amjad Aal Shalaan era conhecido. 
Para ela, era a melhor coisa do mundo, depois de fudge de chocolate. 
Vinha tentando-a com sua luxúria há quatro anos, deixando-a faminta por mais. 
Mas desta vez o encurralara. É, isso. 
Encurralado entre dezenas de machos reais intrometidos no meio do deserto. 
O homem era tão escorregadio que conseguiria dar uma de Houdini numa sala cheia de guardas. 
Fizera isso uma vez. Durante uma negociação a portas fechadas na qual ela comparecera representando seu emirado. 
Quando os outros começaram a discursar, ele deu aquele sorrisinho e disse: “Que chato!”. 
E desapareceu. Puf. Seus amigos chamavam-na de louca só de pensar nele. 
Claro, diziam, era um homem fenomenal, que fazia as mulheres no raio de um quilômetro desmaiarem. 
Mas também as fazia se encolherem de medo, pois era um louco, que iria pulverizar qualquer uma em seu poder. Disse que se ele fosse assim, colecionaria mulheres. 
Mas não deixar que alguém se aproximasse provava que, na verdade, era piedoso e são. 
Ignoravam os motivos da paranoia dele, dizendo que Amjad já deveria ter superado o passado. 
Ela pensava que ninguém poderia se recuperar de algo tão terrível a não ser por meio de algo igualmente maravilhoso. 
Ou pelo menos por meio de alguém que apreciasse sua brutalidade, e que não se importasse com riqueza e poder, vendo o nobre e heroico homem sob aquilo tudo. 
Maram vivia pela chance de provar a ele que era essa pessoa. 
Mas antes que pudesse alcançar aspirações tão ambiciosas, precisava ter uma conversa real com Amjad. Sem contar um incidente épico, passaram apenas alguns momentos cáusticos e sagazes juntos. 
Mas acalmaria aquela fera magnífica, nem que fosse a última coisa que fizesse. 
Todos os prazeres que experimentaria quando pudesse finalmente... agradá-lo valeriam quaisquer cicatrizes. O primeiro conflito estava prestes a começar. 
Seu GPS dizia que ela estava a minutos do campo de batalha. 
O local escolhido por ele para a corrida de cavalos da região. Zohayd sediava a corrida anualmente no último dia de outono. Este ano, devido a compromissos intransferíveis, Amjad adiantara o evento. 
Todos ficaram horrorizados por sua proposta de fazer a corrida no meio do verão. 
Em resposta, Amjad enviou cartas convincentes e atrativas, algo que só ele conseguiria fazer, considerando que os destinatários eram nobres duros na queda. 
Lera a carta de seu pai, e pôde ouvir sua voz mansa e letal nos ouvidos conforme via sua escrita elegante e energética. 
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Trilogia Orgulho de Zohayd,
1- Como Domar Um Sheik 
2- Como provocar um Sheik 
3- Como tocar um Sheik

domingo, 21 de outubro de 2012

Como Provocar Um Sheikh

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Trilogia Orgulho de Zohayd



Isolada num oásis com um sheik!

O sheik Harres Aal Shalaan resgatou Talia Burke, então refém da tribo rival de sua família, carregando-a em seus braços fortes.
Porém, logo descobriu que havia muito mais do que imaginava por trás daquela beleza selvagem. 

Talia guardava uma importante informação capaz de proteger o precioso reino do príncipe Harres...
E tinha toda a razão do mundo em não confiar nele.
Juntos e abandonados num oásis, Talia não seria capaz de resistir aos encantos do sheik, apesar de a lealdade dele à família e ao seu povo serem suficientes para torná-los inimigos.
Apaixonar-se pelo príncipe talvez tivesse sido seu maior erro... Mas, agora, ela temia que fosse tarde demais... 

Capítulo Um

Harres Aal Shalaan apertou o manto que encobria sua cabeça, deixando apenas uma fresta para os olhos.
Ele não precisava de mais do que isso para monitorar seu alvo. 
Deitado imóvel no cume de uma duna, o vento desértico da meia-noite o golpeava, açoitando-o com areia. Sua respiração abafada rivalizava com o uivo do vento em seus ouvidos.
Ele procurou distraidamente por seu jipe, porém o veículo não estava ali. Ele o deixara a 3 km. 
Mais próximo do que isso o barulho do motor teria ecoado pela vastidão da planície. 
O ideal seria que ele o tivesse trazido consigo, mas isso acabaria atrasando-o pelo menos vinte minutos. Tempo que ele não podia desperdiçar.
Harres não se deixaria enganar pela calma do local que vigiava havia cinco minutos. 
Tudo poderia mudar a qualquer momento.
E aí seria tarde demais para intervir. Por enquanto, tudo estava na mesma.
Os dois sentinelas que guardavam a entrada única se amontoavam ao redor de uma fogueira improvisada que lutava contra o vento impiedoso. 
Mais três duplas de guardas cercavam a cabana de tijolos.
De dentro do casebre uma luz a gás bruxuleava pelas persianas de madeira baratas. 
Ele tinha de tirar o chapéu para os Aal Ossaibis.
O clã rival dos Aal Shalaans arquitetara um plano impecável e em pouquíssimo tempo. 
A cabana ficava no meio do nada. Literalmente. As áreas habitadas mais próximas ficavam a 800 km, em qualquer direção.
Um lugar ideal para manter um refém. O refém que Harres precisava libertar. 
Ele só descobrira esse local porque deduzira a identidade de uma das pessoas que contrataram aqueles capangas.
Como havia desvendado a trama a tempo, Harres pôde identificar todos os envolvidos. 
Ele rastreara o sinal dos celulares antes que a cobertura desaparecesse, a 2 km atrás, e então utilizara a tecnologia disponível e descobrira o local por meio de uma intrincada triangulação via satélite.
Qualquer um com poucos conhecimentos específicos e sem o poder e a influência de Harres teria falhado. Mesmo com todos os recursos, ele jamais teria encontrado o lugar se não fosse por suas deduções precisas. E o tempo estava se esgotando.
Pelo que sabia do plano do inimigo, restava-lhe menos de 20 minutos para o resgate. 
Os mentores do sequestro chegariam para interrogar o refém, junto com um exército de guardas. 
Ele jamais imaginara a bomba-relógio que a situação seria.
Harres teria vindo com sua força de ataque só a aparência de seus homens teria feito qualquer um com instintos de sobrevivência se render.
Mas, como Ministro do Interior e chefe da Inteligência Central e da Segurança Interna, ele não sabia mais em quem confiar.

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Trilogia Orgulho de Zohayd
1. Como domar um sheikh
2. Como provocar um Sheikh
3. Como tocar um Sheikh

domingo, 9 de setembro de 2012

Como Domar um Sheik

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Trilogia Orgulho de Zohayd

Ele a teria para si! 

Bastou ao sheik Shaheen Aal Shalaan a avistar em uma sala lotada para, no mesmo instante, perceber que desejava aquela mulher.
Sem muito esforço, logo a levou para sua cama, onde ela despertou nele paixões há muito tempo adormecidas.
Após o enlace, o sheik descobriu a verdadeira identidade de sua amante: era Johara, sua amiga de infância, que agora florescia na visão de Shaheen de tal modo que se tornara impossível para ele viver sem ela.

Porém, sua linhagem exigia uma esposa já escolhida para o trono, e desposar outra poderia trazer resultados catastróficos.
No entanto, como ele seria capaz de, dar as costas à mulher que estava grávida de seu filho?

Capítulo Um

Johara Nazaryan fora encontrar o único homem que amaria na vida. Antes que ele se casasse com outra.
Seu coração explodia em uma mistura de antecipação, temor e desamino, conforme seus olhos examinavam a multidão de ilustres e ricos convidados da festa em homenagem a ele.
Ainda não havia sinal de Shaheen Aal Shalaan. 

Ela arquejou e encolheu-se ainda mais no canto onde estava, esperando continuar não chamando atenção.
Embora estivesse grata pelo tempo extra que tinha para se acalmar, ela também o amaldiçoava por lhe dar mais chances de ficar preocupada.
Ela ainda não acreditava que havia decidido vê-lo depois de vinte anos.
Desde que começara a viajar sozinha, ela saboreara cada notícia e roubara rápidos vislumbres dele sempre que estava perto de onde ele se encontrava.
Mas, desta vez, ela estava determinada a encarar Shaheen e dizer "Há quanto tempo..." Shaheen.
Para o mundo, ele era um príncipe do abastado reino do deserto de Zohayd, o mais novo dos três filhos do rei Atef Aal Shalaan com a falecida rainha Salwa.
Era também um homem de negócios que, nos últimos seis anos ele se tornara um dos nomes mais poderosos da construção e do transporte. 

Para Johara, ele seria sempre o garoto de 14 anos que salvara sua vida há vinte anos.
Na época, ela estava com 6 anos, em seu primeiro dia em Zohayd, onde fora viver com sua família no palácio real. 

Seu pai, armênio-americano, havia sido nomeado o primeiro assistente do joalheiro real, Nazeeh Salah.
Fora o "tio" Nazeeh, mentor de seu pai, quem sugerira o nome dela, joia em árabe. Durante a entrevista de seu pai com o rei, ela escorregara no terraço e acabara caindo da balaustrada, ficando pendurada no peitoril.
Todos ouviram seus gritos e foram correndo. 

Incapaz de alcançá-la, seu pai lhe jogara uma corda com um laço para que ela o amarrasse na cintura.
Enquanto tentava prender-se, alguém lá embaixo gritara para que ela pulasse.
Com o coração em pânico, ela olhara para baixo. E então o vira.
Ele parecia estar muito distante para conseguir pegá-la. 

Porém, mesmo com seus pais gritando para que se segurasse, ela se soltara e despencara nove metros, simplesmente sabendo que ele a pegaria.
Tão rápido, preciso e poderoso quanto o falcão em seu nome, ele a pegara.
Ele mergulhara, agarrara-a em pleno ar e a acolhera no refúgio de seus braços.
Johara ainda analisava aqueles momentos perigosos de tempos em tempos. 

Ela sabia que poderia ter amarrado a corda.
Porém, ela escolhera confiar sua segurança àquela criatura magnífica que a encarara com olhos castanhos e ardentes radiando força e confiança.
Daquele dia em diante, ela soubera. Ela seria sempre dele. E não só porque ele a salvara.
A cada dia que se passava, a certeza de que ele era a pessoa mais incrível que já conhecera se solidificava, conforme ele se tornara o melhor amigo de seu irmão mais velho, Aram, e muito mais do que isso para ela.
Mas, à medida que crescera, Johara percebera que seu sonho de ser dele algum dia era impossível.

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Trilogia Orgulho de Zohayd
1. Como domar um Sheikh
2. Como provocar um Sheikh
3. Como tocar um Sheikh

domingo, 24 de junho de 2012

Série Castaldini

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
2- CORAÇÃO SEDUTOR
  


— Cem mil por uma hora com você. Como um dos homens mais poderosos do mundo, o príncipe Durante D'Agostino já estava acostumado a ser alvo de propostas indecentes de muitas mulheres. 


Mas Gabrielle era diferente... 
Ela conseguia deixá-lo com a respiração suspensa. 
O único negócio que ele estava disposto a tratar com ela seria o modo como preferia ser seduzida. 
Até saber que Gabrielle tinha a incumbência de levá-lo para Castaldini, onde ele assumiria o trono de seu reino. Ser seduzida por ele não fazia parte de sua missão. Porém, após uma noite inesquecível.
Durante soube que Gabrielle nascera para governar ao seu lado, mas descobriu sua verdadeira identidade e decidiu que somente a vingança pagaria tamanha traição. 


Capítulo Um 


— Quero ter uma hora do seu tempo. Príncipe Durante D'Agostino parou na entrada do saguão. 
Aquela voz vinda do nada, num tom que deveria ser impossível de ouvir acima do som do jazz que animava o salão do baile de caridade... 
Mas ele percebera a sua suavidade, como se todos os outros ruídos tivessem emudecido e lhe deixassem apenas a sensação de que todo o seu corpo se arrepiava. O que queria aquela voz feminina, que expressava um pedido evidente? 
Ele se voltou para encarar a incômoda criatura e tudo mais desapareceu: o sangue congelou em suas veias, embora o resto do seu corpo fosse percorrido pelo calor, por sensações, por impulsos. 
Por olhos que, à sombra da porta, pareciam transpassá-lo. Pedaços do céu num rosto que parecia ser o resultado do casamento de um anjo com uma sereia. A imagem indescritível voltou a falar. 
— Uma hora. Eu lhe pago cem mil. Ele fitou os lábios que faziam a proposta. Sorridentes, úmidos, rosados, entreabertos... 
Imaginou-os vertendo cada gota do seu encanto, descendo pelo seu corpo... E se espantou ao sentir o corpo enrijecer: de zero a cem em dois segundos. 
Ficar excitado? Ali? Por causa de um olhar e de algumas palavras? Ele encheu o peito de ar, tentando redirecionar o fluxo de sangue para a cabeça, mas inalou um perfume fresco de jasmim, misturado com um odor feminino que fez a sua temperatura subir. 
Ela saiu da sombra e ele perdeu a ilusão de que iria se controlar. Aquilo não estava acontecendo. 
Ele deveria estar sonhando dentro da limusine que o levava para o evento beneficente que promovia. 
Trinta e seis horas sem dormir causariam aquele efeito e explicariam a imagem que condensava todas as suas fantasias: dos cabelos cor de fogo, em cuja cascata sedosa seus dedos ansiavam por se enroscar, à pele morena que acentuava o tom dos cabelos e o brilho de seus olhos; do rosto cujos traços exóticos demonstravam caráter e insinuavam sensualidade às curvas e reentrâncias em abundância, distribuídas de uma maneira que correspondia exatamente às suas expectativas. Porém, ela não era uma ilusão causada pelo cansaço. Irreal era a maneira como ela o afetava. 
As mulheres costumavam se jogar em seus braços, e ele sempre conseguira controlar seus hormônios. 
Mas bastara ela se aproximar e murmurar algumas palavras para deixá-lo excitado. 
Bastara ela olhar para ele para que sua cabeça fosse inundada por imagens, sensações, sons e cheiros de lençóis suados, de corpos quentes, de gemidos no escuro e do odor de excitação e de satisfação. 
Seria aquele o começo da queda prevista por Eduardo e Jade? 
Aquela reação absurda seria a primeira fenda que abriria um abismo em sua consciência? 
Ele não se importava. 
Se aquilo era um colapso, talvez fosse exatamente do que precisava. 
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3- CORAÇÃO ILEGÍTIMO
 

Ela estava nas mãos do rei... 


No passado, ela o decepcionara. 
E Ferruccio Selvaggio jurara que faria Clarissa D'Agostino pagar pela sua traição. 
Agora, a princesa estava sob seu controle. 
E chegara a hora de ela aprender uma lição. O futuro do reino dependia apenas dela. 
E Clarissa sabia que deveria fazer de tudo para convencer Ferruccio a aceitar a coroa e salvar a todos. 
Mesmo que isso significasse se casar com um homem que pensava as piores coisas sobre ela. 
E ter de entregar para ele seu coração...


Capítulo Um 


Atualmente Finalmente. A palavra reverberou na cabeça de Ferruccio Selvaggio, entrando em sua corrente sanguínea como uma satisfação sombria. 
Finalmente colocara Clarissa D'Agostino onde a queria. Uma visita suplicante, para implorar um favor dele. 
Ele deu uma olhada rápida em seu Rolex, vinte minutos depois. Há muito ele esperava por esse momento. Seis anos. 
Ela o rejeitara. Desprezara-o. 
Ela, com seu sangue azul, considerava-o um bastardo, alguém não merecedor de cortesia. 
Mas, a despeito de toda a sua arrogância, a princesinha faria o que ele quisesse naquele momento. 
E, se tudo corresse conforme planejado, e agora tinha todos os meios para se assegurar de que assim seria, ele teria Clarissa cumprindo suas ordens por muito tempo e de várias formas. 
Ele a possuiria, ponto final. 
Ele fantasiava sobre tê-la para si desde aquela primeira noite em que a vira. 
Fora a primeira vez dele na corte. Ele estava inseguro quanto à recepção que mereceria naquele lugar e daquelas pessoas que, em sua maioria, eram D'Agostinos. Sua "por-assim-dizer" família. 
Mas Ferruccio não usava o nome deles. 
O sobrenome que usava agora fora dado por outros. 
Era chamado por ele tantas vezes que o legalizara. 
A evidência de que era um D'Agostino se apresentara há muito tempo. Seus pais haviam se mostrado dispostos a lhe dar qualquer coisa, menos o sobrenome. 
Ferruccio dissera a eles o que fazer com o amor e as ofertas de auxílio. Ele sobrevivera longe deles. 
Fizera isso sozinho, e chegara ao topo, do mesmo jeito. Finalmente a curiosidade o vencera. 
E ele queria ver como era Castaldini, o lugar que deveria constar em seu nome. 
Como eram as pessoas que deveriam ter sido a sua família. 
Entrara na corte do rei sem se anunciar. 
Até então, ele tinha influência suficiente para andar por qualquer parte do mundo e ser bem-vindo. 
E a corte o recebera bem. Além de seu encontro com o rei, Ferruccio não se lembrava de nada antes e nada depois de ter visto aquela garota.
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Série Castaldini
1- Coração Exilado 
2- Coração Sedutor
3- Coração Ilegítimo

domingo, 15 de abril de 2012

Quando Um Homem Ama

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Rodrigo Valderrama estava ao lado de Cybele quando ela sofreu um acidente e necessitava de cuidados médicos. 


Após levá-la para sua mansão, onde ela poderia ter uma recuperação bem-assistida, Rodrigo jurou cuidar da jovem viúva grávida sem jamais revelar o profundo amor que sempre sentira por ela. 
Pois, apesar de ser um médico brilhante, temia não estar preparado para impedir que Cybele partisse, caso ela descobrisse a verdade sobre sua gravidez... 


Capítulo Um 


Ela abriu os olhos para outro mundo. Um mundo cinzento, embaçado e granulado, como um canal de TV sem transmissão. 
 Mas ela não se importou. Aquele mundo tinha um anjo zelando por ela. 
E não um anjo qualquer. Um arcanjo... Isso se arcanjos fossem a personificação de beleza e poder, talhados em pedra e bronze e masculinidade pura. 
A imagem dele flutuava na selva de luz e sombra, fazendo-a imaginar se aquilo era um sonho. 
Ou uma alucinação. Ou pior, provavelmente pior. Apesar da presença do anjo. 
Ou por causa disso. Anjos não tomam conta de pessoas que não estão com algum problema sério, tomam? Seria uma pena descobrir que ele era o anjo da morte. 
Por que fazê-lo tão perfeito se ele era apenas um extrator da força da vida? 
Ele era altamente qualificado. Tal excesso era dispensável, se você perguntasse a ela. 
Ou talvez a extrema beleza dele fosse designada a tornar seus alvos desejosos de irem para onde ele os conduzia. 
Ela estaria mais do que disposta. Se pudesse mover-se. 
Não podia. A gravidade a oprimia, esmagando suas costas em algo que, de repente, parecia ser uma cama de espinhos. 
Todas as células de seu corpo começaram a contorcer-se, todas as terminações nervosas com impulsos explosivos. 
Mas as células não tinham conexão uma com a outra, e as terminações nervosas eram incapazes de fazer um movimento involuntário, deixando-a aflita. 
O barulho aumentou em seus ouvidos, deixando-a nauseada... O rosto dele chegou mais perto, vertiginoso, eliminando o som desagradável e sufocando-o. 
Seu tumulto diminuiu. Ela não precisava lutar contra a força da gravidade, não precisava temer a paralisia. Ele estava ali. E tomaria conta de tudo. 
Ela não tinha idéia como sabia disso. Conhecia-o. Não que tivesse alguma idéia de quem ele era. Mas tudo em seu interior dizia-lhe que estava segura, que tudo ficaria bem. Porque ele estava lá. Agora, se pelo menos ela pudesse ter alguma parte de seu corpo funcionando... Não deveria sentir-se tão inerte ao acordar. 
Mas estaria acordando? Ou estava sonhando? Aquilo explicaria a separação entre cérebro e corpo. Explicaria a presença dele. Ele era demais para ser real. 
Mas ela sabia que ele era real. Sabia que não possuía imaginação suficiente para tê-lo inventado. Sabia algo mais também. Aquele homem era importante. 
No geral. E, para ela, ele era mais que importante. Vital. 
— Cybele? Seria a voz dele? Aquela carícia profunda e enigmática? — Você pode me ouvir? 
Oh, sim, podia ouvi-lo. A voz profunda espalhou-se por toda sua pele, os poros encharcavam-se, como se estivessem famintos por nutrição. 
A voz a permeava com sua riqueza, sua inflexão, despertando um nervo inerte, recomeçando um processo vital, fazendo-a reviver. 
— Cybele, se você pode me ouvir, se está acordada desta vez, por favor, responda. Por favor? Em espanhol? Então era daí que vinha o sotaque...
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domingo, 8 de abril de 2012

Atraída Pelo Príncipe

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Amantes ingleses








Atraída pelo príncipe, de Olivia Gates Ela o traiu! 


E ele vai se vingar... 




Capítulo Um 


Eduardo Guillermo D'Agostino sentia vibrar cada célula de seu corpo. 
Com urgência. Com extrema necessidade. 
Precisava conquistar a mulher que caminhava em sua direção com passos hesitantes, porém ansiosos. 
Queria colocá-la no ombro, subir para o seu apartamento, derrubar as barreiras e possuí-la, saciando a fome que consumia os dois havia oito semanas. 
Ele se deleitou com o calor que produzia um gosto doce-amargo em sua boca, enquanto ela se aproximava. 
Tudo nele era atraído como por um ímã pelos olhos cor de jade, que combinavam com o nome dela e irradiavam a sinceridade de seu prazer por vê-lo. 
O sorriso dela, que provocava uma convinha, refletia também as emoções dele. 
Era sempre n mesma coisa. Excitavam um ao outro terrivelmente. De todas as maneiras. Ele a fez entrar na limusine e a segurou antes que pudesse fugir. 
Sua mão inclinou a cabeça dela, acariciando o cabelo castanho e sedoso que Jade agora sempre mantinha solto para agradá-lo e deixá-lo ainda mais louco de desejo. 
Fez com que ela ficasse por cima de seu corpo. 
Sentiu a pele dela quente de vergonha e de luxúria ao mesmo tempo. 
— Eduardo... seu motorista... — Não pode nos ver nem nos ouvir. — Os lábios dele pousaram sobre seu pulso. — Porém pouco me importaria se o mundo inteiro visse. Senti sua falta. 
Ela se contorceu para se afastar, mas o movimento apenas uniu o corpo ainda mais ao dele, deixando-o excitado. 
— Só faz seis horas... Desde que ele a levara de carro para casa. Ele murmurou: — Tempo demais... Eduardo esmagou seus lábios trêmulos sob sua boca, aspirou seu gemido rouco, se deliciando com o sabor de sua entrega. Essa mulher. Essa carne. Essa afinidade. Tudo isso tinha valor. Tempo e espaço desapareciam em um segundo para dar lugar a novos horizontes... 
Uma batida discreta, mas insistente, na cortina de vidro que separava o compartimento do motorista e dos passageiros interrompeu o delírio erótico. 
Eduardo ergueu a cabeça e viu que agora estava em cima de Jade, a dureza de sua ereção roçando as coxas dela. Percebeu que Jade estava louca de desejo também, os mamilos rijos no lugar onde ele sugara por cima do sutiã rendado. 
Ela o fitou, da maneira como ele sempre desejava que o fitasse, zonza de prazer, indefesa pelo desejo. 
Porém... maledizione..
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domingo, 11 de março de 2012

Coração Exilado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Castaldini


No comando de seu ex-amante real! 


O príncipe Leandro D'Agostini seria o rei de Castaldini...


Até um escândalo fazê-lo ir para o exílio! Agora, Phoebe Alexander, sua amante secreta que se recusou a se exilar com ele, estava de volta para convencê-lo a aceitar a coroa real. 
Mas a dor da traição ainda corria nas veias do príncipe. Ele governaria somente se Phoebe se curvasse aos seus desejos. 
Arrependida das decisões do passado, Phoebe estava disposta a atender ao pedido de Leandro. 
Ela sabia que nunca poderia ser a rainha, mas se tornaria, voluntariamente, a amante do príncipe. 
Então uma gravidez inesperada mudou tudo...


Prólogo 


Oito anos atrás 
— Aproxime-se Phoebe. Eu não mordo não tão forte. 
A voz grave e profunda de Leandro reverberou por todo seu corpo. 
Phoebe se sentiu sufocada com sua própria reação, com o ar que estava preso em seus pulmões. O ar que estivera segurando, enquanto aguardava que a contatasse. 
Ainda não conseguira respirar... Leandro permaneceu imóvel próximo às amplas janelas da cobertura, fitando o horizonte de Manhattan, que cintilava como grupos de estrelas na misteriosa escuridão da noite. 
Seus sentidos famintos apenas registravam o poder do físico masculino, os cabelos castanho-avermelhados e os fios cor de cobre. 
Suas mãos formigavam com a lembrança de agarrar-se naqueles cabelos enquanto ele a expunha à crueldade de um prazer extremo. 
A essência masculina a invadia com uma virilidade e uma potência únicas, um afrodisíaco do qual não conseguia se libertar mesmo estando á distância. 
Leandro já a havia feito viajar mais de 600 quilômetros para pedir que se "aproximasse". 
Oito horas atrás, Phoebe recebeu uma mensagem de Ernesto... 
O braço direito de Leandro e o intermediário de seu segredo... Durante uma sessão de fisioterapia diária de Julia. 
Pensou que ele a estava convidando para outro encontro clandestino, um ainda mais secreto porque a situação de Leandro em Castaldini estava mais delicada do que nunca depois da sua resignação do posto de embaixador. 
Mas ela não encontrou Leandro. Apenas seu jato particular. 
Phoebe não ouviu sequer uma palavra sobre ele durante as sete horas de vôo para Nova York. Não ouviu notícias em quatro meses. 
Temeu que o silêncio tivesse sido a forma que encontrara para informá-la que o caso havia chegado ao fim. Mas não havia... 
— Fiz 30 anos, há dois meses. Phoebe se comoveu ao ouvir o comentário áspero, e sentiu uma pontada de nostalgia em seu interior. 
Sabia disso, fora dia 26 de outubro. 
O desejo de telefonar para ele naquele dia desgastara o pouco dos nervos que permaneceram intactos. 
Mas as regras dele tinham sido claras. Leandro a contataria. 
E a impressão que tivera era que isso não iria mais acontecer. 
— Feliz aniversário. — Ela recuou um passo conforme a resposta infeliz escapava de seus lábios. Leandro soprou o ar com força. 
— Realmente. O aniversário mais feliz da minha vida. — Nesse instante, virou-se para encará-la. Phoebe teria cambaleado se conseguisse se mexer, ainda que involuntariamente. 
— Nada mais a dizer, bella malaki? — Meu lindo anjo. A ternura com que falara provocou com que sentisse cada célula do corpo vibrar, aquela mistura de italiano e mouro que só ele usava. Leandro caminhou lentamente em sua direção, a camisa clara em meio à escuridão, desabotoada até a cintura, revelando um poder que aumentava a cada passo. 
— Posso facilitar as coisas? Dar o primeiro passo? — Ele parou a apenas alguns centímetros de onde ela estava; os olhos cor de esmeralda cintilando como estrelas. 
— Sentiu a minha falta? Phoebe chegou a acreditar nisso, mas estivera errada. 
Ela estivera faminta. Leandro avançou um passo e repousou as mãos enormes e quentes na cintura delgada de Phoebe, amparando-a, e fazendo com que sentisse o corpo inteiro vibrar de excitação. 
— Posso descobrir? Sim, cada célula do corpo feminino gritava. 
Contudo, ele não fez nada, apenas permaneceu imóvel. Phoebe começou a tremer. 
No momento em que os tremores o atingiram, suas pupilas se dilataram, buracos negros que absorveram a coerência da mente de Phoebe e arrancaram o desejo de suas profundezas. 
Ela inclinou-se para fren¬te, sentindo-se incrivelmente atraída. 
Era como se uma represa tivesse rompido. Violentamente. 
Seus lábios se colidiram, se uniram, inundando-a com um apetite voraz. Seu mundo se agitou com o deleite do reencontro, com ferocidade dele e um desejo tão abrasador quanto o dela conforme ambos eram levados pelo calor da paixão. 
— Da próxima vez, bellezza helwa... Vou demorar horas... Dias para adorá-la... Mas, desta vez... Desta vez... 
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Castaldini Crown
1. Coração Exilado
2. The Prodigal Prince's Seduction
3. The Illegitimate King

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Trilogia Príncipes de Judar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
3- O PODER DA PAIXÃO







A farsa de seu casamento salvaria o reino.

Em troca da paz o rei Kamal Aal Masood daria qualquer coisa a Aliyah Morgan, sua nova esposa... exceto a confiança e a intimidade que ela queria desesperadamente.
Quando Kamal terminara com Aliyah repentinamente anos atrás, prometera jamais se deixar envolver por ela novamente.
Seria tolo se permitisse que suas ações fossem governadas pelo coração!
E somente uma mulher com Aliyah ousaria desafiá-lo em sua apaixonante batalha contra seus princípios.

Capítulo Um

O punho de Kamal ben Hareth ben Essam Ed-Deen Aal Masood acertou o seu oponente inerte com um golpe fulminante.
O saco de areia balançou com força, formando um amplo arco antes de voltar na sua direção.
Rosnando, imaginando que se tratasse de uma das pessoas que o haviam colocado naquela situação desastrosa, ele o atingiu com um golpe que teria esmigalhado os ossos de qualquer ser vivo.
Após 30 minutos de exasperação, o saco de areia parecia sorrir de volta para ele, imaculado e nada impressionado, nem com sua força nem com seus castigos.
Foi preciso que algo inanimado salientasse a inutilidade de sua fúria.
Ele percebeu e inclinou o rosto sobre sua superfície fria, soltando um profundo suspiro de cansaço e resignação.
De nada havia adiantado tudo aquilo.
Ele continuava louco de raiva. Mais louco ainda. Será que sua raiva um dia se abrandaria? Ou o choque?
O rei de Judar estava morto. Vida longa ao rei. Ele.
O sangue voltou a latejar em sua cabeça e ele cravou novamente os dedos no saco de areia.
Seus irmãos é que deveriam estar lá, no lugar do saco. Ele podia apostar que eles se disporiam a agüentar o que quer que ele quisesse lhes infligir.
Afinal, tinham conseguido o que queriam.
Primeiro Farooq, e, então, Shehab.
Ambos haviam feito o impensável e abdicado do trono de Judar em nome do amor, e jogado a sucessão em seu colo.
E então, dois dias antes de ele passar pelo respectivo ritual, a morte do rei atual, há muito já esperada, aconteceu.
Agora ele estava prestes a participar de uma cerimônia de cunho bem diferente. Uma ascensão, ou, como se dizia em Judar, xanjoloos, onde assumiria o trono.
Como ele gostaria de enfiar algum juízo na cabeça de seus irmãos e berrar que as mulheres pelas quais eles haviam abdicado do trono acabariam partindo seus corações, mas eles só haviam lhe lançado olhares serenos e dito, num tom compadecido, que o tempo lhe mostraria o quanto ele estava errado.
Ele arrancou a camiseta encharcada de suor e seguiu até o chuveiro.
Se tudo o que Farooq e Shehab haviam feito era cavar sua própria destruição, ele continuaria tentando salvá-los.
Mas agora ele teria que desposar a mulher que vinha com o trono.
Ele teria aceitado aquele destino, pior do que uma prisão perpétua, caso se tratasse de qualquer outra mulher, menos Aliyah Morgan.
Ya Ullah, quando é que ele despertaria, finalmente, e descobriria que tudo não passava de mais um pesadelo com a mulher que ele vinha tentando esquecer há sete anos?
Mas o fato é que não se tratava de um pesadelo, e sim de uma realidade macabra em que Aliyah havia se tornado a mulher que o futuro rei de Judar teria que desposar para cumprir os termos do acordo de paz, que asseguraria o trono e restauraria o equilíbrio de toda a região.
Ele deveria insistir para que um dos seus irmãos assumisse o trono, de modo que um deles fosse obrigado a se casar Aliyah, mesmo tenda outra esposa...
A imagem de Aliyah, porém, na cama com qualquer um dos dois, contorcendo-se sob eles, mexeu com suas entranhas e arrancou um gemido de seus lábios.
B'Ellahi, como ele ainda podia sentir alguma espécie de sentimento de posse em relação à mulher que, na verdade, nunca havia possuído, que não valia a pena possuir?
Ele entrou no box e ligou a água quente para que o jato escaldante aliviasse seu tormento.
Maldita memória!
Apesar de sempre ter sido um trunfo em todos os campos em que decidira investir, ela era também uma maldição.
Ele nunca se esquecia de coisa alguma.
Bastava fechar os olhos para que voltasse a sentir tudo outra vez.
Até colocar os olhos nela pela primeira vez, sempre classificara as mulheres como familiares queridas, amigas preciosas, esposas em potencial ou caçadoras assumidas que compreendiam que ele não tinha nenhuma necessidade delas, apenas extravagâncias a serem incitadas com extremo esforço e apaziguadas, rápida e irrevogavelmente.
Nunca havia conhecido uma mulher que não se enquadrasse em alguma dessas categorias.
Foi então que sentiu o olhar dela sobre si, e todos seus preconceitos evaporaram. Sua inteligência mordaz, a crepitante energia e sua franqueza estimulante quanto ao efeito igualmente poderoso que ele havia exercido sobre ela intensificaram ainda mais o impacto que ela exercera sobre ele.
Temendo um envolvimento sem precedentes de sua parte, seus assistentes o haviam advertido.
Aliyah não estava usando sua profissão de modelo para se insinuar nas mais altas rodas da sociedade, à procura de patrocinadores.
Estava fazendo coisa muito pior, explorando não apenas sua beleza pouco convencional, como também seu status de princesa de Zohayd, transgredindo as regras de sua cultura para alcançar o estrelato por meio de escândalos e controvérsias.





Trilogia Principes de Judar
1- Prazer e Vingança
2- O Poder da Sedução

3- O Poder da Paixão

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Trilogia Príncipes de Judar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
1- PRAZER E VINGAÇA







Não havia onde Carmen pudesse se esconder do príncipe de Judar.

Ele a procuraria em todos os lugares, arrombaria portas e derrubaria muros.
Nada impediria Farook Aal Masood de reivindicar a mãe de seu herdeiro.
Ela o traíra, e ele a faria pagar. Em sua cama. Como sua esposa, até que se cansasse dela.
Ela dissera que o amava, mas ele jamais cairia novamente em suas mentiras!

Capítulo Um

— Bagha... bagha...
Carmen parou de pendurar as cortinas novas no quarto de bebê e olhou para Mennah, ouvindo-a balbuciar sua mais recente "palavra", o coração se expandindo.
Acostumara-se a sentir o coração enchendo-lhe o peito desde que sua filha nascera.
Quando Mennah nascera e a deitara ainda sangrenta no peito, Carmen teve medo de não sobreviver à explosão de emoções que a tomaram.
Encontrara o nome perfeito depois de procurar muito. Na língua de seu pai, Mennah significava presente de Deus. O presente dela.
Agora seu presente segurava as grades do cercadinho para se levantar.
Tentou ficar em pé sem apoio e caiu sentada com um grito de aborrecimento, fazendo Carmen rir.
— Oh, Mennah, querida, você tem tanta pressa.
E tinha. Estava agora com apenas nove meses, mas aos seis se sentava sozinha, aos sete engatinhava e agora estava prestes a atingir um novo feito.
Carmen terminou de colocar a cortina e foi até o cercadinho. Seu anjo sorriu para ela, a natureza feliz nos olhos dourados, mostrando os dentinhos, as covinhas se destacando no rosto perfeito.
Uma onda de emoção fechou a garganta de Carmen.
Fora tão abençoada!
Mennah esticou os braços e Carmen a pegou imediatamente, aninhando o pequeno e saudável corpo que era sua razão de viver.
Mennah enterrou o rosto no pescoço da mãe e os braços de Carmen se fecharam com força em torno dela. Era muito bom Mennah adorar abraços apertados.
Carmen a olhou com amor, embalou-a nos braços, uma das mãos acariciando-lhe os cabelos negros e sedosos.
De repente, Mennah se afastou e olhou-a com expectativa.
— Bagha, bagha.
Carmen apertou-lhe de leve o nariz.
— Sim, querida, você está tentando me dizer alguma coisa e sua mamãe é tão idiota que ainda não compreendeu. Mas é uma palavra nova, me dê um dia ou dois e vou descobrir o que é. Será que está tentando me dizer que está com fome?
Carmen começou a desabotoar a blusa e Mennah bateu a mão na dela, gritando em parte de brincadeira, em parte de advertência.
— Nada de alimento produzido pela mamãe? Mennah riu e Carmen suspirou. Tivera a esperança de prolongar a amamentação, mas esta era outra área na qual Mennah tinha pressa. Passara a recusar o seio cada vez mais desde que começara a se alimentar de sólidos.
— Não devia ter lhe dado uma prova do meu filé mignon, querida. Parece que você partilha mais do que a aparência com seu pai. Ele também é uma grande pantera que adora carne vermelha...
Carmen parou de falar. Mennah olhava para ela com total atenção, como se estivesse memorizando o que a mãe dizia. Entregara-se ao prazer amargo de lhe falar sempre sobre o pai. Talvez devesse resistir ao impulso, não havia como saber o que Mennah compreendia agora, mas talvez em breve compreendesse.
E não queria explicar a ausência do pai tão cedo.





2- O PODER DA SEDUÇÃO





Farah Beaumont não imagina que o futuro de Judar está suas mãos.

Para garantir o direito ao trono de seu reino, o príncipe Shehab Aal Masood deve fazer dela sua noiva… de qualquer maneira.
Nem que para isso tenha de esconder sua identidade e seduzi-la!
Logo, porém ele descobre que Farah não é tão fira e materialista quanto pensava.
E a sedução calculada de Shehab se transforma em uma paixão poderosa demais para controlar...

Capítulo Um

Quente como o inferno, fria como a sepultura.
Shehab apertou os lábios, pensando nessa frase, examinando o mar de pessoas fantasiadas que transformavam o salão de baile num campo de batalha de excessos mate¬riais e objetivos egoístas.
Ainda nenhum sinal da mulher a quem a frase se referia.
Quente como o inferno, fria como a sepultura.
Um homem tinha chegado a acrescentar: insaciável como a morte. Era uma senhora definição.
As descrições soavam como títulos.
Como os que lhe pesavam desde que nascera. Sheik Aal Massod. Sua Alteza Real.
E, agora, Sua Majestosa Eminência, o Príncipe Herdeiro.
Porém, segundo a opinião geral, os dela eram bem merecidos.
E esperavam que ele se casasse com essa mulher.
Não. Não esperavam.
Tinham certeza. Ele tinha de se casar com ela.
Retesou os músculos e rangeu os dentes.
Ya Ullah. Já devia estar conformado. Já fazia mais de um mês desde que soubera do destino a que teria de se submeter para salvaguardar o trono de Judar.
Às vezes, quase odiava Carmen.
Fora por causa do amor imenso de Farooq por sua esposa que ele atirara o fardo para cima de Shehab.
Mesmo assim, Shehab teria suportado esse destino, que sempre considerara pior do que a morte, um casamento arranjado, se a noiva fosse alguém mais aceitável.
Mas Farah Beaumont, a filha ilegítima do rei Atef Aal Shalaan, rei de Zohayd, não era aceitável.
Não por ser ilegítima. E não por ter se recusado a reconhecer sua herança ou ser um instrumento de paz. Não era responsável por seu nascimento.
E talvez fosse incapaz de lidar com as revelações sobre o passado e os problemas que isso lhe acarretaria no futuro.
Mas não fora por isso que Farah Beaumont, cuja mãe espertamente lhe dera um nome árabe popular no Ocidente, rejeitara o pai e pudera se dar ao luxo de se recusar a ser princesa.
A verdadeira razão é que a fazia tão repulsiva.
Tinha sido adotada pelo multimilionário francês com quem a mãe se casara.
Depois, quando a fortuna dele fora perdida após sua morte, Farah lutara para voltar ao topo.
Tinha chegado lá ao se tomar o braço direito e a amante do influente Bill Hanson, um homem casado e com idade bastante para ser seu avô.
De acordo com todos, Farah era uma mulher fria, promíscua e com sérios problemas psicológicos.
Também era crucial para a paz de uma região inteira, mas tinha se recusado abertamente a cumprir seu dever.
Agora, ele tinha seu próprio dever. Pulverizar a recusa dela.
Em vez de evitar muita atenção ao se vestir como um guerreiro tuaregue, Shehab estava atraindo todos os olhares.
Pelo menos mantinha o anonimato. Não podia se arriscar a ser reconhecido.
Daí o baile de máscaras.
Ele exalou forte, liberando um pouco de tensão por trás do véu-turbante que cobria a cabeça e o rosto do nariz para baixo.
Evitava contato com todos que se aproximavam, pois estava ali, naquele baile que ele mesmo patrocinara, para atrair a atenção de uma única pessoa: Farah Beaumont. Agora, era só a maldita mulher aparecer.
Subitamente, algo lhe fervilhou na nuca. Tenso, ele procurou a origem da perturbação. Vinha das enormes portas do salão, a uns 3m de distância. Ele se virou com indiferença.
No instante seguinte, tudo desacelerou. Seu corpo. Seu coração.
Até o mundo, antes de desaparecer. Nada permanecia senão a criatura emoldurada na entrada, envolta num vestido de todos os tons de verde, saída diretamente dos contos de fadas de seu reino.
Uma pintura de fantasia que ganhara vida. Era... ela!





Trilogia Príncipes de Judar
1- Prazer e Vingança
2- O Poder da Sedução
3- O Poder da Paixão