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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Princesa Temporaria

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
 Trilogia Casamento por Decreto Real








Quando o príncipe Vincenzo D’Agostino é obrigado a se casar, só quer uma esposa: aquela que o traíra anos atrás, Glory Monaghan. 

Ela quase foi destruída por Vincenzo no passado... E vai ter de aceitar o pedido para ajudar a família. Mas a obrigação vai se transformar em um prazer indescritível!



Capítulo Um

Atualmente
Vincenzo Arsenio D’Agostino olhou para seu rei e chegou à única conclusão lógica: o homem havia perdido o juízo.
Deveria ser em função da pressão de ter de governar Castaldini ao mesmo tempo em que geria seu império de bilhões de dólares. Além de ser o marido e pai mais amoroso e dedicado do planeta. Nenhum homem poderia resistir a tudo isso com as faculdades mentais intactas.
Essa devia ser a explicação para o que ele acabara de dizer.
Ferruccio Selvaggio-D’agostino, c rei bastardo, como seus opositores o chamava, já que era um D’Agostino ilegítimo, torceu os lábios.
— Erga seu queixo do chão, Vincenzo. E não, não estou louco. Arrume. Uma. Esposa. O mais rápido possível.
Dio. Ele dissera de novo.
Desta vez Vincenzo se viu repetindo as palavras do rei.
— Arrumar uma esposa.
Ferruccio assentiu.
— O mais rápido possível.
— Pare de dizer isso.
— Tem apenas a si mesmo para culpar pela pressa. Eu precisava de você nesse trabalho há anos, mas a cada vez que o levava ao conselho eles quase tinham um ataque de apoplexia. Até mesmo Leandro e Durante estremeciam quando seu nome era mencionado. A imagem de playboy que diligentemente cultivou agora é tão notória que as colunas de fofocas começaram a perder o interesse por ela. E essa imagem não vai ajudar em nada nos grupos em que preciso que você atue.
— Essa imagem não o prejudicou. Basta olhar onde está hoje. O governante de um dos reinos mais conservadores do mundo, com a mulher mais pura da face da Terra como sua rainha.
— Eu só era conhecido como o “Temível Homem de Ferro”, em referência ao meu nome e reputação nos negócios. Minhas comentadas... Aventuras amorosas era um exagero. Eu não tinha tempo para mulheres enquanto galgava meu caminho da sarjeta ao topo. E me apaixonei por Clarissa seis anos antes de fazê-la minha. Mas a sua notoriedade como um dos maiores mulherengos do mundo não vai ajudar quando se tornar o representante de Castaldini junto às Nações Unidas. Precisa limpar sua imagem e obter alguma credibilidade para afastar o mau cheiro dos escândalos que pairam em torno de você.
Vincenzo fez uma careta.
— Se isso está lhe tirando o sono, vou tentar dar um jeito nas coisas. Mas certamente não vou arrumar uma esposa para apaziguar alguns fósseis políticos, também conhecidos como seus conselhos. Vocês estão todos com inveja por não poder ter o meu estilo de vida.
Ferruccio lançou lhe um olhar, um que o fazia se sentir oco por dentro, com vontade de dar um soco no rosto bem-disposto do rei.
— Quando estiver representando Castaldini, Vincenzo, quero a mídia cobrindo apenas os seus feitos em nome do reino, e não as plásticas de suas amantes ou os comentários delas sobre você, após as trocar por modelos diferentes. Uma esposa mostrará ao mundo que seu comportamento mudou e manterá as notícias focadas no trabalho importante que vai desempenhar.
Vincenzo sacudiu a cabeça em descrença.
— Dio! Quando se tornou tão maçante e retrógrado, Ferruccio?
— Se você se refere a quando me tornei um defensor da vida matrimonial e familiar, onde estiveram nos últimos quatro anos? Sou um ferrenho defensor de ambos. E está na hora de eu fazer o favor de empurrá-lo para esse caminho.
— Que caminho? O do “feliz para sempre”? 






Trilogia Casamento por Decreto Real
1- Princesa Temporária
2- Princesa por conveniência 
3-  Princesa Seduzida

Princesa por conveniência

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Trilogia Casamento por Decreto Real





Para voltar ao seu reino do deserto, Aram precisa casar com a princesa Kanza. É um preço alto demais... Até conhecê-la. 

Depois de reclamar Kanza como sua tudo se encaixa. Mas ela descobre que ele casou por ambição. Esta união poderá ser destruída?






Capítulo Um

— Deseja que eu me case com Kanza, o Monstro?
Aram Nazaryan estremeceu com o tom da própria voz. Não que alguém pudesse culpá-lo por agir assim Shaheen Aal Shalaan já fizera alguns pedidos inaceitáveis, mas aquele merecia uma descrição inexistente em qualquer dos quatro idiomas que Aram conhecia.
Contudo, a transformação de seu melhor e único amigo numa mãe intrometida estava ficando insuportável ao longo dos últimos três anos. Parecia que, quanto mais feliz Shaheen ficava com a irmã caçula de Aram, Johara, depois de eles terem se reencontrado milagrosamente e se casado, mais triste ele ficava por Aram e intensificava seus esforços para fazer seu cunhado mudar o que chamava de “falta de vida”.
Shaheen já chegara ao escritório dele deixando de lado a sutileza ao tentar convencê-lo a regressar a Zohayd, pedindo-lhe francamente que voltasse para casa.
Incomodado e igualmente franco, ele respondera que Zohayd era o lar de Shaheen, não dele, e que não voltaria para atrapalhar a família quando o segundo bebê de Shaheen e Johara chegasse.
Para provar que Aram teria um papel vital e uma vida plena em Zohayd, Shaheen lhe oferecera o próprio emprego. Pedira que ele se tornasse o ministro da economia de Zohayd!
Aram deu gargalhadas. Só poderia ser piada, já que apenas um membro da realeza zohaydana poderia assumir esse cargo, e Aram era franco-armênio-americano.
Infelizmente, Shaheen não ganhara subitamente um senso de humor. O que ele tinha era um plano louco para fazer.
Aram se tornar um nobre zohaydano. Casando-se com uma princesa zohaydana.
E a identidade da pretendente perfeita para ele fora a gota d’água.
— A felicidade conjugal fritou seu cérebro, Shaheen? Não vou me casar com aquele monstro de jeito nenhum.
— Não sei de onde você tirou esse nome. A Kanza que conheço não é nenhum monstro.
— Então existem duas Kanzas diferentes. A que conheço, Kanza Aal Ajmaan, princesa do lado materno da sua família real, merece até mais que esse apelido.
— Só existe uma Kanza... e ela é maravilhosa.
— Maravilhosa? Digamos que eu acompanhe você nesse delírio e concorde que ela é a miss Simpatia. Você ficou louco para sugeri-la a mim? Ela é uma criança!
— Ela tem quase 30 anos.
— Mas co...? De jeito nenhum. Da última vez que a vi, ela estava com uns 18.
— Sim E isso foi há mais de dez anos. Fazia mesmo tanto tempo? Um rápido cálculo disse que sim, já que ele a vira pela última vez naquele fatídico baile, poucos dias antes de partir de Zohayd.
— Que seja. Os 11 ou 12 anos de diferença entre nós não se reduziram.
— Sou oito anos mais velhos que Johara. Três ou quatro anos de diferença podiam ser muita coisa naquela época, contudo já não importam mais na idade que vocês têm hoje.
— Essa pode ser a sua opinião, no entanto eu... — Ele parou e riu, balançando o dedo para Shaheen. — Ah, não. Você não vai me fazer discutir como se isso fosse uma possibilidade. Ela é um monstro. Estou dizendo.
— E eu estou dizendo que não é.
— Certo, vamos entrar em detalhes? A Kanza que conheci era uma criatura soturna e depressiva que fazia as pessoas correrem na direção oposta só de olhar para elas. Na verdade, toda vez que ela olhava para mim, eu achava que encontraria dois buracos no meu corpo.
— Estou vendo que ela deixou uma impressão e tanto se, depois de dez anos, você ainda se lembra dela tão bem e reage tão intensamente à lembrança.
— Reajo desfavoravelmente. Já é suficientemente ruim você sugerir esse casamento por conveniência. Ainda recomendar a única...






Trilogia Casamento por Decreto Real
1- Princesa Temporária
2- Princesa por conveniência 
3-  Princesa Seduzida

Princesa Seduzida

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
 Trilogia Casamento por Decreto Real




Quando se torna rei, a primeira medida de Mohab Aal Ghaanem é reivindicar Jala Aal Masood como sua esposa. 

Ele já a teve antes, e agora não a deixará partir de novo, nem que para isso seja necessário um casamento de conveniência.









Capítulo Um

Dias atuais...
— Você tem desejos suicidas?
Mohab quase soltou uma risada alta. Um bufo diante da ironia amarga lhe escapou da garganta enquanto se erguia para encarar o rei de Judar.
Quais eram as chances de essas palavras serem a primeira coisa que Kamal Aal Masood lhe diria quando foram as últimas que a irmã caçula daquele homem lhe atirara?
Supunha que fosse verdade o que diziam de Kamal e Jala. Que os dois mais novos dos quatro irmãos Aal Masood poderiam ter sido gêmeos idênticos se não tivessem nascido homem e mulher com 12 anos de diferença na idade. A semelhança física entre os dois era impressionante.
Com a inimizade histórica entre seus reinos, Mohab costumava ver Kamal apenas de longe. A última vez em que o encontrara fora na ocasião de seu joloos, quando Kamal se sentara no trono, cinco anos e meio atrás. Não que Mohab tivesse forjado um jeito de entrar em Judar naquela noite para vê-lo. Jala era seu único objetivo. Mas ela não comparecera ao casamento do próprio irmão. Outra coisa que não havia sido capaz de prever em relação àquela mulher.
Outra coisa que não conseguira prever fora qual seria a sensação de ver aquele homem de perto. Kamal se parecia muito com Jala e isso lhe causava uma dor profunda no peito.
Era como se alguém tivesse feito Jala sumir e a transformado em uma versão masculina mais velha. Os dois irmãos tinham o mesmo cabelo negro e espesso, os mesmos olhos cor de uísque e estrutura óssea parecida. As únicas diferenças eram aquelas concernentes ao gênero de cada um. 
A compleição cor de bronze de Kamal tinha tons mais escuros que o dourado imaculado da pele de Jala. Com seu 1,98m, o rei de Judai certamente assomava sobre os majestosos 1,75m da irmã, assim como ele um dia o fizera. Ainda assim, os dois irmãos tinham em comum a mesma graça felina e proporções perfeitas. Enquanto tais características a tornavam uma princesa de conto de fadas, Kamal era o típico invasor do deserto, que exalava um poder ilimitado.
Aos 40 anos, Kamal era um dos indivíduos mais influentes do mundo e o fora mesmo antes de seus dois irmãos mais velhos abdicarem do trono de Judar numa reação em cadeia de dramas na corte e escândalos da família real, que ainda abalavam a região e que mudaram seu curso para sempre.
Naquele momento, os olhos lupinos de Kamal faiscavam com a ameaça que se tornara sua marca registrada.
— Está achando graça em algo em particular, Aal Ghaanem?
— Seu comentário inicial me trouxe à memória outra... pessoa que fez um comentário parecido. — Diante do olhar feroz do rei, o sorriso de Mohab se alargou.
— O que foi? Pensa que acho você ou o fato de ter sido acompanhado até aqui como um prisioneiro de guerra engraçado?
Esperara coisa pior ao chegar a Judar, com as relações tensas entre Saraya e aquele reino em um histórico ápice. Na verdade, até o dia anterior, seu rei havia simplesmente declarado guerra a Judar durante uma transmissão globalizada numa reunião de cúpula das Nações Unidas. Para Mohab, um príncipe de Saraya, na segunda linha de sucessão, apenas atrás do rei e seus herdeiros, aterrissar sem ser convidado nas terras de Judar naqueles tempos temerosos era motivo de extrema preocupação. Principalmente quando o dito príncipe também era o ex-comandante do serviço secreto de Saraya. Esperara ser colocado no primeiro voo que partisse de Judar. Ou então ser feito refém.
Blefando, Mohab declarara que tinha negócios urgentes a tratar com Kamal e que o rei puniria qualquer um que tentasse detê-lo. Aquilo deixara os agentes de segurança da fronteira, no aeroporto, em polvorosa buscando ordens vindas do palácio real. Mohab esperara que sua jogada não desse certo, que Kamal o chutasse para fora do reino, mas dentro de minutos, uma dúzia dos mais qualificados agentes do serviço secreto o escoltara até ali.
Ao que parecia, o consideravam muito perigoso. E aquilo o lisonjeava.
— Então acha que desejos de morte é fonte de divertimento? Um intrépido por natureza e não apenas por razões comerciais, certo? Faz sentido. Mas também não deveria ser meticuloso e prudente? Pensei que esse fosse o motivo pelo qual ainda estivesse inteiro depois de suas loucas façanhas. Não é essa a primeira coisa que lhes ensinam quando ainda meninos em Saraya? Que Judar não poupa a vida das pessoas da sua laia? — Sua laia. Os Aal Ghaanem.
Os inimigos mortais dos Aal Masood. Aih. Havia aquele obstáculo também-Então, mais uma vez. Tem desejos suicidas? Não sabe que, agora mais que nunca, um alto escalão de Saraya como você em Judar poderia se tornar alvo de qualquer nível de retaliação?
Mohab espalmou uma das mãos sobre o coração.
— Sinto-me emocionado por sua preocupação em me manter intacto. Mas posso lhe assegurar que me comportei de maneira exemplar e não me indispus com ninguém.
— Exceto comigo. Chegar sem avisar, aterrorizando meus subordinados, forçando-me a deixar tudo de lado para investigar sua incursão a estas terras. Essa é a última esperança de seu rei, depois das asneiras que disse na conferência? Ele teme que eu finalmente o destrone como devia ter feito há muito tempo? Seu rei enviou seu maior trunfo para lidar com a crise... Na raiz?
— Pensa que estou aqui...






Trilogia Casamento por Decreto Real
1- Princesa Temporária
2- Princesa por conveniência 
3-  Princesa Seduzida

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O Destino De Um Sheik

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Cavaleiros Deserto

A noiva iludida.

Ele havia encontrado seu destino. 
Mas, para reivindicar o trono de Azmahar, Rashid Aal Munsoori precisava de Layiah Aal Shalaan. 
Ele conseguiria derrotar seus rivais se fosse capaz de persuadi-la a ser sua esposa.
E se Layiah concebesse um herdeiro, então o poder de Rashid sobre sua pátria seria total. Layiah sempre fora secretamente apaixonada por Rashid.
Seu sheik sexy podia ter cicatrizes no corpo e na alma, mas isso só fazia com que o amasse ainda mais... 
Até ela descobrir suas reais motivações.
Ainda que Layiah não tivesse forças para confiar em seu amado novamente, como poderia abandonar o pai do filho que carregava em seu ventre, um bebê destinado a unir dois reinos?

Capítulo Um

Laylah aal Shalaan sentiu um arrepio descer por sua espinha. Não foi por causa do frio abaixo de zero da noite de dezembro em Chicago.
A temperatura teria causado um arrepio de frio, e não de fogo por suas veias.
Essa sensação já a assolara tantas vezes na última semana que era como se estivesse sofrendo com as ondas de calor típicas da meia-idade feminina. O que seria um recorde aos 27 anos.
Mas Laylah já representava outros recordes indesejados em sua família, como ser a primeira mulher nascida entre eles em quarenta anos.
Sendo assim, por que não acreditar que estava entrando prematuramente na menopausa? Não que ela achasse anormal ter os hormônios funcionando a todo vapor.
O anormal era que isso fosse provocado por uma influência externa.
Laylah não conseguira identificar a fonte dessa influência quando tentara investigar, mas estava certa de que, fosse o que fosse, estava por perto havia algum tempo.
Alguém a estava observando. E não tinha nada a ver com os seguranças que antigamente costumavam andar colados a ela.
Aqueles homens jamais haviam tentado se esconder, não davam a menor importância ao espaço pessoal dela. Laylah nunca se ressentira disso, sabia que estavam fazendo seu trabalho.
Mas é claro que nos últimos dois anos, quando sua segurança já não era mais prioridade para ninguém, não havia mais homens seguindo seus passos. Não que ela achasse que precisava de proteção.
Costumava estar sempre atenta aos protocolos de segurança normais, como fazia qualquer pessoa que vivesse em Chicago. E desde que se auto-exilara de Zohayd e viera morar na Cidade dos Ventos era o que fazia.
Até aquela noite.
Normalmente Laylah voltava para casa com Mira, sua sócia e colega de apartamento. Mas Mira viajara para visitar o pai, que fora internado às pressas, em outro estado. 
Portanto, ali estava ela, sozinha à noite, pela primeira vez em mais de dois anos, deixando o prédio deserto pela saída dos fundos que dava para uma rua estreita igualmente vazia.
Não que isso tivesse alguma coisa a ver com o que estava sentindo. Laylah entrara no prédio com a sensação de estar envolvida pelo campo de força de um olhar.
E, quando saíra, vira-se presa novamente por esse abraço eletrizante. O estranho era que não se sentia ameaçada, apenas louca de curiosidade e... Animação?
Ela olhou para os três carros estacionados do outro lado da rua.
No que estava mais próximo, um homem acabara de fechar o capô, e logo entrou no veículo e partiu. 
O outro também estava indo embora. E o que se achava mais distante, um Mercedes de último tipo, com as janelas escuras, parecia vazio.
Antes que Laylah pudesse descobrir de onde se irradiava a energia que, percebia o segundo carro subitamente acelerou. 
Ela nem sequer teve tempo para pensar, e o carro parou ao seu lado e as portas foram abertas com violência. Quatro homens saíram apressados lá de dentro.
Laylah mal conseguiu dar dois passos no que pretendia ser uma corrida, quando eles a cercaram.
Corpos grandes e rostos distorcidos pela intenção maligna ocuparam a visão dela. 
O coração de Laylah acelerou loucamente, e o tempo pareceu parar quando mãos se colaram em sua pele, cada uma delas provocando um sobressalto de ultraje e horror.
O medo explodiu em seu peito, a fúria dominou seu cérebro. Enquanto ela lutava com todas as forças que tinha para se soltar, ouviu fragmentos de um diálogo:
— E só uma cara.
— Tom disse que seriam duas. É melhor não resolver me pagar só a metade agora.
— E essa que queremos. Você vai receber sua grana.
— Você disse que ela cairia aos nossos pés choramingando, mas a mulher não é fácil. Quase me acertou com o joelho entre as pernas.
— E quase me arrancou um olho!
— Pare você de choramingar e enfie-a dentro do carro!






Série Cavaleiros do Deserto
1- A Redenção do Sheik
2- Desejo de um sheik
3- O destino de um sheik
 

domingo, 8 de setembro de 2013

O Desejo De Um Sheik

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Cavaleiros Deserto 

O filho da paixão do sheik... 

O relacionamento tempestuoso entre Lujayn Morgan e o príncipe Jalal Aal Shalaan havia chegado ao limite quando ela o abandonou para se casar com outro homem. 
Porém, em pouco tempo Lujayn se tornara viúva. Uma nova chance para recomeçarem seu caso de amor... Que resultou em uma gravidez não planejada. 
Não havia dúvidas de que era filho de Jalal. 
Casamento seria a única solução. 
Mas Jalal se encontrava em meio a uma disputa pelo trono de Azmahar.
Um herdeiro inesperado poderia atrapalhar seus planos... Ou ser a chave para o sucesso! 
Mas antes Jalal teria de provar para Lujayn que seu pedido não era motivado pelo nascimento de um filho ou pelo protocolo real, e sim pelo amor que sentia por ela, e ela apenas... 

 Capítulo Um 

— Então você conseguiu se livrar da acusação de assassinato desta vez. — Jalal Aal Shalaan franziu a testa diante das palavras que pronunciara em voz alta.
Ele estava à porta de uma sala imponente, em uma das mansões mais empolgantes nos Hamptons, onde costumava ser recebido como um convidado estimado anos atrás. Pensou que nunca mais colocaria os pés ali outra vez, por causa da mulher que o rejeitara. A mulher que agora era a dona da mansão.
Lujayn Morgan. A ex-amante dele.
Ela estava recolhendo cartas sobre-uma mesa de mármore antiga quando as palavras dele a atingiram. Após um sobressalto, ela parou no meio do movimento.
O corpo dele também estava tenso. Os punhos e o queixo estavam cerrados, todos os músculos retesados, tremendo.
B’haggej jaheem. Diabos, por que ele dissera aquilo?
Jalal não teve a intenção de demonstrar nenhuma hostilidade. Ou emoção; ele pensava que não possuía mais emoção alguma sobrando. 

Viera até ali por um motivo: enxergá-la sem a luxúria que o cegara durante os quatro anos de duração do caso entre os dois. 
Ele estava lá para encerrar a história, um direito que ela lhe roubara quando irrompeu da vida dele, sem lhe dar chance de se defender, de negociar, abandonando-o para lidar com o choque, depois com o ódio, e ávido por explicações.
Porém, Jalal pensava que a resolução pela qual buscava era estritamente racional. 
Ele achava que havia se recuperado de maneira apropriada durante os dois anos passados desde que ela o abandonara, administrando seus sentimentos até nada restar, senão uma curiosidade mórbida e uma aversão espiritual a Lujayn.
Só que se iludira. O que sentira por ela, embora estivesse anulado em essência, permanecia tão feroz quanto antes.
Ele sempre apresentara ao mundo uma fachada jovial. Era parte sua natureza, parte postura defensiva. 
Ter Sondoss, a famigerada rainha de Zohayd, como mãe, e Haidar, o enigma que o atormentara desde a infância, como irmão gêmeo, tomava as atitudes defensivas necessárias. 
Eles eram os únicos que conseguiam tirá-lo do sério. E então Lujayn apareceu.
Ele ainda ficava vulnerável meramente por vê-la. E ela nem mesmo o havia encarado ainda.
E então ela o fez.
O ar fugiu dos pulmões dele, o coração começou a martelar.
A beleza dela sempre fora hipnotizante. Quando ela o abandonou, marcas famosas começavam a competir para ter sua figura graciosa representando seus produtos, e linhas de maquiagem queriam aquele rosto inesquecível com aqueles olhos únicos para atrair as consumidoras em seus anúncios lustrosos.
No entanto, ao longo do relacionamento deles, ela começou a perder peso continuamente. 
Aquilo o assustou e então o enfureceu, porque aquela obsessão pela carreira a cegava em relação ao mal que estava fazendo a si, só para alcançar uma perfeição que ela já possuía.
No entanto, a mulher esquelética com quem ele estivera ao fim do relacionamento deles desaparecera. 
No lugar daquela estava o epítome da saúde e feminilidade, com protuberâncias e curvas que nem mesmo o terninho preto austero era capaz de domar, e aquilo fez toda a masculinidade dele bramir a vida.
O casamento havia feito muito bem a ela. O casamento com um homem que ele outrora considerara um bom amigo. Um homem que morrera menos de dois anos depois do casamento. 
Um homem que Jalal mais ou menos acusara Lujayn de ter matado.
Ela inclinou a cabeça quando se aprumou o movimento enfatizando a elegância de seu pescoço esguio, a perfeição da cabeça ornada por um coque.
A tranqüilidade fria dela foi de uma atuação majestosa, porém o choque foi registrado em algo além de suas habilidades de atuação. 
As pupilas das íris misteriosas, tão prateadas quanto o significado do nome dela, causavam nele aquela coisa que o enfeitiçava quando ela estava agitada ou excitada, expandindo e encolhendo, criando a ilusão de que os olhos dela emitiam explosões de luz.
A necessidade de observar aqueles olhos mais de perto o incitou a se inclinar para frente. 
Então palavras nas quais ele não sabia estar pensando, escárnios vindos de sua artilharia aberta, foram cuspidos dos lábios dele:
— Não que eu esteja surpreso. Você deu um jeito de enganar os piais desconfiados e perturbou pessoas que conheço, incluindo a mim mesmo. Não deveria ser surpresa alguma que nem mesmo a polícia de Nova York fosse páreo para sua esperteza.
— O que você está fazendo aqui? — Ela balançou a cabeça, como se exasperada pela nulidade da própria pergunta.
— Sua empregada permitiu que eu entrasse.
Ela balançou a cabeça outra vez, como se tivesse achado a resposta ridícula. Então arregalou os olhos em uma acusação ríspida.
— Você a intimidou!

 





Série Cavaleiros Deserto
1. A Redenção Do Sheik 
2. O Desejo de um Sheik
3. The Sheikh's Destiny

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

A Redenção Do Sheik

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Cavaleiros Deserto 






Ele exigiria o trono. 

E a reivindicaria como sua mulher! 
Para o príncipe Haidar Aal Shalaan, controlar a rédeas curtas o caos em seu reino é uma questão de honra, mesmo que seu maior rival não pudesse ser derrubado tão facilmente. 
Além de todos os problemas políticos, ele também precisava dominar os desejos do próprio coração: Roxanne Gleeson, a mulher mais inesquecível de sua vida, a amante que o rejeitou e que fingia desprezar friamente a paixão que um dia fora e ainda era desesperada e abrasadora. 
Mas Haidar se recusava a abrir mão de ser oficializado o soberano e também de trazer Roxanne de volta para sua cama. 
Pois o primeiro era um direito de nascença, e o segundo, um apelo da alma. Mas ambos simbolizavam... Sua redenção! 

Capítulo Um

Nos dias atuais
Não era todo dia que um homem recebia a oferta de um trono. Sendo Haidar esse homem, isso jamais deveria ter acontecido.
Mas o povo de Azmahar, ou ao menos os clãs que somavam uma boa porcentagem da população do reino, havia lhe oferecido exatamente isso.
Eles haviam mandado seus representantes mais loquazes para exigir, seduzir, implorar para que Haidar fosse o candidato deles na corrida pelo trono vazio em Azmahar. Haidar, a princípio, pensara que estavam brincando.
Mas quando percebera que falavam sério, então ficou furioso. Será que tinham enlouquecido? 


Como lhe ofereciam o trono de um reino que sua mãe quase destruíra e no qual o lado paterno da família acabara dando o golpe de misericórdia? Quem, em Azmahar, poderia querer que ele colocasse o pé novamente na cidade e que ainda governasse o maldito lugar?
Eles haviam insistido que representavam uma parte da população que o via como o salvador de que Azmahar precisava.
Haidar jamais se imaginara como salvador de nada. Era geneticamente impossível. Como poderia ser um salvador quando fora gerado pelo demônio?
As pessoas que o recrutaram diziam que ele era a mistura de duas das mais eminentes ascendências e que seria o rei perfeito para Azmahar.
— Rei Haidar Ben Atef Aal Shalaan — experimentou ele dizer o nome completo em voz alta.
Os nomes soavam falsos, como se não pertencessem a ele. E já teria pertencido algum dia?
Ele não era um Aal Shalaan de verdade, afinal de contas. Não como seus irmãos mais velhos. 
Se não fosse pela prova incontestável de sua ascendência estampada em Jalal, Haidar poderia jurar que teriam corrido rumores de que ele não era filho do rei Atef. Porque, a julgar por todas as evidências, Haidar pertencia de carne, osso e alma, apenas à família Aal Munsoori. A família da mãe dele, a ex-Rainha Demônio.
A mãe o reclamara para si desde o nascimento, com medo de que seus odiados inimigos, os Aal Shalaan, a começar pelo marido e por seus filhos mais velhos, pudessem corromper a “única parte verdadeira dela”. Fora ela quem escolhera o nome do menino: Haidar, o leão, um tipo de rei. 
Já naquela época, essa era a pretensão que a mãe tinha para ele. Mesmo sabendo que era impossível... A não ser por um golpe de estado.
Como era princesa de Azmahar, ela entrara no casamento de estado com o rei de Zohayd sabendo que seus filhos meios azmaharianos não estariam na linha de sucessão ao trono. 
As regras de sucessão determinavam que apenas uma princesa de sangue puro zohaydiano poderia ter direito aos tronos.
Por isso, desde o início, ela tivera como objetivo desarticular o reino de Zohayd para então reorganizá-lo consigo mesma no poder. Sondoss poderia então ditar novas leis que tomariam seus filhos os únicos elegíveis ao trono, sendo Haidar o primeiro na linha de sucessão.
Dois anos após a conspiração ser descoberta e desmantelada, Haidar ainda tinha momentos de negação.
A mãe poderia ter provocado uma guerra. E não teria se importado nem um pouco se isso fosse necessário para que alcançasse seu objetivo.
Porque para ela, os planos eram para o bem. Afinal, quem melhor do que Haidar, seu filho, para unir os reinos partidos e levá-lo a um futuro de poder e prosperidade? 
Ele, a encarnação do melhor de todos os Aal Munsoori? A mãe estava certa de que Haidar, um dia, ultrapassaria até ela mesma em tudo.
De acordo com Jalal, isso já acontecera...




Série Cavaleiros Deserto
1. A Redenção Do Sheik 
2. The Sheikh's Claim
3. The Sheikh's Destiny

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Como Tocar Um Sheik

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Trilogia Orgulho de Zohayd 




A redenção de um sheik


Ninguém consegue burlar as defesas do sheik Amjad Aal Shalaan.Ninguém.
Mas quando a princesa Maram apareceu no baile de gala de Amjad no lugar do pai dela, destruindo os planos dele de recuperar o que fora roubado de sua família, Amjad ficou furioso... e aproveitou-se de uma estranha tempestade de areia para torná-la sua amante e prisioneira.




Salva por um homem que sempre amou a distância, Maram percebeu que tinha a chance de fazer Amjad vê-la como uma mulher.
Sua mulher. Mas ambos não estavam preparados para o resultado de seus desejos…


Capítulo Um 

Maram Aal Waaked finalmente teria sua chance com o Príncipe Louco. 
Pelo menos era assim que Amjad Aal Shalaan era conhecido. 
Para ela, era a melhor coisa do mundo, depois de fudge de chocolate. 
Vinha tentando-a com sua luxúria há quatro anos, deixando-a faminta por mais. 
Mas desta vez o encurralara. É, isso. 
Encurralado entre dezenas de machos reais intrometidos no meio do deserto. 
O homem era tão escorregadio que conseguiria dar uma de Houdini numa sala cheia de guardas. 
Fizera isso uma vez. Durante uma negociação a portas fechadas na qual ela comparecera representando seu emirado. 
Quando os outros começaram a discursar, ele deu aquele sorrisinho e disse: “Que chato!”. 
E desapareceu. Puf. Seus amigos chamavam-na de louca só de pensar nele. 
Claro, diziam, era um homem fenomenal, que fazia as mulheres no raio de um quilômetro desmaiarem. 
Mas também as fazia se encolherem de medo, pois era um louco, que iria pulverizar qualquer uma em seu poder. Disse que se ele fosse assim, colecionaria mulheres. 
Mas não deixar que alguém se aproximasse provava que, na verdade, era piedoso e são. 
Ignoravam os motivos da paranoia dele, dizendo que Amjad já deveria ter superado o passado. 
Ela pensava que ninguém poderia se recuperar de algo tão terrível a não ser por meio de algo igualmente maravilhoso. 
Ou pelo menos por meio de alguém que apreciasse sua brutalidade, e que não se importasse com riqueza e poder, vendo o nobre e heroico homem sob aquilo tudo. 
Maram vivia pela chance de provar a ele que era essa pessoa. 
Mas antes que pudesse alcançar aspirações tão ambiciosas, precisava ter uma conversa real com Amjad. Sem contar um incidente épico, passaram apenas alguns momentos cáusticos e sagazes juntos. 
Mas acalmaria aquela fera magnífica, nem que fosse a última coisa que fizesse. 
Todos os prazeres que experimentaria quando pudesse finalmente... agradá-lo valeriam quaisquer cicatrizes. O primeiro conflito estava prestes a começar. 
Seu GPS dizia que ela estava a minutos do campo de batalha. 
O local escolhido por ele para a corrida de cavalos da região. Zohayd sediava a corrida anualmente no último dia de outono. Este ano, devido a compromissos intransferíveis, Amjad adiantara o evento. 
Todos ficaram horrorizados por sua proposta de fazer a corrida no meio do verão. 
Em resposta, Amjad enviou cartas convincentes e atrativas, algo que só ele conseguiria fazer, considerando que os destinatários eram nobres duros na queda. 
Lera a carta de seu pai, e pôde ouvir sua voz mansa e letal nos ouvidos conforme via sua escrita elegante e energética. 
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Trilogia Orgulho de Zohayd,
1- Como Domar Um Sheik 
2- Como provocar um Sheik 
3- Como tocar um Sheik

domingo, 21 de outubro de 2012

Como Provocar Um Sheikh

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Trilogia Orgulho de Zohayd



Isolada num oásis com um sheik!

O sheik Harres Aal Shalaan resgatou Talia Burke, então refém da tribo rival de sua família, carregando-a em seus braços fortes.
Porém, logo descobriu que havia muito mais do que imaginava por trás daquela beleza selvagem. 

Talia guardava uma importante informação capaz de proteger o precioso reino do príncipe Harres...
E tinha toda a razão do mundo em não confiar nele.
Juntos e abandonados num oásis, Talia não seria capaz de resistir aos encantos do sheik, apesar de a lealdade dele à família e ao seu povo serem suficientes para torná-los inimigos.
Apaixonar-se pelo príncipe talvez tivesse sido seu maior erro... Mas, agora, ela temia que fosse tarde demais... 

Capítulo Um

Harres Aal Shalaan apertou o manto que encobria sua cabeça, deixando apenas uma fresta para os olhos.
Ele não precisava de mais do que isso para monitorar seu alvo. 
Deitado imóvel no cume de uma duna, o vento desértico da meia-noite o golpeava, açoitando-o com areia. Sua respiração abafada rivalizava com o uivo do vento em seus ouvidos.
Ele procurou distraidamente por seu jipe, porém o veículo não estava ali. Ele o deixara a 3 km. 
Mais próximo do que isso o barulho do motor teria ecoado pela vastidão da planície. 
O ideal seria que ele o tivesse trazido consigo, mas isso acabaria atrasando-o pelo menos vinte minutos. Tempo que ele não podia desperdiçar.
Harres não se deixaria enganar pela calma do local que vigiava havia cinco minutos. 
Tudo poderia mudar a qualquer momento.
E aí seria tarde demais para intervir. Por enquanto, tudo estava na mesma.
Os dois sentinelas que guardavam a entrada única se amontoavam ao redor de uma fogueira improvisada que lutava contra o vento impiedoso. 
Mais três duplas de guardas cercavam a cabana de tijolos.
De dentro do casebre uma luz a gás bruxuleava pelas persianas de madeira baratas. 
Ele tinha de tirar o chapéu para os Aal Ossaibis.
O clã rival dos Aal Shalaans arquitetara um plano impecável e em pouquíssimo tempo. 
A cabana ficava no meio do nada. Literalmente. As áreas habitadas mais próximas ficavam a 800 km, em qualquer direção.
Um lugar ideal para manter um refém. O refém que Harres precisava libertar. 
Ele só descobrira esse local porque deduzira a identidade de uma das pessoas que contrataram aqueles capangas.
Como havia desvendado a trama a tempo, Harres pôde identificar todos os envolvidos. 
Ele rastreara o sinal dos celulares antes que a cobertura desaparecesse, a 2 km atrás, e então utilizara a tecnologia disponível e descobrira o local por meio de uma intrincada triangulação via satélite.
Qualquer um com poucos conhecimentos específicos e sem o poder e a influência de Harres teria falhado. Mesmo com todos os recursos, ele jamais teria encontrado o lugar se não fosse por suas deduções precisas. E o tempo estava se esgotando.
Pelo que sabia do plano do inimigo, restava-lhe menos de 20 minutos para o resgate. 
Os mentores do sequestro chegariam para interrogar o refém, junto com um exército de guardas. 
Ele jamais imaginara a bomba-relógio que a situação seria.
Harres teria vindo com sua força de ataque só a aparência de seus homens teria feito qualquer um com instintos de sobrevivência se render.
Mas, como Ministro do Interior e chefe da Inteligência Central e da Segurança Interna, ele não sabia mais em quem confiar.

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Trilogia Orgulho de Zohayd
1. Como domar um sheikh
2. Como provocar um Sheikh
3. Como tocar um Sheikh

domingo, 9 de setembro de 2012

Como Domar um Sheik

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Trilogia Orgulho de Zohayd

Ele a teria para si! 

Bastou ao sheik Shaheen Aal Shalaan a avistar em uma sala lotada para, no mesmo instante, perceber que desejava aquela mulher.
Sem muito esforço, logo a levou para sua cama, onde ela despertou nele paixões há muito tempo adormecidas.
Após o enlace, o sheik descobriu a verdadeira identidade de sua amante: era Johara, sua amiga de infância, que agora florescia na visão de Shaheen de tal modo que se tornara impossível para ele viver sem ela.

Porém, sua linhagem exigia uma esposa já escolhida para o trono, e desposar outra poderia trazer resultados catastróficos.
No entanto, como ele seria capaz de, dar as costas à mulher que estava grávida de seu filho?

Capítulo Um

Johara Nazaryan fora encontrar o único homem que amaria na vida. Antes que ele se casasse com outra.
Seu coração explodia em uma mistura de antecipação, temor e desamino, conforme seus olhos examinavam a multidão de ilustres e ricos convidados da festa em homenagem a ele.
Ainda não havia sinal de Shaheen Aal Shalaan. 

Ela arquejou e encolheu-se ainda mais no canto onde estava, esperando continuar não chamando atenção.
Embora estivesse grata pelo tempo extra que tinha para se acalmar, ela também o amaldiçoava por lhe dar mais chances de ficar preocupada.
Ela ainda não acreditava que havia decidido vê-lo depois de vinte anos.
Desde que começara a viajar sozinha, ela saboreara cada notícia e roubara rápidos vislumbres dele sempre que estava perto de onde ele se encontrava.
Mas, desta vez, ela estava determinada a encarar Shaheen e dizer "Há quanto tempo..." Shaheen.
Para o mundo, ele era um príncipe do abastado reino do deserto de Zohayd, o mais novo dos três filhos do rei Atef Aal Shalaan com a falecida rainha Salwa.
Era também um homem de negócios que, nos últimos seis anos ele se tornara um dos nomes mais poderosos da construção e do transporte. 

Para Johara, ele seria sempre o garoto de 14 anos que salvara sua vida há vinte anos.
Na época, ela estava com 6 anos, em seu primeiro dia em Zohayd, onde fora viver com sua família no palácio real. 

Seu pai, armênio-americano, havia sido nomeado o primeiro assistente do joalheiro real, Nazeeh Salah.
Fora o "tio" Nazeeh, mentor de seu pai, quem sugerira o nome dela, joia em árabe. Durante a entrevista de seu pai com o rei, ela escorregara no terraço e acabara caindo da balaustrada, ficando pendurada no peitoril.
Todos ouviram seus gritos e foram correndo. 

Incapaz de alcançá-la, seu pai lhe jogara uma corda com um laço para que ela o amarrasse na cintura.
Enquanto tentava prender-se, alguém lá embaixo gritara para que ela pulasse.
Com o coração em pânico, ela olhara para baixo. E então o vira.
Ele parecia estar muito distante para conseguir pegá-la. 

Porém, mesmo com seus pais gritando para que se segurasse, ela se soltara e despencara nove metros, simplesmente sabendo que ele a pegaria.
Tão rápido, preciso e poderoso quanto o falcão em seu nome, ele a pegara.
Ele mergulhara, agarrara-a em pleno ar e a acolhera no refúgio de seus braços.
Johara ainda analisava aqueles momentos perigosos de tempos em tempos. 

Ela sabia que poderia ter amarrado a corda.
Porém, ela escolhera confiar sua segurança àquela criatura magnífica que a encarara com olhos castanhos e ardentes radiando força e confiança.
Daquele dia em diante, ela soubera. Ela seria sempre dele. E não só porque ele a salvara.
A cada dia que se passava, a certeza de que ele era a pessoa mais incrível que já conhecera se solidificava, conforme ele se tornara o melhor amigo de seu irmão mais velho, Aram, e muito mais do que isso para ela.
Mas, à medida que crescera, Johara percebera que seu sonho de ser dele algum dia era impossível.

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Trilogia Orgulho de Zohayd
1. Como domar um Sheikh
2. Como provocar um Sheikh
3. Como tocar um Sheikh

domingo, 24 de junho de 2012

Série Castaldini

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
2- CORAÇÃO SEDUTOR
  


— Cem mil por uma hora com você. Como um dos homens mais poderosos do mundo, o príncipe Durante D'Agostino já estava acostumado a ser alvo de propostas indecentes de muitas mulheres. 


Mas Gabrielle era diferente... 
Ela conseguia deixá-lo com a respiração suspensa. 
O único negócio que ele estava disposto a tratar com ela seria o modo como preferia ser seduzida. 
Até saber que Gabrielle tinha a incumbência de levá-lo para Castaldini, onde ele assumiria o trono de seu reino. Ser seduzida por ele não fazia parte de sua missão. Porém, após uma noite inesquecível.
Durante soube que Gabrielle nascera para governar ao seu lado, mas descobriu sua verdadeira identidade e decidiu que somente a vingança pagaria tamanha traição. 


Capítulo Um 


— Quero ter uma hora do seu tempo. Príncipe Durante D'Agostino parou na entrada do saguão. 
Aquela voz vinda do nada, num tom que deveria ser impossível de ouvir acima do som do jazz que animava o salão do baile de caridade... 
Mas ele percebera a sua suavidade, como se todos os outros ruídos tivessem emudecido e lhe deixassem apenas a sensação de que todo o seu corpo se arrepiava. O que queria aquela voz feminina, que expressava um pedido evidente? 
Ele se voltou para encarar a incômoda criatura e tudo mais desapareceu: o sangue congelou em suas veias, embora o resto do seu corpo fosse percorrido pelo calor, por sensações, por impulsos. 
Por olhos que, à sombra da porta, pareciam transpassá-lo. Pedaços do céu num rosto que parecia ser o resultado do casamento de um anjo com uma sereia. A imagem indescritível voltou a falar. 
— Uma hora. Eu lhe pago cem mil. Ele fitou os lábios que faziam a proposta. Sorridentes, úmidos, rosados, entreabertos... 
Imaginou-os vertendo cada gota do seu encanto, descendo pelo seu corpo... E se espantou ao sentir o corpo enrijecer: de zero a cem em dois segundos. 
Ficar excitado? Ali? Por causa de um olhar e de algumas palavras? Ele encheu o peito de ar, tentando redirecionar o fluxo de sangue para a cabeça, mas inalou um perfume fresco de jasmim, misturado com um odor feminino que fez a sua temperatura subir. 
Ela saiu da sombra e ele perdeu a ilusão de que iria se controlar. Aquilo não estava acontecendo. 
Ele deveria estar sonhando dentro da limusine que o levava para o evento beneficente que promovia. 
Trinta e seis horas sem dormir causariam aquele efeito e explicariam a imagem que condensava todas as suas fantasias: dos cabelos cor de fogo, em cuja cascata sedosa seus dedos ansiavam por se enroscar, à pele morena que acentuava o tom dos cabelos e o brilho de seus olhos; do rosto cujos traços exóticos demonstravam caráter e insinuavam sensualidade às curvas e reentrâncias em abundância, distribuídas de uma maneira que correspondia exatamente às suas expectativas. Porém, ela não era uma ilusão causada pelo cansaço. Irreal era a maneira como ela o afetava. 
As mulheres costumavam se jogar em seus braços, e ele sempre conseguira controlar seus hormônios. 
Mas bastara ela se aproximar e murmurar algumas palavras para deixá-lo excitado. 
Bastara ela olhar para ele para que sua cabeça fosse inundada por imagens, sensações, sons e cheiros de lençóis suados, de corpos quentes, de gemidos no escuro e do odor de excitação e de satisfação. 
Seria aquele o começo da queda prevista por Eduardo e Jade? 
Aquela reação absurda seria a primeira fenda que abriria um abismo em sua consciência? 
Ele não se importava. 
Se aquilo era um colapso, talvez fosse exatamente do que precisava. 
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3- CORAÇÃO ILEGÍTIMO
 

Ela estava nas mãos do rei... 


No passado, ela o decepcionara. 
E Ferruccio Selvaggio jurara que faria Clarissa D'Agostino pagar pela sua traição. 
Agora, a princesa estava sob seu controle. 
E chegara a hora de ela aprender uma lição. O futuro do reino dependia apenas dela. 
E Clarissa sabia que deveria fazer de tudo para convencer Ferruccio a aceitar a coroa e salvar a todos. 
Mesmo que isso significasse se casar com um homem que pensava as piores coisas sobre ela. 
E ter de entregar para ele seu coração...


Capítulo Um 


Atualmente Finalmente. A palavra reverberou na cabeça de Ferruccio Selvaggio, entrando em sua corrente sanguínea como uma satisfação sombria. 
Finalmente colocara Clarissa D'Agostino onde a queria. Uma visita suplicante, para implorar um favor dele. 
Ele deu uma olhada rápida em seu Rolex, vinte minutos depois. Há muito ele esperava por esse momento. Seis anos. 
Ela o rejeitara. Desprezara-o. 
Ela, com seu sangue azul, considerava-o um bastardo, alguém não merecedor de cortesia. 
Mas, a despeito de toda a sua arrogância, a princesinha faria o que ele quisesse naquele momento. 
E, se tudo corresse conforme planejado, e agora tinha todos os meios para se assegurar de que assim seria, ele teria Clarissa cumprindo suas ordens por muito tempo e de várias formas. 
Ele a possuiria, ponto final. 
Ele fantasiava sobre tê-la para si desde aquela primeira noite em que a vira. 
Fora a primeira vez dele na corte. Ele estava inseguro quanto à recepção que mereceria naquele lugar e daquelas pessoas que, em sua maioria, eram D'Agostinos. Sua "por-assim-dizer" família. 
Mas Ferruccio não usava o nome deles. 
O sobrenome que usava agora fora dado por outros. 
Era chamado por ele tantas vezes que o legalizara. 
A evidência de que era um D'Agostino se apresentara há muito tempo. Seus pais haviam se mostrado dispostos a lhe dar qualquer coisa, menos o sobrenome. 
Ferruccio dissera a eles o que fazer com o amor e as ofertas de auxílio. Ele sobrevivera longe deles. 
Fizera isso sozinho, e chegara ao topo, do mesmo jeito. Finalmente a curiosidade o vencera. 
E ele queria ver como era Castaldini, o lugar que deveria constar em seu nome. 
Como eram as pessoas que deveriam ter sido a sua família. 
Entrara na corte do rei sem se anunciar. 
Até então, ele tinha influência suficiente para andar por qualquer parte do mundo e ser bem-vindo. 
E a corte o recebera bem. Além de seu encontro com o rei, Ferruccio não se lembrava de nada antes e nada depois de ter visto aquela garota.
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Série Castaldini
1- Coração Exilado 
2- Coração Sedutor
3- Coração Ilegítimo

domingo, 15 de abril de 2012

Quando Um Homem Ama

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Rodrigo Valderrama estava ao lado de Cybele quando ela sofreu um acidente e necessitava de cuidados médicos. 


Após levá-la para sua mansão, onde ela poderia ter uma recuperação bem-assistida, Rodrigo jurou cuidar da jovem viúva grávida sem jamais revelar o profundo amor que sempre sentira por ela. 
Pois, apesar de ser um médico brilhante, temia não estar preparado para impedir que Cybele partisse, caso ela descobrisse a verdade sobre sua gravidez... 


Capítulo Um 


Ela abriu os olhos para outro mundo. Um mundo cinzento, embaçado e granulado, como um canal de TV sem transmissão. 
 Mas ela não se importou. Aquele mundo tinha um anjo zelando por ela. 
E não um anjo qualquer. Um arcanjo... Isso se arcanjos fossem a personificação de beleza e poder, talhados em pedra e bronze e masculinidade pura. 
A imagem dele flutuava na selva de luz e sombra, fazendo-a imaginar se aquilo era um sonho. 
Ou uma alucinação. Ou pior, provavelmente pior. Apesar da presença do anjo. 
Ou por causa disso. Anjos não tomam conta de pessoas que não estão com algum problema sério, tomam? Seria uma pena descobrir que ele era o anjo da morte. 
Por que fazê-lo tão perfeito se ele era apenas um extrator da força da vida? 
Ele era altamente qualificado. Tal excesso era dispensável, se você perguntasse a ela. 
Ou talvez a extrema beleza dele fosse designada a tornar seus alvos desejosos de irem para onde ele os conduzia. 
Ela estaria mais do que disposta. Se pudesse mover-se. 
Não podia. A gravidade a oprimia, esmagando suas costas em algo que, de repente, parecia ser uma cama de espinhos. 
Todas as células de seu corpo começaram a contorcer-se, todas as terminações nervosas com impulsos explosivos. 
Mas as células não tinham conexão uma com a outra, e as terminações nervosas eram incapazes de fazer um movimento involuntário, deixando-a aflita. 
O barulho aumentou em seus ouvidos, deixando-a nauseada... O rosto dele chegou mais perto, vertiginoso, eliminando o som desagradável e sufocando-o. 
Seu tumulto diminuiu. Ela não precisava lutar contra a força da gravidade, não precisava temer a paralisia. Ele estava ali. E tomaria conta de tudo. 
Ela não tinha idéia como sabia disso. Conhecia-o. Não que tivesse alguma idéia de quem ele era. Mas tudo em seu interior dizia-lhe que estava segura, que tudo ficaria bem. Porque ele estava lá. Agora, se pelo menos ela pudesse ter alguma parte de seu corpo funcionando... Não deveria sentir-se tão inerte ao acordar. 
Mas estaria acordando? Ou estava sonhando? Aquilo explicaria a separação entre cérebro e corpo. Explicaria a presença dele. Ele era demais para ser real. 
Mas ela sabia que ele era real. Sabia que não possuía imaginação suficiente para tê-lo inventado. Sabia algo mais também. Aquele homem era importante. 
No geral. E, para ela, ele era mais que importante. Vital. 
— Cybele? Seria a voz dele? Aquela carícia profunda e enigmática? — Você pode me ouvir? 
Oh, sim, podia ouvi-lo. A voz profunda espalhou-se por toda sua pele, os poros encharcavam-se, como se estivessem famintos por nutrição. 
A voz a permeava com sua riqueza, sua inflexão, despertando um nervo inerte, recomeçando um processo vital, fazendo-a reviver. 
— Cybele, se você pode me ouvir, se está acordada desta vez, por favor, responda. Por favor? Em espanhol? Então era daí que vinha o sotaque...
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domingo, 8 de abril de 2012

Atraída Pelo Príncipe

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Amantes ingleses








Atraída pelo príncipe, de Olivia Gates Ela o traiu! 


E ele vai se vingar... 




Capítulo Um 


Eduardo Guillermo D'Agostino sentia vibrar cada célula de seu corpo. 
Com urgência. Com extrema necessidade. 
Precisava conquistar a mulher que caminhava em sua direção com passos hesitantes, porém ansiosos. 
Queria colocá-la no ombro, subir para o seu apartamento, derrubar as barreiras e possuí-la, saciando a fome que consumia os dois havia oito semanas. 
Ele se deleitou com o calor que produzia um gosto doce-amargo em sua boca, enquanto ela se aproximava. 
Tudo nele era atraído como por um ímã pelos olhos cor de jade, que combinavam com o nome dela e irradiavam a sinceridade de seu prazer por vê-lo. 
O sorriso dela, que provocava uma convinha, refletia também as emoções dele. 
Era sempre n mesma coisa. Excitavam um ao outro terrivelmente. De todas as maneiras. Ele a fez entrar na limusine e a segurou antes que pudesse fugir. 
Sua mão inclinou a cabeça dela, acariciando o cabelo castanho e sedoso que Jade agora sempre mantinha solto para agradá-lo e deixá-lo ainda mais louco de desejo. 
Fez com que ela ficasse por cima de seu corpo. 
Sentiu a pele dela quente de vergonha e de luxúria ao mesmo tempo. 
— Eduardo... seu motorista... — Não pode nos ver nem nos ouvir. — Os lábios dele pousaram sobre seu pulso. — Porém pouco me importaria se o mundo inteiro visse. Senti sua falta. 
Ela se contorceu para se afastar, mas o movimento apenas uniu o corpo ainda mais ao dele, deixando-o excitado. 
— Só faz seis horas... Desde que ele a levara de carro para casa. Ele murmurou: — Tempo demais... Eduardo esmagou seus lábios trêmulos sob sua boca, aspirou seu gemido rouco, se deliciando com o sabor de sua entrega. Essa mulher. Essa carne. Essa afinidade. Tudo isso tinha valor. Tempo e espaço desapareciam em um segundo para dar lugar a novos horizontes... 
Uma batida discreta, mas insistente, na cortina de vidro que separava o compartimento do motorista e dos passageiros interrompeu o delírio erótico. 
Eduardo ergueu a cabeça e viu que agora estava em cima de Jade, a dureza de sua ereção roçando as coxas dela. Percebeu que Jade estava louca de desejo também, os mamilos rijos no lugar onde ele sugara por cima do sutiã rendado. 
Ela o fitou, da maneira como ele sempre desejava que o fitasse, zonza de prazer, indefesa pelo desejo. 
Porém... maledizione..
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