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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Numa Tarde de Fantasia

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Simon lhe oferecia um mundo feito só de paixão.

Deitada sob a sombra de uma árvore, Caroline mantinha os olhos fechados para sentir a natureza. 
De repente, um som de passos fez-se ouvir. Ela não ousou abrir os olhos, quando lábios quentes apossaram-se de seus num beijo ávido. Tinha esperado tanto tempo por isso...
Abraçou o corpo forte daquele homem, jurando a si mesma nunca mais deixá-lo partir.
O choque que teve a seguir tirou-a de seu doce entorpecimento. Não era Michael quem a tinha beijado e a mantinha nos braços; era alguém que a desejava, apesar de Caroline pertencer a outro homem!

Capítulo Um

Caroline tinha estado deitada durante horas sobre a relva macia, à sombra de uma árvore frondosa e acolhedora, entregue a um sono agradável, povoado de sonhos e fantasias. Agora, já desperta, mantinha os olhos fechados, enquanto sons de verão enchiam seus ouvidos: o balir distante de uma ovelha, o canto de pássaros que cruzavam o céu, o sussurrar da brisa que agitava as folhas das árvores.
De repente, porém, um ruído discreto de passos sobre a grama alertou-a para o fato de não estar só. Não chegou a abrir os olhos, quando alguém se inclinou sobre ela para beijá-la.
Uma onda de felicidade a dominou e ela retribuiu o beijo sem hesitar, embora, por um instante, o recém chegado tivesse dado a impressão de querer se afastar. Passou os braços em torno dos ombros dele, deslizando depois a mão por suas costas, sensualmente. Ainda de olhos fechados, sentiu que os lábios dele se tornavam mais possessivos, o contato mais íntimo.
Nunca houvera momento tão intenso entre os dois antes. Mas também, Caroline concluiu, ambos tinham ficado separados por muito tempo. Agora, ele voltara para ficar, tinha certeza. Os longos anos de espera haviam, enfim, terminado. Uma forte excitação dominou-a, tornando-lhe a respiração ofegante e acelerada.
Quando os lábios se afastaram, ela entreabriu os olhos, preguiçosamente.
— Michael... — murmurou, devagar.
Foi quando a surpresa roubou-lhe as palavras. Levantou-se, olhando pasma para o homem sentado perto dela, os braços apoiados sobre as pernas, os olhos azuis contemplando-a, e um certo rubor aparecendo apesar do bronzeado da pele de seu rosto.
— Simon...! — ela exclamou, por fim, atônita.
— Sim... Eu mesmo, Simon.
— Pensei que fosse Michael — ela procurou se justificar.
— Sei disso.
— Bem...
— Bem? — ele repetiu.
— Gostaria de saber por que me beijou.
Ele riu gostosamente, jogando a cabeça para trás.
— Minha querida Caroline, diga-me: por que razão um homem beija uma garota bonita? Além disso, acho que usei a fórmula certa para despertar a Bela Adormecida! Bem, não pude resistir e isso é tudo. Embora eu deva admitir que não pretendia ser tão... como direi... ousado. A culpa, em parte, também coube a você.
— Já lhe disse. Pensei que fosse Michael!
— Ah...!