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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Voltando a Amar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Destino & Amor



A reconquista!

Naomi Sinclair fora completamente apaixonada por Andreas Sarantos. Casar-se com o poderoso grego enchera sua alma de prazer... e de desespero. Ela logo descobriu que seu marido era incapaz de amar, por isso, o fim do casamento foi a única solução. Mas Andreas retorna decidido a reconquistá-la. E saber que Naomi adotara a filha de seu melhor amigo lhe dá a vantagem para atraí-la novamente. 

Reaver a única mulher que realmente desejou seria suficiente para curar as cicatrizes de seu passado, ou Andreas perderia Naomi para sempre?

Capítulo Um

Naomi Sinclair ficou estarrecida ao ver aquele rosto na TV do escritório de seu sócio. Uma avalanche de memórias inundou-a, sentindo-se exatamente como o Titanic.
Afinal, chocara-se ao avistar Andreas Sarantos, seu iceberg pessoal. A frieza daquele homem saía da tela congelando-a e fazendo seu sangue ferver.
Apesar de todas as advertências, seguira em rota de colisão. Não uma colisão catastrófica e breve. Foram dois anos tumultuados. O único resultado possível eram os destroços.
Estremeceu ao ver Andreas após quatro longos anos. Com o som desligado e ele fitando-a diretamente, imaginou-o falando o que lhe dissera na primeira vez em que o procurou.
Você não vai querer se meter comigo, srta. Sinclair. Desista enquanto pode.
Ela ainda ouvia sua voz, sombria e ameaçadoramente sensual, com o leve sotaque grego tornando-a ainda mais atraente. Ainda sentia seu olhar frio e sua luxúria lancinante.
Não obedecera ao aviso antes da comprovação de que ele estava certo. Suas palavras não eram uma advertência, mas uma promessa de destruição.
Promessa cumprida. Ela não tinha ninguém além de si para culpar.
— Para seu governo, ele está de volta à cidade.
O comentário, surpreso e indiferente, trouxe Naomi de volta à realidade.
Desviando o olhar do rosto lindo, porém proibido, olhou para o sócio.
O comentário de Malcolm Ulrich a fez perceber que Andreas estava de volta à cidade após quatro anos.
Mesmo sabendo que ele possivelmente estava na sala ao lado e não tentara vê-la, seu coração batia só em pensar.
Malcolm fitou-a, ansioso.
— Eu tinha praticamente desistido de fazer negócios com Andreas, ele só negocia ao vivo quando está aqui. — Seu sócio olhou para a TV. — Aí está ele.
Ela fez o mesmo, encontrando o olhar fuzilante de Andreas quando ele encarou a câmera com a tolerância de um lobo por um coelho.
— Ainda não acredito que não conversamos depois que ele salvou nossa pele em Creta, então vim pessoalmente saber como ele resolveu o problema com Stephanides. Antes tarde do que nunca. Desta vez, vou fazer o que for preciso para que ele leve nosso plano de expansão a sério.
Ela quase deixou escapar uma piada. Andreas não a tinha “levado a sério”, nem na cama. Nem mesmo o sexo quente o fizera se envolver em algo que não considerasse financeiramente viável.
Ele afirmara que seus métodos de desenvolvimento sustentável causavam muitos problemas logísticos e geravam muito pouco lucro para que os considerasse. Era o resumo da conversa de negócios que tiveram durante seu envolvimento.
Duvidava que Malcolm desistiria de procurar Andreas se contasse a ele. Poderia fazê-lo suspeitar de que houvera algo mais entre ela e Andreas do que todos sabiam. Apenas Nadine, sua única irmã, e Petros, o único amigo dele, sabiam a verdade. Para todos, ela e Andreas eram dois profissionais que se encontravam esporadicamente, ele como o multimilionário grego capitalista cujo toque mágico para negócios todos almejavam, e ela como sócia de uma empresa de desenvolvimento imobiliário lutando para deixar sua marca em um ramo cada vez mais competitivo.
Quando tudo acabou, ela ficou grata. Ninguém sabia de sua loucura, o que possibilitou que fingisse que o calvário nunca acontecera, e ela queria que continuasse assim. Por mais que doesse, teria de deixar Malcolm se espatifar contra Andreas Sarantos.
Malcolm sabia que aquilo era inútil. Tentara o financiamento antes de se tornarem sócios há sete anos. Foi quando Andreas finalmente respondeu a um dos convites de Malcolm que ela conheceu o grego, um ano após Malcolm, Ken e ela criarem a Sinclair, Ulrich & Newman, ou SUN Empreendimentos.
Andreas viera inspecionar um de seus primeiros projetos, Malcolm esperava convencê-lo a financiar seu ambicioso plano de expansão fora do país.
Vendo fotos, Naomi o achara o homem mais incrível que já vira. O encontro a balançara.
Seu olhar e aperto de mão eram frios, indiferentes, mas também invasivos. Em quinze minutos, ele a fascinara e a intimidara como ninguém. Fizera alguns comentários sobre pontos fracos do negócio que nem ela nem seus sócios haviam percebido. Então, abruptamente pediu licença, não dando indicação se ficara interessado ou não, nela ou no plano de negócios.
Isso não a impedia de pensar nele.

Série Destino & Amor
1- Voltando a Amar
2- Destinos Cruzados

domingo, 1 de novembro de 2015

O Preço da Vingança

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Os Herdeiros de Black Castle


Logo ao primeiro olhar, a princesa Jenan Aal Ghamdi se sentiu arrebatada pela presença do sheik Numair Al Aswad. 


Ao salvá-la de um casamento arranjado, ele tem uma surpresa: Jenan está grávida de seu herdeiro! Contudo, ele apenas pensa em consumar sua vingança e reclamar o trono ao qual tem direito. E Jenan é vital para o sucesso de seus planos.

Capítulo Um

Jenan Aal Ghamdi observou o homem de quem era noiva andando entre a multidão dos que o parabenizavam, e quase vomitou. De novo. Jamais falhava. Cada vez que olhava para ele, inferno, cada vez que pensava nele, a náusea a tomava. O fato de não ter vomitado em cima dele era uma evidência do seu autocontrole.
Ainda maior era a aversão de voltar à farsa trágica daquela festa de noivado. Precisara de mais de uma hora para fugir da horda de convidados que a olhavam com curiosidade mórbida ou pena e se refugiar no ponto mais distante do enorme salão de baile. Conseguira se afastar sem ser notada apenas porque se recusara a usar a roupa que seu “noivo” lhe enviara.
Ele quisera exibir a recente e imensa riqueza e embrulhar sua nova “aquisição” num conjunto muito enfeitado e com uma tonelada de joias. Preferira seu vestido negro básico e conseguira se misturar às sombras da periferia do salão. Era uma vitória minúscula, mas tudo contava.
Escondeu-se ainda mais nas sombras e uma sensação surreal de afastamento a tomou. Era como se tudo aquilo estivesse acontecendo a outra pessoa. Como se fosse um sonho ridículo que desapareceria assim que acordasse.
A serenidade artificial durou apenas alguns momentos e então a ilusão explodiu e a realidade ressurgiu com outra onda de enjoo.
Estava mesmo ficando noiva de Hassan Aal Ghaanem! O rei de Saraya, que mantinha como refém Zafrana, sua pátria e o reino do deserto vizinho do dele.
Não, não estava ficando noiva do homem, estava sendo vendida. Aquele era o começo do fim da vida que construíra. O fim de sua vida, ponto. O que acontecesse depois de se casar não seria vida.
Mas, embora seu destino fosse inescapável, recusara-se a fazer aquela recepção em Saraya ou em Zafrana. Outra vitória vazia quando ele concordara em realizá-la ali, na sua Nova York, seu lar pelos últimos doze anos. Deixaria de ser quando começasse a cumprir a pena de prisão perpétua como esposa de Hassan.
Recusava-se, porém, a voltar à região e ser enterrada lá pelo resto de sua vida um segundo antes do que seria absolutamente necessário. Fugira e voltara apenas para visitas breves e poucas.
Arrependia-se da teimosia desde o começo da festa. Se havia uma coisa que odiava mais do que Hassan era ser o centro das atenções num evento tão extravagante e público. Se a festa tivesse sido na região deles, não teria tanta cobertura devido às medidas de privacidade exigidas pela classe reinante. No coração de Nova York, no entanto, no Terrace Room do Plaza, a festa seria assunto de toda a grande mídia mundial. O que lhe ensinava a não lutar quando estivesse presa em areias movediças.
Mas lhe ensinar uma lição sobre a inutilidade de desafiá-lo não tinha sido um dos objetivos de Hassan quando preparara aquele espetáculo. O homem pensava apenas em si mesmo. E, como o governante de um reino recentemente próspero. agora que o rei Mohab Aal Ghaanem, de Jareer, tinha sido obrigado a dar a Saraya trinta por cento da nova riqueza do petróleo. Hassan Aal Ghaanem estava com a corda toda depois de décadas de economia forçada.
Assim, lá estavam eles. Em qualquer outro momento, teria apreciado o imenso salão que havia sido restaurado e voltado à antiga grandeza do começo do século XX. Teria adorado observar o teto pintado, os arcos e os elaborados pilares sobre os quais se estendia a enorme galeria, os candelabros de cristal, os painéis das paredes e os tapetes que adicionavam o refinamento da Idade de Ouro ao ambiente clássico.
Mas, naquela ocasião pavorosa, era o palco do pior pesadelo de sua vida. Afastou os olhos dos quinhentos convidados que enchiam o salão e olhou para as mãos nuas. Recusara as peças de valor inestimável das joias reais de Saraya como seu shabkah... que literalmente significava “ligação obrigatória”. Não usaria aquelas algemas para todos verem.
— Tem certeza, Jen?
A voz suave e triste a fez estremecer, Zeena, sua irmã caçula. Sentia-se tão mal sobre tudo aquilo como Jen. Virou-se com um sorriso, tentando levar as coisas de maneira leve.
— Oh, tenho, Zee. Não há saída para a confusão em que o pai e Zafrana estão a não ser me casar com aquele bode velho.
A confusão não era recente, tinha começado décadas antes, quando o pai, Khalil Aal Ghamdi, inesperadamente se vira no trono de Zafrana com a morte do rei Zayd, seu primo em segundo grau. Levado a uma posição para a qual era totalmente inadequado, o pai, um sonhador e um artista, tinha sido incapaz de se tornar um homem de estado e fora levado para caminhos errados por conselheiros incompetentes ou maliciosos.
Quando voltara para Zafrana depois do doutorado na Cornell University em economia a administração de empresas, percebera que as políticas imprudentes do pai haviam levado o reino a um estado de inevitável deterioração. Tentara ajudá-lo, mas os ministros e sicofantas que o cercavam tinham feito uma oposição implacável a todas as suas ideias. Finalmente se viu diante de apenas duas escolhas: dedicar sua vida a combater aquele grupo ou fugir da região, onde o estilo de vida era anátema para ela. Escolhera partir.
Como resultado, Zafrana estava mergulhada em dívidas. com Saraya. Hassan agora podia anexar o reino ao dele através de um casamento de estado. O que, o pai lhe dissera, era a única forma de salvar Zafrana.
— Mas não pode se casar com ele. É... é velho!

Série Os Herdeiros de Black Castle
2- Sombras do Passado
3- O Preço da Vingança
Série Concluída

Sombras do Passado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Os Herdeiros de Black Castle







O milionário Raiden Kuroshiro conseguiu fugir de um passado trágico e jurou exigir sua herança. 


Entretanto, quando Scarlett Delacroix reaparece, percebe que seu plano pode ser ameaçado pelo desejo por uma mulher que o havia traído.

Capítulo Um

Raiden Kuroshiro olhou para a mulher parada ao seu lado. Megumi era o nome dela. Uma linda mulher. A sua pele era incrivelmente branca, seus cabelos brilhantes, seus lábios naturalmente vermelhos. Ela parecia uma versão moderna da Branca de Neve. E o seu corpo pequeno e bem torneado estava perfeitamente envolvido por um vestido azul. Ela parecia uma princesa de conto de fadas. Havia um toque de realeza na maneira como ela recebia, de todo mundo, os parabéns pelo seu noivado. Eles se casariam em exatas dez semanas.
E ele não sentia absolutamente nada por ela.
Por sorte, ela também não sentia nada por ele.
As razões que o levavam a se casar com Megumi, que eram as mesmas que a levavam a se casar com ele, não exigiam que os dois sequer se tolerassem. Aquele seria meramente um casamento de conveniência.
Megumi ergueu os olhos, abrindo um sorriso exageradamente educado ao encará-lo. Embora sorrir não fosse uma das atividades habituais na vida de Raiden, foi fácil responder àquele sorriso. Não que ele tivesse algo a ver com tal sorriso. Embora parecesse um anjo, Megumi seria capaz de fazer um pacto com o próprio diabo, se isso fosse necessário. E foi o que ela fez.
Raiden era, reconhecidamente, uma espécie de demônio. Ao longo dos anos, fora chamado de mercenário e de várias outras coisas, tudo enquanto escalava os degraus que o levariam ao topo do sucesso capitalista, posto que conquistou para sempre.
— Se você preferir, eu posso ficar ao lado da minha mãe.
Ele mal ouvia a voz de Megumi sobre a tradicional música gagaku que soava no ambiente, junto ao murmúrio incessante dos quinhentos convidados que tomavam conta do salão. Era a primeira vez que ele se reunia com a nata da sociedade japonesa em um único local. E ele não queria apenas pertencer àquela casta, mas também dominá-la. Megumi sabia disso, e se oferecia para sair do seu caminho, a fim de que ele pudesse aproveitar ao máximo a oportunidade.
Embora fosse uma oferta tentadora, ele fez que não com a cabeça. Ele estava sendo vigiado pela nata da sociedade, e sabia que não seria bem visto caso abandonasse sua futura esposa no dia do noivado, em sua primeira aparição pública juntos.
Mas pelo menos não teria que bancar o noivo babão, como teria acontecido em qualquer sociedade ocidental. Era um alívio saber que, no Japão, a alta sociedade costuma forjar casamentos que não exigem nada além de uma demonstração de cortesia por parte dos noivos que festejam seu compromisso. E com Megumi seria ainda mais fácil. Ele não teria que fingir absolutamente nada.
Não. Ele não gostava dela. Ele não gostava de ninguém. Além dos seus “irmãos” da Black Castle (que eram parte integrante do seu próprio ser) ele categorizava as demais pessoas em papéis limitados: aliados, subordinados e inimigos. Megumi estava em algum ponto entre as duas primeiras categorias. Ele deixava claro tal posição, e ela parecia aceitá-la.
Aliás, ela deveria aceitá-la. Ele era o marido mais rico e mais poderoso que poderia ter. Seria o melhor pai possível para os seus filhos. No entanto, ainda que ele não fosse tudo isso, sendo uma menina obediente, Megumi se casaria igualmente. O seu pai queria ter Raiden na família a qualquer custo.
E essa era a principal razão que o levava a se casar com ela. Megumi era o único caminho em direção ao objetivo que marcara para sua vida, objetivo em torno do qual ele trabalhava há dez anos.
Ele queria alcançar o que nascera para ter.
No entanto, embora tudo estivesse dentro dos seus planos, havia algo que não quadrava. A outra razão que o levava a se casar com Megumi era por querer ter herdeiros cem por cento japoneses. E isso significava que ele teria que... comparecer. E estava preocupado. Seria capaz? Só de pensar no assunto sua libido caía a zero. Ele não conseguia fantasiar nada com ela.
No entanto, teria de encontrar uma saída para resolver o problema, mesmo sendo um homem altamente pragmático. Sim, ele resolveria o problema. E com sorte resolveria tudo rapidamente, com apenas um encontro íntimo. Ele a deixaria grávida na primeira e única tentativa.
Após a concepção, ele teria um alívio, pois as mulheres japonesas, sobretudo as que vivem casamentos arranjados, se recolhem aos seus aposentos e vivem suas vidas em torno dos bebês. Pelo que ele ouvira falar sobre aquele mundo tão distante do seu, no tipo de casamento que estava aceitando, era perfeitamente possível ser um marido cujo papel não passasse de um doador de esperma e provedor financeiro. A sua esposa o liberaria para a vida pessoal e profissional, e só o buscaria novamente quando chegasse o momento de terem um novo filho. Esse era exatamente o tipo de casamento que ele queria. A única coisa que aguentaria.

Série Os Herdeiros de Black Castle
2- Sombras do Passado
3- O Preço da Vingança

A Filha do Inimigo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Os Herdeiros de Black Castle








Eliana Ferreira jamais conhecera um homem como Rafael. 


Poderoso, irresistível, implacável. Embora sua intuição a alertasse de que ele era levado por um desejo obscuro, não se sentia capaz de negar seu amor. Até conhecer as razões ocultas de Rafael.

Capítulo Um

Acordou mais uma vez na escuridão.
As bochechas estavam úmidas, o coração acelerado e o grito pelos pais entalado na garganta.
— Levante-se, Calculadora.
A voz cruel tomava conta de seu peito. Ficou apavorado quando a ouviu pela primeira vez. Pensou que houvesse algum estranho no quarto. Mas logo percebeu que era ainda pior. Não estava mais em casa, mas num lugar estreito, longo e sem janelas e nem mobília. Estava num chão gelado, as mãos atadas às costas. Aquela voz com sotaque carregado dissera o mesmo então.
Foi assim que o pesadelo começou.
— Então o Calculadora quer apanhar de novo.
Esse era o outro homem. Pensava que nunca mais veria outras pessoas na vida. Chamavam-no de Calculadora. Foi por isso que o levaram, por ser bom em matemática.
Sentiu-se ofendido quando disseram isso da primeira vez. Não era “bom em matemática”. Era um prodígio. Era o que diziam seus pais, professores e os especialistas que o procuravam.
Ele os corrigira, e tomou o primeiro tapa por isso. Quase quebraram seu pescoço, lançando-o contra a parede. Ao assimilar o choque e a dor, percebeu que era sério. Não estava mais protegido. Fariam de tudo contra ele.
Inicialmente, ficou furioso. Falou que se o devolvessem aos pais, não contaria sobre o que sofreria. Os dois gargalharam de maneira diabólica. Um deles comentou que o Calculadora levaria mais tempo para ceder que imaginaram.
Insistiu que não se chamava Calculadora. Levou outro tapa, ainda mais forte.
Quando estava estendido no chão, tremendo de medo, os homens contaram o que queriam dele.
— Você nunca mais verá seus pais. Nunca mais sairá daqui. Você é nosso. Se fizer tudo que mandarmos, você não será castigado. Não muito.
Mas ele sempre os desobedecia, independentemente das punições. Esperava que desistissem dele, que o deixassem ir. Mas eles só ficavam mais cruéis, pareciam gostar de machucá-lo e humilhá-lo, mais e mais, e a esperança de escapar daquele pesadelo só diminuía.
— Hoje vamos deixar o Calculadora escolher os castigos?
Ouviu seus torturadores cochichando. Mal conseguia enxergar a silhueta deles com o olho menos inchado. Nesse instante, desistiu.
Enfim percebeu que aquilo que o fizera resistir até então não aconteceria.
O pesadelo nunca acabaria.
Os seqüestradores jamais parariam, seus pais não o resgatariam e ninguém mais o ajudaria. Só pioraria.
E se sua vida seria assim dali para frente, preferia morrer.
Mas não podia se suicidar. Na cela, só havia vasilhas com água suja e um balde para fazer as necessidades. Não tinha como fugir. Nem se matando. Só se...
Refletiu por alguns segundos. Tentara de tudo, menos fazê-los pensar que havia cedido. Talvez o deixassem sair da cela. Conseguiria escapar.
Ou morreria.
Um dos brutamontes chutou-lhe as costelas.
— Levante-se, Calculadora.
Rangendo os dentes de dor, levantou-se.
Uma gargalhada maléfica:
— Finalmente obedeceu, Calculadora.
— Vamos ver se obedece mesmo. — O outro selvagem aproximou a cara fedorenta. — Qual o seu nome, garoto?
O líquido ardente em seu estômago subiu para a boca. Engoliu-o, junto com todo vestígio de resistência.
— Calculadora.
Um novo golpe em seu rosto machucado, menos forte que de costume. Era castigado de qualquer jeito, um pouco menos quando obedecia.
— E por que está aqui?
— Porque sou bom em matemática.
— E o que vai fazer?
— O que mandarem. — Um novo tapa deixou-o zonzo, mas prosseguiu: — Assim que mandarem.
À luz fraca, identificou uma troca de sorrisinhos de satisfação maliciosa.
Pensaram que haviam conseguido dobrá-lo. E conseguiram, mas não pretendia viver o bastante para que aproveitassem o triunfo.
Série Os Herdeiros de Black Castle
1- A Filha do Inimigo
2- Sombras do Passado
3- O Preço da Vingança

domingo, 28 de junho de 2015

Temporada de Prazer

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Temporada de Escândalos



















Capítulo Um

Três semanas atrás, Sabrina Grant se casou com o homem de seus sonhos.
O sheik Adham ben Khaleel ben Haamed Aal Ferjani era um príncipe, literalmente, que a encantara e a cativara desde que o vira pela primeira vez. Era tudo o que uma mulher podia esperar. Amava-o do fundo do coração.
E nunca imaginara que pudesse ser tão infeliz.
Como tinha terminado assim?
Sozinha, descartada? Era a ultima coisa em que poderia pensar quando dissera “aceito”.
Mas, então, não poderia ter imaginado nada do que havia acontecido nas seis semanas que haviam se passado desde que o pai sofrera um ataque cardíaco.
Era final de maio, menos de uma semana depois de ter terminado seus cursos de pós-graduação, e estivera se preparando para voltar para casa, com o diploma de dois mestrados, quando recebera a terrível notícia.
Correra para a cabeceira dele, lutando para controlar sua ansiedade e a dele enquanto recebia todas aquelas visitas em respeito ao pai, Thomas Grant, o multimilionário proprietário de vinhedos e vinicultor.
O estresse quase a devastara, até o melhor amigo do pai chegar para uma visita, acompanhado do homem mais incrível que já vira.
Adham.
Ela se apaixonara à primeira vista. E, para seu atônito encantamento, ele também parecera atraído por ela. O melhor de tudo é que tinha certeza de que seu interesse não tinha relação nenhuma com a fortuna do pai. Além de ser o segundo na linha de sucessão ao trono do fabulosamente rico reino do deserto de Khumayrah, era o dono do maior haras dos Estados Unidos, com uma fortuna que fazia a do pai parecer insignificante.
Adham começara a aparecer todos os dias, e ela a cada vez ficava mais e mais encantada. Fizera-lhe companhia em sua vigília à cabeceira da cama, levara-a para fazer refeições e caminhadas. Sua companhia a animava, e cada toque a inflamava.
Quando lhe implorou que a tomasse, o relacionamento tinha apenas três semanas, mas já o amava completamente.
Então, no dia seguinte, o pai lhe dissera que teria alta e que Adham pedira sua mão em casamento. Ela se sentiu engolfada numa onda de alívio e felicidade. Seu pai ficaria bem, e Adham a amava tanto quanto o amava.
Mas o sonho desvaneceu quando conversou com os médicos do pai. E soube que o liberavam apenas porque ele pedira para morrer em casa. Não havia possibilidade de uma cirurgia de peito aberto ou de transplante de coração, já que todo o sistema estava seriamente comprometido. Tinha apenas alguns dias de vida.
O Sr. Grant e Adham haviam concordado com uma cerimônia de casamento imediata para que o pai pudesse ser testemunha. Ela quisera lhe dar qualquer alegria que pudesse em seus últimos dias, mas partia seu coração saber que ele não viveria para vê-la construir uma família com o homem de seus sonhos.


Série Temporada de Escândalos
1- Temporada de Sedução
2- Temporada de Luxúria
3- Temporada de Desejo
4- Temporada de Prazer
5- Temporada de Amor
6- Temporada de Paixão



sábado, 28 de março de 2015

Voto de Confiança

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Disfarces da Paixão 




Caliope Sarantos engravidou do milionário russo...

Desde a primeira noite ardente entre Caliope Sarantos e Maksim Volkov, ficou combinado que o único compromisso entre os dois seria o prazer. Mas uma gravidez mudou o cenário.
Embora o milionário russo tivesse assumido o bebê como seu herdeiro, ele desapareceu da vida de Caliope. Agora, está de volta, disposto a completar as lacunas do que ficara faltando.
Entretanto, a promessa radiante de um final feliz é eclipsada pela sombra de seu passado trágico… e de um futuro tenebroso.
O coração de Caliope será quebrado novamente? Ou Maksim arriscará tudo para reconhecer a mulher que ama e o filho que geraram?

Capítulo Um

— E ele nunca voltou? Cali olhou para o rosto lindo de Kassandra Stavros. Levou alguns momentos desconfortáveis para se lembrar que a amiga não podia estar falando sobre Maksim. Kassandra não sabia nada sobre ele. Ninguém sabia.

Cali mantivera a... ligação em segredo e nada revelara à família e amigos. Mesmo depois de se tornar impossível evitar mencionar a gravidez, com Maksim ainda em sua vida, recusara-se a contar a qualquer pessoa quem era o pai. Mesmo enquanto ainda se agarrava à esperança de que ele permanecesse parte de sua vida depois do nascimento do bebê, a situação deles tinha sido irregular demais e não quisera explicá-la a ninguém. Certamente não para sua tradicional família grega. 
Aristedes não a julgaria, mas teria um acerto de contas com Maksim. Quando estivera numa situação semelhante, o irmão fora a extremos para reclamar a própria amante, Selene, e o filho deles, Alex. Consideraria um homem que fizesse menos um criminoso. Sua indignação seria mil vezes maior com ela e seu sobrinho no outro lado da equação. 
Aristedes exigiria punição para Maksim por não aceitar suas responsabilidades. E Maksim, sendo quem era, haveria uma guerra. Não que aceitasse ser considerada "responsabilidade" de Maksim ou admitido que Aristedes lutasse suas batalhas. Era independente de Aristedes e de sua família havia muito tempo e não precisava de sua aceitação ou apoio. 
Não deixaria ninguém lhe dizer como conduzir sua vida ou o... acordo que tivera com Maksim. Então ele desaparecera e tornou tudo irrelevante. Kassandra falava agora de outro homem da vida de Cali, que tinha sido um exemplo vivo de "nada sério". Seu pai. 
Tudo o que fizera de bom, em sua opinião, tinha sido partir e deixar a penca de filhos antes de Cali nascer. Seus irmãos, especialmente Aristedes e Andreas, tinham cicatrizes duradouras pela exposição à sua negligência e exploração. Ela escapara. Finalmente respondeu à amiga.
— Não. Foi embora um dia e nunca mais deu notícias. Não sabemos se ainda está vivo. Mas acho que morreu, ou teria aparecido assim que Aristedes fez seus primeiros dez mil dólares. A boca da amiga se abriu. 
— Teria voltado para pedir dinheiro? Ao filho que abandonou? 
— Não consegue imaginar este tipo de pai, não é? 
— Acho que não. Meu pai e meus tios podem ser uns controladores gregos desgraçados, mas é porque na verdade são mães galinhas. 
 
Série Disfarces da Paixão
1 - Voto de Confiança
2 - No Limite do Desejo

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Princesa Temporaria

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
 Trilogia Casamento por Decreto Real








Quando o príncipe Vincenzo D’Agostino é obrigado a se casar, só quer uma esposa: aquela que o traíra anos atrás, Glory Monaghan. 

Ela quase foi destruída por Vincenzo no passado... E vai ter de aceitar o pedido para ajudar a família. Mas a obrigação vai se transformar em um prazer indescritível!



Capítulo Um

Atualmente
Vincenzo Arsenio D’Agostino olhou para seu rei e chegou à única conclusão lógica: o homem havia perdido o juízo.
Deveria ser em função da pressão de ter de governar Castaldini ao mesmo tempo em que geria seu império de bilhões de dólares. Além de ser o marido e pai mais amoroso e dedicado do planeta. Nenhum homem poderia resistir a tudo isso com as faculdades mentais intactas.
Essa devia ser a explicação para o que ele acabara de dizer.
Ferruccio Selvaggio-D’agostino, c rei bastardo, como seus opositores o chamava, já que era um D’Agostino ilegítimo, torceu os lábios.
— Erga seu queixo do chão, Vincenzo. E não, não estou louco. Arrume. Uma. Esposa. O mais rápido possível.
Dio. Ele dissera de novo.
Desta vez Vincenzo se viu repetindo as palavras do rei.
— Arrumar uma esposa.
Ferruccio assentiu.
— O mais rápido possível.
— Pare de dizer isso.
— Tem apenas a si mesmo para culpar pela pressa. Eu precisava de você nesse trabalho há anos, mas a cada vez que o levava ao conselho eles quase tinham um ataque de apoplexia. Até mesmo Leandro e Durante estremeciam quando seu nome era mencionado. A imagem de playboy que diligentemente cultivou agora é tão notória que as colunas de fofocas começaram a perder o interesse por ela. E essa imagem não vai ajudar em nada nos grupos em que preciso que você atue.
— Essa imagem não o prejudicou. Basta olhar onde está hoje. O governante de um dos reinos mais conservadores do mundo, com a mulher mais pura da face da Terra como sua rainha.
— Eu só era conhecido como o “Temível Homem de Ferro”, em referência ao meu nome e reputação nos negócios. Minhas comentadas... Aventuras amorosas era um exagero. Eu não tinha tempo para mulheres enquanto galgava meu caminho da sarjeta ao topo. E me apaixonei por Clarissa seis anos antes de fazê-la minha. Mas a sua notoriedade como um dos maiores mulherengos do mundo não vai ajudar quando se tornar o representante de Castaldini junto às Nações Unidas. Precisa limpar sua imagem e obter alguma credibilidade para afastar o mau cheiro dos escândalos que pairam em torno de você.
Vincenzo fez uma careta.
— Se isso está lhe tirando o sono, vou tentar dar um jeito nas coisas. Mas certamente não vou arrumar uma esposa para apaziguar alguns fósseis políticos, também conhecidos como seus conselhos. Vocês estão todos com inveja por não poder ter o meu estilo de vida.
Ferruccio lançou lhe um olhar, um que o fazia se sentir oco por dentro, com vontade de dar um soco no rosto bem-disposto do rei.
— Quando estiver representando Castaldini, Vincenzo, quero a mídia cobrindo apenas os seus feitos em nome do reino, e não as plásticas de suas amantes ou os comentários delas sobre você, após as trocar por modelos diferentes. Uma esposa mostrará ao mundo que seu comportamento mudou e manterá as notícias focadas no trabalho importante que vai desempenhar.
Vincenzo sacudiu a cabeça em descrença.
— Dio! Quando se tornou tão maçante e retrógrado, Ferruccio?
— Se você se refere a quando me tornei um defensor da vida matrimonial e familiar, onde estiveram nos últimos quatro anos? Sou um ferrenho defensor de ambos. E está na hora de eu fazer o favor de empurrá-lo para esse caminho.
— Que caminho? O do “feliz para sempre”? 






Trilogia Casamento por Decreto Real
1- Princesa Temporária
2- Princesa por conveniência 
3-  Princesa Seduzida

Princesa por conveniência

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Trilogia Casamento por Decreto Real





Para voltar ao seu reino do deserto, Aram precisa casar com a princesa Kanza. É um preço alto demais... Até conhecê-la. 

Depois de reclamar Kanza como sua tudo se encaixa. Mas ela descobre que ele casou por ambição. Esta união poderá ser destruída?






Capítulo Um

— Deseja que eu me case com Kanza, o Monstro?
Aram Nazaryan estremeceu com o tom da própria voz. Não que alguém pudesse culpá-lo por agir assim Shaheen Aal Shalaan já fizera alguns pedidos inaceitáveis, mas aquele merecia uma descrição inexistente em qualquer dos quatro idiomas que Aram conhecia.
Contudo, a transformação de seu melhor e único amigo numa mãe intrometida estava ficando insuportável ao longo dos últimos três anos. Parecia que, quanto mais feliz Shaheen ficava com a irmã caçula de Aram, Johara, depois de eles terem se reencontrado milagrosamente e se casado, mais triste ele ficava por Aram e intensificava seus esforços para fazer seu cunhado mudar o que chamava de “falta de vida”.
Shaheen já chegara ao escritório dele deixando de lado a sutileza ao tentar convencê-lo a regressar a Zohayd, pedindo-lhe francamente que voltasse para casa.
Incomodado e igualmente franco, ele respondera que Zohayd era o lar de Shaheen, não dele, e que não voltaria para atrapalhar a família quando o segundo bebê de Shaheen e Johara chegasse.
Para provar que Aram teria um papel vital e uma vida plena em Zohayd, Shaheen lhe oferecera o próprio emprego. Pedira que ele se tornasse o ministro da economia de Zohayd!
Aram deu gargalhadas. Só poderia ser piada, já que apenas um membro da realeza zohaydana poderia assumir esse cargo, e Aram era franco-armênio-americano.
Infelizmente, Shaheen não ganhara subitamente um senso de humor. O que ele tinha era um plano louco para fazer.
Aram se tornar um nobre zohaydano. Casando-se com uma princesa zohaydana.
E a identidade da pretendente perfeita para ele fora a gota d’água.
— A felicidade conjugal fritou seu cérebro, Shaheen? Não vou me casar com aquele monstro de jeito nenhum.
— Não sei de onde você tirou esse nome. A Kanza que conheço não é nenhum monstro.
— Então existem duas Kanzas diferentes. A que conheço, Kanza Aal Ajmaan, princesa do lado materno da sua família real, merece até mais que esse apelido.
— Só existe uma Kanza... e ela é maravilhosa.
— Maravilhosa? Digamos que eu acompanhe você nesse delírio e concorde que ela é a miss Simpatia. Você ficou louco para sugeri-la a mim? Ela é uma criança!
— Ela tem quase 30 anos.
— Mas co...? De jeito nenhum. Da última vez que a vi, ela estava com uns 18.
— Sim E isso foi há mais de dez anos. Fazia mesmo tanto tempo? Um rápido cálculo disse que sim, já que ele a vira pela última vez naquele fatídico baile, poucos dias antes de partir de Zohayd.
— Que seja. Os 11 ou 12 anos de diferença entre nós não se reduziram.
— Sou oito anos mais velhos que Johara. Três ou quatro anos de diferença podiam ser muita coisa naquela época, contudo já não importam mais na idade que vocês têm hoje.
— Essa pode ser a sua opinião, no entanto eu... — Ele parou e riu, balançando o dedo para Shaheen. — Ah, não. Você não vai me fazer discutir como se isso fosse uma possibilidade. Ela é um monstro. Estou dizendo.
— E eu estou dizendo que não é.
— Certo, vamos entrar em detalhes? A Kanza que conheci era uma criatura soturna e depressiva que fazia as pessoas correrem na direção oposta só de olhar para elas. Na verdade, toda vez que ela olhava para mim, eu achava que encontraria dois buracos no meu corpo.
— Estou vendo que ela deixou uma impressão e tanto se, depois de dez anos, você ainda se lembra dela tão bem e reage tão intensamente à lembrança.
— Reajo desfavoravelmente. Já é suficientemente ruim você sugerir esse casamento por conveniência. Ainda recomendar a única...






Trilogia Casamento por Decreto Real
1- Princesa Temporária
2- Princesa por conveniência 
3-  Princesa Seduzida

Princesa Seduzida

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
 Trilogia Casamento por Decreto Real




Quando se torna rei, a primeira medida de Mohab Aal Ghaanem é reivindicar Jala Aal Masood como sua esposa. 

Ele já a teve antes, e agora não a deixará partir de novo, nem que para isso seja necessário um casamento de conveniência.









Capítulo Um

Dias atuais...
— Você tem desejos suicidas?
Mohab quase soltou uma risada alta. Um bufo diante da ironia amarga lhe escapou da garganta enquanto se erguia para encarar o rei de Judar.
Quais eram as chances de essas palavras serem a primeira coisa que Kamal Aal Masood lhe diria quando foram as últimas que a irmã caçula daquele homem lhe atirara?
Supunha que fosse verdade o que diziam de Kamal e Jala. Que os dois mais novos dos quatro irmãos Aal Masood poderiam ter sido gêmeos idênticos se não tivessem nascido homem e mulher com 12 anos de diferença na idade. A semelhança física entre os dois era impressionante.
Com a inimizade histórica entre seus reinos, Mohab costumava ver Kamal apenas de longe. A última vez em que o encontrara fora na ocasião de seu joloos, quando Kamal se sentara no trono, cinco anos e meio atrás. Não que Mohab tivesse forjado um jeito de entrar em Judar naquela noite para vê-lo. Jala era seu único objetivo. Mas ela não comparecera ao casamento do próprio irmão. Outra coisa que não havia sido capaz de prever em relação àquela mulher.
Outra coisa que não conseguira prever fora qual seria a sensação de ver aquele homem de perto. Kamal se parecia muito com Jala e isso lhe causava uma dor profunda no peito.
Era como se alguém tivesse feito Jala sumir e a transformado em uma versão masculina mais velha. Os dois irmãos tinham o mesmo cabelo negro e espesso, os mesmos olhos cor de uísque e estrutura óssea parecida. As únicas diferenças eram aquelas concernentes ao gênero de cada um. 
A compleição cor de bronze de Kamal tinha tons mais escuros que o dourado imaculado da pele de Jala. Com seu 1,98m, o rei de Judai certamente assomava sobre os majestosos 1,75m da irmã, assim como ele um dia o fizera. Ainda assim, os dois irmãos tinham em comum a mesma graça felina e proporções perfeitas. Enquanto tais características a tornavam uma princesa de conto de fadas, Kamal era o típico invasor do deserto, que exalava um poder ilimitado.
Aos 40 anos, Kamal era um dos indivíduos mais influentes do mundo e o fora mesmo antes de seus dois irmãos mais velhos abdicarem do trono de Judar numa reação em cadeia de dramas na corte e escândalos da família real, que ainda abalavam a região e que mudaram seu curso para sempre.
Naquele momento, os olhos lupinos de Kamal faiscavam com a ameaça que se tornara sua marca registrada.
— Está achando graça em algo em particular, Aal Ghaanem?
— Seu comentário inicial me trouxe à memória outra... pessoa que fez um comentário parecido. — Diante do olhar feroz do rei, o sorriso de Mohab se alargou.
— O que foi? Pensa que acho você ou o fato de ter sido acompanhado até aqui como um prisioneiro de guerra engraçado?
Esperara coisa pior ao chegar a Judar, com as relações tensas entre Saraya e aquele reino em um histórico ápice. Na verdade, até o dia anterior, seu rei havia simplesmente declarado guerra a Judar durante uma transmissão globalizada numa reunião de cúpula das Nações Unidas. Para Mohab, um príncipe de Saraya, na segunda linha de sucessão, apenas atrás do rei e seus herdeiros, aterrissar sem ser convidado nas terras de Judar naqueles tempos temerosos era motivo de extrema preocupação. Principalmente quando o dito príncipe também era o ex-comandante do serviço secreto de Saraya. Esperara ser colocado no primeiro voo que partisse de Judar. Ou então ser feito refém.
Blefando, Mohab declarara que tinha negócios urgentes a tratar com Kamal e que o rei puniria qualquer um que tentasse detê-lo. Aquilo deixara os agentes de segurança da fronteira, no aeroporto, em polvorosa buscando ordens vindas do palácio real. Mohab esperara que sua jogada não desse certo, que Kamal o chutasse para fora do reino, mas dentro de minutos, uma dúzia dos mais qualificados agentes do serviço secreto o escoltara até ali.
Ao que parecia, o consideravam muito perigoso. E aquilo o lisonjeava.
— Então acha que desejos de morte é fonte de divertimento? Um intrépido por natureza e não apenas por razões comerciais, certo? Faz sentido. Mas também não deveria ser meticuloso e prudente? Pensei que esse fosse o motivo pelo qual ainda estivesse inteiro depois de suas loucas façanhas. Não é essa a primeira coisa que lhes ensinam quando ainda meninos em Saraya? Que Judar não poupa a vida das pessoas da sua laia? — Sua laia. Os Aal Ghaanem.
Os inimigos mortais dos Aal Masood. Aih. Havia aquele obstáculo também-Então, mais uma vez. Tem desejos suicidas? Não sabe que, agora mais que nunca, um alto escalão de Saraya como você em Judar poderia se tornar alvo de qualquer nível de retaliação?
Mohab espalmou uma das mãos sobre o coração.
— Sinto-me emocionado por sua preocupação em me manter intacto. Mas posso lhe assegurar que me comportei de maneira exemplar e não me indispus com ninguém.
— Exceto comigo. Chegar sem avisar, aterrorizando meus subordinados, forçando-me a deixar tudo de lado para investigar sua incursão a estas terras. Essa é a última esperança de seu rei, depois das asneiras que disse na conferência? Ele teme que eu finalmente o destrone como devia ter feito há muito tempo? Seu rei enviou seu maior trunfo para lidar com a crise... Na raiz?
— Pensa que estou aqui...






Trilogia Casamento por Decreto Real
1- Princesa Temporária
2- Princesa por conveniência 
3-  Princesa Seduzida

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O Destino De Um Sheik

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Cavaleiros Deserto

A noiva iludida.

Ele havia encontrado seu destino. 
Mas, para reivindicar o trono de Azmahar, Rashid Aal Munsoori precisava de Layiah Aal Shalaan. 
Ele conseguiria derrotar seus rivais se fosse capaz de persuadi-la a ser sua esposa.
E se Layiah concebesse um herdeiro, então o poder de Rashid sobre sua pátria seria total. Layiah sempre fora secretamente apaixonada por Rashid.
Seu sheik sexy podia ter cicatrizes no corpo e na alma, mas isso só fazia com que o amasse ainda mais... 
Até ela descobrir suas reais motivações.
Ainda que Layiah não tivesse forças para confiar em seu amado novamente, como poderia abandonar o pai do filho que carregava em seu ventre, um bebê destinado a unir dois reinos?

Capítulo Um

Laylah aal Shalaan sentiu um arrepio descer por sua espinha. Não foi por causa do frio abaixo de zero da noite de dezembro em Chicago.
A temperatura teria causado um arrepio de frio, e não de fogo por suas veias.
Essa sensação já a assolara tantas vezes na última semana que era como se estivesse sofrendo com as ondas de calor típicas da meia-idade feminina. O que seria um recorde aos 27 anos.
Mas Laylah já representava outros recordes indesejados em sua família, como ser a primeira mulher nascida entre eles em quarenta anos.
Sendo assim, por que não acreditar que estava entrando prematuramente na menopausa? Não que ela achasse anormal ter os hormônios funcionando a todo vapor.
O anormal era que isso fosse provocado por uma influência externa.
Laylah não conseguira identificar a fonte dessa influência quando tentara investigar, mas estava certa de que, fosse o que fosse, estava por perto havia algum tempo.
Alguém a estava observando. E não tinha nada a ver com os seguranças que antigamente costumavam andar colados a ela.
Aqueles homens jamais haviam tentado se esconder, não davam a menor importância ao espaço pessoal dela. Laylah nunca se ressentira disso, sabia que estavam fazendo seu trabalho.
Mas é claro que nos últimos dois anos, quando sua segurança já não era mais prioridade para ninguém, não havia mais homens seguindo seus passos. Não que ela achasse que precisava de proteção.
Costumava estar sempre atenta aos protocolos de segurança normais, como fazia qualquer pessoa que vivesse em Chicago. E desde que se auto-exilara de Zohayd e viera morar na Cidade dos Ventos era o que fazia.
Até aquela noite.
Normalmente Laylah voltava para casa com Mira, sua sócia e colega de apartamento. Mas Mira viajara para visitar o pai, que fora internado às pressas, em outro estado. 
Portanto, ali estava ela, sozinha à noite, pela primeira vez em mais de dois anos, deixando o prédio deserto pela saída dos fundos que dava para uma rua estreita igualmente vazia.
Não que isso tivesse alguma coisa a ver com o que estava sentindo. Laylah entrara no prédio com a sensação de estar envolvida pelo campo de força de um olhar.
E, quando saíra, vira-se presa novamente por esse abraço eletrizante. O estranho era que não se sentia ameaçada, apenas louca de curiosidade e... Animação?
Ela olhou para os três carros estacionados do outro lado da rua.
No que estava mais próximo, um homem acabara de fechar o capô, e logo entrou no veículo e partiu. 
O outro também estava indo embora. E o que se achava mais distante, um Mercedes de último tipo, com as janelas escuras, parecia vazio.
Antes que Laylah pudesse descobrir de onde se irradiava a energia que, percebia o segundo carro subitamente acelerou. 
Ela nem sequer teve tempo para pensar, e o carro parou ao seu lado e as portas foram abertas com violência. Quatro homens saíram apressados lá de dentro.
Laylah mal conseguiu dar dois passos no que pretendia ser uma corrida, quando eles a cercaram.
Corpos grandes e rostos distorcidos pela intenção maligna ocuparam a visão dela. 
O coração de Laylah acelerou loucamente, e o tempo pareceu parar quando mãos se colaram em sua pele, cada uma delas provocando um sobressalto de ultraje e horror.
O medo explodiu em seu peito, a fúria dominou seu cérebro. Enquanto ela lutava com todas as forças que tinha para se soltar, ouviu fragmentos de um diálogo:
— E só uma cara.
— Tom disse que seriam duas. É melhor não resolver me pagar só a metade agora.
— E essa que queremos. Você vai receber sua grana.
— Você disse que ela cairia aos nossos pés choramingando, mas a mulher não é fácil. Quase me acertou com o joelho entre as pernas.
— E quase me arrancou um olho!
— Pare você de choramingar e enfie-a dentro do carro!






Série Cavaleiros do Deserto
1- A Redenção do Sheik
2- Desejo de um sheik
3- O destino de um sheik
 

domingo, 8 de setembro de 2013

O Desejo De Um Sheik

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Cavaleiros Deserto 

O filho da paixão do sheik... 

O relacionamento tempestuoso entre Lujayn Morgan e o príncipe Jalal Aal Shalaan havia chegado ao limite quando ela o abandonou para se casar com outro homem. 
Porém, em pouco tempo Lujayn se tornara viúva. Uma nova chance para recomeçarem seu caso de amor... Que resultou em uma gravidez não planejada. 
Não havia dúvidas de que era filho de Jalal. 
Casamento seria a única solução. 
Mas Jalal se encontrava em meio a uma disputa pelo trono de Azmahar.
Um herdeiro inesperado poderia atrapalhar seus planos... Ou ser a chave para o sucesso! 
Mas antes Jalal teria de provar para Lujayn que seu pedido não era motivado pelo nascimento de um filho ou pelo protocolo real, e sim pelo amor que sentia por ela, e ela apenas... 

 Capítulo Um 

— Então você conseguiu se livrar da acusação de assassinato desta vez. — Jalal Aal Shalaan franziu a testa diante das palavras que pronunciara em voz alta.
Ele estava à porta de uma sala imponente, em uma das mansões mais empolgantes nos Hamptons, onde costumava ser recebido como um convidado estimado anos atrás. Pensou que nunca mais colocaria os pés ali outra vez, por causa da mulher que o rejeitara. A mulher que agora era a dona da mansão.
Lujayn Morgan. A ex-amante dele.
Ela estava recolhendo cartas sobre-uma mesa de mármore antiga quando as palavras dele a atingiram. Após um sobressalto, ela parou no meio do movimento.
O corpo dele também estava tenso. Os punhos e o queixo estavam cerrados, todos os músculos retesados, tremendo.
B’haggej jaheem. Diabos, por que ele dissera aquilo?
Jalal não teve a intenção de demonstrar nenhuma hostilidade. Ou emoção; ele pensava que não possuía mais emoção alguma sobrando. 

Viera até ali por um motivo: enxergá-la sem a luxúria que o cegara durante os quatro anos de duração do caso entre os dois. 
Ele estava lá para encerrar a história, um direito que ela lhe roubara quando irrompeu da vida dele, sem lhe dar chance de se defender, de negociar, abandonando-o para lidar com o choque, depois com o ódio, e ávido por explicações.
Porém, Jalal pensava que a resolução pela qual buscava era estritamente racional. 
Ele achava que havia se recuperado de maneira apropriada durante os dois anos passados desde que ela o abandonara, administrando seus sentimentos até nada restar, senão uma curiosidade mórbida e uma aversão espiritual a Lujayn.
Só que se iludira. O que sentira por ela, embora estivesse anulado em essência, permanecia tão feroz quanto antes.
Ele sempre apresentara ao mundo uma fachada jovial. Era parte sua natureza, parte postura defensiva. 
Ter Sondoss, a famigerada rainha de Zohayd, como mãe, e Haidar, o enigma que o atormentara desde a infância, como irmão gêmeo, tomava as atitudes defensivas necessárias. 
Eles eram os únicos que conseguiam tirá-lo do sério. E então Lujayn apareceu.
Ele ainda ficava vulnerável meramente por vê-la. E ela nem mesmo o havia encarado ainda.
E então ela o fez.
O ar fugiu dos pulmões dele, o coração começou a martelar.
A beleza dela sempre fora hipnotizante. Quando ela o abandonou, marcas famosas começavam a competir para ter sua figura graciosa representando seus produtos, e linhas de maquiagem queriam aquele rosto inesquecível com aqueles olhos únicos para atrair as consumidoras em seus anúncios lustrosos.
No entanto, ao longo do relacionamento deles, ela começou a perder peso continuamente. 
Aquilo o assustou e então o enfureceu, porque aquela obsessão pela carreira a cegava em relação ao mal que estava fazendo a si, só para alcançar uma perfeição que ela já possuía.
No entanto, a mulher esquelética com quem ele estivera ao fim do relacionamento deles desaparecera. 
No lugar daquela estava o epítome da saúde e feminilidade, com protuberâncias e curvas que nem mesmo o terninho preto austero era capaz de domar, e aquilo fez toda a masculinidade dele bramir a vida.
O casamento havia feito muito bem a ela. O casamento com um homem que ele outrora considerara um bom amigo. Um homem que morrera menos de dois anos depois do casamento. 
Um homem que Jalal mais ou menos acusara Lujayn de ter matado.
Ela inclinou a cabeça quando se aprumou o movimento enfatizando a elegância de seu pescoço esguio, a perfeição da cabeça ornada por um coque.
A tranqüilidade fria dela foi de uma atuação majestosa, porém o choque foi registrado em algo além de suas habilidades de atuação. 
As pupilas das íris misteriosas, tão prateadas quanto o significado do nome dela, causavam nele aquela coisa que o enfeitiçava quando ela estava agitada ou excitada, expandindo e encolhendo, criando a ilusão de que os olhos dela emitiam explosões de luz.
A necessidade de observar aqueles olhos mais de perto o incitou a se inclinar para frente. 
Então palavras nas quais ele não sabia estar pensando, escárnios vindos de sua artilharia aberta, foram cuspidos dos lábios dele:
— Não que eu esteja surpreso. Você deu um jeito de enganar os piais desconfiados e perturbou pessoas que conheço, incluindo a mim mesmo. Não deveria ser surpresa alguma que nem mesmo a polícia de Nova York fosse páreo para sua esperteza.
— O que você está fazendo aqui? — Ela balançou a cabeça, como se exasperada pela nulidade da própria pergunta.
— Sua empregada permitiu que eu entrasse.
Ela balançou a cabeça outra vez, como se tivesse achado a resposta ridícula. Então arregalou os olhos em uma acusação ríspida.
— Você a intimidou!

 





Série Cavaleiros Deserto
1. A Redenção Do Sheik 
2. O Desejo de um Sheik
3. The Sheikh's Destiny

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

A Redenção Do Sheik

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Cavaleiros Deserto 






Ele exigiria o trono. 

E a reivindicaria como sua mulher! 
Para o príncipe Haidar Aal Shalaan, controlar a rédeas curtas o caos em seu reino é uma questão de honra, mesmo que seu maior rival não pudesse ser derrubado tão facilmente. 
Além de todos os problemas políticos, ele também precisava dominar os desejos do próprio coração: Roxanne Gleeson, a mulher mais inesquecível de sua vida, a amante que o rejeitou e que fingia desprezar friamente a paixão que um dia fora e ainda era desesperada e abrasadora. 
Mas Haidar se recusava a abrir mão de ser oficializado o soberano e também de trazer Roxanne de volta para sua cama. 
Pois o primeiro era um direito de nascença, e o segundo, um apelo da alma. Mas ambos simbolizavam... Sua redenção! 

Capítulo Um

Nos dias atuais
Não era todo dia que um homem recebia a oferta de um trono. Sendo Haidar esse homem, isso jamais deveria ter acontecido.
Mas o povo de Azmahar, ou ao menos os clãs que somavam uma boa porcentagem da população do reino, havia lhe oferecido exatamente isso.
Eles haviam mandado seus representantes mais loquazes para exigir, seduzir, implorar para que Haidar fosse o candidato deles na corrida pelo trono vazio em Azmahar. Haidar, a princípio, pensara que estavam brincando.
Mas quando percebera que falavam sério, então ficou furioso. Será que tinham enlouquecido? 


Como lhe ofereciam o trono de um reino que sua mãe quase destruíra e no qual o lado paterno da família acabara dando o golpe de misericórdia? Quem, em Azmahar, poderia querer que ele colocasse o pé novamente na cidade e que ainda governasse o maldito lugar?
Eles haviam insistido que representavam uma parte da população que o via como o salvador de que Azmahar precisava.
Haidar jamais se imaginara como salvador de nada. Era geneticamente impossível. Como poderia ser um salvador quando fora gerado pelo demônio?
As pessoas que o recrutaram diziam que ele era a mistura de duas das mais eminentes ascendências e que seria o rei perfeito para Azmahar.
— Rei Haidar Ben Atef Aal Shalaan — experimentou ele dizer o nome completo em voz alta.
Os nomes soavam falsos, como se não pertencessem a ele. E já teria pertencido algum dia?
Ele não era um Aal Shalaan de verdade, afinal de contas. Não como seus irmãos mais velhos. 
Se não fosse pela prova incontestável de sua ascendência estampada em Jalal, Haidar poderia jurar que teriam corrido rumores de que ele não era filho do rei Atef. Porque, a julgar por todas as evidências, Haidar pertencia de carne, osso e alma, apenas à família Aal Munsoori. A família da mãe dele, a ex-Rainha Demônio.
A mãe o reclamara para si desde o nascimento, com medo de que seus odiados inimigos, os Aal Shalaan, a começar pelo marido e por seus filhos mais velhos, pudessem corromper a “única parte verdadeira dela”. Fora ela quem escolhera o nome do menino: Haidar, o leão, um tipo de rei. 
Já naquela época, essa era a pretensão que a mãe tinha para ele. Mesmo sabendo que era impossível... A não ser por um golpe de estado.
Como era princesa de Azmahar, ela entrara no casamento de estado com o rei de Zohayd sabendo que seus filhos meios azmaharianos não estariam na linha de sucessão ao trono. 
As regras de sucessão determinavam que apenas uma princesa de sangue puro zohaydiano poderia ter direito aos tronos.
Por isso, desde o início, ela tivera como objetivo desarticular o reino de Zohayd para então reorganizá-lo consigo mesma no poder. Sondoss poderia então ditar novas leis que tomariam seus filhos os únicos elegíveis ao trono, sendo Haidar o primeiro na linha de sucessão.
Dois anos após a conspiração ser descoberta e desmantelada, Haidar ainda tinha momentos de negação.
A mãe poderia ter provocado uma guerra. E não teria se importado nem um pouco se isso fosse necessário para que alcançasse seu objetivo.
Porque para ela, os planos eram para o bem. Afinal, quem melhor do que Haidar, seu filho, para unir os reinos partidos e levá-lo a um futuro de poder e prosperidade? 
Ele, a encarnação do melhor de todos os Aal Munsoori? A mãe estava certa de que Haidar, um dia, ultrapassaria até ela mesma em tudo.
De acordo com Jalal, isso já acontecera...




Série Cavaleiros Deserto
1. A Redenção Do Sheik 
2. The Sheikh's Claim
3. The Sheikh's Destiny

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Como Tocar Um Sheik

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Trilogia Orgulho de Zohayd 




A redenção de um sheik


Ninguém consegue burlar as defesas do sheik Amjad Aal Shalaan.Ninguém.
Mas quando a princesa Maram apareceu no baile de gala de Amjad no lugar do pai dela, destruindo os planos dele de recuperar o que fora roubado de sua família, Amjad ficou furioso... e aproveitou-se de uma estranha tempestade de areia para torná-la sua amante e prisioneira.




Salva por um homem que sempre amou a distância, Maram percebeu que tinha a chance de fazer Amjad vê-la como uma mulher.
Sua mulher. Mas ambos não estavam preparados para o resultado de seus desejos…


Capítulo Um 

Maram Aal Waaked finalmente teria sua chance com o Príncipe Louco. 
Pelo menos era assim que Amjad Aal Shalaan era conhecido. 
Para ela, era a melhor coisa do mundo, depois de fudge de chocolate. 
Vinha tentando-a com sua luxúria há quatro anos, deixando-a faminta por mais. 
Mas desta vez o encurralara. É, isso. 
Encurralado entre dezenas de machos reais intrometidos no meio do deserto. 
O homem era tão escorregadio que conseguiria dar uma de Houdini numa sala cheia de guardas. 
Fizera isso uma vez. Durante uma negociação a portas fechadas na qual ela comparecera representando seu emirado. 
Quando os outros começaram a discursar, ele deu aquele sorrisinho e disse: “Que chato!”. 
E desapareceu. Puf. Seus amigos chamavam-na de louca só de pensar nele. 
Claro, diziam, era um homem fenomenal, que fazia as mulheres no raio de um quilômetro desmaiarem. 
Mas também as fazia se encolherem de medo, pois era um louco, que iria pulverizar qualquer uma em seu poder. Disse que se ele fosse assim, colecionaria mulheres. 
Mas não deixar que alguém se aproximasse provava que, na verdade, era piedoso e são. 
Ignoravam os motivos da paranoia dele, dizendo que Amjad já deveria ter superado o passado. 
Ela pensava que ninguém poderia se recuperar de algo tão terrível a não ser por meio de algo igualmente maravilhoso. 
Ou pelo menos por meio de alguém que apreciasse sua brutalidade, e que não se importasse com riqueza e poder, vendo o nobre e heroico homem sob aquilo tudo. 
Maram vivia pela chance de provar a ele que era essa pessoa. 
Mas antes que pudesse alcançar aspirações tão ambiciosas, precisava ter uma conversa real com Amjad. Sem contar um incidente épico, passaram apenas alguns momentos cáusticos e sagazes juntos. 
Mas acalmaria aquela fera magnífica, nem que fosse a última coisa que fizesse. 
Todos os prazeres que experimentaria quando pudesse finalmente... agradá-lo valeriam quaisquer cicatrizes. O primeiro conflito estava prestes a começar. 
Seu GPS dizia que ela estava a minutos do campo de batalha. 
O local escolhido por ele para a corrida de cavalos da região. Zohayd sediava a corrida anualmente no último dia de outono. Este ano, devido a compromissos intransferíveis, Amjad adiantara o evento. 
Todos ficaram horrorizados por sua proposta de fazer a corrida no meio do verão. 
Em resposta, Amjad enviou cartas convincentes e atrativas, algo que só ele conseguiria fazer, considerando que os destinatários eram nobres duros na queda. 
Lera a carta de seu pai, e pôde ouvir sua voz mansa e letal nos ouvidos conforme via sua escrita elegante e energética. 
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Trilogia Orgulho de Zohayd,
1- Como Domar Um Sheik 
2- Como provocar um Sheik 
3- Como tocar um Sheik