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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Série Paraíso Selvagem

1- O Amuleto de Jade 
ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Quando seu irmão Robin desapareceu na Ásia, em algum ponto das florestas de Burma, Laura ficou desesperada e voou para lá imediatamente, para tentar encontrá-lo. 

Não podia imaginar, porém, que esbarraria na má vontade de William Wieland, um famoso colecionador de antiguidades que parecia preocupado apenas com o amuleto de jade, desaparecido junto com Robin. 
Como um deus todo-poderoso, William impediu de todas as formas que Laura participasse das buscas. Sua atitude era tão suspeita, e tinha uns amigos tão misteriosos, que ela começou a desconfiar de que ele sabia muito mais do que dizia. Quem podia garantir que Laura não estava nas mãos do sequestrador, talvez até do assassino de seu irmão?



2- Um Sonho Impossível


Passar a noite com ela esse era o preço que Vitas pedia para guiar Rachel pela selva da Colômbia, à procura do irmão!

Nada do que Rachel tinha vivido até então a preparou para a chama que Vitas, o senhor de Mendoza, estava acendendo em seu coração.
Era como se ele estivesse abrindo uma porta proibida, mostrando-lhe um mundo novo, povoado de sensualidade e prazer... Mas era essencial que aquela porta jamais se abrisse! 

Pelo menos não pelas mãos daquele aventureiro rude e sem escrúpulos, para quem Rachel não passava de mais uma mulher bonita, em sua infindável lista de conquistas... Ela queria entregar-se a ele, sim, não apenas para fazer amor, mas para amar de verdade, esse era o sonho de Rachel, e era um sonho impossível...


3- Lobo Selvagem

Localizar e pesquisar uma tribo esquimó no extremo norte do Canadá parecia, para Belinda, um trabalho fascinante e um grande desafio. 

Mas suas esperanças e seu sucesso dependiam de um homem que, desde o prin­cípio, deixou bem claro que ali não era lugar para uma mulher branca. 
Apesar de ser in­glês, Barron vivia há muitos anos entre os es­quimós e tinha se tornado um deles. Aceita­va seus costumes primitivos e desprezava o mundo civilizado que Belinda representava. 
Sua fama de homem corajoso e às vezes até feroz era conhecida nos pontos mais longín­quos dos vales e montanhas gelados. Para os nativos, ele era Amaruq, "o Lobo": peri­goso, assustador, selvagem, irresistível!

4- Inferno de Prazer


Feliz! 

Depois de meses de angústia e desesperança, Annie se sentia feliz. 
Nada como o silêncio e a visão do mar cor de esmeralda que banhava aquela ilha maravilhosa, perdida no oceano Índico, para fa-zê-la esquecer o acidente de carro, a cicatriz em seu braço... Nada como a paixão. Deitada na cama de Oliver Maxwell, Annie esperava por ele. 
Que havia acontecido a seus princípios morais? 
Não importava, ela estava amando. Ouviu um barulho, sentiu que ele se aproximava, nu. Sorriu. E só quando mãos ásperas começaram a acariciá-la foi que percebeu que aquele homem não era Oliver...


Série Paraíso Selvagem
1- O Amuleto de Jade
2- Um Sonho Impossível
3- Lobo Selvagem
4- Inferno de Prazer
Série Concluída 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Série Escolhas do Coração

1- Memórias do Amor
ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Sebastian Nikosto nem imaginava como seria sua noiva, mas certamente não esperava alguém como a estonteante Ariadne Giorgias. 

Ele precisava se casar para salvar seu império. Mas antes, teria de usar todo o seu poder de sedução para convencer a obstinada Ariadne a seguir seus planos. 
O casamento seria apenas conveniência... até a noite de núpcias fazer com que ambos anseiem por mais.



2- E Se a resposta fosse Outra?
Todas as mulheres sonham em subir ao altar. Ao menos, era o que Victoria pensava. 

E o estável Oliver parecia o marido perfeito... Até ela conhecer Liam, o sensual e rebelde melhor amigo. 
De repente, Victoria passa a ter sentimentos que só vivera em fantasias selvagens. Mas pelo homem errado! Chega o momento em que Oliver fica de joelhos e faz o pedido. 
Agora, Victoria precisa decidir se seguirá a razão ou o desejo!





3-Amor Inesperado
Lena West pode ser a mulher mais sensual que Trig Sinclair já vira, mas também é irmã de seu melhor amigo, ou seja, estritamente proibida! 


Até eles viajarem para Istambul em uma missão secreta. Fingir ser casado — e dividir a cama com Lena — era quase uma tortura. 
Trig achava que manter-se afastado seria uma tarefa difícil, mas não se compara ao modo como ela se sentirá ao descobrir o segredo que o “marido” esconde.






 Série Escolhas do Coração
1- Memórias do Amor
2- E Se A Resposta Fosse Outra?
3-Amor Inesperado
Série Concluída

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Preciosa Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Desde o início do século, a elegante e sofisticada loja Casa das Noivas tem ajudado mulheres de todo o mundo a realizarem a fantasia do dia especial.

A loja: Grace, San Francisco. A dra. Kate DeWilde, filha caçula de Grace, podia terse saído muito bem sem a persistência do sombrio porém atraente detetive particular que insistia em aparecer de maneira inconveniente nos lugares mais errados.
O Enredo: Nick Santos estava tão próximo de solucionar o mistério das jóias roubadas da coleção DeWilde que quase podia sentir o gosto do sucesso. Mas Kate DeWilde representava um entrave em seus progressos.
Apaixonar-se pela filha da chefe arruinaria seu estilo de investigação, e atender ao que ela pedia seria o mesmo que dizer adeus ao caso...

Capítulo Um

— Faça o que estou mandando ou vou cortá-la!
— A Dra. Kate DeWilde parou ao ver a lâmina brilhando sob a iluminação intensa da clínica. A arma estava tão perto de seu rosto que ela se encolheu. Sabia que o adolescente estava falando a sério, o desespero era evidente em cada linha do corpo tenso.
— Não quer fazer isso, Emílio — disse, tentando manter a voz firme apesar do medo. — Roubar remédios da clínica não vai ajudá-lo em nada. Você precisa...
— Cale a bocal — O suor que brotava de sua testa encharcava os cabelos negros. Ele usou a mão que segurava a testa para limpar o rosto. — Preciso pensar.
Não podia ficar ali parada. Com o coração galopando dentro do peito, disse:
— Enquanto pensa, por que não me deixa cuidar do ferimento?
Ambos olharam para o braço esquerdo do rapaz, que pendia imóvel ao lado do corpo. Pelo que Kate deduzira ao vê-lo invadir a clínica, tudo começara com uma briga entre gangues rivais. O sangue do ferimento que ele segurava passava por entre os dedos e caía, gota após gota, no chão de ladrilhos. Como uma flor vermelha desabrochando ao sol, a poça de sangue crescia e tornava-se potencialmente mais letal a cada gota.
Emílio deu um passo na direção dela, o rosto jovem e belo contorcido numa máscara de desespero e dor. Ele oscilou, e Kate teve certeza de que em breve perderia os sentidos. Mas o garoto ainda segurava a faca com dedos firmes, e por isso ela permaneceu onde estava, tentando decidir o que fazer.
Não podia esperar até que ele desmaiasse, embora a palidez no rosto de traços latinos indicasse que não teria de esperar por muito tempo. Sabia que tinha de agir depressa. Estava encurralada num canto atrás do balcão de recepção da clínica com Emílio e a faca a menos de um metro de distância.
O primeiro passo era esquecer a arma, ou acabaria paralisada pelo medo. Tinha de lembrar que era uma médica. O menino diante dela, quase uma criança, apesar do ar ameaçador e da dureza do tom de voz, não tinha muito mais que dezesseis anos de idade e precisava de sua ajuda. Sua obrigação era socorrê-lo.
— Por favor, Emílio, escute...
Ele saltou tão depressa que Kate nem pode defender-se. Antes que se desse conta, ele a agarrou pelo pescoço e encostou a ponta da faca em seu rosto, embaixo do olho. Respirando ofegante, perguntou:
— Como sabe meu nome?
Sabia que corria perigo, mas podia sentir o cheiro do medo no hálito do rapaz. A mão em sua garganta dificultava a respiração e a fala, mas precisava conter o pânico e agir.
— Solte-me... e responderei à pergunta.
— Fale de uma vez!
— Sei seu nome — ela explicou com voz rouca e sufocada —, porque atendi sua avó quando você a trouxe à clínica há alguns meses. Lembro-me de Rosalinda Sanchez... e de como se orgulhava do neto. Ela me falou muito a seu respeito, Emílio, sobre como cuida dela e...
— Já chega! Não quero ouvir mais nada!
Emílio soltou-a e virou-se. Sem ar, Kate quase caiu.
Agarrada ao balcão, respirou fundo algumas vezes até sentir que o ar fluía novamente com facilidade, preparando-se para entrar em ação. Precisava tirar a faca da mão de Emílio e tratar do ferimento antes que fosse tarde.
— O que Rosalinda diria se pudesse ver o neto agora? O que pensaria se soubesse que você apontou uma faca para a médica que cuida dela?
O rapaz encarou-a novamente.
— O que sabe sobre minha abuela! O que sabe sobre a vida?
— Sei que precisamos cuidar deste ferimento, ou perderá muito sangue e terá de ir para um hospital. Sei que, uma vez lá, a polícia fará perguntas sobre como foi ferido. Sei que irão procurar sua avó e...
— Chega!

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Uma Noiva para Papai

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



A loja: Casa das Noivas, Londres. 

A estilista Tessa Montiefiori sempre quis saber se era seu talento ou sua ligação com os DeWilde que proporcionavam o reconhecimento profissional. 
Por isso chegou para trabalhar na filial londrina com um nome falso.
O Enredo: Um fabuloso vestido de noiva, criado por Tessa, era a peça principal de uma espetacular promoção. Uma mulher de sorte ganharia o vestido e um “Casamento Casa das Noivas”. 
Todos os planos de Tessa estavam se realizando. 
Até duas crianças com idéias sobre princesas e contos de fadas pensarem que Tessa, a modelo do vestido, era o prêmio. E que seria uma noiva perfeita para o pai delas...

Capítulo Um

— Não entendo por que veio se instalar neste apartamento apertado quando dispunha de todas as ruas de Londres para escolher — Gabriel DeWilde parecia chocado enquanto despia a capa de chuva. — Tessa, isso é excentricidade demais, mesmo para você!
Tessa Montiefiori sorriu com tolerância carinhosa enquanto via o primo pendurar a capa no cabide atrás da porta. Adiara aquela visita ao seu apartamento durante quase dois meses, sabendo que seu modesto estilo de vida chocaria Gabe, mas essa noite de domingo havia sido o limite para ele. Gabriel telefonara para dizer que estava indo para sua casa e desligara antes que ela pudesse protestar.
— Oh, Gabe, gostaria de ter cobrado um centavo por cada vez que me chamou de excêntrica nesses anos todos!
— Mas desta vez você conseguiu superar-se – ele insistiu, seguindo-a até a pequena sala de estar. — Fingir que é uma estilista principiante e esconder-se sob o nome Jones, quando faz parte da família. Podemos colocá-la num cargo de chefia na Casa das Noivas amanhã mesmo, se quiser! Agora que sou o diretor executivo da filial londrina, posso nomeá-la gerente de vendas da loja. Seria uma alegria tê-la.
— Gabe, você já fez esse discurso há seis semanas, quando tudo começou. Meus sentimentos não mudaram. Se puder vender meus vestidos para o público e a crítica especializada sem revelar que faço parte da família, provarei que meu talento é verdadeiro. Não quero que os empregados da loja o acusem de nepotismo. Não acha que este é o desafio mais criativo que já enfrentei?
Gabe suspirou. Tessa estivera afastada desde que deixara a universidade, três anos atrás. Começara ocupando modestas posições nas lojas de moda da Costa Oeste americana e depois tornara-se aprendiz de um famoso estilista francês em Paris. Fora visitá-la nos dois lugares, sempre na esperança de convencê-la a ir trabalhar na filial londrina da cadeia familiar. Finalmente ela havia concordado, mas impusera suas condições.
— Para dizer a verdade, Tessa, quando anunciou que estava voltando para casa, esperava ouvi-la dizer que ocuparia seu lugar na Casa das Noivas, como cabe a um membro da família. Pensei que houvesse superado sua fase experimental!
— Não é uma fase! Pretendo enfrentar novos desafios e testar meus conhecimentos em situações inusitadas até o fim da vida! É isso que preserva o frescor de um profissional.
— Receber salários modestos e viver nesta pensão disfarçada de edifício é desnecessário e inconveniente.
— Gabe examinou o ambiente. As paredes estavam descascadas, o piso de madeira não tinha brilho e as cadeiras que faziam conjunto com o sofá deviam ter escapado da última guerra.
— Este é o cenário perfeito para uma simples balconista — ela protestou teimosa. — Além do mais, gosto daqui. Afinal, por que está criando confusão agora, quando falta tão pouco para a realização do meu concurso?
— É exatamente no concurso que estou pensando. Ainda há tempo para anunciar quem realmente é antes de encarar a imprensa amanhã. Todos os grandes jornais estarão cobrindo a entrega do pacote de núpcias da Butique Experimental.
— Este é o momento para o qual venho trabalhando há meses, Gabe. Sonho com a chance de exibir um dos meus vestidos de noiva e provar meu talento.
— Pense no constrangimento que vai enfrentar se alguém descobrir que é uma Montiefiori.
— Ninguém descobrirá.

Melodia de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Pacotes de Prazer





Luke Crandall sabia lidar muito bem com mulheres, mas estava sem ação diante do adorável pacotinho de gente gritando em seu colo. 

Ele estava determinado a ser um excelente pai solteiro, mas precisava de ajuda de uma guia para embrenhar-se naquela selva de mamadeiras, chupetas e papinhas.
A bela Sydney Reede era capaz de trocar uma fralda em dois segundos... e sabia exatamente como funcionava a mente feminina!
Conforme a rotina de troca de fraldas e canções de ninar transformava-os em uma família, os dias de solteiro ficavam cada vez mais remotos na lembrança de Luke. Será que agora, ganhando experiência no mundo dos bebês, seria hora de se arriscar a singrar águas do matrimônio?

Capítulo Um


Bebês, chocalhos e berços... Oh, meu Deus!
Sydney Reede massageou a testa na altura das sobrancelhas na tentativa de aliviar a terrível dor de cabeça. Por que aceitara aquela tarefa? Como organizaria o chá de bebê?
Convites delicados em tons de rosa e azul, uma lista de utensílios para bebês e receitas de suculentos aperitivos pare­ciam não bastar.
A organização da festa deveria ser tão simples quanto fatiar uma torta de chocolate. Em vez disso, estava deixando-a em pânico.
E era tudo culpa de Roxie.
Se sua colega de trabalho não tivesse engravidado, nem a acolhido tão bem desde sua mudança para Dallas, então não se sentiria obrigada a organizar o chá de seu bebê.
Mas a opção da futura mamãe em abandonar a carreira após o nascimento da criança abria para Sydney uma bela possibilidade de ascensão profissional. E, para que esse sonho se concretizasse, seria preciso ir além de seu habitual e exce­lente desempenho cotidiano no trabalho.
Teria de agir de maneira política dentro da empresa, fazen­do-se não apenas necessária como desejável na nova função.
Enfim, por causa de Roxie, via-se em uma situação no mí­nimo incomum: dirigia-se à casa de um estranho para ter aulas de culinária!
Será que perdera o juízo?
Lembrou-se de sua chefe dizendo: “Eu a-do-ro baklava. Con­sidere servir este prato no chá de bebê de Roxie. É uma so­bremesa maravilhosa com tanta tradição familiar...”
Ellen ficara com expressão suave e distante no olhar nor­malmente gélido. E logo acrescentara: “Mamãe costumava ser­vi-la em ocasiões especiais. E o que é mais especial do que um chá de bebê? Qual era mesmo a especiaria que ela sempre usava? Canela, mel...? Gostaria de me lembrar. Oh, mas você descobrirá. É o toque especial que diferencia um baklava dos demais, que em geral são muito simples.”
Baklavas simples? A sobremesa era rica o bastante para ser servida em um palácio!
Sydney seguira passo a passo a receita encontrada em uma das muitas bibliotecas onde pesquisara sobre pratos típicos. Ape­nas acrescentara uma pitada de canela na esperança de agradar o paladar da chefe e ganhar alguns pontos em sua avaliação.
Sua chefe não fora a única a fazer uma requisição especial, entretanto. Roxie, a futura mamãe, implorara por um pudim de chocolate. E a vice-presidente da empresa “sugerira” creme brulé Aquela iguaria parecia difícil de preparar, mas a mulher jurara que o sabor celestial compensava o esforço.
Bem, seria bom se o esforço se convertesse em uma promo­ção, pensou Sydney.
Imaginara que seria capaz de preparar tudo com a facilidade com que tantas vezes fizera panquecas em formato de animais nas manhãs de sábado para os irmãos, então crianças.
Claro, sabia que os pratos favoritos da chefe e da vice-pre­sidente não bastariam para elevá-la ao cargo de Roxie. Mas também não a prejudicariam.
Queria demonstrar que sempre tinha boa vontade e era ca­paz de correr um quilômetro além do habitual...

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Um Sonho de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
 Série Casa das Noivas


O impacto da separação de Grace e Jeffrey foram sentidos até em Sidney, onde o diretor da filial australiana, Ryder Blake, amigo de longa data de Gabriel, também tentava entender o que havia acontecido.

No entanto, ele se vê às voltas com a organização de uma exposição das famosas joias DeWilde. E a repórter de tevê Natasha Pallas quer ter acesso a coleção para fazer a grande reportagem de sua vida. 
Para isso, ela precisa ganhar a confiança de Ryder.
A investigação sobre as joias roubadas também vai para a Austrália, desta vez, até com a participação de Jeffrey. Será que o amor pode fazer uma pessoa abrir mão do segredo de família?

Capítulo Um

Ryder Blake provou o chardonnay que o garçom havia servido em seu copo e assentiu.
O homem contornou a mesa para despejar a bebida no copo de Grace, e Ryder aproveitou para estudá-la.
Um conjunto de seda bege e discretos brincos de pérolas complementavam sua beleza madura, os cabelos claros estavam presos num coque elegante que realçava a delicada estrutura óssea do rosto. Mas havia sinais de tensão na boca disciplinada e uma certa rigidez nos olhos, além de linhas mais pronunciadas que não se lembrava de ter visto antes.
Grace sorriu para o garçom e esperou que ele se afastasse para encarar o amigo.
— E então? — perguntou. — Fui aprovada? — Surpreendido em plena observação, Ryder retribuiu o sorriso e girou o copo entre os dedos.
— Você está ótima — disse. O elogio era sincero, mas tinha a impressão de que faltava alguma coisa. Sob a superfície serena, Grace sempre possuíra um brilho de jovialidade, uma vitalidade e uma intensidade de emoções que atraía e cativava as pessoas, despertando nelas o desejo de buscar o calor de sua personalidade. A serenidade persistia, mas o brilho parecia empanado.
— Você também está muito bem — ela respondeu. — E acaba de fazer um grande favor ao meu ego. Sei que para você sou como uma tia, mas as pessoas estão me vendo almoçar com um homem jovem, alto e muito atraente. Recebi olhares invejosos de muitas mulheres. Minha auto-estima sofreu golpes duros nos últimos meses, e sinto-me grata pelas presunções lisonjeiras, mesmo que sejam erradas.
— Não pude acreditar quando Gabe me telefonou e falou sobre o rompimento. — Mas ficara feliz por não ter sido informado pelo memorando oficial que havia recebido na manhã seguinte no escritório, em Sydney.
Os olhos azuis de Grace se tornaram tristes.
— Gabriel me culpa. Sei que tem sido difícil para ele e os irmãos, mas Jeffrey não me deu outra escolha.
— Quer dizer que ele a expulsou de casa?
— Não, nada tão rude ou grosseiro. Ele apenas deixou claro que nosso casamento havia acabado, que não tinha mais nenhum interesse por mim.
— Não posso acreditar... — Ryder interrompeu-se ao ver o garçom se aproximar com a salada, o prato à base de carne de caranguejo e o cesto com pães frescos.
— Então — Grace prosseguiu como se ele não houvesse falado — decidi voltar para casa. Londres é uma cidade fria e triste, e só suportei viver lá porque...
Porque amava o marido e a família, Ryder pensou ao vê-la servir-se de um pedaço de pão. E nem sempre odiara Londres. Lembrava seu entusiasmo pelas ruas antigas e os famosos marcos históricos, mesmo depois de estar vivendo na cidade há anos. Grace sempre havia levado ele e Gabriel ao Rule’s, o mais antigo restaurante do lugar, e costumava apontar os nomes e os retratos dos personagens históricos que haviam estado lá. Também gostava de ir assistir aos shows no Covent Garden.
Às vezes levava Gabriel e Ryder. Jeffrey dizia ser surdo para certos tipos de música, e ficava satisfeito ao vê-la sair acompanhada pelo filho e seu grande amigo. Ela sempre fingira duvidar das desculpas do marido.
— O problema é que você prefere um pacote de batatas fritas e seus velhos filmes românticos. Felizmente tenho os meninos para acompanhar-me.
A resposta de Jeffrey era sempre a mesma.
— Por que preciso de filmes românticos, se tenho você?

O Poder da Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Casa das Noivas
A vitrinista Chloe Durrant tenta se estabelecer no competitivo mercado de trabalho. 

Para isso, nada melhor do que salvar a filial da Quinta Avenida da Casa das Noivas. No entanto, Sloan DeWilde foi incumbido de vender a loja. E Chloe se torna uma ameaça aos planos.
Será que o ramo americano da família não tem mesmo vocação para o comércio? 
Para completar, a investigação sobre as joias roubadas da família chega à Nova York e complica ainda mais a situação.

Capítulo Um

— Eu a quero, Mase. Não me importo com o preço. Dinheiro não é problema. Apenas faça acontecer, está bem? Esta noite.
Sloan DeWilde afastou o telefone do ouvido e olhou pela janela espelhada da limusine enquanto o irmão mais velho desabafava sua ira pelas ondas do celular. O bom e velho Mason! Sua idéia de correr riscos era comprar o peixe para o almoço na Lutèce. O homem não tinha imaginação quando tratava de investimentos e realizações... nem quando planejava um bom jantar.
— Mase, examine as fotos antes de dizer não — Sloan gritou ao telefone. — Já viu algo mais belo? Olhe para aquelas pernas, para aquele peito. Ela tem tudo que eu procuro. É absolutamente perfeita.
Sloan deixou o aparelho ao lado dele no assento e, irritado, abriu a pasta. Quando levantou a cabeça, encontrou os olhos de Lew Antonucci no espelho retrovisor. Ele levantou uma sobrancelha e sorriu para o motorista de cabelos grisalhos.
— Mason não confia em meu julgamento para a aquisição de bons animais.
Lew fez um movimento afirmativo com a cabeça e mordeu o filtro do cigarro apagado.
— Lamento pela demora, Sr. Sloan. Creio que estaremos chegando em dez minutos, no máximo.
Sloan olhou pela janela. A limusine estava parada num horrível congestionamento na Cinqüenta e nove, entre a Lexington e a Park. Não era um bom sinal para o início de uma manhã produtiva. Mesmo assim, discutir com Mason enquanto esperava que os carros se arrastassem pelas avenidas de Nova York era muito melhor do que a tarefa que o esperava na Casa das Noivas da Quinta Avenida.
Sloan retirou um maço de fotos da pasta e entregou-as a Lew.
— Dê uma olhada e me diga se estou errado.
O motorista olhou os retratos, mantendo sempre um olho no trânsito enquanto movia a cabeça em sinal de apreciação.
— Ela se chama Sheba's Prize — Sloan contou. — É descendente direta de Secretariat e irmã do vencedor do Preakness do ano passado. Podemos cruzá-la com Paragon. Quem sabe que tipo de cria aqueles dois não produziriam?
— Ela é uma beleza, Sr. Sloan — Lew concordou.
Sloan agarrou o celular e interrompeu o monólogo do irmão.
— Lew acaba de dizer que ela é uma beleza, Mason. E você sabe que ele está com nossa família por tempo suficiente para ser um excelente juiz de animais. Não esqueça que ele foi seu conselheiro na transação envolvendo Seven Sins, e você nunca se arrependeu da compra. — Mason tentou protestar, mas ele o impediu. — Se não quer me ouvir, ouça Lew. Compre a égua antes que alguém a leve! — E desligou, jogando o aparelho dentro da pasta com impaciência. — Se eu administrasse a fazenda, teríamos vencedores em todas as baias.
— Mas não administra a fazenda, Sr. Sloan — Lew lembrou. — Mason é o responsável pela propriedade. Sua responsabilidade é a loja.
Lew sempre resumia a questão de maneira a estabelecer o óbvio sem deixar dúvidas.
— Mason pode cuidar da fazenda por enquanto, mas logo terá de engolir um sócio nada silencioso — Sloan resmungou irritado. Assim que se livrasse, e a família, do legado Casa das Noivas.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Votos de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Casa das Noivas

Desde o início do século, a elegante e famosa loja Casa das Noivas tem ajudado noivas de todo o mundo a transformarem a fantasia do “dia especial” em realidade.

Mas agora a loja e três gerações da família estão abaladas com a separação de Grace e Jeffrey DeWilde. 
À medida em que os membros da família encaram novos desafios e amores, e um mistério mantido em segredo há muito tempo, as vidas de Grace e Jeffrey misturam-se com a dos empregados da loja, amigos e parentes.
Se você gosta de casamentos e romance, glamour e diversão, seja bem-vinda à Casa das Noivas...

Capítulo Um

Gabriel DeWilde invadiu o escritório do pai e bateu a porta.
— Que diabo significa isto? — Trovejou, jogando a carta do advogado sobre a mesa. — Se acha que está fazendo alguma piada, não vi graça nenhuma!
Jeffrey DeWilde continuou olhando pela janela, aparentemente fascinado pela visão dos tetos cinzentos molhados pela chuva de primavera.
— Não se trata de uma piada — ele respondeu depois de algum tempo. — Grace me deixou.
Não parecia mais que um pouco desapontado, como se comentasse o fato de não ter encontrado sua geléia preferida à mesa do café da manhã.
Gabe passou a mão pelos cabelos castanhos e longos e andou pela sala. Era como se houvesse penetrado no ambiente familiar do escritório do pai só para descobrir que fora aspirado para um universo estranho.
— Deixou? — Repetiu, as palavras simples transformando-se num mistério insondável quando aplicadas à mãe. — Ela não pode tê-lo deixado. Estão casados há trinta e três anos!
— Mas ela partiu. — A resposta quieta de Jeffrey ecoou no silêncio pesado. — Mudou-se para um hotel na sexta-feira à noite. Não sei qual.
Gabe balançou a cabeça, tentando restaurar o senso de realidade.
— Nada disso faz sentido! Você e mamãe sempre viveram o casamento ideal. Nenhum dos dois jamais deu qualquer indicação de estar insatisfeito, ou de enfrentarem problemas.
Jeffrey permanecia de costas.
— Algumas coisas são dolorosas demais para serem discutidas, mesmo com os próprios filhos. E talvez as indicações tenham estado lá, se tivessem prestado um pouco mais de atenção.
— Bobagem! Nós nem imaginávamos... — Gabe parou, lembrando-se subitamente de uma manhã de domingo, quando chegara de surpresa em Kemberly, a casa dos pais em Hampshire. Encontrara a mãe sozinha e notara os olhos vermelhos e inchados, mas ela insistira em afirmar que estava sofrendo uma forte crise alérgica provocada pelo excesso de pólen da primavera. Desejando ser convencido, Gabriel aceitara a explicação sem fazer perguntas. E agora censurava-se por ter sido tão ingênuo. Ou comodista. Furioso com o próprio desinteresse, extravasou a frustração no pai. — Seus filhos não têm a capacidade de ler pensamentos! — gritou. — Devia ter nos prevenido sobre o que estava acontecendo.
— O que esperava que eu dissesse? Não tinha ideia de como a situação seria... resolvida.
— Sim, mas esperar que mamãe o deixasse, e pedir a um advogado que mandasse cartas formais comunicando a separação a seus filhos foi demais!  

Encontro Marcado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Casa das Noivas


A loja: Desiludida por causa da traição do marido em Londres, Grace DeWilde decide realizar um velho sonho: abrir uma loja para noivas em San Francisco.

Os Fatos: Para Rita Shannon, a nova loja de Grace DeWilde era uma oportunidade e tanto. E sabia que não devia confiar no agente financeiro Erik Mulholland. 

Ele poderia ter uma fala mansa, mas seu instinto competidor proporcionava jogos de poder à mesa de reuniões e decepções no quarto. 
Não voltaria a percorrer aquela estrada novamente. Mas Erik não estava disposto a perder sua segunda chance. 
Ele tinha planos... para percorrer a estrada que levava ao altar.

Capítulo Um

Rita Shannon estava atrasada. Odiava atrasar-se para qualquer coisa, especialmente para algo tão importante quanto à entrevista com Grace DeWilde.
Também detestava ter de apressar-se, e estava praticamente correndo pelo espaçoso hall do prédio de apartamentos onde combinaram se encontrar. 

Ao passar por um espelho, viu o reflexo do próprio rosto e fez uma careta. Não devia ter escolhido o traje verde e insípido que tornava sua pele tão pálida.
Era tarde demais para pensar em roupas. Havia experimentado cinco delas antes de sair, começando por um conjunto vermelho, passando por um vestido com jaqueta e uma bermuda com blusa decotada, e tentara até o vestido preto que a fazia parecer uma cantora de boate. Finalmente decidira usar o verde, não por falta de opções, mas por ter esgotado o tempo.
Agora estava quase cinco minutos atrasada. O que Grace DeWilde ia pensar?
Certamente que Rita Shannon era ousada, ou não estaria se candidatando ao cargo de assistente executiva. Rita pensou em dar meia-volta e usar o telefone da portaria para cancelar a entrevista, mas felizmente a voz da razão se fez ouvir mais forte.
Como podia pensar em desistir de uma chance de conhecer… não, de trabalhar para uma mulher que admirava desde a faculdade, quando inscrevera-se num curso de administração de empresas para mulheres? Grace DeWilde havia sido o tema do seu trabalho de conclusão, e recebera a nota máxima por ele. Mais importante que a nota e seu desempenho no curso havia sido o fato de ter encontrado um ídolo, alguém cujos passos desejava seguir. Queria ser como Grace.
Rita apertou os lábios. Nada acontecera conforme planejara.
Por isso andava apressada pelo corredor do edifício, atrasada por uma entrevista que seria a mais importante de sua vida.
Tudo acontece sempre de forma a nos beneficiar.
Seria verdade? Sua mãe costumava repetir a frase constantemente, e às vezes acreditava nela. A ironia em torno do momento que vivia era que não estaria ali se hão houvesse perdido o emprego na Maxwell e Companhia, uma das maiores lojas de departamentos de San Francisco… Bem, pelo menos não fora demitida. A verdade era que se desligara da empresa…



Série Casa das Noivas
1- Votos de Amor
2- Encontro Marcado
3- O Poder da Sedução
4- Um Sonho de Amor
5- Uma noiva para papai
6- Ladrão de Amor
7- Pacto de Sedução
8- Termos de Rendição
9- Segredos de família
10- Um homem selvagem
11- Preciosa Sedução
12- Juntos outra vez
Série Concluída

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Mamãe sem Querer

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Paternidade
Um bebê a caminho... Um casamento forçado

A oportunidade de ter uma noite com Pierce Donellan era mais do que qualquer mulher podia desejar. E Natalie não era exceção. 
Apaixonada por Pierce desde a adolescência, não pôde mandá-lo embora quando ele bateu à sua porta. Mas não considerara as possíveis consequências...
Quando soube que Natalie estava grávida, Pierce insistiu no casamento, apesar de ele ter certeza de que jamais poderia lhe dar amor. 
Porém, manter-se imune ao charme e à sedução de Natalie estava ficando cada vez mais difícil!

Capítulo Um

Natalie Brennan saía de casa quando o relógio da sala de jantar deu a badalada de meia hora. Atônita, percebeu que exatamente doze horas haviam se passado desde que abrira a mesma porta na noite anterior. Meio-dia e, mesmo assim, o impacto daquelas horas em sua vida era incomensurável. Nada jamais seria o mesmo.
Se tivesse atendido ao primeiro impulso e ignorado a campainha, aquela seria apenas mais uma segunda-feira e seus pensamentos estariam voltados para as semanas que viriam, com os preparativos para o Natal, as montagens teatrais infantis da época e as outras atividades da escola. Mas haviam tocado a campainha novamente, com mais insistência, e ela, percebendo tardiamente as luzes acesas e as cortinas abertas, não pudera fingir não estar em casa. Relutante, levantara-se.
— Quem é? — indagou, impaciente.
Abriu a porta e arrepiou-se com o ar frio da noite, apesar do suéter cor de vinho que usava com a calça legging preta. Uma rajada de vento mais forte jogou mechas de seu cabelo castanho-escuro contra o rosto em forma de coração.
— O que...
Interrompeu-se e arregalou os olhos castanhos quando a luz do corredor banhou a figura alta e masculina parada junto aos degraus.
— Oi, Nat.
Apesar da familiaridade da voz, Natalie precisou piscar várias vezes para convencer-se de que estava vendo com clareza.
— Pierce?
Foi só o que conseguiu pronunciar. Chocada, sentiu o cérebro anestesiado, incapaz de raciocinar. Dez anos antes, também abalara-se ao ver Pierce Donellan e, desde então, nunca fora capaz de racionalizar qualquer coisa relacionada a ele.
Pierce ainda tinha o poder de deixá-la emudecida. O impacto de sua presença masculina era letal a qualquer esperança de compostura. Mesmo vestido informalmente, como naquele momento, de calça jeans, camiseta branca e jaqueta de couro preta, com o cabelo preto desarranjado devido ao vento, ele ainda exercia o magnetismo masculino que a deixava confusa e sem ação.
— Não vai dizer nada, Nat? — A voz fria vinha acompanhada de um tom sarcástico, do qual ela lembrava-se bem. — Não parece você. Lembro-me de que sempre tinha muitas opiniões e era entusiasmada em partilhar seus pontos de vista.
— Você me pegou de surpresa... Não esperava vê-lo aqui.
Era verdade. Já se convencerá, havia muito, de que Pierce Donellan nunca seria parte de sua vida e, se uma parte mínima de seu coração ainda nutria a esperança tola de que pudesse ser diferente, a notícia que agitara a cidadezinha no mês anterior pusera uma pedra sobre o assunto.
— A que devo a honra da visita?
Pierce riu, matreiro, levemente envergonhado com o tom mal humorado, deixando-a ainda mais vulnerável. Após acreditar que o perdera para sempre, Natalie não conseguia suprimir a alegria por vê-lo ali. Mesmo assim, o realismo dizia-lhe que, se se expusesse novamente, se o deixasse entrar em sua vida mais uma vez, só se magoaria.
— Acreditaria se eu dissesse que estava só passando?
— De jeito nenhum.
Ainda sem saber como agir, Natalie tentou endurecer o coração, sabendo de antemão que era uma tentativa vã. Mais um sorriso daqueles e estaria acabada.
— Você também não poderia estar passando pela rua Holme a caminho de algum lugar, pois trata-se de um beco sem saída, e quanto a...



Série Paternidade
1- Pai por Acaso
Série Concluída

Um Bebê para o Cowboy

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Pacotes de Prazer


Ex-cowboy conhece a mais linda cowgirl!

Jacob nada sabia sobre paternidade, especialmente de uma menininha de dois anos. 
Mas um único e franco sorriso de sua recém-descoberta filha era tudo de que precisava para se tornar no mesmo instante um pai de família. 
Agora, tudo o que tinha a fazer era convencer Alyssa de que era um verdadeiro marido!

Capítulo Um

Jacob Goodacre estreitou os olhos, atento ao panfleto colado à janela da loja de grãos de Summit City: "Venham todos para o rodeio do condado de Summit celebrar com Yip e Dolly Cartwright. Haverá churrasco".
Seu olhar percorreu rápido os dizeres. Sabia como chegar lá. Conhecia a gloriosa carne de cabrito servida desde a manhã até à noite, quando, enfim, um espetacular show de fogos de artifícios acontecia. Também tinha conhecimento de que o convite, estendido a todos os amantes de rodeios com dez dólares para a entrada, não o incluía.
Uma alfinetada pareceu tocar-lhe o coração, torturando-o sem piedade. Durante três anos, mantivera-se afastado de Summit City e das tristes lembranças que aquele lugar evocava. Agora, por ironia do destino, encontrava-se outra vez no palco de seu mais orgulhoso triunfo, e também de maior devastação.
Suspirou como para espantar aqueles sentimentos, enquanto seus olhos se fixavam na foto ao centro da folha amarelada.
— Minhas botas!
Curvou-se um pouco, a fim de examinar mais de perto o par de calçados de couro de cobra preto.
Suas botas. Nenhuma dúvida a respeito. Podia afirmar serem suas pelo entalhe denteado dos saltos. Deixara-as para trás na última vez em que estivera em Summit City.
Coçou o queixo e colocou as mãos nos quadris. O tecido desbotado do jeans que usava aderia aos músculos tensionados das pernas. Aspirou fundo o ar de verão, mantendo fixo o olhar naquele papel.
Aquele só poderia ser o trabalho de uma pessoa, aquela a quem confiaria suas botas favoritas... e seu coração. Ela mantivera ambos consigo.
A imagem de Alyssa surgiu como um raio em sua mente. Apesar dos anos e do sofrimento entre eles, ainda a via do mesmo modo como quando do primeiro encontro. Os cabelos loiros com ligeiros toques avermelhados mantidos seguros por uma grossa tiara, tal e qual uma coroa a lhe encimar a cabeça, caíam fartos por sobre os ombros perfeitos. 
Podia até mesmo ver as suaves sardas salpicadas na pele delicada do rosto, e a sinceridade e adoração a brilhar nos olhos cor de mel.
Quão rápido toda aquela adoração se transformou em rispidez e acusação! Não lhe vira a expressão quando ocorrera a derradeira discussão entre ambos, pois tudo se passara em uma conversa telefônica. Não fora necessário. Ficara claro o profundo desapontamento, a raiva que esperara evitar ao partir como fizera.
Jacob forçou-se a olhar mais uma vez a escarnecedora propaganda. O rosto másculo se contorcia numa espécie de careta de repúdio e numa tentativa de conter a fúria das emoções que se debatiam em seu peito.
Aquela foto era, sem dúvida, o trabalho de uma mulher: Alyssa Cartwright. O logotipo ao centro do papel o confirmava. Companhia Crowder e Cartwright e um endereço local.
Isso significava que ela ainda residia em Summit City, decerto ainda sob o teto e a batuta dos pais, e também estaria no rodeio.
"E lhe prometo, voltarei para você e para casa, Alyssa Goodacre, com o sucesso que uma mulher como você merece, ou não voltarei nunca mais." Suas próprias palavras lhe ecoaram nos ouvidos. Havia se tornado um sucesso, segundo o padrão da maioria dos homens, e enfim, retornara para onde estava Alyssa, mas existia algo de que não podia abrir mão. O tempo que passara sozinho e um truque cruel do destino tinham lhe ensinado que não estava, nem poderia estar, no mesmo patamar da única mulher a quem pedira para usar seu sobrenome. Um homem como ele só poderia deixá-la só e sofrendo.
Não voltara a Summit City para provar algo para Alyssa. Estava ali para provar alguma coisa a si mesmo.
Jacob pensou nas duas competições que ainda teria de enfrentar antes de deixá-las para sempre, apesar de que poderia fazê-lo nesse momento. Dois rodeios, para ganhar ou perder, o encaravam tal e qual o desafio final. Caso não os cumprisse, caso não ganhasse, sentir-se-ia um total fracasso. Falhara como filho, como protetor, como amante e como marido. Não iria falhar em algo que fazia muito bem, e isso significava participar e vencer.
Alyssa, na certa, estaria na tribuna, observando-o.
Como conseguir se concentrar com todos esses sentimentos, que julgara sepultados, se debatendo no peito?
Não conseguiria, não podia.
Tinha, portanto, dez dias para se decidir. Desistir ou impedir que aquela mulher estivesse presente na noite de sua participação. Isso significava que, de um jeito ou de outro, teria de ver a ex-esposa, o que preferiria que acontecesse em seus termos. Mas como?
— Jacob?
O som de seu nome o despertou dos devaneios. Virando rápido a cabeça, encontrou uma jovem a seu lado na calçada. Ela sorriu, inclinando um pouco a cabeça de modo que seus cabelos loiros balançaram-se como finos fios de ouro soltos no ar.
Jacob afastou-se um pouco da ansiosa garota, que o fitava de tão perto que podia ouvir o raspar do tecido da blusa que ela usava contra a manga de sua camisa a cada movimento dos seios ao respirar.
— Lamento, mas não me recordo de tê-la encontrado, moça.
— Oh, você não me conhece, Jacob! 



Série Pacotes de Prazer
1- Um Pedido de Casamento
2- Para Sempre
3- Férias Inesquecíveis
4-Apuros com um Bebê
5- Tudo por um bebê
6- Um Bebê para o Cowboy
7- Um desejo Especial
 8- Melodia de Amor 
13- Mensageiros do Amor
Série Concluída


terça-feira, 6 de setembro de 2016

Amigos com Benefício

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Os Magnatas da Austrália


Amizade colorida?

A proposta do famoso arquiteto Scott Knight era simples: Duas noites por semana durante um mês, com confidencialidade garantida. 

Ainda assim, a implacável advogada Kate Cleary achou melhor redigir um contrato. 
Tudo o que ele queria era pular a burocracia e partir para a ação. 
Kate não acreditava em “felizes para sempre”. 
Afinal, seu trabalho era dissolver casamentos arruinados. 
E apesar de Scott ser magnífico, ele também é um enigma. 
Decidida a desvendá-lo, Kate fará de tudo... Até mesmo quebrar as próprias regras!

Capítulo Um

Scott Knight lançou um olhar para a ruiva de pé junto à enorme poncheira, e engoliu em seco.
Alta, segura de si, linda... e muito cínica, a julgar pelo seu olhar. Ele gostava de tudo no conjunto.
Então... exatamente o que ela tinha a ver com festas de divórcio? Do ponto de vista dele, essas festas mais pareciam enterros.
Refletiu sobre isso enquanto lançava outro olhar para a ruiva.
Falando de modo literal, aquela era mais do que uma festa de divórcio: era a celebração do novo relacionamento de Willa com Rob. Normalmente, Scott não apoiaria pular de uma situação ruim para outra ainda pior... mesmo que o sujeito da segunda situação fosse Rob, que estava a vários anos-luz na frente do ex de Willa, Wayne-o-Chato... mas agora aprovava caso a festa ficasse mais animada...
A ruiva se voltou para se servir de mais ponche; Scott notou que tinha um corpo maravilhoso. E parou de se preocupar com qualquer outra coisa além de pôr as mãos naquele corpo.
Caminhou de modo decidido para a poncheira, pegando uma cerveja no caminho... porque ponche, na sua opinião, era bebida de garotas.
— Como é mesmo aquela citação sobre divórcio...? — perguntou inclinando a cabeça para ela. Mas era uma indagação retórica.
Ela se voltou antes que Scott terminasse a frase, o deixando com água na boca. Era ainda mais linda de perto, uma mistura de traços sensuais com olhos cinzentos e puxados, sobrancelhas arqueadas de modo malicioso, malares altos... e uma boca polpuda pintada de vermelho.
Ela não se deu ao trabalho de responder. Obviamente, sabia que não precisava. Scott percebeu pelo modo como aguardou que ele continuasse, toda cheia de segurança e com um leve sorriso nos lábios sensuais.
— Foi Jean Kerr — continuou Scott. — Declarou que “um advogado nunca se sente inteiramente à vontade com um divórcio amigável, do mesmo modo que o agente funerário não quer terminar seu trabalho para ver o morto se sentar de repente”.
Os lábios sensuais se entreabriram surpresos, e os cantos se ergueram. Um pouquinho. A ruiva parecia fascinada. Scott interpretou como sendo um sinal... um bom sinal... e que a ideia de puxar conversa surtira efeito. Ela estava colaborando. Sim!
Devagar, ela tomou um gole do ponche e analisou Scott. De cima a baixo.
— Você está no mercado? — questionou a ruiva com a voz rouca que fez a libido dele aumentar.
Mmm-hmm. Ela não apenas o encantara, mas estava prestes a fazê-lo cair de quatro aos seus pés. E Scott não estava reclamando.
Então, ele lançou seu sorriso do tipo estou disponível para fazer sexo agora mesmo, e que denominava de sorriso Número Um, porque costumava ser o que mais dava certo.
— Uau, sim, estou no mercado.
A ruiva riu. O riso também era rouco.
— Estava me referindo ao mercado de divórcios.
— Não sou casado, se é isso que quer saber. Também não sou noivo. — Aproximou-se um pouco mais. — Ou comprometido de qualquer outra forma.
Ela fez beicinho com a boca polpuda.
— Que pena, teria sido divertido.
Em geral Scott não era pego de surpresa, porém, a Ruiva Fria conseguira isso com poucas palavras. Por que a solteirice dele parecia vergonhosa? Ela só queria homens casados?
— Embora pudesse ser — completou Scott, tentando ganhar tempo. — Quero dizer, divertido.
— Sem dinheiro envolvido? — interrogou ela com um suspiro triste. — Não creio.
Que diabos era aquilo? Ela não apenas preferia homens casados, mas ainda queria que pagassem? Essa não parecia ser o tipo de amiga de Willa. E também não era o cenário ideal para ele, apesar de se achar uma pessoa experiente que já vira de tudo na vida... Entretanto, sexo pago, talvez S&M... sadismo e masoquismo... essa história de causar e sentir dor... muito obrigado, mas não fazia seu gênero!


Série Os Magnatas da Austrália
1- Sorte Inesperada
2- Amigos Com Benefício
3- a revisar
4- idem

Sorte Inesperada

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Os Magnatas da Austrália



Contadora de dia... Amante à noite!

Depois do fim de seu casamento, Willa Moore-Fisher resolveu se reinventar. 
Formada com honrarias, ela sabe que tem talento. E mal pode acreditar na sorte quando descobre que o poderoso magnata Rob Hanson está à procura de um contador. 
Só há um problema: Willa já conhece o novo chefe... intimamente. 
Rob nunca quis ter um relacionamento sério, ainda que nada o impeça de se divertir com a estonteante Willa. 
Contudo, não demora para que ele comece a pensar em promover a nova temporária para um cargo mais fixo em sua vida.

Capítulo Um

— Você não vai me levar para a cama esta noite. Nem amanhã.
Willa Moore-Fisher ensaiou a frase diante do espelho do banheiro do elegante restaurante Saints, em Surry Hills. Estava sendo amável. O seu desprezível parceiro de encontro às escuras não merecia tanta consideração. Como ele era estúpido, poderia pensar que ainda teria uma chance de dormir com ela. Jamais! Ela preferiria arrancar os olhos com uma faca cega.
— Eu poderia explicar por que o considero um cretino, mas, ao tentar entender, a sua cabeça pode explodir! — Ela falou alto, sorrindo ao imaginar aquela cara arrogante se desmanchando. Bum! Poucos problemas não podiam ser resolvidos com uma carga de explosivos, e eles seriam muito úteis no caso de futuros ex-maridos que...
Talvez você devesse voltar até lá e lhe dar mais uma chance, sugeriu a Willa complacente, a Willa capacho. Pode ser que a culpa pelo encontro desastroso seja sua: se você o tivesse feito falar mais, se tivesse feito as perguntas certas, se tivesse se mostrado mais interessada...
A Willa selvagem deu um tapa na testa e calou a Willa capacho. Foi o que você fez durante oito anos, imbecil. Tentou despertar o que havia de melhor em Wayne, tentou mudar para que ele mudasse. E qual foi o resultado?
— Caia na real, idiota — disse para o seu reflexo. — Seja dura, diga a ele que você está perdendo o seu tempo e dê o fora.
É, como se você fosse dizer isso em voz alta, debochou a Willa selvagem. Você é mole demais. Prefere engolir qualquer sapo a deixar que alguém fique zangado com você.
Talvez, algum dia, ela aprendesse a se impor.
A Willa selvagem expressou sua descrença com um rosnado.
Droga, aquelas vozes em sua cabeça a deixavam exausta.
— Esse hábito de falar sozinha é recente, ou você sempre fez isso e eu não notei?
Willa olhou para o espelho, viu a loura e admirou o corte curto de seus cabelos lisos. Fitou seus olhos castanhos maliciosos e se voltou rapidamente.
— Amy? Meu Deus, Amy!
— Olá, Willa.
Amy usava saltos agulha. O vestido realçava suas curvas. O penteado e a maquiagem eram perfeitos. Ao notar o trejeito de seus lábios e a alegria brilhando em seus olhos, Willa voltou a ver a amiga aos 18 anos, uma garota encantadoramente insinuante que, apenas por ser ela mesma, lhe revelara um mundo de aventura, durante um verão, há muitos anos.
— Amy... O que está fazendo aqui?
Willa a abraçou e percebeu que não queria mais soltá-la. Por que deixara que Amy saísse de sua vida? Aquele verão nas ilhas Withsundays, o grupo de amigos — Amy, Brodie, Scott, Chantal, seu irmão mais velho, Luke –, tinha sido tudo para ela, mas, como acontecera com tantas coisas, quando casara com Wayne, afastara-se de todos.
Idiota.
— Estou jantando com a minha colega de apartamento — disse Amy, segurando a mão de Willa. — Mas você... Por que estava falando sozinha?
— Eu estou tentando me livrar de um terrível encontro às escuras. — Willa olhou para a janela do banheiro. — Você acha que sou magra o suficiente para passar por ali?
— Na verdade, você está excessivamente magra... E, espere... O que houve com Wayne? Você não se casou com ele?
Willa mostrou o dedo esquerdo, sem aliança.
— Estamos nos divorciando. Foi um erro. — Hum, um erro era pouco.
— Sinto muito... Droga, Willa, faz tanto tempo...

Série Os Magnatas da Austrália
1- Sorte Inesperada
2- Amigos Com Benefício
3- a revisar
4- idem

Adorável Mentirosa

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Procura-se Babá





Precisa-se de uma babá!

Escritor de sucesso procura pessoa discreta e experiente para cuidar de uma garotinha.
Rumores apontavam Pearce Tyrone como o misterioso pai de Patty, e Cathy sentiu-se tentada a descobrir a verdade. 

Para isso, candidatou-se ao emprego de babá que ele oferecia. 
Fascinado por Cathy e pela forma como tratava a menina, Pearce teve certeza de que ela poderia ser muito mais que uma babá. 
Mas os segredos não duram para sempre, e o cerco estava se fechando contra Cathy. Não demoraria e teria de revelar por que estava trabalhando ali...

Capítulo Um

O sol brilhava na Cote D'Azur. Cathy estava deitada numa espreguiçadeira à beira da piscina do hotel. Passar um feriado na parte oriental do litoral francês estava sendo maravilhoso. Era uma chance de relaxar, já que seu trabalho num jornal londrino era muito estressante.
— Mademoiselle Fielding, telefone — o garçom avisou-a.
— Para mim?
Cathy franziu a testa e sentou-se de pernas cruzadas, chamando a atenção de dois homens que estavam passando.
— Tenho certeza de que sim, mademoiselle — o garçom afirmou.
— Tudo bem, obrigada. — Cathy prendeu uma mecha de cabelos atrás da orelha e pegou o telefone. — Alô?
— Cathy, aqui é Mike. Tenho boas notícias.
Aquele era o editor do jornal, Mike Johnson, um homem de quarenta e cinco anos de idade, rabugento e tão duro quanto uma pedra.
— Tomara que esse telefonema valha a pena — ela falou com aspereza, pois não queria ouvir falar de trabalho.
Todos têm direito a um descanso, pensou.
— Aposto que já está entediada e ansiosa para voltar — Mike disse.
— Com certeza — ela murmurou com sarcasmo.
— Tenho um furo de reportagem.
Cathy lutou contra o impulso de perguntar o que era. Mordeu o lábio inferior para controlar-se, mas não resistiu:
— Diga.
— Pearce Tyrone está na Cote D'Azur.
— E daí? Isso é novidade? Ele é um escritor de sucesso. Deve passar longas semanas aqui.
— A filha de Jody Sterling está com ele. Essa informação é exclusiva, e nenhum dos outros jornais...
— Informação segura?
— Muito segura. A pequena Patty chegou na casa de Tyrone esta manhã.
Cathy tivera seu interesse aguçado. Jody Sterling fora notícia nos jornais recentemente, pois sofrera um acidente automobilístico. Era uma talentosa atriz. Loira e de beleza estonteante, frequentemente era o centro das atenções da mídia, principalmente depois de ter dado à luz uma criança, sem revelar o nome do pai.
Muitas especulações surgiram. A revista fotografara a atriz nos braços de Jonathan Briars, um político casado, e o escândalo quase arruinara a carreira dele. O outro nome ligado à atriz fora o de Pearce Tyrone. Pearce era um enigma. Ninguém sabia muito a respeito daquele homem de trinta e sete anos de idade, a não ser que era um escritor de sucesso, sempre com seus livros na lista de best-sellers. Cathy vira a fotografia dele poucas vezes, quando os paparazzi conseguiam flagrá-lo na saída de restaurantes ou hotéis. Ele não concedia entrevistas e mantinha os jornalistas a distância.
Preservava-se muito bem. Não havia informações sobre sua vida, na contracapa dos livros que escrevia, e nenhuma foto, apesar de ele ter fabulosos olhos pretos, que faziam Cathy pensar no deus grego Adônis. Quando mais ele se recusava a aparecer em público e dar entrevistas, mais atiçava o interesse do público e da imprensa.
Seria ele o pai do bebê de Jody Sterling? A pergunta ecoou pela mente de Cathy.
— Está interessada?   

Série Procura-se Babá
1-  Mãe Secreta - ebook sem crédito
2- Adorável Mentirosa
3- *NannyA Nanny Named Nick
4- Uma Babá na familia
5- Procura-se uma Babá
6- A Última tentação
7- Uma Jóia Para a Noiva
8-* InherInherited: One Nanny
9- Uma babá adorável
10- Precisa-se de uma Babá
11- *DaughA Daughter for Christmas
12- A babá disse sim!
Série Concluída
* Não publicado no Brasil